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Corpos geométricos · Corpos

O espaço

Antes de começar, convém dominares: Elementos do plano (7.º ano do ensino básico (3.º ciclo))
Antes de começar, convém dominares: Polígonos (7.º ano do ensino básico (3.º ciclo))

O teu quarto é um pedaço de espaço. O chão é um plano, a aresta onde duas paredes se encontram é uma reta e o canto onde se juntam o teto e duas paredes é um ponto. Duas retas do teu quarto nunca se tocam e, mesmo assim, não são paralelas. Como é possível? Neste apartado vais olhar para o espaço com olhos de geómetra.

Pontos, retas e planos

Um corpo geométrico, como uma caixa, tem três dimensões: comprimento, largura e altura.

Comparação de dimensões: um ponto (0 dimensões), uma reta (1 dimensão), um plano (2 dimensões) e um corpo (3 dimensões). ponto0 dimensões reta1 dimensão plano2 dimensões corpo3 dimensões

Há ainda duas regras que usamos sempre:

  • Por dois pontos passa uma única reta.

  • Por três pontos não colineares (não alinhados) passa um único plano.

Pratica★☆☆Por começar
No mundo do design de videojogos, os objetos definem-se pelas suas dimensões. Indica quantas dimensões ($0$, $1$, $2$ ou $3$) têm os seguintes elementos que encontramos…

No mundo do design de videojogos, os objetos definem-se pelas suas dimensões. Indica quantas dimensões ($0$, $1$, $2$ ou $3$) têm os seguintes elementos que encontramos num quarto:

  1. a) O cabo de uns auscultadores esticado.
  1. b) O ecrã plano de um monitor (sem contar a sua espessura).
  1. c) Uma caixa onde guardas os jogos da consola.
  1. d) Um ponto de luz no teto.
Quatro objetos de um quarto: um cabo esticado, um ecrã plano, uma caixa de jogos e um ponto de luz a) Cabo esticado b) Ecrã plano c) Caixa de jogos d) Ponto de luz
Resolver
Pratica★☆☆Por começar
Sabemos que por dois pontos do espaço passa uma única reta. a) Quantas retas podem passar por um único ponto do espaço? b) Quantos planos podem conter uma única reta? c)…

Sabemos que por dois pontos do espaço passa uma única reta.

  1. a) Quantas retas podem passar por um único ponto do espaço?
  2. b) Quantos planos podem conter uma única reta?
  3. c) Quantos pontos não alinhados são necessários no mínimo para definir um único plano?
a) P b) r c) π P₁ P₂ P₃
Resolver

Duas retas no espaço

No plano, duas retas ou são paralelas ou são concorrentes. No espaço há uma terceira possibilidade: podem nunca se tocar sem serem paralelas. Roda o cubo e procura um exemplo:

Posições relativas de duas retas no espaço: paralelas, concorrentes e não complanares. paralelas concorrentes não complanares

Num cubo $ABCDEFGH$ (base $ABCD$ em baixo, $E$ acima de $A$, $F$ acima de $B$, …), por exemplo:

  • $AB$ e $EF$ são paralelas;

  • $AB$ e $BC$ são concorrentes em $B$;

  • $AB$ e $CG$ não são complanares (não existe um plano que contenha as duas).

Pratica★☆☆Por começar
Observe as arestas deste cubo e determine a posição relativa (paralelas, secantes ou que se cruzam) dos seguintes pares de retas que contêm as arestas: a) A reta que…

Observe as arestas deste cubo e determine a posição relativa (paralelas, secantes ou que se cruzam) dos seguintes pares de retas que contêm as arestas:

  1. a) A reta que passa pelos pontos $A$ e $B$ em relação à que passa por $C$ e $D$.
  2. b) A reta que passa por $A$ e $B$ em relação à que passa por $B$ e $C$.
  3. c) A reta que passa por $A$ e $B$ em relação à que passa por $G$ e $H$.
E F D C H G A B
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Pratica★☆☆Por começar
No espaço existem retas que não são paralelas, mas que nunca se intersectam. Essas retas são chamadas retas enviesadas. Observa o desenho da rampa de skate e diz qual é…

No espaço existem retas que não são paralelas, mas que nunca se intersectam. Essas retas são chamadas retas enviesadas. Observa o desenho da rampa de skate e diz qual é a posição relativa de:

  1. a) A borda superior da rampa ($r$) e a linha da base no chão ($s$).
  2. b) A borda vertical do corrimão ($t$) e a reta $s$.
r s t
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Pratica★☆☆Por começar
A Beatriz está a observar a estrutura de uma estante metálica na sua sala de aula e afirma o seguinte: «A barra vertical dianteira esquerda e a barra horizontal traseira…

A Beatriz está a observar a estrutura de uma estante metálica na sua sala de aula e afirma o seguinte: «A barra vertical dianteira esquerda e a barra horizontal traseira da prateleira superior não se tocam em lado nenhum; portanto, têm de ser obrigatoriamente retas paralelas, exatamente igual ao que acontece com as linhas que desenho no meu caderno». Identifica e explica o erro de raciocínio cometido pela Beatriz, indica a posição relativa real que essas duas barras têm no espaço tridimensional e esclarece por que razão a sua dedução teria sido correta numa folha de papel bidimensional.

Resolver
Pratica★★☆Por começar
Considera um cubo ou hexaedro regular com base inferior $ABCD$ e base superior $EFGH$, onde as arestas verticais são $AE$, $BF$, $CG$ e $DH$. Identifica as posições…

Considera um cubo ou hexaedro regular com base inferior $ABCD$ e base superior $EFGH$, onde as arestas verticais são $AE$, $BF$, $CG$ e $DH$. Identifica as posições relativas das arestas indicadas:

Representação em perspetiva de um cubo com vértices identificados de A a HABCDEFGH
  1. a) A aresta $AB$ em relação à aresta $EF$.
  2. b) A aresta $AD$ em relação à aresta $CG$.
  3. c) A aresta $GH$ em relação à aresta $AB$.
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Pratica★★☆Por começar
Dada uma pirâmide quadrangular regular, designamos as suas arestas da base por $b_1, b_2, b_3, b_4$ e as suas arestas laterais por $a_1, a_2, a_3, a_4$. Indica se as…

Dada uma pirâmide quadrangular regular, designamos as suas arestas da base por $b_1, b_2, b_3, b_4$ e as suas arestas laterais por $a_1, a_2, a_3, a_4$. Indica se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas, justificando a resposta:

  1. a) Qualquer par de arestas laterais são retas concorrentes.
  2. b) Uma aresta da base e a aresta lateral que sai de uma das suas extremidades são retas concorrentes.
  3. c) Duas arestas da base opostas são paralelas entre si.
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Uma reta e um plano

Pensa num lápis (a reta) e numa folha de papel (o plano):

  • Contida: o lápis está deitado sobre o papel.

  • Paralela: o lápis está acima do papel, sem o tocar.

  • Secante: o lápis atravessa o papel e interseta-o num ponto.

Posições relativas de uma reta e um plano: reta contida no plano, reta paralela ao plano e reta secante ao plano num ponto. contida paralela secante

Uma reta tem 0, 1 ou infinitos pontos comuns com um plano: nenhum (paralela), um (secante) ou todos (contida). Nunca tem exatamente dois: se tem dois pontos no plano, está toda contida nele.

Pratica★☆☆Por começar
Desenhe no caderno (ou descreva) a situação de uma reta e um plano nos seguintes casos: a) A reta é paralela ao plano (pense numa lâmpada fluorescente no teto e no…

Desenhe no caderno (ou descreva) a situação de uma reta e um plano nos seguintes casos:

  1. a) A reta é paralela ao plano (pense numa lâmpada fluorescente no teto e no chão).
  2. b) A reta está contida no plano (pense numa linha pintada no chão).
  3. c) A reta é secante ao plano (pense num lápis que atravessa uma folha de papel).

Podes fazê-lo em papel e enviar uma fotografia com a tua resposta.

Resolver
Pratica★★☆Por começar
Numa divisão de paredes perpendiculares, consideramos um dos cantos do teto como a origem de pontos. Se traçarmos uma linha imaginária que atravesse a divisão a partir…

Numa divisão de paredes perpendiculares, consideramos um dos cantos do teto como a origem de pontos. Se traçarmos uma linha imaginária que atravesse a divisão a partir desse canto até ao canto oposto do chão (diagonal da divisão):

  1. a) Qual é a posição relativa dessa linha em relação ao plano do chão?
  2. b) Essa linha interseta a reta que resulta da união de duas paredes laterais? Justifica a tua resposta.
  3. c) Quantos pontos em comum tem a diagonal com o plano de uma das paredes?
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Pratica★★☆Por começar
No centro de controlo aéreo da NAV Portugal em Lisboa é supervisionada a trajetória de duas aeronaves que sobrevoam uma zona plana, cujo solo consideramos como um plano…

No centro de controlo aéreo da NAV Portugal em Lisboa é supervisionada a trajetória de duas aeronaves que sobrevoam uma zona plana, cujo solo consideramos como um plano horizontal $\pi$. As trajetórias de ambos os aviões são retilíneas:

  • O voo A voa estabilizado a uma altitude constante de $9\,500\text{ m}$ seguindo um rumo fixo para norte.

  • O voo B realiza uma manobra de subida contínua desde os $3\,000\text{ m}$ até aos $11\,000\text{ m}$ com rumo para este, atravessando esse mesmo setor geográfico.

  1. a) Modela a trajetória do voo A como uma reta $r$. Qual é a posição relativa da reta $r$ em relação ao plano do solo $\pi$? Justifica a tua resposta.
  2. b) Ao projetar as duas rotas no ecrã plano do radar (duas dimensões), os traços cruzam-se num ponto comum no ecrã. No entanto, na vertical desse ponto o voo B passa a $7\,000\text{ m}$ de altitude, pelo que os aviões nunca chegam a colidir no ar. Modela ambas as rotas como duas retas $r$ e $s$ no espaço e determina a sua posição relativa real, justificando se existe ou não algum plano comum que possa conter ambas em simultâneo.
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Dois planos

Dois planos distintos só podem ser paralelos (como o teto e o chão) ou secantes: quando se intersetam, fazem-no sempre numa reta (como as duas paredes que formam o canto da sala).

Posições relativas de dois planos: planos paralelos e planos secantes que se intersetam numa reta. planos paralelos secantes: intersetam-se numa reta

Quando dois planos são secantes, a inclinação de um em relação ao outro mede-se pelo ângulo diedro. Entre duas paredes de uma sala, o ângulo diedro é reto.

Um prisma reto tem as faces laterais perpendiculares às bases. Cada aresta liga duas faces e, por isso, define um ângulo diedro: o prisma tem tantos ângulos diedros como arestas.

Pratica★☆☆Por começar
Imagine que as paredes, o chão e o teto da sua sala de aula são planos. Indique a posição relativa de: a) O plano do chão e o plano do teto. b) O plano da parede do…

Imagine que as paredes, o chão e o teto da sua sala de aula são planos. Indique a posição relativa de:

  1. a) O plano do chão e o plano do teto.
  2. b) O plano da parede do quadro e o plano da parede da janela (que está ao seu lado).
  3. c) Uma reta formada pelo canto entre duas paredes e o plano do chão.
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Pratica★★☆Por começar
No projeto de uma tenda publicitária com forma de prisma triangular reto, interessa-nos analisar a relação entre os seus planos. Se considerarmos o plano $\pi$ que…

No projeto de uma tenda publicitária com forma de prisma triangular reto, interessa-nos analisar a relação entre os seus planos. Se considerarmos o plano $\pi$ que contém a base inferior do prisma:

  1. a) Indique quais as faces do prisma que geram planos secantes (concorrentes) ao plano $\pi$.
  2. b) Indique quais as arestas do prisma que são paralelas ao plano $\pi$.
  3. c) Qual é a figura geométrica que se forma na interseção de uma face lateral com o plano da base?
π A B C A' B' C'
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Pratica★★★Por começar
As Torres KIO de Lisboa são conhecidas por serem edifícios com a forma de prisma cujas faces laterais estão inclinadas em relação ao chão horizontal (plano $\pi$).…

As Torres KIO de Lisboa são conhecidas por serem edifícios com a forma de prisma cujas faces laterais estão inclinadas em relação ao chão horizontal (plano $\pi$). Considera uma das fachadas inclinadas da torre, à qual chamamos plano $\alpha$.

  1. a) Determina a posição relativa entre o plano da fachada $\alpha$ e o plano do chão $\pi$. Se prolongássemos ambos os planos indefinidamente no espaço, qual seria a figura geométrica resultante da sua interseção?
  2. b) Numa maquete poliédrica da torre que parte de um prisma quadrangular fechado ($6$ faces, $8$ vértices e $12$ arestas), um maquetista decide truncar (cortar) um dos cantos superiores através de um corte plano que passa perto de um vértice sem tocar em nenhum dos outros sete vértices originais, eliminando esse canto e criando no seu lugar uma nova face plana triangular.

Calcula de forma fundamentada o número de faces ($C'$), vértices ($V'$) e arestas ($A'$) que a maquete terá após a realização deste corte.

  1. c) Verifica se o novo sólido modificado continua a cumprir a fórmula de Euler ($C' + V' = A' + 2$) e justifica matematicamente por que razão cortar um canto desta forma não altera o equilíbrio da fórmula.
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Poliedros e a relação de Euler

Os corpos geométricos dividem-se em duas grandes famílias: os poliedros, que têm todas as faces planas (polígonos), e os corpos redondos, que têm alguma superfície curva. Num poliedro:

  • faces ($F$): os polígonos;

  • arestas ($A$): onde duas faces se encontram;

  • vértices ($V$): onde se encontram arestas.

Num poliedro convexo (sem «buracos» nem reentrâncias) verifica-se sempre a relação de Euler:

$$F + V = A + 2$$

Como contar sem se enganar

  • Arestas: cada aresta pertence a duas faces. Somas os lados de todas as faces e divides por 2.

  • Vértices: se em cada vértice concorrem $k$ faces, somas os vértices de todas as faces e divides por $k$.

  • Prisma com bases de $n$ lados: $F = n + 2$, $V = 2n$, $A = 3n$.

  • Pirâmide com base de $n$ lados: $F = n + 1$, $V = n + 1$, $A = 2n$.

Pratica★☆☆Por começar
Os corpos geométricos cujas faces são todas polígonos chamam-se poliedros. Em qualquer poliedro simples, verifica-se uma relação famosa chamada Fórmula de Euler:…

Os corpos geométricos cujas faces são todas polígonos chamam-se poliedros. Em qualquer poliedro simples, verifica-se uma relação famosa chamada Fórmula de Euler: $Faces + Vértices = Arestas + 2$.

Verifique se esta fórmula é satisfeita para um cubo, sabendo que tem $6$ faces, $8$ vértices e $12$ arestas. Escreva a operação matemática.

Resolver
Pratica★☆☆Por começar
Um pavilhão polidesportivo tem uma cobertura com a forma de um prisma hexagonal regular, cujas bases superior e inferior são hexágonos e cujas faces laterais são…

Um pavilhão polidesportivo tem uma cobertura com a forma de um prisma hexagonal regular, cujas bases superior e inferior são hexágonos e cujas faces laterais são retângulos.

  1. a) Antes de contares arestas ou aplicares qualquer fórmula, estima, de forma fundamentada e a olho nu, se este sólido terá mais arestas do que a soma das suas faces e vértices, ou se acontecerá o contrário.
  2. b) Conta de forma ordenada o número de faces ($C$), vértices ($V$) e arestas ($A$) do prisma e verifica se a tua estimativa inicial estava correta através da fórmula de Euler ($C + V = A + 2$).
  3. c) Justifica por que razão o número total de arestas obtido é razoável, tendo em conta quantas arestas contribui cada base e quantas arestas laterais unem ambas as bases.
Resolver
Pratica★★☆Por começar
Um arquiteto está a projetar um monumento vanguardista que é um poliedro convexo. Para verificar a sua estrutura, precisa de comprovar o Teorema de Euler. O monumento…

Um arquiteto está a projetar um monumento vanguardista que é um poliedro convexo. Para verificar a sua estrutura, precisa de comprovar o Teorema de Euler. O monumento tem $8$ faces hexagonais e $6$ faces quadradas.

  1. a) Calcule o número total de arestas ($A$) do poliedro.
  2. b) Utilizando o Teorema de Euler, determine o número de vértices ($V$) que o monumento terá.
Resolver
Pratica★★☆Por começar
Uma oficina de design artesanal recebe a encomenda de fabricar um poliedro fechado para um candeeiro. O cliente exige que a estrutura tenha exatamente $15$ arestas (…

Uma oficina de design artesanal recebe a encomenda de fabricar um poliedro fechado para um candeeiro. O cliente exige que a estrutura tenha exatamente $15$ arestas ($A = 15$) e que seja um poliedro clássico (um prisma reto ou uma pirâmide regular).

  1. a) Aplicando a fórmula de Euler ($C + V = A + 2$), estabelece a igualdade numérica e determina quanto deve valer exatamente a soma do número de faces e vértices ($C + V$).
  2. b) Se a estrutura fosse uma pirâmide cuja base tem $n$ lados, deduz quantas arestas teria no total em função de $n$. A partir dessa dedução, explica por que razão é matematicamente impossível construir uma pirâmide que cumpra a exigência de ter exatamente $15$ arestas.
  3. c) Faz a mesma dedução para um prisma cuja base tem $n$ lados. Determina que tipo de prisma cumpre as condições, indicando quantas faces e quantos vértices terá finalmente o candeeiro.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Uma empresa de logística utiliza contentores com forma de prisma trapezoidal reto (a base é um trapézio isósceles). a) Determine o número de ângulos diedros retos que…

Uma empresa de logística utiliza contentores com forma de prisma trapezoidal reto (a base é um trapézio isósceles).

  1. a) Determine o número de ângulos diedros retos que este sólido possui.
  2. b) Se prolongarmos as duas faces laterais não paralelas, explique o que aconteceria: intersetar-se-iam numa reta? Seriam paralelas? Que sólido geométrico se formaria se cortássemos essa nova estrutura com um plano paralelo à base?
  3. c) Verifique se um prisma trapezoidal com bases de $5$ lados (se fosse um prisma pentagonal irregular) satisfaz sempre o Teorema de Euler.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Estamos a estudar as posições relativas no espaço dentro de um poliedro complexo: um dodecaedro regular (12 faces pentagonais). a) Escolhe uma face qualquer como plano…

Estamos a estudar as posições relativas no espaço dentro de um poliedro complexo: um dodecaedro regular (12 faces pentagonais).

  1. a) Escolhe uma face qualquer como plano $\pi$. Quantas faces do dodecaedro são paralelas a $\pi$?
  2. b) Quantas arestas do dodecaedro são paralelas a uma aresta dada?
  3. c) Se em cada vértice do dodecaedro se unem 3 faces, e cada face tem 5 vértices, justifica por meio de cálculo o número total de vértices do corpo (tendo em conta que cada vértice é partilhado).
π
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Planificações, vértices e poliedros duais

Uma planificação é o corpo «aberto» sobre um plano. Ao dobrar, as faces encaixam-se e as arestas colam-se. Sem fazer contas, podes ler muita coisa:

  • as faces são os polígonos da planificação;

  • as arestas do corpo são os lados que, depois de dobrados, se colam dois a dois;

  • a ordem de um vértice é o número de faces que nele concorrem.

Há ainda poliedros que nascem de outros. Se ligares os pontos médios das arestas de um tetraedro, obténs um poliedro novo no interior. Se unires os centros das faces de um cubo, obténs um octaedro (cada face do cubo dá um vértice do octaedro).

Pratica★★☆Por começar
Observe a planificação deste corpo geométrico. Sem realizar cálculos, responda: a) Qual é o poliedro que se obtém ao dobrá-lo? Classifica-o de forma completa. b) Quantos…

Observe a planificação deste corpo geométrico. Sem realizar cálculos, responda:

  1. a) Qual é o poliedro que se obtém ao dobrá-lo? Classifica-o de forma completa.
  2. b) Quantos ângulos diedros terá o corpo depois de montado?
  3. c) Qual é a ordem de cada um dos seus vértices (quantas faces concorrem neles)?
Resolver
Pratica★★★Por começar
Um fabricante de caixas de oferta quer criar um modelo especial "dual". Primeiro fabrica um tetraedro regular de aresta $L$. Depois, une os pontos médios de todas as…

Um fabricante de caixas de oferta quer criar um modelo especial "dual". Primeiro fabrica um tetraedro regular de aresta $L$. Depois, une os pontos médios de todas as arestas do tetraedro entre si.

  1. a) Que poliedro se forma no interior ao unir esses pontos médios?
  2. b) Calcula o número de faces, vértices e arestas do novo poliedro resultante.
  3. c) Se o tetraedro original satisfaz o Teorema de Euler ($C + V = A + 2$), demonstra se o poliedro interior também o satisfaz.
A B C D
Resolver
Pratica★★★Por começar
Um arqueólogo encontrou uma peça de cristal com forma de octaedro regular perfeito. Para a proteger, decide construir uma caixa de madeira com forma de cubo que se…

Um arqueólogo encontrou uma peça de cristal com forma de octaedro regular perfeito. Para a proteger, decide construir uma caixa de madeira com forma de cubo que se ajuste exatamente aos vértices do octaedro.

  1. a) Se cada aresta do octaedro mede $10 \text{ cm}$, calcule o número de faces, vértices e arestas da figura e verifique se o Teorema de Euler é satisfeito.
  2. b) Explique fundamentadamente que relação existe entre os centros das faces do cubo de madeira e os vértices do octaedro.
  3. c) Se cortarmos o octaedro por um plano paralelo a uma das suas faces que passe exatamente pelo centro do corpo, qual é o polígono que obtemos na secção?
Centro 10 cm Caixa (Cubo) Cristal (Octaedro)
Resolver

Corpos de revolução

Alguns corpos nascem ao fazer rodar uma figura plana em torno de um eixo. São os corpos de revolução:

  • retângulo → cilindro;

  • triângulo retângulo (a rodar em torno de um cateto) → cone;

  • semicírculo (a rodar em torno do diâmetro) → esfera;

  • trapézio retângulo (a rodar em torno do lado perpendicular às bases) → tronco de cone.

Num cilindro, a altura é a medida do lado paralelo ao eixo e o raio é a distância do lado oposto ao eixo.

Pratica★☆☆Por começar
Muitos corpos geométricos geram-se ao fazer rodar uma figura plana em torno de um eixo. Estes chamam-se corpos de revolução. No desenho vês três objetos com o seu eixo…

Muitos corpos geométricos geram-se ao fazer rodar uma figura plana em torno de um eixo. Estes chamam-se corpos de revolução. No desenho vês três objetos com o seu eixo de rotação. Identifica qual figura (retângulo, triângulo retângulo ou semicírculo) gerou cada um deles ao rodar em torno desse eixo:

  1. a) Uma lata de refrigerante cilíndrica.
  2. b) Um cone de trânsito.
  3. c) Uma bola de petanca.
Três corpos com o seu eixo de rotação: um cilindro (a), um cone (b) e uma esfera (c) a) b) c)
Resolver
Pratica★★☆Por começar
Imagina que tens uma peça metálica plana com a forma de um trapézio retângulo, como a mostrada na figura. Se rodarmos esta figura $360^{\circ}$ em torno do lado que mede…

Imagina que tens uma peça metálica plana com a forma de um trapézio retângulo, como a mostrada na figura. Se rodarmos esta figura $360^{\circ}$ em torno do lado que mede $8$ cm (o eixo vertical):

  1. a) Que sólido de revolução é gerado?
  2. b) Desenha, de forma esquemática, o sólido resultante, indicando os seus elementos básicos (raios e altura).
360° 8 cm 4 cm 5 cm

Podes fazê-lo em papel e enviar uma fotografia com a tua resposta.

Resolver

Secções planas e diagonais

Quando cortas um sólido com um plano, a secção é a figura plana que aparece no corte.

Corpo Plano do corte Secção
Cilindro paralelo às bases círculo
Cilindro perpendicular às bases, passando pelo eixo retângulo
Cilindro oblíquo, sem atingir as bases elipse
Cubo paralelo a uma face quadrado
Cubo passando por 3 arestas concorrentes num vértice triângulo
Cubo pelos pontos médios de 6 arestas hexágono regular

Num poliedro, a secção tem por lados os segmentos em que o plano corta as faces. O plano que passa por três vértices não colineares fica totalmente determinado.

Num paralelepípedo retângulo com dimensões $a$, $b$ e $c$ há dois tipos de diagonais:

  • diagonal de face: $\sqrt{a^2 + b^2}$ (Teorema de Pitágoras na face);

  • diagonal espacial: $\sqrt{a^2 + b^2 + c^2}$ (Pitágoras de novo, usando a diagonal da base como cateto).

O cubo tem 12 diagonais de face (2 por face) e 4 diagonais espaciais.

Pratica★★☆Por começar
É feito um corte num cilindro reto de raio $r = 4$ cm e altura $h = 10$ cm por meio de um plano. Descreva qual figura plana é obtida se: a) O plano for paralelo às bases…

É feito um corte num cilindro reto de raio $r = 4$ cm e altura $h = 10$ cm por meio de um plano. Descreva qual figura plana é obtida se:

  1. a) O plano for paralelo às bases do cilindro.
  2. b) O plano for perpendicular às bases e passar pelo centro das mesmas.
  3. c) O plano for oblíquo às bases e não chegar a cortá-las.
a) b) c)
Resolver
Pratica★★★Por começar
Imagina que estás a projetar uma estrutura para um parque de aventuras. Há um cubo gigante cujos vértices estão nomeados como $A, B, C, D$ (base inferior) e $E, F, G, H$…

Imagina que estás a projetar uma estrutura para um parque de aventuras. Há um cubo gigante cujos vértices estão nomeados como $A, B, C, D$ (base inferior) e $E, F, G, H$ (base superior, de modo que $E$ está acima de $A$, $F$ acima de $B$, etc.).

Se traçarmos uma reta que passa pelos pontos médios das arestas $AE$ e $CG$, e outra reta que une os vértices $B$ e $H$:

  1. a) Indica qual é a posição relativa destas duas retas no espaço. Justifica se são concorrentes, paralelas ou enviesadas.
  2. b) Se traçarmos um plano que passe pelos pontos $B$, $D$ e $H$, que tipo de secção (figura plana) se forma ao cortar o cubo?
  3. c) Quantas arestas do cubo são secantes ao plano definido pela face $ADHE$?
A B C D E F G H M₁ M₂
Resolver
Pratica★★★Por começar
Numa aula de tecnologia, os alunos estão a construir uma maqueta de um edifício moderno. A peça central é um prisma hexagonal regular reto. Para dar um toque artístico,…

Numa aula de tecnologia, os alunos estão a construir uma maqueta de um edifício moderno. A peça central é um prisma hexagonal regular reto. Para dar um toque artístico, querem realizar cortes planos com uma serra elétrica.

  1. a) Se o plano de corte passa por três vértices não consecutivos da base superior, descreva a forma da secção obtida.
  2. b) É possível realizar um corte de tal maneira que a secção resultante seja um retângulo? E um quadrado? Descreva como deveria ser o plano em cada caso.
  3. c) Se o prisma tem $12$ arestas da base e $6$ arestas laterais, quantas diagonais espaciais (que não passem pelas faces) tem este poliedro?
Resolver
Pratica★★★Por começar
Um decorador de interiores quer colocar um cabo de luzes LED que cruze uma sala retangular de $6 \text{ m}$ de comprimento, $4 \text{ m}$ de largura e $3 \text{ m}$ de…

Um decorador de interiores quer colocar um cabo de luzes LED que cruze uma sala retangular de $6 \text{ m}$ de comprimento, $4 \text{ m}$ de largura e $3 \text{ m}$ de altura. O cabo deve ir de um canto do chão ($A$) até ao canto oposto do teto ($G$).

  1. a) Calcule o comprimento mínimo do cabo se este deve ir esticado pelo interior da sala (a diagonal espacial do paralelepípedo retângulo).
  2. b) Se o decorador decidir passar o cabo pelas paredes (sem atravessar o ar), qual seria a distância mais curta entre esses mesmos dois pontos? (Sugestão: pensa na planificação da sala).
  3. c) Indique quantas arestas da sala são paralelas à reta que contém a aresta da altura onde se encontra o ponto $A$.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Considera um cubo de queijo de $4 \text{ cm}$ de aresta. Queremos cortá-lo com uma faca muito fina de modo que a secção seja um hexágono regular. a) Descreve com…

Considera um cubo de queijo de $4 \text{ cm}$ de aresta. Queremos cortá-lo com uma faca muito fina de modo que a secção seja um hexágono regular.

Cubo de queijo de 4 cm com secção de plano formando um hexágono regular4 cm4 cmPlano PSecção hexagonalregular
  1. a) Descreve com precisão por que pontos das arestas do cubo deve passar o plano para obter o referido hexágono.
  2. b) Quantas diagonais de face tem o cubo no total? E quantas diagonais espaciais (interiores)?
  3. c) Se chamarmos $P$ ao plano que contém o hexágono, existe alguma aresta do cubo que seja paralela a esse plano ou são todas secantes? Justifica a tua resposta.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Numa sala de exposições com a forma de um cubo de vértices inferiores $A, B, C, D$ (chão) e vértices superiores $E, F, G, H$ (teto, situados diretamente sobre $A, B, C$…

Numa sala de exposições com a forma de um cubo de vértices inferiores $A, B, C, D$ (chão) e vértices superiores $E, F, G, H$ (teto, situados diretamente sobre $A, B, C$ e $D$ respetivamente), instalam-se dois cabos tensores retilíneos:

  • Cabo 1: une o vértice $A$ ao vértice oposto superior $G$ (diagonal principal do cubo).

  • Cabo 2: une o ponto médio da aresta vertical $BF$ ao ponto médio da aresta vertical $DH$.

Para averiguar se ambos os cabos se tocam no centro da sala ou se cruzam a alturas diferentes, dois estudantes propõem caminhos distintos:

  • Método do Sérgio: Procurar se existe um plano diagonal que contenha os quatro pontos extremos ($A, G$, e os pontos médios de $BF$ e $DH$). Se esse plano existir e as retas não forem paralelas, então intersetam-se.

  • Método da Irene: Determinar a posição do ponto médio do Cabo 1 e do Cabo 2 relativamente ao chão e às paredes, verificando se ambos os segmentos partilham exatamente o mesmo ponto central nas três dimensões do espaço.

  1. a) Compara ambos os métodos: explica qual dos dois te parece mais claro e direto para justificar o resultado sem cometer erros de perceção visual.
  2. b) Aplica o método que consideraste melhor para concluir fundamentadamente se os dois cabos são concorrentes (intersetam-se num ponto) ou se são enviesados no espaço.
Resolver

Voltando ao início: duas retas do teu quarto que nunca se tocam e não são paralelas são retas não complanares, por exemplo uma aresta vertical de uma parede e uma aresta horizontal do teto, na parede oposta.

Em resumo

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