Intensidade do campo de um sistema de massas: cálculo vetorial
Uma pedra de $1\ \text{kg}$ e uma de $10\ \text{kg}$ largadas do mesmo ponto não sofrem a mesma força gravítica da Terra, mas caem com a mesma aceleração. Como descrever «o que a Terra faz naquele ponto» sem falar de nenhum corpo em particular? Para isso define-se uma grandeza nova: o campo gravítico.
O campo gravítico: força por unidade de massa
Mede com um dinamómetro a força gravítica sobre corpos de $1\ \text{kg}$, $2\ \text{kg}$ e $5\ \text{kg}$ no mesmo laboratório: obténs $9{,}8\ \text{N}$, $19{,}6\ \text{N}$ e $49\ \text{N}$. As forças são diferentes, mas o quociente $F/m = 9{,}8\ \text{N/kg}$ é igual para todos. É esse quociente que caracteriza o ponto.
Como $\vec g = \vec F/m$, a força sobre um corpo de massa $m$ é $\vec F = m\,\vec g$. Daqui sai também que $1\ \text{N/kg} = 1\ \text{m/s}^2$, porque $1\ \text{N} = 1\ \text{kg}\cdot\text{m/s}^2$.
Linhas de campo
Para visualizar o campo desenham-se linhas de campo: em cada ponto, a linha é tangente a $\vec g$ e tem o sentido de $\vec g$. Para uma massa pontual (ou esférica) as linhas são retas que convergem para a massa: o campo é central e atrativo. Onde as linhas estão mais juntas, o campo é mais intenso; por isso a densidade de linhas diminui ao afastar da massa.
O campo gravítico $\vec{g}$ num ponto define-se como a força por unidade de massa que atuaria sobre uma massa de teste colocada nesse ponto:…
O campo gravítico $\vec{g}$ num ponto define-se como a força por unidade de massa que atuaria sobre uma massa de teste colocada nesse ponto: $\vec{g} = \frac{\vec{F}}{m}$.
- a) A partir dessa definição, demonstra que $1\ \text{N/kg} = 1\ \text{m/s}^2$.
- b) Explica por palavras tuas o que significa que num ponto do espaço o campo valha $g = 3,7\ \text{N/kg}$: que força atuaria sobre uma massa de $1\ \text{kg}$? E sobre uma de $10\ \text{kg}$?
O campo gravítico é uma grandeza vetorial. a) Indica a direção e o sentido do vetor $\vec{g}$ criado pela Terra num ponto qualquer à sua volta. b) Desenha no teu caderno…
O campo gravítico é uma grandeza vetorial.
- a) Indica a direção e o sentido do vetor $\vec{g}$ criado pela Terra num ponto qualquer à sua volta.
- b) Desenha no teu caderno o vetor campo gravítico em oito pontos distribuídos em redor do planeta (um mapa do campo): o que têm em comum as direções de todos os vetores e como varia o módulo ao afastar-se do planeta?
- c) Explica por que razão se diz que o campo gravítico é central e atrativo.
Podes fazê-lo em papel e enviar uma fotografia com a tua resposta.
O campo criado por uma massa pontual
Medindo a aceleração de queda a $R_T$, $2R_T$ e $3R_T$ do centro da Terra, obtêm-se $9{,}8$, $2{,}45$ e $1{,}09\ \text{m/s}^2$: o campo não diminui linearmente com a distância, mas muito mais depressa. Qual é a expressão que o descreve?
Esta expressão resulta de $g = F/m$ com a lei da gravitação universal, e vale também fora de qualquer corpo esférico, com $r$ medido a partir do seu centro.
O valor da gravidade na superfície terrestre pode ser obtido a partir da lei da gravitação universal, como se mostra na figura. a) Partindo da lei da gravitação…
O valor da gravidade na superfície terrestre pode ser obtido a partir da lei da gravitação universal, como se mostra na figura.
- a) Partindo da lei da gravitação universal e da definição de campo gravitacional (força por unidade de massa), deduz a expressão do módulo do campo gravitacional $g$ que cria um planeta esférico de massa $M$ e raio $R$ na sua superfície.
- b) Calcula o seu valor para a Terra. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$, $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$.
- c) Compara o resultado com o valor habitual $g = 9,8\ \text{m/s}^2$.
O campo gravítico de uma massa pontual diminui com o quadrado da distância. O gráfico mostra essa dependência: a) Se a uma distância $r$ do centro de um planeta o campo…
O campo gravítico de uma massa pontual diminui com o quadrado da distância. O gráfico mostra essa dependência:
- a) Se a uma distância $r$ do centro de um planeta o campo vale $g$, quanto vale a uma distância $2\cdot r$? Justifica a resposta a partir de $g = G\cdot\frac{M}{r^2}$.
- b) A que distância do centro da Terra, expressa em raios terrestres $R_T$, o campo vale a quarta parte do valor na superfície?
- c) A que altura acima da superfície corresponde essa distância?
Os astronautas do programa Apollo verificaram que na Lua os objetos pesam muito menos do que na Terra. a) Calcula o campo gravítico na superfície da Lua. Dados: massa da…
Os astronautas do programa Apollo verificaram que na Lua os objetos pesam muito menos do que na Terra.
- a) Calcula o campo gravítico na superfície da Lua. Dados: massa da Lua $M_L = 7,35\cdot10^{22}\ \text{kg}$, raio lunar $R_L = 1,74\cdot10^{6}\ \text{m}$, $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$.
- b) Calcula o quociente $\frac{g_T}{g_L}$ tomando $g_T = 9,8\ \text{m/s}^2$ e verifica que é aproximadamente igual a $6$.
Os satélites geoestacionários orbitam a uma distância $r = 4,22\cdot10^{7}\ \text{m}$ do centro da Terra, como se mostra na figura. a) Calcula o campo gravítico…
Os satélites geoestacionários orbitam a uma distância $r = 4,22\cdot10^{7}\ \text{m}$ do centro da Terra, como se mostra na figura.
- a) Calcula o campo gravítico terrestre a essa distância ($G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$).
- b) Quantas vezes é menor do que o campo na superfície ($g_0 = 9,8\ \text{m/s}^2$)?
- c) O campo num ponto não depende da massa que nele seja colocada: explica o que isto significa a partir da definição $\vec{g} = \frac{\vec{F}}{m}$.
Princípio da sobreposição: massas alinhadas
Sobre uma bancada de laboratório colocam-se duas massas pontuais de $10\ \text{kg}$ cada, separadas por $2,0\ \text{m}$. Seja $P$ um ponto da reta que as une, situado…
Sobre uma bancada de laboratório colocam-se duas massas pontuais de $10\ \text{kg}$ cada, separadas por $2,0\ \text{m}$. Seja $P$ um ponto da reta que as une, situado fora do segmento, a $1,0\ \text{m}$ de uma massa e a $3,0\ \text{m}$ da outra. A disposição é mostrada na figura.
- a) Calcula o módulo do campo criado por cada massa em $P$ e indica o seu sentido ($G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$).
- b) Como ambos os campos têm a mesma direção e sentido, calcula o campo total em $P$.
Duas massas pontuais, $m_1 = 5,0\ \text{kg}$ e $m_2 = 10\ \text{kg}$, estão fixas numa bancada de laboratório, nas posições $x_1 = 0$ e $x_2 = 2,0\ \text{m}$, como se…
Duas massas pontuais, $m_1 = 5,0\ \text{kg}$ e $m_2 = 10\ \text{kg}$, estão fixas numa bancada de laboratório, nas posições $x_1 = 0$ e $x_2 = 2,0\ \text{m}$, como se mostra na figura.
- a) Calcula o campo criado por cada massa no ponto $x = 0,50\ \text{m}$, indicando módulo e sentido ($G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$).
- b) Aplica o princípio da sobreposição para obter o campo total nesse ponto.
- c) Justifica em que sentido seria acelerada uma pequena massa de teste que fosse ali abandonada em repouso.
Três massas pontuais iguais, de $6,0\ \text{kg}$, estão alinhadas nas posições $x = 0$, $x = 1,0\ \text{m}$ e $x = 3,0\ \text{m}$ de uma régua de laboratório, como se…
Três massas pontuais iguais, de $6,0\ \text{kg}$, estão alinhadas nas posições $x = 0$, $x = 1,0\ \text{m}$ e $x = 3,0\ \text{m}$ de uma régua de laboratório, como se mostra na figura.
- a) Calcula o campo que cada uma delas cria no ponto $x = 2,0\ \text{m}$, indicando módulo e sentido ($G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$).
- b) Aplica o princípio da sobreposição e calcula o campo total nesse ponto.
- c) Sem resolver a equação, justifica se deve existir algum ponto entre $x = 2,0\ \text{m}$ e $x = 3,0\ \text{m}$ onde o campo total se anule: repara no sentido do campo total em $x = 2,0\ \text{m}$ e no que acontece ao aproximar-se da massa situada em $x = 3,0\ \text{m}$.
Quando Júpiter está mais próximo da Terra, encontra-se a cerca de $6,3\cdot10^{11}\ \text{m}$. a) Calcula o campo gravítico que Júpiter cria nessa altura na Terra (…
Quando Júpiter está mais próximo da Terra, encontra-se a cerca de $6,3\cdot10^{11}\ \text{m}$.
- a) Calcula o campo gravítico que Júpiter cria nessa altura na Terra ($M_J = 1,90\cdot10^{27}\ \text{kg}$, $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$).
- b) Calcula a força com que Júpiter atrai uma pessoa de $70\ \text{kg}$ ($F = m\cdot g$) e compara-a com o seu peso na Terra ($g = 9,8\ \text{m/s}^2$).
- c) Tendo em conta o resultado, comenta criticamente a afirmação astrológica de que «a posição de Júpiter influencia as pessoas».
O ponto onde o campo se anula
Entre duas massas há sempre um ponto onde os dois campos, de igual módulo e sentidos contrários, se cancelam. Para o encontrar, igualam-se os módulos e resolve-se em ordem à distância.
Entre a Terra e a Lua existe um ponto no qual os seus campos gravíticos se anulam. O esquema mostra a situação: a) Com a origem no centro da Terra, escreve a condição de…
Entre a Terra e a Lua existe um ponto no qual os seus campos gravíticos se anulam. O esquema mostra a situação:
- a) Com a origem no centro da Terra, escreve a condição de anulação: $G\cdot\frac{M_T}{x^2} = G\cdot\frac{M_L}{(d - x)^2}$, onde $d = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$ é a distância Terra-Lua.
- b) Simplifica $G$, calcula as raízes quadradas e isola $x$ usando $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$ e $M_L = 7,35\cdot10^{22}\ \text{kg}$ (repara que $\frac{M_T}{M_L} \approx 81$, cuja raiz é $9$).
- c) A que distância da Lua fica esse ponto? Justifica por que razão está muito mais próximo da Lua do que da Terra.
Uma nave de $1,2\cdot10^{4}\ \text{kg}$ viaja da Terra para a Lua ao longo da reta que une os seus centros. a) Calcula a que distância do centro da Terra se anula o…
Uma nave de $1,2\cdot10^{4}\ \text{kg}$ viaja da Terra para a Lua ao longo da reta que une os seus centros.
- a) Calcula a que distância do centro da Terra se anula o campo gravítico total (Terra mais Lua). Dados: $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$, $M_L = 7,35\cdot10^{22}\ \text{kg}$, $d = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$, $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$; toma $\sqrt{\frac{M_T}{M_L}} \approx 9$.
- b) Que força gravítica resultante exercem a Terra e a Lua sobre a nave quando esta se encontra nesse ponto?
- c) Com os motores desligados, a nave desloca-se $10^{6}\ \text{m}$ a partir desse ponto em direção à Lua: calcula aí o campo total (módulo e sentido) e justifica se o ponto de anulação é uma posição de equilíbrio estável ou instável.
a) Calcula a que distância da Terra, sobre a reta Sol-Terra, se anulam o campo gravítico do Sol e o da Terra. Dados: $M_S = 1,99\cdot10^{30}\ \text{kg}$,…
- a) Calcula a que distância da Terra, sobre a reta Sol-Terra, se anulam o campo gravítico do Sol e o da Terra. Dados: $M_S = 1,99\cdot10^{30}\ \text{kg}$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$, $d = 1,5\cdot10^{11}\ \text{m}$; toma $\sqrt{\frac{M_S}{M_T}} \approx 577$. Exprime o resultado em quilómetros.
- b) O ponto de Lagrange L1 do sistema Sol-Terra, onde se situam os observatórios solares, fica a cerca de $1,5\cdot10^{9}\ \text{m}$ da Terra, muito mais longe do que prevê o teu cálculo. Explica que efeito físico não tiveste em conta (pista: a Terra e o observatório não estão parados, mas sim a orbitar em redor do Sol).
Sobreposição vetorial: massas não alinhadas
Quando as massas não estão alinhadas com o ponto, cada campo tem a sua direção. Decompõe-se cada vetor em componentes $x$ e $y$ (referencial $xOy$) e somam-se as componentes, tal como na composição vetorial de forças.
Duas massas pontuais iguais, $m = 2,0\ \text{kg}$, estão nos pontos $(0; 0)$ e $(2; 0)\ \text{m}$ do plano, como se mostra na figura. a) Calcula a distância de cada…
Duas massas pontuais iguais, $m = 2,0\ \text{kg}$, estão nos pontos $(0; 0)$ e $(2; 0)\ \text{m}$ do plano, como se mostra na figura.
- a) Calcula a distância de cada massa ao ponto $P(1; 1)\ \text{m}$ e o módulo do campo que cada uma cria em $P$ ($G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$).
- b) Desenha no teu caderno os dois vetores campo em $P$ e justifica que componentes se anulam por simetria.
- c) Sabendo que cada vetor faz $45^\circ$ com a vertical ($\cos 45^\circ \approx 0,71$), calcula o campo total em $P$: módulo, direção e sentido.
Podes fazê-lo em papel e enviar uma fotografia com a tua resposta.
Três massas pontuais iguais, $m = 100\ \text{kg}$, ocupam três vértices de um quadrado de lado $L = 2,0\ \text{m}$, como se mostra na figura. a) Calcula o módulo do…
Três massas pontuais iguais, $m = 100\ \text{kg}$, ocupam três vértices de um quadrado de lado $L = 2,0\ \text{m}$, como se mostra na figura.
- a) Calcula o módulo do campo criado por cada massa no quarto vértice (atenção: a massa do vértice oposto dista $L\cdot\sqrt{2}$). Dado: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$.
- b) Decompõe os três vetores campo nas direções dos lados do quadrado e calcula as componentes do campo total ($\cos 45^\circ \approx 0,71$).
- c) Calcula o módulo do campo total e justifica, por simetria, por que razão a sua direção é a da diagonal.
- d) Que força atuaria sobre uma massa de teste de $50\ \text{kg}$ colocada nesse vértice?
Numa versão moderna da experiência de Cavendish, são utilizadas duas esferas de volfrâmio de $500\ \text{kg}$ cada, colocadas nos pontos $(0; 0)$ e $(3; 0)\ \text{m}$.…
Numa versão moderna da experiência de Cavendish, são utilizadas duas esferas de volfrâmio de $500\ \text{kg}$ cada, colocadas nos pontos $(0; 0)$ e $(3; 0)\ \text{m}$.
- a) Demonstra que o ponto $P(1,5; 2)\ \text{m}$ dista $2,5\ \text{m}$ de cada esfera e calcula o módulo do campo criado por cada esfera em $P$ ($G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$).
- b) O ângulo que cada vetor campo faz com a perpendicular ao segmento que une as esferas cumpre $\sen\theta = 0,6$ e $\cos\theta = 0,8$: justifica que componentes se anulam e calcula o campo total em $P$ (módulo, direção e sentido).
- c) Calcula a força sobre uma pequena esfera de $20\ \text{g}$ colocada em $P$ e comenta por que razão esta experiência exige uma sensibilidade extraordinária.
Campos pequenos e grandes: ordens de grandeza
Quase todos os corpos à nossa volta criam campos minúsculos comparados com o da Terra: uma esfera de chumbo de $100\ \text{kg}$ a $0{,}5\ \text{m}$ cria cerca de $2{,}7\cdot10^{-8}\ \text{N/kg}$, mais de dez milhões de vezes menos do que $9{,}8\ \text{N/kg}$. Já o Sol cria na órbita da Terra cerca de $5{,}9\cdot10^{-3}\ \text{N/kg}$, mas a Terra e nós caímos juntos para ele e por isso não o sentimos como peso. Comparar ordens de grandeza diz-te logo se um efeito é detetável (um gravímetro de prospeção) ou desprezável (a influência de Júpiter sobre uma pessoa).
Num laboratório de metrologia, quer-se medir o campo gravítico criado por uma esfera maciça de chumbo de $100\ \text{kg}$. a) Calcula o módulo do campo a…
Num laboratório de metrologia, quer-se medir o campo gravítico criado por uma esfera maciça de chumbo de $100\ \text{kg}$.
- a) Calcula o módulo do campo a $0,50\ \text{m}$ do seu centro, tratando a esfera como uma massa pontual ($G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$).
- b) Exprime o resultado em notação científica e compara a sua ordem de grandeza com a do campo gravítico terrestre ($9,8\ \text{m/s}^2$): que conclusão retiras sobre a dificuldade da medição?
O Sol, pela sua enorme massa, também cria um campo gravítico apreciável a distâncias astronómicas. a) Calcula o módulo do campo gravítico do Sol na órbita da Terra (…
O Sol, pela sua enorme massa, também cria um campo gravítico apreciável a distâncias astronómicas.
- a) Calcula o módulo do campo gravítico do Sol na órbita da Terra ($M_S = 1,99\cdot10^{30}\ \text{kg}$, distância média $d = 1,5\cdot10^{11}\ \text{m}$, $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$).
- b) Compara o resultado com o campo na superfície terrestre ($9,8\ \text{m/s}^2$): quantas vezes é menor?
- c) Se o Sol nos puxa com esse campo, por que razão não nos arranca da superfície terrestre? (Pista: a Terra e tudo o que está sobre ela caem juntos em direção ao Sol.)
Um gravímetro de prospeção geofísica pode detetar variações do campo gravítico de até $10^{-6}\ \text{m/s}^2$. Suspeita-se de que sob um terreno existe um grande…
Um gravímetro de prospeção geofísica pode detetar variações do campo gravítico de até $10^{-6}\ \text{m/s}^2$. Suspeita-se de que sob um terreno existe um grande depósito de água, que aproximamos por uma massa pontual de $10^{5}\ \text{kg}$ centrada a $20\ \text{m}$ de profundidade. O esquema mostra a disposição:
- a) Calcula o campo gravítico criado pelo depósito na superfície, exatamente por cima dele ($G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$).
- b) Poderia o gravímetro detetá-lo? Justifica a resposta com os valores numéricos.
- c) Refere uma aplicação prática deste tipo de medições.
A origem das marés reside no facto de o campo gravítico da Lua não ser uniforme em toda a Terra. O esquema mostra a geometria do problema: a) Calcula o módulo do campo…
A origem das marés reside no facto de o campo gravítico da Lua não ser uniforme em toda a Terra. O esquema mostra a geometria do problema:
- a) Calcula o módulo do campo lunar no ponto da superfície terrestre mais próximo da Lua (a sua distância à Lua é $d - R_T$).
- b) Calcula o módulo do campo lunar no ponto da superfície mais afastado da Lua (distância $d + R_T$).
- c) Calcula a diferença entre ambos e explica por que razão essa diferença, embora pequena, «estica» os oceanos e origina duas zonas de maré-alta. Dados: $M_L = 7,35\cdot10^{22}\ \text{kg}$, $d = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$, $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$, $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$.
Voltando ao princípio: a pedra de $10\ \text{kg}$ sofre dez vezes mais força ($98\ \text{N}$) do que a de $1\ \text{kg}$ ($9{,}8\ \text{N}$), mas ao dividir pela massa ($\vec g = \vec F/m$) ambas «sentem» o mesmo campo, $9{,}8\ \text{N/kg}$, que é a aceleração com que caem.