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10.º ano A · Biologia e Geologia
A fisiologia animal · A função de relação

Os sistemas nervoso e endócrino

Antes de começar, convém dominares: O sistema nervoso (9.º ano do ensino básico (3.º ciclo))

Pisas uma tachinha e, numa fração de segundo, já tens o pé no ar. Se ficares horas sem comer, o corpo ajusta o metabolismo devagar, ao longo de muito tempo. Uma resposta é quase instantânea e a outra é lenta e duradoura: são dois sistemas de coordenação diferentes a trabalhar no mesmo corpo.

Duas formas de coordenar o corpo

Levas um susto e saltas em décimas de segundo, mas o coração acelerado e a boca seca ainda duram vários minutos. Porque é que o organismo combina uma via quase instantânea com outra mais lenta e persistente?

Sinal nervoso Sinal hormonal
Natureza impulso elétrico (e mensageiro químico na sinapse) substância química (hormona)
Via neurónios sangue
Velocidade muito rápida (milissegundos) mais lenta (segundos a minutos)
Destino preciso (uma célula ou um músculo) difuso: só responde quem tem recetores
Duração breve prolongada
Comparação entre o sinal nervoso, que percorre um neurónio até uma única célula-alvo, e o sinal hormonal, em que uma glândula lança hormonas no sangue que chegam a todo o corpo, mas só respondem as células com recetores. Sinal nervoso impulso elétrico célula-alvo muito rápido · destino preciso · efeito breve Sinal hormonal glândula endócrina vaso sanguíneo (hormonas no sangue) com recetores sem recetores com recetores
Pratica★☆☆Por começar
Compara o sinal nervoso e o sinal hormonal considerando a sua velocidade, a sua duração, a sua via de transmissão e a precisão do seu destino, e apresenta um exemplo de…

Compara o sinal nervoso e o sinal hormonal considerando a sua velocidade, a sua duração, a sua via de transmissão e a precisão do seu destino, e apresenta um exemplo de resposta típica de cada um.

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Pratica★★★Por começar
Durante uma experiência de resposta ao stresse agudo, submetem-se dois grupos de pessoas a um teste stressante imprevisto de 30 minutos de duração: Grupo de Controlo:…

Durante uma experiência de resposta ao stresse agudo, submetem-se dois grupos de pessoas a um teste stressante imprevisto de 30 minutos de duração:

  • Grupo de Controlo: experimenta um aumento imediato da frequência cardíaca (de 70 para 135 bpm em apenas 6 segundos), dilatação pupilar e um pico precoce de glicemia, seguido a partir dos 15-20 minutos de um aumento sustentado da gluconeogénese hepática e diminuição da síntese proteica.

  • Grupo Tratado: recebeu previamente um fármaco bloqueador específico dos recetores beta-adrenérgicos.

  1. a) Prevê de forma justificada que diferenças registará o Grupo Tratado relativamente ao Grupo de Controlo na frequência cardíaca, na pressão arterial e na glicemia durante os primeiros 60 segundos após o início do estímulo.
  2. b) Explica por que razão a resposta mediada pela adrenalina (sistema nervoso simpático e medula suprarrenal) desencadeia efeitos celulares em segundos, enquanto a resposta coordenada pelo cortisol (eixo hipotálamo-hipófise-córtex suprarrenal) demora dezenas de minutos a consolidar-se. Fundamenta a tua justificação na natureza química de cada hormona e nos seus respetivos mecanismos de transdução celular.
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O neurónio

Esquema de um neurónio: dendrites ramificadas, corpo celular com núcleo, axónio com bainhas de mielina separadas por nós de Ranvier e terminais axónicos. Uma seta indica o sentido do impulso. dendrites corpo celular (soma) sentido do impulso bainha de mielina nó de Ranvier axónio terminais axónicos

O impulso circula sempre no mesmo sentido: dendrites → corpo celular → axónio → terminais. A mielina, que é isoladora, faz o impulso «saltar» de nó em nó e aumenta muito a velocidade de condução.

Pratica★☆☆Por começar
Descreve as partes de um neurónio (dendrites, corpo celular ou soma, axónio e terminais axónicos) e explica a função de cada uma na receção, condução e transmissão do…

Descreve as partes de um neurónio (dendrites, corpo celular ou soma, axónio e terminais axónicos) e explica a função de cada uma na receção, condução e transmissão do impulso nervoso.

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Pratica★★☆Por começar
Observa a imagem do neurónio e da sinapse química. a) Descreve o caminho do sinal desde a estrutura 2 até à 8, explicando o que ocorre em cada passo. b) Justifica que…

Observa a imagem do neurónio e da sinapse química. a) Descreve o caminho do sinal desde a estrutura 2 até à 8, explicando o que ocorre em cada passo. b) Justifica que vantagem traz a estrutura 4 para a velocidade de condução. c) Explica por que razão o sinal na sinapse apenas se pode propagar de 5 para 8 e nunca em sentido inverso.

Neurónio multipolar e pormenor de uma sinapse química

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O potencial de ação

Como é que uma célula transporta um sinal elétrico, se não há fios? Com iões a atravessar a membrana.

Em repouso, a membrana do neurónio tem o interior negativo em relação ao exterior (cerca de −70 mV). Este é o potencial de repouso. Deve-se à bomba de sódio e potássio, que gasta ATP para expulsar Na⁺ e fazer entrar K⁺ (transporte ativo, contra o gradiente), e à membrana ser pouco permeável ao Na⁺. Durante o potencial de ação, os iões atravessam os canais por difusão facilitada, a favor do gradiente.

O potencial de ação tem estas fases:

  1. Estímulo e limiar. Se o estímulo despolariza a membrana até ao limiar, abrem-se canais de Na⁺ dependentes da voltagem.

  2. Despolarização. O Na⁺ entra em massa e o interior fica positivo.

  3. Repolarização. Os canais de Na⁺ fecham-se e abrem-se canais de K⁺: o K⁺ sai e o interior volta a ser negativo.

  4. Recuperação. Nesta fase a bomba Na⁺/K⁺ repõe as concentrações iniciais. Durante um curto período refratário não há novo impulso, o que garante o sentido único de propagação.

Condução saltatória

Num axónio sem mielina, o potencial de ação regenera-se ponto a ponto. Num axónio mielinizado, a mielina impede a passagem de iões e só nos nós de Ranvier se abrem os canais. O impulso «salta» de nó em nó (condução saltatória), que é muito mais rápida e gasta menos energia.

Pratica★★☆Por começar
Explica de forma qualitativa o que é o potencial de ação: que iões entram e saem do neurónio, por que razão se diz que funciona segundo a lei do «tudo ou nada» e como a…

Explica de forma qualitativa o que é o potencial de ação: que iões entram e saem do neurónio, por que razão se diz que funciona segundo a lei do «tudo ou nada» e como a bainha de mielina permite a condução saltatória que acelera o impulso.

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Pratica★★★Por começar
Num exame neurológico a uma paciente de 28 anos com suspeita de esclerose múltipla, registam-se os potenciais evocados visuais no nervo ótico em comparação com um…

Num exame neurológico a uma paciente de 28 anos com suspeita de esclerose múltipla, registam-se os potenciais evocados visuais no nervo ótico em comparação com um indivíduo saudável:

  • Indivíduo saudável: latência da onda P100 = 98 ms; velocidade de condução axonal = 55 m/s.

  • Paciente: latência da onda P100 = 148 ms; velocidade de condução axonal = 18 m/s, com uma perda acentuada de amplitude no sinal. Além disso, a paciente relata que quando toma um duche de água quente ou realiza exercício físico intenso, a sua visão fica muito mais turva durante alguns minutos (fenómeno de Uhthoff).

  1. a) Explica a nível molecular e biofísico por que razão a destruição autoimune da bainha de mielina provoca tanto o abrandamento do sinal como a eventual extinção total do potencial de ação, tendo em conta a localização habitual dos canais de Na+ dependentes de voltagem e as fugas de corrente através da membrana axónica.
  2. b) Formula uma hipótese justificada sobre o motivo pelo qual um aumento moderado da temperatura corporal pode interromper por completo a condução nervosa num axónio desmielinizado e fundamenta por que razão duas pessoas com esclerose múltipla podem apresentar quadros clínicos iniciais completamente distintos.
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A sinapse

Sinapse química: o terminal pré-sináptico liberta neurotransmissores por exocitose para a fenda sináptica, onde se ligam a recetores da membrana pós-sináptica. terminal pré-sináptico (5) vesículas fenda sináptica neurotransmissores membrana pós-sináptica (8) recetores 5 8

A sequência é esta:

  1. O potencial de ação chega ao terminal e abrem-se canais de Ca²⁺. O Ca²⁺ entra.

  2. O Ca²⁺ faz as vesículas fundirem-se com a membrana: exocitose do neurotransmissor (por exemplo, a acetilcolina).

  3. O neurotransmissor difunde pela fenda (difusão simples) e liga-se a recetores da membrana pós-sináptica.

  4. Abrem-se canais iónicos e há uma resposta (um novo impulso, a contração de um músculo, etc.).

  5. O neurotransmissor é depois degradado por enzimas ou recaptado pelo terminal através de transportadores da membrana, e o sinal termina.

Quando a sinapse falha ou se altera

  • Uma toxina que bloqueia canais de Na⁺ impede o potencial de ação de se propagar: o sinal desaparece ao longo do axónio.

  • Uma toxina que impede a libertação do neurotransmissor deixa o axónio normal, mas a célula seguinte não recebe nada.

  • Uma exposição repetida e intensa a uma substância (como as drogas que fazem subir muito a dopamina) pode levar a célula pós-sináptica a reduzir o número de recetores. Fica menos sensível e é preciso mais substância para o mesmo efeito: é a tolerância.

Pratica★☆☆Por começar
O que é uma sinapse? Explica por que razão o sinal não passa eletricamente de um neurónio para outro na maioria delas e que vantagem pode ter a utilização de um…

O que é uma sinapse? Explica por que razão o sinal não passa eletricamente de um neurónio para outro na maioria delas e que vantagem pode ter a utilização de um mensageiro químico (modulação, amplificação).

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Pratica★★★Por começar
Uma equipa de neurofisiologia estimula eletricamente um neurónio motor pré-sináptico e regista a atividade na fibra muscular que inerva após aplicar duas neurotoxinas…

Uma equipa de neurofisiologia estimula eletricamente um neurónio motor pré-sináptico e regista a atividade na fibra muscular que inerva após aplicar duas neurotoxinas distintas de forma independente:

  • Com a Toxina 1: o potencial de ação propaga-se pelo axónio a 75 m/s até ao botão terminal sem alteração, mas não se regista qualquer alteração de potencial na membrana muscular nem se deteta acetilcolina na fenda sináptica.

  • Com a Toxina 2: o potencial de ação axonal abranda drasticamente e a sua amplitude decai até desaparecer antes de atingir o terminal sináptico; contudo, se os investigadores aplicarem acetilcolina diretamente com uma micropipeta sobre a membrana muscular, esta despolariza-se e contrai-se com total normalidade.

  1. a) Deduz e justifica que tipo específico de canal iónico dependente de voltagem é bloqueado por cada toxina, discriminando entre a propagação elétrica axonal e os passos moleculares da transmissão química sináptica.
  2. b) Se a transmissão puramente elétrica (mediante junções comunicantes ou gap) é praticamente instantânea e não sofre atraso sináptico, argumenta que vantagem adaptativa determinante representou para o sistema nervoso central dos vertebrados basear a maior parte da sua circuitaria em sinapses químicas com atraso.
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Pratica★★★Por começar
Num estudo sobre o circuito de recompensa mesocorticolímbico em roedores de laboratório, medem-se através de microdiálise a concentração de dopamina no núcleo accumbens…

Num estudo sobre o circuito de recompensa mesocorticolímbico em roedores de laboratório, medem-se através de microdiálise a concentração de dopamina no núcleo accumbens e através de técnicas de autoradiografia a densidade de recetores D2 nos neurónios pós-sinápticos em três situações:

  • Situação 1 (estímulo natural apetitivo: solução açucarada): a dopamina aumenta 45 % sobre o valor basal durante 20 minutos; a densidade de recetores D2 permanece inalterada (100 %).

  • Situação 2 (injeção aguda de anfetamina): a dopamina plasmática na sinapse dispara 650 % durante mais de 90 minutos.

  • Situação 3 (após 4 semanas de consumo diário de anfetamina, após 24 horas de privação): os níveis basais de dopamina descem 35 % abaixo do normal e a densidade de recetores D2 ativos caiu para 40 % do nível inicial.

  1. a) Interpreta os dados da Situação 3 para explicar os mecanismos moleculares da tolerância à droga e da anedonia (incapacidade de experienciar prazer com estímulos naturais). Que fenómeno de plasticidade sináptica adaptativa explica a redução de recetores D2?
  2. b) Com base nestes dados biológicos, contesta a afirmação de quem sustente que «superar uma adição não requer apoio médico nem farmacológico, mas apenas uma decisão firme de força de vontade».
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Como se organiza o sistema nervoso

Um guarda-redes vê o penálti, calcula a trajetória e atira-se para o canto em décimas de segundo. Como se repartem as tarefas entre quem decide e quem leva a ordem aos músculos?

A medula espinal e as lesões medulares

A medula espinal é centro reflexo e também via de condução: vias ascendentes levam a informação sensitiva ao encéfalo e vias descendentes levam as ordens motoras.

Numa lesão medular completa, a informação deixa de passar abaixo do ponto lesado: perde-se a sensibilidade e o movimento voluntário nessa zona, enquanto alguns reflexos medulares podem manter-se. Quanto mais alta a lesão, maior a zona afetada: uma lesão dorsal ou lombar causa paraplegia (membros inferiores) e uma lesão cervical causa tetraplegia (os quatro membros).

Os neurónios do SNC praticamente não se regeneram: o ambiente do SNC inibe o crescimento dos axónios, forma-se uma cicatriz glial e os neurónios maduros já não se dividem. Nos nervos periféricos a regeneração é possível.

Sistema nervoso autónomo

O sistema nervoso periférico motor tem uma parte somática (voluntária, músculos esqueléticos) e uma parte autónoma (involuntária: coração, músculo liso, glândulas). Esta divide-se em duas partes.

Órgão Simpático («luta ou fuga») Parassimpático («repouso e digestão»)
Coração acelera abranda
Pupilas dilata contrai
Brônquios dilata contrai
Digestão inibe estimula

O simpático predomina perante perigo, esforço ou stresse. O parassimpático predomina em repouso, depois das refeições e durante o sono.

Pratica★☆☆Por começar
Distingue o sistema nervoso central do periférico: que órgãos inclui cada um, que função geral desempenha e como comunicam entre si.

Distingue o sistema nervoso central do periférico: que órgãos inclui cada um, que função geral desempenha e como comunicam entre si.

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Pratica★☆☆Por começar
a) Nomeia as três partes principais do encéfalo. b) Indica uma função característica de cada uma delas.
  1. a) Nomeia as três partes principais do encéfalo.
  2. b) Indica uma função característica de cada uma delas.
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Pratica★☆☆Por começar
Diferencia nervos sensitivos e motores, e justifica que perda funcional produz a lesão de cada tipo numa mão (o que acontece à sensibilidade e ao movimento?).

Diferencia nervos sensitivos e motores, e justifica que perda funcional produz a lesão de cada tipo numa mão (o que acontece à sensibilidade e ao movimento?).

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Pratica★★☆Por começar
Ao tocar num objeto muito quente retira-se a mão antes de sentir dor. Descreve o trajeto do impulso nervoso nesse arco reflexo, nomeando os neurónios intervenientes e…

Ao tocar num objeto muito quente retira-se a mão antes de sentir dor. Descreve o trajeto do impulso nervoso nesse arco reflexo, nomeando os neurónios intervenientes e explicando por que razão a resposta não passa primeiro pelo encéfalo.

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Pratica★★☆Por começar
A medula espinal é simultaneamente centro reflexo e via de condução da informação. Explica o que sucede após uma lesão medular completa de acordo com a sua altura…

A medula espinal é simultaneamente centro reflexo e via de condução da informação. Explica o que sucede após uma lesão medular completa de acordo com a sua altura (paraplegia se for lombar ou dorsal, tetraplegia se for cervical) e justifica por que razão os neurónios do sistema nervoso central praticamente não se regeneram.

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Pratica★★☆Por começar
Compara o sistema nervoso simpático e o parassimpático: efeitos sobre o coração, a digestão, as pupilas e os brônquios, e explica por que razão são resumidos como «luta…

Compara o sistema nervoso simpático e o parassimpático: efeitos sobre o coração, a digestão, as pupilas e os brônquios, e explica por que razão são resumidos como «luta ou fuga» e «repouso e digestão», indicando em que situações predomina cada um.

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O sistema endócrino e o retrocontrolo

Glândula Hormona Efeito principal
Pâncreas (células β) insulina baixa a glicemia (a glicose entra nas células e é armazenada)
Pâncreas (células α) glucagon sobe a glicemia (liberta glicose do fígado)
Tiroide tiroxina regula o metabolismo (ritmo de consumo de energia)
Medula da suprarrenal adrenalina resposta de alarme: acelera o coração e sobe a glicemia
Córtex da suprarrenal cortisol resposta prolongada ao stresse
Hipófise (adeno-hipófise) hormona do crescimento (GH) crescimento
Epífise (glândula pineal) melatonina regula o ritmo sono-vigília

Retrocontrolo negativo

Regulação da glicemia: depois de uma refeição a glicemia sobe, o pâncreas liberta insulina, a glicose entra nas células e a glicemia desce, o que reduz a secreção de insulina (retrocontrolo negativo). Glicemia sobe (após a refeição) Pâncreas liberta insulina Células captam glicose (fígado, músculo) Glicemia desce para o valor normal trava a secreção de insulina

Quando a glicemia baixa, o glucagon faz o contrário. Estas duas hormonas, antagonistas, mantêm a glicemia perto de 90 mg/dL. Se falta insulina (ou as células não respondem), a glicemia fica persistentemente alta: é o que acontece na diabetes.

O eixo hipotálamo-hipófise-tiroide

O hipotálamo é tecido nervoso que comanda a hipófise. Liga os dois sistemas, nervoso e endócrino.

  1. O hipotálamo liberta TRH, que estimula a hipófise.

  2. A hipófise liberta TSH, que estimula a tiroide.

  3. A tiroide produz tiroxina (que precisa de iodo).

  4. A tiroxina no sangue inibe o hipotálamo e a hipófise: retrocontrolo negativo.

Se falta iodo, a tiroide não produz tiroxina, o retrocontrolo deixa de funcionar e a hipófise continua a libertar TSH. A estimulação constante faz crescer a glândula: é o bócio. O sal iodado fornece o iodo necessário e evita o problema.

Hipotálamo e hipófise: outras ligações

  • A adeno-hipófise é comandada por hormonas do hipotálamo que chegam por um sistema porta (vasos sanguíneos curtos). Se a ligação se corta, hormonas como a TSH e a GH baixam. A prolactina é exceção: o hipotálamo inibe-a (com dopamina), por isso sem essa inibição sobe.

  • A neuro-hipófise liberta hormonas (ADH e oxitocina) produzidas pelos neurónios do hipotálamo, que descem por axónios até à hipófise. Se esses axónios são cortados, essas hormonas deixam de ser libertadas.

  • As hormonas libertadoras, como a GnRH, são libertadas em pulsos. A libertação de gonadotropinas (LH e FSH) pela adeno-hipófise normal só ocorre se os recetores de GnRH forem estimulados de forma intermitente. Um agonista dado de forma contínua causa dessensibilização: os recetores deixam de responder e a produção de LH e FSH desce.

Hormonas e luz

A melatonina, produzida pela epífise, é libertada sobretudo de noite. A luz (em particular a luz azul de ecrãs) inibe a sua secreção. Usar ecrãs brilhantes à noite atrasa a subida da melatonina, o sono demora a chegar e a qualidade do sono piora. O desfasamento horário crónico (turnos, viagens) desregula o ritmo circadiano, causa sonolência, cansaço e pior rendimento.

Pratica★☆☆Por começar
O que é uma hormona e onde é produzida? Refere duas glândulas endócrinas humanas, a hormona que cada uma segrega e o seu efeito principal.

O que é uma hormona e onde é produzida? Refere duas glândulas endócrinas humanas, a hormona que cada uma segrega e o seu efeito principal.

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Pratica★☆☆Por começar
Indica três hormonas humanas (insulina, tiroxina, adrenalina, hormona do crescimento), a glândula que as segrega e o efeito principal de cada uma.

Indica três hormonas humanas (insulina, tiroxina, adrenalina, hormona do crescimento), a glândula que as segrega e o efeito principal de cada uma.

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Pratica★★☆Por começar
Explica o que é o retrocontrolo negativo (feedback negativo) na regulação hormonal, descrevendo um exemplo concreto: a regulação da glicemia pela insulina e pelo…

Explica o que é o retrocontrolo negativo (feedback negativo) na regulação hormonal, descrevendo um exemplo concreto: a regulação da glicemia pela insulina e pelo glucagão, ou a do eixo tiroideu.

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Pratica★★☆Por começar
O bócio é o aumento da tiroide por carência de iodo. Explica, utilizando o retrocontrolo negativo do eixo hipófise-tiroide, por que razão a glândula aumenta de volume…

O bócio é o aumento da tiroide por carência de iodo. Explica, utilizando o retrocontrolo negativo do eixo hipófise-tiroide, por que razão a glândula aumenta de volume quando não consegue produzir hormona tiroideia, e por que razão o sal iodado praticamente erradicou esse problema.

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Pratica★★☆Por começar
A melatonina regula o ritmo circadiano. Explica que sinal ambiental a controla (a luz), o que acontece à sua secreção quando usamos ecrãs brilhantes à noite e que…

A melatonina regula o ritmo circadiano. Explica que sinal ambiental a controla (a luz), o que acontece à sua secreção quando usamos ecrãs brilhantes à noite e que consequências tem para o sono e para o rendimento o desfasamento horário crónico.

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Pratica★★★Por começar
Numa prova de diagnóstico de sobrecarga oral de glicose, monitoriza-se a glicemia e a concentração plasmática de insulina de duas pessoas (sujeito A e sujeito B) em…

Numa prova de diagnóstico de sobrecarga oral de glicose, monitoriza-se a glicemia e a concentração plasmática de insulina de duas pessoas (sujeito A e sujeito B) em jejum e aos 60 e 120 minutos após ingerirem 75 g de glicose diluída:

  • Sujeito A: parte de 85 mg/dL de glicose; aos 60 min atinge 135 mg/dL e aos 120 min regressa a 90 mg/dL. A sua insulina plasmática passa de 8 µU/mL para 70 µU/mL e depois desce para 12 µU/mL.

  • Sujeito B: parte de 170 mg/dL de glicose; aos 60 min sobe para 290 mg/dL e aos 120 min situa-se em 265 mg/dL. A sua insulina permanece constante e indetetável (< 2 µU/mL) em todas as colheitas.

  1. a) Justifica qual dos dois sujeitos sofre de diabetes mellitus tipo 1 relacionando os dados com os mecanismos de retroalimentação negativa e os transportadores de glicose no tecido muscular e hepático.
  2. b) Se o sujeito B injetar por engano o triplo da dose estipulada de insulina exógena sem ingerir hidratos de carbono, prevê o que acontecerá no tecido adiposo, muscular e no encéfalo. Justifica por que razão uma hipoglicemia severa compromete a vida numa questão de minutos, ao contrário de uma hiperglicemia moderada mantida.
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Pratica★★★Por começar
Um paciente sofre um traumatismo cranioencefálico que provoca a secção traumática total da haste hipofisária (infundíbulo), interrompendo tanto a rede vascular do…

Um paciente sofre um traumatismo cranioencefálico que provoca a secção traumática total da haste hipofisária (infundíbulo), interrompendo tanto a rede vascular do sistema porta hipotálamo-hipofisário como as fibras nervosas axonais provenientes dos núcleos supraótico e paraventricular.

  1. a) Prevê fundamentadamente como variará a concentração no sangue (aumentará, cairá drasticamente ou manter-se-á igual) de cada uma das seguintes hormonas:
  1. Hormona estimulante da tiroide (TSH) e Hormona do Crescimento (GH).

  2. Prolactina (considerando que o hipotálamo exerce um controlo tónico inibidor mediado por dopamina).

  3. Ocitocina e Hormona Antidiurética (ADH ou vasopressina).

  1. b) Durante as primeiras 24 horas de internamento hospitalar, o paciente elimina mais de 12 litros de urina muito diluída (densidade 1,002 g/mL, semelhante à água pura) e refere uma sede extrema e insaciável. Identifica que patologia endócrina concreta sofre, justifica que hormona é responsável por este equilíbrio hídrico e descreve a falha de feedback homeostático que ocorreu.
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Pratica★★★Por começar
No tratamento médico de crianças com puberdade precoce central (desenvolvimento puberal anómalo antes dos 8 anos devido à ativação prematura do eixo hipotalâmico),…

No tratamento médico de crianças com puberdade precoce central (desenvolvimento puberal anómalo antes dos 8 anos devido à ativação prematura do eixo hipotalâmico), utiliza-se como fármaco um agonista potente da hormona libertadora de gonadotropinas (GnRH) administrado através de um implante subcutâneo de libertação contínua.

  1. a) Sabendo que, em condições fisiológicas normais, o hipotálamo secreta GnRH em pulsos intermitentes a cada 60 a 90 minutos para induzir a síntese de LH e FSH na adeno-hipófise, explica a aparente contradição: por que razão a administração ininterrupta e constante de um ativador (agonista) da GnRH trava a puberdade em vez de a acelerar? Justifica o mecanismo celular que sofrem os recetores da adeno-hipófise.
  2. b) Nas últimas décadas, a idade de início puberal adiantou-se de forma significativa nas populações com dietas hipercalóricas e maior taxa de obesidade infantil. Formula uma hipótese biológica que relacione a massa de tecido adiposo corporal, a hormona leptina e o gerador de pulsos de GnRH, e prevê por que razão uma atleta juvenil com uma percentagem de gordura corporal extremamente baixa pode apresentar amenorreia ou atraso puberal.
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Voltando ao início: retirar o pé da tachinha é um reflexo do sistema nervoso (elétrico, direto, em milissegundos). Adaptar-te ao jejum prolongado depende de hormonas como o glucagon (químicas, lentas e mantidas no sangue para mobilizar reservas de energia).

Em resumo

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