Voltar ao inícioBiologia e Geologia · 10.º ano · Mudar de matéria
Começar grátis
10.º ano A · Biologia e Geologia
A dinâmica terrestre · A geosfera

O magmatismo e as rochas magmáticas

Antes de começar, convém dominares: A tectónica de placas (7.º ano do ensino básico (3.º ciclo))
Antes de começar, convém dominares: As rochas e o ciclo das rochas (7.º ano do ensino básico (3.º ciclo))

Em 1957, ao largo da ilha do Faial, o mar começou a ferver e nasceu o vulcão dos Capelinhos. Um vulcão é apenas a parte visível de um processo que começa muito antes, em profundidade: uma rocha sólida que se funde, um magma que sobe e uma rocha nova que se forma ao arrefecer. O contexto tectónico onde tudo isto acontece determina que tipo de magma, de vulcão e de rocha se obtém.

Porque se funde uma rocha: o magmatismo

O manto terrestre está a temperaturas superiores a $1\,000\ \text{°C}$ e, no entanto, é quase todo sólido, por causa da enorme pressão que suporta. Ainda assim, em certos locais jorra rocha fundida. Em que condições é que uma rocha sólida profunda consegue fundir-se?

Três cortes do manto que mostram como se forma magma: uma pluma quente que sobe (aumento de temperatura), o manto que ascende sob uma dorsal (diminuição de pressão) e a água libertada por uma placa que subduz (adição de água). Ponto quente Dorsal Subducção manto ↑T ↓P +H₂O

Repara na diferença entre os dois primeiros mecanismos. Na dorsal, o manto sobe depressa e não tem tempo de arrefecer (a ascensão é quase adiabática). A pressão baixa, o ponto de fusão desce e a rocha, que mantém a temperatura, passa a estar acima dele: funde-se parcialmente. É por isso que o magma de uma dorsal nasce sem ninguém aquecer o manto.

Pratica★☆☆Por começar
Define magma e explica os três fatores suscetíveis de provocar a fusão de uma rocha do interior do planeta: aumento de temperatura, descida de pressão e adição de água.

Define magma e explica os três fatores suscetíveis de provocar a fusão de uma rocha do interior do planeta: aumento de temperatura, descida de pressão e adição de água.

Resolver
Pratica★★☆Por começar
Nas dorsais o magma origina-se por fusão por descompressão e nas zonas de subducção por adição de água. Explica em que consiste cada mecanismo e justifica por que razão…

Nas dorsais o magma origina-se por fusão por descompressão e nas zonas de subducção por adição de água. Explica em que consiste cada mecanismo e justifica por que razão a água libertada pela placa subductada provoca a fusão do manto sobrejacente, mesmo sem subida da temperatura.

Resolver

Os contextos do magmatismo

Se recolheres amostras de lava na dorsal atlântica, nos Andes e no Havai, vais ver que a cor, a densidade e a composição química são muito diferentes. Porque é que a tectónica de placas condiciona a composição do magma e o tipo de rocha que se forma?

Corte da litosfera e do manto com os três contextos do magmatismo: uma dorsal oceânica com fusão por descompressão e magma básico, um ponto quente com uma pluma do manto sob uma ilha vulcânica intraplaca e uma zona de subducção onde a água libertada pela placa que mergulha funde o manto e alimenta um vulcão de magma intermédio. 1 Dorsal oceânica 2 Ponto quente 3 Zona de subducção magma básico intraplaca magma intermédio crosta oceânica litosfera oceânica crosta continental fusão por descompressão fusão do manto água libertada pluma do manto anomalia térmica manto

Isto explica a localização dos vulcões. A maioria dos vulcões ativos alinha-se com os limites das placas: nos limites divergentes (dorsais e riftes, como a Islândia) há descompressão; nos convergentes (zonas de subducção, como o Anel de Fogo do Pacífico) há adição de água. Só uma minoria, os pontos quentes, está longe dos limites.

Pratica★☆☆Por começar
Explica por que razão a maioria dos vulcões ativos do planeta se alinha com os limites das placas litosféricas, e refere uma região vulcânica associada a um limite…

Explica por que razão a maioria dos vulcões ativos do planeta se alinha com os limites das placas litosféricas, e refere uma região vulcânica associada a um limite divergente e outra a um limite convergente.

Resolver
Pratica★☆☆Por começar
Associa cada contexto magmático ao tipo de rochas ígneas que origina — dorsal oceânica, zona de subducção e ponto quente —, escolhendo entre rochas básicas (basalto,…

Associa cada contexto magmático ao tipo de rochas ígneas que origina — dorsal oceânica, zona de subducção e ponto quente —, escolhendo entre rochas básicas (basalto, gabro) e intermédias ou félsicas (andesito, granito), e refere um arquipélago famoso originado por um ponto quente.

Resolver
Pratica★★☆Por começar
O corte do esquema ilustra três contextos de génese magmática (1 a 3). a) Identifica cada um. b) Explica o mecanismo de fusão que atua em cada contexto: descompressão,…

O corte do esquema ilustra três contextos de génese magmática (1 a 3). a) Identifica cada um. b) Explica o mecanismo de fusão que atua em cada contexto: descompressão, adição de água ou anomalia térmica do manto. c) Indica que tipo de rocha ígnea resulta em cada caso.

manto 1 2 3
Resolver

Pontos quentes: ilhas que contam o movimento das placas

O arquipélago do Havai é uma fila de ilhas alinhadas, e as mais velhas ficam cada vez mais longe da maior. Porquê?

Uma pluma do manto é uma coluna de rocha quente que sobe desde o manto profundo e permanece, durante milhões de anos, praticamente no mesmo sítio. A placa litosférica desloca-se por cima dela. Enquanto está sobre a pluma, forma-se um vulcão e, ao ser arrastado, fica longe da fonte de magma e extingue-se. Mais adiante, nasce outro vulcão sobre a pluma.

Resultado: uma cadeia de ilhas em que a idade aumenta com a distância ao ponto quente. A idade das ilhas é, por isso, um registo do movimento da placa: a direção da cadeia dá a direção do movimento e a distância entre as ilhas, a dividir pela diferença de idades, dá a velocidade.

Pratica★★☆Por começar
Os pontos quentes geram cadeias de ilhas vulcânicas alinhadas por idade, como o arquipélago do Havai. Explica como se forma essa cadeia à medida que a placa se desloca…

Os pontos quentes geram cadeias de ilhas vulcânicas alinhadas por idade, como o arquipélago do Havai. Explica como se forma essa cadeia à medida que a placa se desloca sobre o ponto quente e por que razão a idade das ilhas funciona como um registo do movimento da placa.

Resolver
Pratica★★★Por começar
Observa a seguinte cronologia sobre o início do vulcanismo em superfície nas Canárias: Fuerteventura (há cerca de 20 Ma), Tenerife (há cerca de 12 Ma), La Palma (há…

Observa a seguinte cronologia sobre o início do vulcanismo em superfície nas Canárias: Fuerteventura (há cerca de 20 Ma), Tenerife (há cerca de 12 Ma), La Palma (há cerca de 2 Ma) e El Hierro (há 1,1 Ma). No entanto, Fuerteventura e Tenerife registaram atividade vulcânica no Holocénico, e o Teide é um estratovulcão ativo. a) Se o arquipélago respondesse com fidelidade a uma pluma mantélica fixa e térmica do tipo Havai sobre uma placa litosférica em movimento, que atividade eruptiva esperarias encontrar hoje em Fuerteventura e Lanzarote? Justifica a discrepância com os dados reais. b) Para resolver esta anomalia foram propostos dois modelos: a tectónica de fraturas propagantes a partir do Atlas e uma pluma mantélica pulsátil sob uma placa quase estacionária. Delineia que observações geofísicas (como tomografia sísmica profunda) ou geoquímicas permitiriam confirmar ou descartar a existência de uma pluma térmica profunda sob as ilhas.

Resolver

Do magma à rocha: plutónicas e vulcânicas

Granito e riólito têm a mesma composição (são rochas ácidas), mas aspetos muito diferentes. O granito tem cristais grandes, visíveis à vista desarmada. O riólito é de grão muito fino ou até vítreo, porque o arrefecimento foi rápido. A textura conta a história do arrefecimento.

Porque racham os basaltos em prismas?

Quando uma escoada de basalto arrefece, contrai. Como está presa por baixo e por cima, não pode encolher livremente e acumulam-se tensões, até que a rocha fratura. As fraturas formam uma rede que avança do exterior para o interior da escoada, perpendicularmente à superfície de arrefecimento. A rede mais eficiente, a que liberta a tensão com menos fraturas, é a que divide a superfície em polígonos de 120°, de preferência hexágonos. Surgem assim os prismas hexagonais da «disjunção prismática», como acontece em escoadas basálticas da Madeira e dos Açores e na Calçada dos Gigantes, na Irlanda do Norte.

Pratica★☆☆Por começar
Distingue magma de lava, e rocha plutónica (intrusiva) de vulcânica (extrusiva), apresentando um exemplo de cada uma e explicando em que locais se dá o respetivo…

Distingue magma de lava, e rocha plutónica (intrusiva) de vulcânica (extrusiva), apresentando um exemplo de cada uma e explicando em que locais se dá o respetivo arrefecimento.

Resolver
Pratica★★☆Por começar
Um magma com a mesma composição pode dar origem a uma rocha plutónica ou vulcânica. Explica, com base na respetiva história de arrefecimento, a diferença entre um…

Um magma com a mesma composição pode dar origem a uma rocha plutónica ou vulcânica. Explica, com base na respetiva história de arrefecimento, a diferença entre um granito e um riólito, e que característica textural permite distingui-los à vista desarmada.

Resolver
Pratica★★☆Por começar
A «disjunção prismática» divide algumas escoadas de basalto em prismas hexagonais regulares (por exemplo, a Calçada dos Gigantes). Explica que fenómeno físico a origina…

A «disjunção prismática» divide algumas escoadas de basalto em prismas hexagonais regulares (por exemplo, a Calçada dos Gigantes). Explica que fenómeno físico a origina durante o arrefecimento da lava (contração térmica e fraturação) e por que razão a geometria hexagonal é a mais eficiente.

Resolver

Diferenciação magmática: de básico a ácido

Um magma raramente chega à superfície com a composição com que se formou. Por que razão uma subducção produz magmas intermédios e ácidos, se o manto que se funde é o mesmo?

A fusão do manto é sempre parcial e dá um magma básico. Durante a ascensão, este magma pode mudar de composição por dois processos:

  • Cristalização fracionada. Ao arrefecer, os minerais cristalizam numa ordem. Primeiro os ricos em ferro e magnésio (olivina, piroxenas), de temperatura de cristalização mais alta e pobres em sílica. Estes cristais, mais densos, afundam-se ou ficam presos nas paredes e saem do fundido. O magma residual fica relativamente enriquecido em sílica (e em sódio, potássio e voláteis). Com sucessivas etapas, o magma torna-se intermédio e depois ácido.

  • Assimilação crustal. O magma quente funde e incorpora rochas da crosta continental (mais ricas em sílica) por onde passa, o que também o enriquece em sílica.

Os basaltos de dorsal são toleíticos e de composição quase constante; no rifte continental surgem também basaltos alcalinos, mais ricos em sódio e potássio. Os traquitos e os fonólitos são rochas vulcânicas muito evoluídas e ricas em álcalis.

É isto que explica o bimodalismo do rifte continental da África Oriental, onde coexistem basaltos e rochas muito ricas em sílica e em álcalis (traquitos, fonólitos, riólitos). A litosfera continental espessa faz o magma básico demorar-se em câmaras magmáticas a diferentes profundidades, o que dá tempo para a cristalização fracionada e a assimilação. Numa dorsal oceânica, a litosfera é fina e o magma sobe depressa para a superfície, por isso quase só há basaltos de composição constante. Se o rifte evoluir para um oceano, a litosfera adelgaça e a composição tenderá para a do basalto de dorsal.

Pratica★★☆Por começar
Durante a ascensão, um magma sofre variações composicionais por cristalização fracionada. Explica em que consiste este processo (que minerais cristalizam primeiro, o que…

Durante a ascensão, um magma sofre variações composicionais por cristalização fracionada. Explica em que consiste este processo (que minerais cristalizam primeiro, o que sucede ao magma residual) e por que razão os magmas diferenciados acabam por se enriquecer em sílica.

Resolver
Pratica★★★Por começar
Uma equipa de vulcanologia analisa amostras de duas erupções submarinas recentes: o vulcão A emite lavas fluidas com 49 % de $\text{SiO}2$ e menos de 0,5 % de…

Uma equipa de vulcanologia analisa amostras de duas erupções submarinas recentes: o vulcão A emite lavas fluidas com 49 % de $\text{SiO}_2$ e menos de 0,5 % de $\text{H}_2\text{O}$; o vulcão B, situado atrás de uma fossa oceânica, expele lavas viscosas e piroclastos com 68 % de $\text{SiO}_2$ e 4,2 % de voláteis. a) Justifica a origem térmica e composicional do magma no vulcão A, deduzindo por que razão a fusão por descompressão adiabática em dorsais quase não gera diferenciação. b) Justifica os dois processos geoquímicos que transformaram o fundido inicial no vulcão B até o converter num magma félsico explosivo, detalhando o papel do manto litosférico sobrejacente e dos fluidos libertados pela placa subductada.

Resolver
Pratica★★★Por começar
Nas dorsais médio-oceânicas, 99 % das rochas magmáticas são basaltos toleíticos de composição notavelmente constante. Em contraste, no Vale do Rift da África Oriental…

Nas dorsais médio-oceânicas, 99 % das rochas magmáticas são basaltos toleíticos de composição notavelmente constante. Em contraste, no Vale do Rift da África Oriental coexistem basaltos alcalinos com abundantes traquitos, fonólitos e riólitos hiperalcalinos. a) Justifica petrologicamente este bimodalismo no rife continental: deduz como influenciam a espessura da litosfera continental, os tempos de residência em câmaras magmáticas intermédias e a cristalização fracionada com assimilação crustal na diversificação destes magmas face à dorsal oceânica. b) Prevê como evoluirá a longo prazo a composição e variedade petrológica do magmatismo no Corno de África se a separação crustal culminar na oceanização completa da bacia.

Resolver

Viscosidade do magma e tipo de erupção

Em 2018, a lava do Kilauea (Havai) avançava como um rio que se podia observar de perto, enquanto em 1980 o Monte Saint Helens fez voar parte da montanha em segundos. Que propriedade do magma decide entre um rio calmo e uma explosão?

Corte de um vulcão-escudo, largo e de vertentes suaves, formado por escoadas basálticas fluidas com saída suave de gases, ao lado de um estratovulcão cónico e inclinado, de camadas alternadas de lava e piroclastos, com uma coluna eruptiva de cinzas e gases e projeção de piroclastos. saída suave de gases escoada fluida escoadas sucessivas coluna de cinzas e gases piroclastos camadas de lava e piroclastos câmara magmática vulcão-escudo (efusivo) magma básico: pouca sílica, fluido estratovulcão (atividade mista) magma intermédio: sílica média, viscoso

Num magma pouco viscoso os gases escapam-se com facilidade e a lava escorre em escoadas. Num magma muito viscoso, os gases ficam retidos e a pressão aumenta, até que o tampão rebenta e os gases se libertam de uma vez, fragmentando o magma em piroclastos.

Pratica★☆☆Por começar
Explica o que é a viscosidade de um magma, de que três fatores depende (teor de sílica, temperatura e gases dissolvidos) e como a viscosidade condiciona o facto de uma…

Explica o que é a viscosidade de um magma, de que três fatores depende (teor de sílica, temperatura e gases dissolvidos) e como a viscosidade condiciona o facto de uma erupção ser efusiva ou explosiva.

Resolver
Pratica★★☆Por começar
Distingue um estratovulcão de um vulcão-escudo: morfologia do cone vulcânico, composição e viscosidade das suas lavas, tipo de erupção predominante e um exemplo de cada…

Distingue um estratovulcão de um vulcão-escudo: morfologia do cone vulcânico, composição e viscosidade das suas lavas, tipo de erupção predominante e um exemplo de cada um (o Pico ou o Vesúvio em comparação com o Havai).

Resolver
Pratica★★★Por começar
Um relatório de divulgação afirma o seguinte: «O arco insular das Aleutas apresenta um vulcanismo calmo e efusivo porque a água marinha circundante arrefece o magma…

Um relatório de divulgação afirma o seguinte: «O arco insular das Aleutas apresenta um vulcanismo calmo e efusivo porque a água marinha circundante arrefece o magma tornando-o estável; pelo contrário, a Islândia sofre contínuas erupções plinianas devastadoras por estar situada sobre uma dorsal oceânica aberta». a) Rebate de forma fundamentada ambas as afirmações: classifica o contexto tectónico real de cada zona e justifica que tipo de erupção predomina em cada uma de acordo com a viscosidade, o teor de sílica e a desgaseificação do magma. b) Prevê e compara os dois principais perigos vulcânicos diretos (lahars, escoadas lávicas, fluxos piroclásticos, cinzas) que ameaçam a população em cada um destes dois cenários.

Resolver

Materiais expelidos e edifícios vulcânicos

Corte de um vulcão em erupção e dos seus produtos. Da chaminé sai uma coluna eruptiva de gases e cinzas. Os piroclastos classificam-se por tamanho em cinzas, lapilli e bombas. Uma escoada de lava desce pela vertente. gases (H₂O, CO₂, SO₂…) coluna eruptiva piroclastos: cinzas (< 2 mm) lapilli (2–64 mm) bombas (> 64 mm) chaminé magma escoada de lava

Um vulcão emite três tipos de produtos, cada um com o seu risco:

  • Escoadas de lava: destroem tudo o que encontram no caminho (casas, estradas, culturas), mas avançam devagar e permitem evacuar.

  • Piroclastos (cinzas, lapilli e bombas): as cinzas finas viajam centenas de quilómetros, fazem ruir telhados, entopem motores e fecham aeroportos. Os blocos e bombas atingem quem está perto da cratera.

  • Gases (vapor de água, $\text{CO}_2$, $\text{SO}_2$): os gases ácidos prejudicam as culturas e o aparelho respiratório. O $\text{CO}_2$, mais denso que o ar, acumula-se em depressões e pode asfixiar.

Quanto aos edifícios: o cone de escórias é pequeno e feito de piroclastos grosseiros. O vulcão-escudo é largo e de vertentes suaves, feito de escoadas basálticas (Havai). O estratovulcão é um cone alto e inclinado, feito de camadas alternadas de lava e piroclastos (Vesúvio, Fuji, vulcão do Fogo nos Açores).

Pratica★☆☆Por começar
Refere os três grandes grupos de produtos emitidos por um vulcão (escoadas de lava, piroclastos e gases) e associa a cada um um risco concreto para as populações…

Refere os três grandes grupos de produtos emitidos por um vulcão (escoadas de lava, piroclastos e gases) e associa a cada um um risco concreto para as populações vizinhas.

Resolver
Pratica★☆☆Por começar
O que é uma caldeira vulcânica e como se forma? Distingue-a de uma cratera e refere um exemplo em Portugal ou no mundo (Sete Cidades, Santorini, Yellowstone).

O que é uma caldeira vulcânica e como se forma? Distingue-a de uma cratera e refere um exemplo em Portugal ou no mundo (Sete Cidades, Santorini, Yellowstone).

Resolver

Medir uma erupção e o clima

Porque é que o IEV não chega para prever o efeito no clima? O que arrefece o planeta não são as cinzas, que caem em dias ou semanas, mas o dióxido de enxofre ($\text{SO}_2$). Na atmosfera, o $\text{SO}_2$ oxida-se e forma aerossóis de ácido sulfúrico, minúsculas gotículas que refletem a luz solar de volta para o espaço. Aumentam o albedo (fração da radiação refletida) e diminuem a energia que chega à superfície, ao contrário do efeito de estufa, que a retém.

A altitude que a coluna atinge é decisiva:

  • Na troposfera (até cerca de 9 a 12 km), há chuva e os aerossóis são lavados em dias ou semanas, por isso o arrefecimento é quase nulo.

  • Na estratosfera (acima de cerca de 20 km), não há chuva e os aerossóis ficam anos, distribuídos pelo globo. O resultado é um arrefecimento global de alguns décimos de grau, como no «ano sem verão» de 1816 depois do Tambora.

Por isso, duas erupções com o mesmo IEV podem ter efeitos muito diferentes: contam a quantidade de enxofre do magma e a altura que a coluna atinge (e a latitude, porque perto do equador os aerossóis espalham-se pelos dois hemisférios).

Pratica★☆☆Por começar
Explica o que avalia o índice de explosividade vulcânica (IEV), com que parâmetros é calculado (volume de piroclastos emitidos, altura da coluna eruptiva) e por que…

Explica o que avalia o índice de explosividade vulcânica (IEV), com que parâmetros é calculado (volume de piroclastos emitidos, altura da coluna eruptiva) e por que razão é uma escala aberta semelhante à escala de magnitude dos sismos.

Resolver
Pratica★★★Por começar
O Índice de Explosividade Vulcânica (VEI) é uma escala logarítmica relativa ao volume de tefra emitido (a partir do VEI 2, cada incremento de um grau multiplica por 10 o…

O Índice de Explosividade Vulcânica (VEI) é uma escala logarítmica relativa ao volume de tefra emitido (a partir do VEI 2, cada incremento de um grau multiplica por 10 o volume emitido). A erupção do Tambora (1815) atingiu um VEI 7 e expeliu cerca de $100\ \text{km}^3$ de piroclastos, provocando o «ano sem verão» de 1816. a) Se um vulcão atual entrar em erupção com um VEI 5, calcula o volume aproximado de tefra emitida e justifica por que razão duas erupções com idêntico VEI podem produzir impactos climáticos globais completamente díspares, tendo em conta a composição química original do magma e a latitude do vulcão. b) Reconstitui a cascata de impactos que o sistema socioeconómico global interligado contemporâneo sofreria se uma erupção de VEI 7 ocorresse hoje numa zona intertropical, analisando o efeito sobre a produção agrícola primária mundial e as cadeias de abastecimento.

Resolver
Pratica★★★Por começar
Após uma grande erupção vulcânica, são libertadas para a atmosfera 15 milhões de toneladas de $\text{SO}2$. Se a coluna eruptiva não superar os 9 km de altitude…

Após uma grande erupção vulcânica, são libertadas para a atmosfera 15 milhões de toneladas de $\text{SO}_2$. Se a coluna eruptiva não superar os 9 km de altitude (troposfera média), o arrefecimento superficial resultante é quase nulo e dissipa-se em semanas; por outro lado, se a coluna atingir os 24 km (estratosfera), a temperatura média planetária desce 0,5 °C durante três anos. a) Justifica, do ponto de vista físico-químico, que transformação sofre o $\text{SO}_2$ na atmosfera, como modifica o balanço radiativo terrestre (albedo versus efeito de estufa) e por que razão a altitude alcançada determina de forma tão crítica a duração do impacto climático. b) Certos planos de geoengenharia climática propõem injetar aerossóis de sulfato na estratosfera para travar o aquecimento global. Avalia criticamente esta proposta, prevendo dois efeitos secundários desfavoráveis sobre a dinâmica climática ou química da atmosfera terrestre.

Resolver

O vulcanismo em Portugal

O vulcanismo ativo é o de vulcões que entraram em erupção em tempos históricos ou que mostram sinais de atividade (sismicidade, fumarolas, deformação). Os vulcões inativos (extintos) estão sem atividade há muito tempo e, em geral, sem sinais de a retomar. Os dois são úteis para a história da Terra: os ativos permitem observar processos em direto, e as rochas dos extintos guardam registo de idades, composições e ambientes antigos.

Em Portugal, o vulcanismo está nos Açores (vulcões ativos, ligados aos limites entre as placas americana, euro-asiática e africana: Capelinhos em 1957-58, Furnas, Fogo e Sete Cidades em São Miguel) e na Madeira (vulcanismo intraplaca, sem erupções históricas confirmadas). No continente há registos de vulcanismo antigo, como o Complexo Vulcânico de Lisboa (vulcanismo antigo) e o Maciço de Sintra (intrusão magmática).

Quando a lava chega ao mar, forma-se por vezes uma plataforma nova, chamada fajã lávica, como as fajãs da Madeira e dos Açores. O arrefecimento é brusco, a lava fragmenta-se e a água vaporiza com violência, com explosões e nuvens de vapor ácido (com cloreto de hidrogénio), perigosas para as populações e para a pesca.

Vulcanismo secundário é o que persiste depois das erupções ou nos vulcões em repouso: fumarolas, géiseres e águas termais. Nos Açores (Furnas) aproveita-se o calor para cozinhar o cozido das Furnas e, no Pico Vermelho, na Ribeira Grande, para a energia geotérmica (central da Ribeira Grande, em São Miguel). Os impactes socioeconómicos incluem ainda o turismo (paisagens e termas) e a arquitetura, com o uso de basalto em casas e muros nos Açores e na Madeira.

Pratica★★☆Por começar
Em 2021, a lava do vulcão Tajogaite entrou no mar e formou uma nova fajã lávica. Descreve os fenómenos que ocorrem quando a lava contacta com a água do oceano…

Em 2021, a lava do vulcão Tajogaite entrou no mar e formou uma nova fajã lávica. Descreve os fenómenos que ocorrem quando a lava contacta com a água do oceano (arrefecimento brusco, nuvens de vapor ácido, fragmentação) e os perigos acrescidos para a população e para a pesca.

Resolver

Prevenir os riscos vulcânicos

A erupção não se prevê com certeza, mas pode vigiar-se. As estações de monitorização medem:

  • sismicidade: os sismos vulcano-tectónicos indicam rocha a fraturar; o tremor harmónico (vibração contínua) indica fluidos em movimento no conduto;

  • deformação do terreno (inclinómetros, GPS): o abaulamento (inflação) do edifício indica magma a acumular-se e a empurrar por baixo;

  • gases: o aumento do fluxo de $\text{SO}_2$ e a descida da razão $\text{CO}_2/\text{SO}_2$ indicam magma mais superficial. O $\text{CO}_2$, menos solúvel, liberta-se a maior profundidade e o $\text{SO}_2$ só se liberta perto da superfície.

O tipo de magma define a resposta da Proteção Civil. Num magma básico (efusivo), as escoadas avançam devagar, e a evacuação ordenada, o desvio e o acompanhamento do avanço são viáveis. Num magma ácido (explosivo), há pouco tempo de aviso e os fenómenos são rápidos e de grande alcance (colunas de mais de 20 km, fluxos piroclásticos, colapso de domos). Exigem evacuações preventivas, definição de zonas de exclusão amplas, mapas de risco e planos de evacuação treinados, e o encerramento do espaço aéreo.

Pratica★★★Por começar
Em 2021, a erupção do Tajogaite (La Palma, contexto intraplaca) emitiu lavas basálticas que avançaram encosta abaixo sepultando construções, mas permitindo evacuações…

Em 2021, a erupção do Tajogaite (La Palma, contexto intraplaca) emitiu lavas basálticas que avançaram encosta abaixo sepultando construções, mas permitindo evacuações ordenadas. Por outro lado, em 2008 o vulcão Chaitén (Chile, zona de subdução) despertou de forma súbita com uma coluna pliniana de mais de 20 km de altura de cinza riolítica e o colapso de domos piroclásticos. a) A partir das condições de fusão do manto e da evolução magmática em cada contexto geodinâmico, justifica por que razão a reologia (viscosidade e gases) de ambos os magmas foi tão díspar. b) Como assessor de Proteção Civil, justifica por que razão as medidas de evacuação e delimitação de zonas de exclusão aplicadas em La Palma teriam sido inúteis e letais perante um evento como o do Chaitén.

Resolver
Pratica★★★Por começar
Uma estação de vigilância regista durante quatro semanas as seguintes alterações num estratovulcão andesítico: 1) Os inclinómetros mostram um abaulamento acelerado do…

Uma estação de vigilância regista durante quatro semanas as seguintes alterações num estratovulcão andesítico: 1) Os inclinómetros mostram um abaulamento acelerado do edifício vulcânico; 2) Os sismos vulcano-tectónicos diminuem ao mesmo tempo que se regista um tremor harmónico superficial contínuo; 3) O fluxo de $\text{SO}_2$ multiplica-se por dez, mas a razão molar $\text{CO}_2/\text{SO}_2$ desce bruscamente; 4) De forma repentina, a emissão de gases cai para níveis basais numa questão de horas, sem que cesse a deformação do terreno. a) Interpreta que processos físicos e de desgaseificação do magma revelam os sinais 1, 2 e 3 (tendo em conta a diferente solubilidade do $\text{CO}_2$ e do $\text{SO}_2$ ao variar a pressão confinante). b) Prevê que fenómeno mecânico provocou a alteração brusca do sinal 4 e justifica que risco iminente de erupção catastrófica o observatório deve alertar à Proteção Civil.

Resolver

Em resumo

Ver todos os exercícios deste tema