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10.º ano A · Biologia e Geologia
História da Terra e da vida · O tempo geológico

A escala do tempo geológico

Antes de começar, convém dominares: Os cortes geológicos (7.º ano do ensino básico (3.º ciclo))

Nas falésias da Nazaré ou do Cabo Espichel vês camadas e mais camadas de rocha, algumas com fósseis. Mas as rochas não trazem uma data escrita. Como se arruma uma história de $4\,600$ milhões de anos? Os geólogos dividiram-na em intervalos, cujos limites são marcados pelos grandes acontecimentos que ficaram registados nas rochas e nos fósseis, e não por horas iguais.

A hierarquia da escala: éons, eras, períodos e épocas

Numa falésia, vês centenas de metros de calcário com fósseis todos iguais, interrompidos por uma camada fina de argila, acima da qual surgem organismos completamente diferentes. Como se classificam estas etapas, se as rochas não trazem data?

Diagrama de blocos encaixados que mostra a hierarquia da escala geológica: cada éon subdivide-se em eras, cada era em períodos e cada período em épocas, de maior para menor duração. éon era subdivide o éon período subdivide a era época subdivide o período maior duração menor duração
Pratica★☆☆Por começar
Ordena por ordem decrescente de duração as seguintes unidades da escala do tempo geológico: época, éon, período e era. Apresenta um exemplo real de cada uma.

Ordena por ordem decrescente de duração as seguintes unidades da escala do tempo geológico: época, éon, período e era. Apresenta um exemplo real de cada uma.

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Pratica★☆☆Por começar
A escala do tempo geológico apresenta intervalos de duração bastante desigual, ao contrário das horas de um relógio. Explica por que razão os seus limites são definidos…

A escala do tempo geológico apresenta intervalos de duração bastante desigual, ao contrário das horas de um relógio. Explica por que razão os seus limites são definidos por acontecimentos (extinções, alterações nas faunas) e não por intervalos de tempo de igual duração.

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Pratica★☆☆Por começar
Nomeia os quatro éones da história da Terra, ordena-os do mais antigo para o mais recente e indica em qual vivemos e desde quando, aproximadamente.

Nomeia os quatro éones da história da Terra, ordena-os do mais antigo para o mais recente e indica em qual vivemos e desde quando, aproximadamente.

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Pratica★★☆Por começar
O éon Fanerozoico iniciou-se há $541$ milhões de anos e a Terra formou-se há cerca de $4\,600$ milhões de anos. Calcula a percentagem da história da Terra ocupada pelo…

O éon Fanerozoico iniciou-se há $541$ milhões de anos e a Terra formou-se há cerca de $4\,600$ milhões de anos. Calcula a percentagem da história da Terra ocupada pelo Fanerozoico e explica por que razão os éons anteriores (o «Pré-Câmbrico») são muito menos conhecidos.

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Pratica★★☆Por começar
O esquema sintetiza os grandes intervalos do tempo geológico (éons e eras) com as respetivas idades-limite. Nomeia o intervalo assinalado com «?», indica entre que…

O esquema sintetiza os grandes intervalos do tempo geológico (éons e eras) com as respetivas idades-limite. Nomeia o intervalo assinalado com «?», indica entre que idades se estende e refere um acontecimento biológico relevante ocorrido durante esse intervalo.

Cenozoico ? Paleozoico Proterozoico Arqueano Hadeano atualidade (0 Ma) 66 Ma 252 Ma 541 Ma 2 500 Ma 4 000 Ma 4 600 Ma
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O Fanerozoico e as suas três eras

Linha do tempo à escala do éon Fanerozoico dividido em três eras: Paleozoico (541-252 milhões de anos), Mesozoico (252-66) e Cenozoico (66 até hoje). Paleozoico 541-252 Ma Mesozoico 252-66 Ma Cenozoico 66-0 Ma Escala proporcional à duração de cada era

Um clado é um grupo com um antepassado comum e todos os seus descendentes. Os dinossauros não avianos (clado Dinosauria, cerca de $160$ Ma de duração) são um grupo enorme de espécies sucessivas; o Homo sapiens é uma única espécie (cerca de $0{,}3$ Ma). Por isso, comparar as duas durações não é rigoroso: compara-se um clado com uma espécie.

Alguns marcos para localizares na escala: a explosão do Câmbrico (há $541$ Ma, início do Fanerozoico e do Câmbrico) corresponde ao aparecimento súbito, no registo fóssil, de animais com conchas e esqueletos; a extinção dos dinossauros não avianos (há $66$ Ma) fecha o Cretácico e o Mesozoico; o género Homo surge no Cenozoico, há cerca de $2{,}5$ Ma, e o Homo sapiens há cerca de $0{,}3$ Ma. A formação da Terra data de há cerca de $4\,600$ Ma e os primeiros sinais de vida, de há mais de $3\,500$ Ma.

Pratica★☆☆Por começar
Nomeia as três eras do éon Fanerozoico, ordena-as da mais antiga para a mais recente e refere um grupo de seres vivos característico de cada uma.

Nomeia as três eras do éon Fanerozoico, ordena-as da mais antiga para a mais recente e refere um grupo de seres vivos característico de cada uma.

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Pratica★☆☆Por começar
Situa na era e, se possível, no período correspondente cada um dos seguintes acontecimentos: a extinção dos dinossauros não avianos, o aparecimento do género Homo* e a…

Situa na era e, se possível, no período correspondente cada um dos seguintes acontecimentos: a extinção dos dinossauros não avianos, o aparecimento do género Homo e a «explosão do Câmbrico» dos animais.

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Pratica★☆☆Por começar
Que acontecimento marca o início do éon Fanerozoico e do período Câmbrico? Explica o que foi a «explosão do Câmbrico» e que alteração representa no registo fóssil.

Que acontecimento marca o início do éon Fanerozoico e do período Câmbrico? Explica o que foi a «explosão do Câmbrico» e que alteração representa no registo fóssil.

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Pratica★☆☆Por começar
Situa o período Cretácico respondendo às seguintes questões: a) A que era geológica pertence? b) Entre que idades aproximadas (em milhões de anos) se estende? c) Que…

Situa o período Cretácico respondendo às seguintes questões:

  1. a) A que era geológica pertence?
  2. b) Entre que idades aproximadas (em milhões de anos) se estende?
  3. c) Que acontecimento o encerrou?
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Pratica★★☆Por começar
O Mesozoico estende-se desde há $252$ milhões de anos até há $66$ milhões de anos. Calcula a sua duração e a percentagem do Fanerozoico ($541$ milhões de anos) que…

O Mesozoico estende-se desde há $252$ milhões de anos até há $66$ milhões de anos. Calcula a sua duração e a percentagem do Fanerozoico ($541$ milhões de anos) que representa, arredondando o resultado.

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Extinções em massa: os grandes limites da escala

Em muitos cortes marinhos de todo o mundo, $90\ \%$ dos fósseis de uma camada desaparecem na camada imediatamente acima. Porque é que os episódios de maior mortandade são a principal ferramenta para traçar os limites do calendário geológico?

Gráfico da diversidade biológica ao longo do tempo: desce de forma abrupta na extinção do fim do Pérmico (252 Ma), a maior, e de novo, um pouco menos, na do fim do Cretácico (66 Ma). diversidade fim do Pérmico fim do Cretácico 252 Ma 66 Ma passado presente

Repara na sequência: após o fim do Pérmico, os grupos sobreviventes ocupam os nichos vagos e, no Triásico, surgem os primeiros dinossauros. Ou seja, a crise do Pérmico encerra o Paleozoico e prepara o início da «era dos dinossauros».

Pratica★★☆Por começar
Explica por que razão os limites entre as eras da escala do tempo geológico coincidem com extinções em massa, e toma como exemplo o limite entre o Mesozoico e o…

Explica por que razão os limites entre as eras da escala do tempo geológico coincidem com extinções em massa, e toma como exemplo o limite entre o Mesozoico e o Cenozoico, indicando o que o causou.

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Pratica★★☆Por começar
A extinção do final do Pérmico foi a maior da história: desapareceram os trilobites e a esmagadora maioria das espécies marinhas. Explica que era encerrou, que grupos…

A extinção do final do Pérmico foi a maior da história: desapareceram os trilobites e a esmagadora maioria das espécies marinhas. Explica que era encerrou, que grupos beneficiaram do vazio ecológico subsequente e que relação tem essa crise com o início da era dos dinossauros.

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Pratica★★★Por começar
Estima-se que a taxa de extinção de fundo ao longo do Fanerozoico tenha sido de 0,1 a 1 extinções por milhão de espécies por ano (E/MSY). Durante a grande crise do final…

Estima-se que a taxa de extinção de fundo ao longo do Fanerozoico tenha sido de 0,1 a 1 extinções por milhão de espécies por ano (E/MSY). Durante a grande crise do final do Pérmico (~$252$ Ma), extinguiu-se cerca de $95\ \%$ das espécies marinhas num intervalo de cerca de $60\,000$ anos. Na atualidade, as estimativas situam a taxa de extinção provocada pela ação antrópica entre 100 e $1\,000$ E/MSY.

  1. a) A partir destes dados, compara a taxa média de extinção no Pérmico com a taxa atual. Explica por que razão a crise contemporânea se qualifica como potencial «sexta extinção», apesar de o número absoluto de espécies desaparecidas documentadas pela UICN nos últimos séculos ser muito inferior ao das cinco grandes extinções geológicas.
  2. b) Analisa os enviesamentos tafonómicos do registo fóssil marinho que complicam a comparação direta entre as curvas históricas de diversidade (como a de Sepkoski) e os censos modernos de biodiversidade terrestre.
  3. c) Prevê que biofácies e litofácies características um paleontólogo encontraria daqui a 50 milhões de anos nos sedimentos correspondentes à nossa época se continuar o ritmo atual de transformação antrópica.
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Pratica★★★Por começar
Numa sondagem estratigráfica contínua através do limite entre dois períodos geológicos onde ocorreu uma grande extinção em massa, registaram-se as seguintes anomalias…

Numa sondagem estratigráfica contínua através do limite entre dois períodos geológicos onde ocorreu uma grande extinção em massa, registaram-se as seguintes anomalias geoquímicas e sedimentares:

  1. Uma excursão negativa abrupta e global do $\delta^{13}\text{C}$ de mais de $-5\ ‰$.

  2. Uma descida brusca do $\delta^{18}\text{O}$ em carbonatos que denuncia um aquecimento térmico da coluna de água oceânica de entre $8\ \text{°C}$ e $10\ \text{°C}$.

  3. Um horizonte euxínico generalizado (xistos negros com frambóides de pirite e enriquecimento em vanádio e urânio).

  4. Ausência total de anomalias de irídio, esférulas de impacto ou quartzo de choque na argila da transição.

  1. a) Deduz a qual das duas extinções mais estudadas (final do Pérmico ou final do Cretácico) correspondem estes dados, justificando a tua escolha e refutando a outra através de dois argumentos apoiados nas evidências descritas.
  2. b) Reconstrói a cadeia de causa-efeito biogeoquímica que vincula o vulcanismo dos traps continentais à queda do $\delta^{13}\text{C}$, ao efeito de estufa global, à desestabilização de hidratos de metano e à anóxia marinha profunda.
  3. c) A partir do mecanismo causal reconstruído, avalia criticamente por que razão este evento do passado geológico representa um modelo de alerta muito mais próximo e análogo à atual crise climática antropogénica do que o evento do limite Cretácico-Paleogénico.
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Como se fixa e se revê a escala

Um geólogo em Portugal e outro na China estudam a passagem do Jurássico para o Cretácico, mas em cada bacia as espécies fósseis e o tipo de rocha são diferentes. Como chegam todos a acordo sobre um único ponto físico de referência para o início oficial de um período?

Afloramento de referência com estratos horizontais depositados de forma contínua. No limite entre a unidade mais antiga e a mais recente está um prego dourado (GSSP), onde aparece uma espécie fóssil nova e desaparece outra. prego dourado (GSSP) limite oficial acordado unidade mais recente aparece uma espécie nova unidade mais antiga espécie que desaparece afloramento de referência sedimentação contínua, sem lacunas
Pratica★★☆Por começar
Os limites oficiais da escala são fixados em perfis concretos designados estratótipos ou «pregos dourados» (GSSP). Explica o que é um prego dourado, por que razão é…

Os limites oficiais da escala são fixados em perfis concretos designados estratótipos ou «pregos dourados» (GSSP). Explica o que é um prego dourado, por que razão é necessário convencionar um local físico para cada limite e que características deve reunir esse perfil.

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Alguns cientistas propõem o reconhecimento de uma nova época: o Antropoceno. Explica que sinais geológicos a marcariam (radionuclídeos resultantes de testes nucleares,…

Alguns cientistas propõem o reconhecimento de uma nova época: o Antropoceno. Explica que sinais geológicos a marcariam (radionuclídeos resultantes de testes nucleares, plásticos, cinzas de carvão, alteração das faunas) e por que razão outros geólogos se mostram reticentes quanto à sua formalização.

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A Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS) define os limites entre unidades da Escala do Tempo Geológico mediante Estratotipos de Limite Global (GSSP ou «pregos de…

A Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS) define os limites entre unidades da Escala do Tempo Geológico mediante Estratotipos de Limite Global (GSSP ou «pregos de ouro»).

Imagina que fazes parte do comité que deve decidir entre duas propostas para marcar o limite basal de uma nova idade geológica:

  • Proposta A: Um registo numa estalagmite de uma gruta cársica que mostra um sinal de $\delta^{18}\text{O}$ síncrono à escala planetária (abrupta megasseca global) datada com elevadíssima precisão radiométrica mediante séries de urânio ($^{230}\text{Th}/^{234}\text{U}$) em $4\,200$ anos antes do presente.

  • Proposta B: Uma secção sedimentar marinha que contém o desaparecimento local de um foraminífero bentónico, com uma datação por correlação bioestratigráfica aproximada de $\pm 1,5$ Ma.

  1. a) Justifica qual das duas propostas reúne os requisitos geológicos formais para ser aprovada como GSSP (resolução, correlação global, isocronia e conservação), explicando as deficiências da proposta descartada.
  2. b) Nas últimas décadas, a base do período Câmbrico foi reajustada desde cerca de $570$ Ma até se fixar em $538,8 \pm 0,2$ Ma. Explica que avanços nas técnicas de datação radiométrica (p. ex., ID-TIMS em zircões vulcânicos intercalados) e na icnoestratigrafia (Treptichnus pedum) permitiram afinar esta data sem modificar a ordenação relativa prévia das camadas.
  3. c) Rebate a afirmação de um detrator da geologia: «O facto de a idade do Câmbrico ter mudado várias vezes demonstra que os métodos de datação carecem de rigor e que a Escala do Tempo Geológico não passa de uma convenção arbitrária».
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Em março de 2024, a União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS) rejeitou por ampla maioria a proposta de formalizar o «Antropoceno» como uma nova época do período…

Em março de 2024, a União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS) rejeitou por ampla maioria a proposta de formalizar o «Antropoceno» como uma nova época do período Quaternário com um GSSP situado em 1952 (marcado pelo pico de radioisótopos artificiais dos ensaios termonucleares nos sedimentos do lago Crawford, Canadá).

  1. a) Analisa as objeções estratigráficas de peso que justificaram esta decisão: por que razão restringir o Antropoceno aos últimos 70 anos ignora a profunda diacronia da pegada humana global (inícios da agricultura neolítica, desflorestação maciça, revolução industrial) e colide com o princípio estratigráfico de isocronia aplicável a unidades de categoria de época?
  2. b) Compara a preservação potencial no registo litológico futuro (à escala de dezenas de milhões de anos) do pulso radioativo de $^{239}\text{Pu}$ e dos chamados «tecnofósseis» (plásticos, betão) face a marcadores de limites geológicos clássicos como as camadas de irídio ou as extinções biológicas globais.
  3. c) Defende por que motivo catalogar o impacto humano como um «evento geológico complexo» (análogo à Grande Oxigenação ou às crises de anóxia oceânica) é uma solução metodologicamente mais sólida do que forçar a sua definição como época formal com um prego de ouro pontual.
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A escala à medida humana

Quatro mil e seiscentos milhões de anos não se imaginam. Em escala longa, «mil milhões» é $10^9$ e «bilião» é $10^{12}$; assim, $4\,600$ milhões de anos são $4{,}6 \times 10^9$ anos, ou seja, $4{,}6$ mil milhões. Por isso recorremos a analogias: comprimimos o tempo numa escala que o cérebro consegue abarcar.

Linha do tempo de um ano civil que comprime os 4600 milhões de anos da Terra, dividido em doze meses, e situa o aparecimento do género Homo nas últimas horas de 31 de dezembro. J F M A M J J A S O N D 1 jan 31 dez Homo: últimas horas do ano

Outra analogia, usada num dos exercícios: atribuir $1$ ano a cada $100$ Ma. A Terra teria então $46$ anos, e cada «ano» de vida corresponde a $100$ Ma reais.

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Ordena do mais antigo para o mais recente estes marcos e indica a sua idade em milhões de anos: formação da Terra, aparecimento do Homo sapiens, explosão do Câmbrico,…

Ordena do mais antigo para o mais recente estes marcos e indica a sua idade em milhões de anos: formação da Terra, aparecimento do Homo sapiens, explosão do Câmbrico, extinção dos dinossauros e origem da vida.

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Pratica★★☆Por começar
Se atribuirmos $1$ ano a cada $100$ milhões de anos, a Terra teria $46$ anos. Calcula com que «idade» desse planeta-pessoa surgem os dinossauros (há $230$ milhões de…

Se atribuirmos $1$ ano a cada $100$ milhões de anos, a Terra teria $46$ anos. Calcula com que «idade» desse planeta-pessoa surgem os dinossauros (há $230$ milhões de anos) e o Homo sapiens (há $0{,}3$ milhões de anos), e comenta o que a analogia evidencia.

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Imagina que se comprime a história da Terra ($4\,600$ Ma) num calendário de um ano civil que termina à meia-noite de 31 de dezembro. a) Calcula em que data e hora…

Imagina que se comprime a história da Terra ($4\,600$ Ma) num calendário de um ano civil que termina à meia-noite de 31 de dezembro.

  1. a) Calcula em que data e hora aproximadas situarias três marcos fundamentais: o Grande Evento de Oxigenação (~$2\,400$ Ma), o aparecimento dos primeiros fósseis macroscópicos com concha ou esqueleto na explosão câmbrica (~$541$ Ma) e a origem do género Homo (~$2,5$ Ma). Mostra os cálculos proporcionais realizados.
  2. b) Um documentário de divulgação afirma: «A história da Terra é fundamentalmente a história dos animais e das plantas terrestres, que povoaram o planeta desde as suas origens, culminando com a chegada do ser humano». A partir dos resultados temporais obtidos na alínea anterior, rebate ponto por ponto esta afirmação e argumenta por que razão a escala geológica desqualifica qualquer leitura antropocêntrica ou zoolocêntrica do tempo terrestre.
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Em debates de divulgação costuma comparar-se a longevidade dos dinossauros não avianos (~$160$ Ma) com a da nossa espécie (Homo sapiens*, ~$0,3$ Ma) para avaliar o…

Em debates de divulgação costuma comparar-se a longevidade dos dinossauros não avianos (~$160$ Ma) com a da nossa espécie (Homo sapiens, ~$0,3$ Ma) para avaliar o «sucesso evolutivo».

  1. a) Identifica e desarticula o erro conceptual e taxonómico de comparar a duração de um clado completo de categoria superior (Dinosauria, com centenas de géneros e linhagens sucessivas) com a longevidade de uma única espécie biológica. Compara a idade atual de Homo sapiens com a longevidade média de uma espécie de mamífero no registo fóssil cenozoico (~$1$ a $2$ Ma) e avalia se a nossa espécie atingiu ou não a sua esperança evolutiva expectável.
  2. b) Explica dois mecanismos macroevolutivos (plasticidade adaptativa, diversificação trófica e redundância ecológica) que permitiram aos dinossauros recuperar e radiar após a extinção em massa do Triássico-Jurássico, e compara-os com a vulnerabilidade intrínseca de uma biosfera atual ultra-homogeneizada que depende de uma única espécie dominante.
  3. c) Desenha duas hipóteses evolutivas fundamentadas sobre o destino estratigráfico da humanidade nos próximos 5 milhões de anos: uma que contemple a cladogénese/especiação e outra que contemple a extinção biológica terminal sem descendência, detalhando em cada caso as pressões de seleção e condições de isolamento que a tornariam possível.
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Voltando ao início: as camadas da arriba organizam-se na escala porque cada limite corresponde a um acontecimento global registado nos estratos (como uma extinção), e não a um número fixo de anos.

Em resumo

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