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12.º ano A · Economia C
A realidade económica: visão macroeconómica · Crescimento e desenvolvimento

Indicadores de desenvolvimento e bem-estar

Imagina um país cujo PIB cresce todos os anos, mas onde o ar é irrespirável, os jovens emigram e poucos têm acesso a um médico. Está a crescer, mas estará a viver melhor? Crescer e viver melhor nem sempre são a mesma coisa, e é por isso que é preciso medir mais do que o PIB.

Crescimento e desenvolvimento

O crescimento é um meio para alcançar o desenvolvimento: mais produção permite financiar hospitais, escolas e infraestruturas. Mas não o garante.

Lembra-te: a taxa de variação mede-se por $\text{t.v.} = \dfrac{V_f - V_i}{V_i}\cdot 100$.

Diagrama de círculos que mostra o crescimento económico como parte do conceito mais amplo de desenvolvimento crescim.(PIB) desenvolvimento saúde · educação · liberdades · ambiente

Há crescimento sem desenvolvimento quando o PIB aumenta, mas a melhoria não chega à maioria da população. Acontece, por exemplo, se a nova riqueza fica concentrada em poucas mãos, se assenta em salários muito baixos e sem direitos, ou se é obtida à custa da saúde das pessoas e do ambiente.

Os manuais atuais falam também em capacidades e liberdades reais: poder ler, ter saúde, participar na vida pública, escolher o próprio rumo. Quem tem rendimento elevado mas não tem saúde ou liberdade não goza de pleno desenvolvimento.

Pratica★☆☆Por começar
Explica a diferença entre crescimento económico e desenvolvimento. Pode o PIB de um país crescer sem que a qualidade de vida da maioria da população melhore? Apresenta…

Explica a diferença entre crescimento económico e desenvolvimento. Pode o PIB de um país crescer sem que a qualidade de vida da maioria da população melhore? Apresenta um exemplo fundamentado.

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Pratica★☆☆Por começar
Explica por palavras tuas o que é o desenvolvimento de um país e que dimensões engloba para além do rendimento (saúde, educação, liberdades civis, ambiente). Por que…

Explica por palavras tuas o que é o desenvolvimento de um país e que dimensões engloba para além do rendimento (saúde, educação, liberdades civis, ambiente). Por que razão se afirma que o desenvolvimento é «multidimensional»?

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Pratica★☆☆Por começar
As abordagens contemporâneas do desenvolvimento defendem a ampliação das «capacidades» e das liberdades reais das pessoas: poder ler, ter saúde, participar na vida…

As abordagens contemporâneas do desenvolvimento defendem a ampliação das «capacidades» e das liberdades reais das pessoas: poder ler, ter saúde, participar na vida pública, escolher o próprio rumo de vida. Explica através de um exemplo por que motivo um indivíduo com rendimento elevado, mas privado de liberdade ou de saúde, não atinge um nível pleno de «desenvolvimento».

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Indicadores simples e compostos

Para avaliar o desenvolvimento usam-se indicadores, que podem ser de dois tipos.

Dois exemplos de indicadores simples:

  • A esperança de vida à nascença é o número médio de anos que um recém-nascido viveria se as condições de mortalidade atuais se mantivessem. Reflete a saúde, a alimentação, a higiene e o acesso a cuidados médicos.

  • Os anos médios de escolaridade e a taxa de alfabetização medem o nível de educação. A educação é simultaneamente um indicador e uma causa de desenvolvimento: mais escolaridade traz mais qualificações, maior produtividade, melhores rendimentos futuros e, por sua vez, mais recursos para investir em saúde e educação.

Se dois países têm o mesmo rendimento per capita mas esperanças de vida de 74 e 83 anos, isso sugere diferenças no sistema de saúde, nos hábitos alimentares ou na desigualdade na distribuição do rendimento: o PIB per capita é uma média e esconde estas diferenças.

Também há indicadores ambientais, como a pegada de carbono per capita (emissões de CO₂ por pessoa). Não medem o bem-estar de hoje, mas as condições de que as gerações futuras vão dispor: emissões elevadas agora significam alterações climáticas e menos recursos para quem vem depois.

Pratica★☆☆Por começar
O que mede a esperança de vida à nascença e o que nos revela acerca de um país? Dois países com o mesmo rendimento per capita apresentam esperanças de vida de $74$ e…

O que mede a esperança de vida à nascença e o que nos revela acerca de um país? Dois países com o mesmo rendimento per capita apresentam esperanças de vida de $74$ e $83$ anos: que hipóteses levantarias sobre os seus sistemas de saúde, os seus hábitos alimentares ou os níveis de desigualdade?

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Pratica★☆☆Por começar
O que medem a taxa de alfabetização e os anos médios de escolaridade? Explica por que razão a educação é simultaneamente um indicador de desenvolvimento e uma das suas…

O que medem a taxa de alfabetização e os anos médios de escolaridade? Explica por que razão a educação é simultaneamente um indicador de desenvolvimento e uma das suas causas: que sequência a liga aos rendimentos futuros?

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Pratica★☆☆Por começar
O que mede a pegada carbónica per capita? Justifica por que razão os indicadores ambientais integram o bem-estar futuro, mesmo que não meçam o bem-estar imediato: que…

O que mede a pegada carbónica per capita? Justifica por que razão os indicadores ambientais integram o bem-estar futuro, mesmo que não meçam o bem-estar imediato: que relação existe entre as emissões atuais e as condições de desenvolvimento das gerações vindouras?

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O Índice de Desenvolvimento Humano

Esquema das três dimensões do Índice de Desenvolvimento Humano: saúde, educação e rendimento saúde educação rendimento IDH

O IDH toma valores entre $0$ e $1$: quanto mais perto de $1$, maior o desenvolvimento humano. Não é uma quantia em euros. É mais abrangente do que o PIB per capita porque o rendimento é só uma das três dimensões.

Pratica★☆☆Por começar
O que mede o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e que três dimensões conjuga? Explica por que razão é considerado uma medida mais abrangente do que o PIB per capita.

O que mede o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e que três dimensões conjuga? Explica por que razão é considerado uma medida mais abrangente do que o PIB per capita.

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Pratica★★☆Por começar
Dois países fictícios: Kolia apresenta um rendimento per capita de $40\,000\ \text{€}$ e um IDH médio; Osia apresenta $28\,000\ \text{€}$ e um IDH muito elevado. a) De…

Dois países fictícios: Kolia apresenta um rendimento per capita de $40\,000\ \text{€}$ e um IDH médio; Osia apresenta $28\,000\ \text{€}$ e um IDH muito elevado.

  1. a) De que modo é possível verificar-se esta discrepância? Explica que áreas Osia estará a gerir de forma mais eficaz.
  2. b) Em que país escolherias viver e com base em que critérios fundamentas a tua escolha?
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Pratica★★☆Por começar
Três países fictícios: Alia regista um rendimento per capita de $30\,000\ \text{€}$, uma esperança de vida de $80$ anos e $12$ anos médios de escolaridade; Bora regista…

Três países fictícios: Alia regista um rendimento per capita de $30\,000\ \text{€}$, uma esperança de vida de $80$ anos e $12$ anos médios de escolaridade; Bora regista $24\,000\ \text{€}$, $82$ anos e $14$ anos de escolaridade; Cira regista $34\,000\ \text{€}$, $76$ anos e $10$ anos de escolaridade.

  1. a) Elabora uma ordenação fundamentada do nível de desenvolvimento destes países, explicando o peso atribuído ao rendimento, à saúde e à educação.
  2. b) Que juízo de valor esteve na base dessa ponderação? Compara a tua ordenação com uma classificação alicerçada unicamente no rendimento e comenta as divergências encontradas.
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O que o PIB deixa de fora

Esquema do que o PIB regista, a produção de mercado, e do que fica fora, como os cuidados não pagos e os danos ambientais dentro do PIB bens e serviços vendidos no mercado fora do PIB trabalho doméstico não remunerado danos ambientais

Outro exemplo: depois de um sismo que destrói parte de uma cidade, o PIB cresce com a reconstrução, apesar de o bem-estar ser menor do que antes. O PIB regista a despesa na reconstrução, mas não desconta o património destruído nem o sofrimento. Indicadores como a riqueza nacional líquida (que desconta a destruição de capital) ou medidas de bem-estar subjetivo retratam melhor esta realidade.

Pratica★☆☆Por começar
Indica três indicadores de qualidade de vida distintos do PIB (relacionados, por exemplo, com a saúde, a educação, o ambiente ou o tempo livre) e explica o contributo…

Indica três indicadores de qualidade de vida distintos do PIB (relacionados, por exemplo, com a saúde, a educação, o ambiente ou o tempo livre) e explica o contributo específico de cada um que o PIB não contempla.

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Pratica★★☆Por começar
Apresenta três razões pelas quais o PIB constitui uma medida imperfeita do bem-estar, atendendo ao trabalho não remunerado, à economia paralela e aos danos ambientais.…

Apresenta três razões pelas quais o PIB constitui uma medida imperfeita do bem-estar, atendendo ao trabalho não remunerado, à economia paralela e aos danos ambientais. Para cada uma delas, exemplifica de que modo a avaliação é distorcida.

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Pratica★★☆Por começar
Um sismo destrói parte substancial de uma cidade. No ano imediatamente seguinte, o PIB regional regista um forte crescimento em resultado dos trabalhos de reconstrução.…

Um sismo destrói parte substancial de uma cidade. No ano imediatamente seguinte, o PIB regional regista um forte crescimento em resultado dos trabalhos de reconstrução.

  1. a) Explica por que razão o PIB aumenta, apesar de o nível de bem-estar dos cidadãos ser inferior ao verificado antes da catástrofe: o que contabiliza o PIB e o que escapa ao seu registo?
  2. b) Que indicador complementar permitiria retratar com maior rigor esta realidade (património destruído, bem-estar subjetivo)? Justifica a resposta.
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Pratica★★☆Por começar
Se dois vizinhos prestarem individualmente cuidados aos seus próprios filhos, o PIB não regista qualquer valor; se acordarem remunerar-se mutuamente para prestar esses…

Se dois vizinhos prestarem individualmente cuidados aos seus próprios filhos, o PIB não regista qualquer valor; se acordarem remunerar-se mutuamente para prestar esses mesmos cuidados aos filhos um do outro, o PIB regista um aumento, embora as tarefas desempenhadas sejam rigorosamente idênticas.

  1. a) Explica este paradoxo e o que ele evidencia sobre o âmbito de medição do PIB (transações mercantis).
  2. b) Justifica de que modo esta característica condiciona a comparação do PIB entre economias ou entre períodos históricos com graus distintos de participação feminina no mercado de trabalho formal.
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Comparar países com vários indicadores

Para comparar países, convém olhar para vários indicadores ao mesmo tempo. O gráfico mostra três países imaginários: as barras dão o rendimento per capita (em milhares de euros) e os pontos, um índice de qualidade de vida de $0$ a $100$.

Gráfico de três países que compara o rendimento per capita em milhares de euros com um índice de qualidade de vida 40 28 32 62 88 79 país A país B país C barras: rendimento (milhares de €)pontos: qualidade de vida (0 a 100)

O país B tem o menor rendimento, mas a melhor qualidade de vida. O país A «converte» pior o rendimento em qualidade de vida. Se só olhássemos para o PIB, concluiríamos o contrário do que se passa.

Quando se comparam países, as escolhas importam. Ordenar países dando mais peso à saúde ou ao rendimento dá classificações diferentes: a ponderação é um juízo de valor, não um facto. Uma boa avaliação combina dados objetivos (esperança de vida, escolaridade, qualidade do ar, segurança) com dados subjetivos (satisfação com a vida, recolhida em inquéritos), porque o bem-estar também é como as pessoas sentem a sua vida.

Pratica★★☆Por começar
A figura compara três países imaginários com recurso a dois indicadores: o rendimento per capita em milhares de euros (barras) e a pontuação obtida num índice de…

A figura compara três países imaginários com recurso a dois indicadores: o rendimento per capita em milhares de euros (barras) e a pontuação obtida num índice de qualidade de vida, graduado de $0$ a $100$ (pontos).

40 28 32 62 88 79 país A país B país C rendimento per capita (milhares) índice de qualidade de vida
  1. a) Que país apresenta a combinação mais equilibrada entre rendimento e qualidade de vida? Justifica a resposta com base no gráfico.
  2. b) Que país aparenta «converter» com menor eficácia o seu rendimento em qualidade de vida? Que fatores poderão justificar esse desempenho?
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Pratica★★☆Por começar
Dois países: um regista um rendimento elevado, níveis acentuados de poluição atmosférica e jornadas laborais excessivas; o outro regista um rendimento intermédio, ar…

Dois países: um regista um rendimento elevado, níveis acentuados de poluição atmosférica e jornadas laborais excessivas; o outro regista um rendimento intermédio, ar limpo e maior disponibilidade de tempos livres.

  1. a) Que indicadores considerarias indispensáveis, para além do rendimento, para decidir onde fixar residência? Fundamenta cada uma das tuas opções.
  2. b) Explica em que medida essa decisão combina evidência empírica e preferências individuais, e que ilações daqui decorrem relativamente às classificações dos «melhores países para viver».
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Pratica★★☆Por começar
Encarregam-no de avaliar se a sua cidade «é desenvolvida» para além do seu rendimento. a) Proponha quatro dados objetivos que recolheria (saúde, educação, ambiente,…

Encarregam-no de avaliar se a sua cidade «é desenvolvida» para além do seu rendimento.

  1. a) Proponha quatro dados objetivos que recolheria (saúde, educação, ambiente, segurança ou coesão) e explique o contributo de cada um.
  2. b) Adicione um inquérito aos munícipes: que duas perguntas faria sobre a sua vida e por que razão os dados subjetivos também contam?
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Casos para problematizar

Os exercícios mais difíceis pedem que avalies situações reais, ligando vários indicadores. Algumas ideias úteis:

  • Rendimento e satisfação: segundo o paradoxo de Easterlin, acima de certo nível, mais rendimento médio não aumenta muito a satisfação. A utilidade marginal do rendimento é decrescente: o mesmo aumento em euros pesa mais para quem tem pouco.

  • Rendimento relativo: muitas pessoas comparam-se com os outros. Quem ganha $38\,000\ \text{€}$ onde a média é $24\,000\ \text{€}$ pode sentir-se melhor do que quem ganha $52\,000\ \text{€}$ onde a média é $75\,000\ \text{€}$. Os bens de estatuto («bens posicionais») geram uma corrida em que todos perdem.

  • Armadilha do rendimento médio: um país que cresce com salários muito baixos e fábricas de montagem pode estagnar quando os salários sobem e as empresas se deslocalizam, se não tiver investido em qualificações, inovação e produtividade.

  • Fuga de cérebros: se os diplomados emigram, as remessas ajudam o consumo das famílias, mas o país perde o capital humano em que investiu e pode ficar sem profissionais de saúde ou indústria própria.

  • Regiões dependentes de uma atividade poluente: o PIB local pode ser alto com ar mau e esperança de vida baixa. Melhorar o desenvolvimento implica diversificar a economia e reduzir a poluição de forma gradual.

  • Estratégias que já não servem: copiar o modelo de outro país noutra época ignora que o contexto global mudou (competição de salários baixos, automatização, regras ambientais).

  • Porque se continua a usar o PIB: apesar das limitações, é calculado de forma uniforme, regular e comparável entre países e no tempo, o que o torna útil. Deve ser complementado, não abandonado.

Pratica★★★Por começar
Uma região vive de uma mina muito poluente: o PIB local é elevado, mas o ar é mau, a esperança de vida baixa e os jovens partem. a) Avalie o «bem-estar» da região com…

Uma região vive de uma mina muito poluente: o PIB local é elevado, mas o ar é mau, a esperança de vida baixa e os jovens partem.

  1. a) Avalie o «bem-estar» da região com vários indicadores, não apenas económicos.
  2. b) Proponha duas medidas para melhorar o seu desenvolvimento sem encerrar a atividade de repente.
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Pratica★★★Por começar
Conceba um índice de qualidade de vida para a sua cidade. a) Escolha cinco variáveis (com a sua unidade de medida) e explique por que razão cada uma merece estar no…

Conceba um índice de qualidade de vida para a sua cidade.

  1. a) Escolha cinco variáveis (com a sua unidade de medida) e explique por que razão cada uma merece estar no índice.
  2. b) Como as ponderaria? Justifique a decisão e refira uma dificuldade prática na recolha dos dados.
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Pratica★★★Por começar
Observa os seguintes dados de três países em 2023: País A: PIB per capita = 46 000 €; Índice de Gini = 0,39; Satisfação de vida média = 6,2 em 10. País B: PIB per capita…

Observa os seguintes dados de três países em 2023:

  • País A: PIB per capita = 46 000 €; Índice de Gini = 0,39; Satisfação de vida média = 6,2 em 10.

  • País B: PIB per capita = 29 000 €; Índice de Gini = 0,24; Satisfação de vida média = 7,5 em 10.

  • País C: PIB per capita = 2 800 €; Índice de Gini = 0,44; Satisfação de vida média = 3,9 em 10.

  1. a) Utiliza o paradoxo de Easterlin e a lei da utilidade marginal decrescente do rendimento para explicar por que razão o salto de rendimento entre o país C e o B gera um aumento substancial no bem-estar subjetivo, enquanto entre o país B e o A a relação parece inverter-se.
  2. b) Um analista afirma: «Para atingir a satisfação de vida do país B, o país A deve simplesmente acelerar o seu crescimento económico». Rebate a afirmação dele propondo pelo menos duas dimensões do desenvolvimento (apoiando-te em indicadores como o IDH ou o Índice para uma Vida Melhor da OCDE) que o PIB não reflete e que explicam essa diferença.
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Pratica★★★Por começar
O país fictício «Austral» conseguiu quadruplicar o seu PIB per capita em duas décadas baseando-se na atração de fábricas estrangeiras de montagem têxtil e salários muito…

O país fictício «Austral» conseguiu quadruplicar o seu PIB per capita em duas décadas baseando-se na atração de fábricas estrangeiras de montagem têxtil e salários muito baixos. No entanto, nos últimos dez anos os seus salários cresceram face a países vizinhos mais pobres, as multinacionais começam a deslocalizar-se e o crescimento estagnou em 0,8 % anual, sem conseguir convergir com os países de rendimento alto.

  1. a) Diagnostica por que razão as vantagens competitivas que permitiram a Austral sair da pobreza extrema já não são eficazes para continuar a crescer (a «armadilha do rendimento médio»).
  2. b) Propõe duas políticas estruturais para superar esta estagnação e justifica por que razão estas reformas acarretam maiores dificuldades técnicas e maior custo político a curto prazo do que as medidas iniciais de abertura à maquila.
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Pratica★★★Por começar
Imagina duas sociedades com preços e custo de vida idênticos: Na Sociedade A, o teu salário anual líquido é de 38 000 € e o salário médio dos teus concidadãos é de 24…

Imagina duas sociedades com preços e custo de vida idênticos:

  • Na Sociedade A, o teu salário anual líquido é de 38 000 € e o salário médio dos teus concidadãos é de 24 000 €.

  • Na Sociedade B, o teu salário anual líquido é de 52 000 € e o salário médio dos teus concidadãos é de 75 000 €.

  1. a) Prevê em qual das duas sociedades tenderia a declarar maior satisfação com a vida uma pessoa média de acordo com a hipótese do rendimento relativo e explica o mecanismo económico que o justifica (bens posicionais ou «corrida ao estatuto»).
  2. b) Se o bem-estar individual depende fortemente da posição relativa e não apenas do nível absoluto de consumo, que dilema gera isto para uma política económica focada exclusivamente em maximizar o PIB? Justifica que papel corretivo poderiam desempenhar os impostos progressivos neste cenário.
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O presidente de um Governo declara no debate orçamental: «A nossa prioridade económica absoluta deve ser que o PIB cresça acima de 3 %, porque quando o PIB aumenta, o…

O presidente de um Governo declara no debate orçamental: «A nossa prioridade económica absoluta deve ser que o PIB cresça acima de 3 %, porque quando o PIB aumenta, o bem-estar social e a sustentabilidade de um país ficam automaticamente garantidos».

  1. a) Rebate a afirmação do presidente apresentando dois exemplos concretos em que um aumento do PIB provoque ou encubra uma deterioração real da qualidade de vida dos cidadãos.
  2. b) Se o PIB apresenta limitações tão conhecidas para medir o bem-estar, por que razão os ministérios da Economia e os organismos internacionais continuam a utilizá-lo como o indicador macroeconómico central? Justifica pelo menos duas vantagens operacionais do PIB face a índices sintéticos de qualidade de vida.
  3. c) Cria um painel de controlo alternativo com três indicadores não monetários essenciais e explica que dificuldades práticas de medição ou periodicidade enfrentaria o Governo ao tentar governar apoiando-se neles.
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O país de São Marcos destina 5 % dos seus recursos públicos a financiar universidades e hospitais universitários. No entanto, 60 % dos seus diplomados em Medicina e 50 %…

O país de São Marcos destina 5 % dos seus recursos públicos a financiar universidades e hospitais universitários. No entanto, 60 % dos seus diplomados em Medicina e 50 % dos seus engenheiros emigram para economias avançadas pouco depois de obterem o curso. As remessas que enviam representam já 11 % do PIB nacional e sustentam o consumo imediato das suas famílias, mas os centros de saúde rurais do país sofrem de um défice crítico de pessoal e não arranca nenhuma indústria tecnológica local.

  1. a) Avalia se este fluxo migratório fomenta o desenvolvimento a longo prazo ou perpetua uma armadilha de dependência económica. Justifica a tua resposta analisando o custo de oportunidade do capital humano perdido face ao efeito multiplicador do dinheiro das remessas.
  2. b) Para resolver o problema, um deputado propõe confiscar 25 % das remessas e reter os diplomas universitários durante cinco anos. Descarta essa proposta por ineficiente e concebe duas políticas alternativas (uma orientada para acordos de cooperação com os países de acolhimento e outra para incentivos profissionais internos) que aumentem o capital humano sem violar direitos.
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Uma equipa de consultores propõe a um país de baixo rendimento replicar ponto por ponto a estratégia económica que a Espanha seguiu entre 1959 e 1985 para alcançar o…

Uma equipa de consultores propõe a um país de baixo rendimento replicar ponto por ponto a estratégia económica que a Espanha seguiu entre 1959 e 1985 para alcançar o desenvolvimento: promover massivamente a indústria transformadora tradicional de exportação intensiva em mão de obra barata, atrair turismo de massas de baixo custo e favorecer a emigração de trabalhadores para países vizinhos a fim de captar divisas.

  1. a) Argumenta por que razão dois dos pilares do crescimento espanhol dessa etapa dificilmente funcionariam hoje numa economia em desenvolvimento, considerando fatores globais atuais como a automação industrial, as alterações climáticas ou as cadeias globais de valor.
  2. b) Identifica duas reformas institucionais ou de acumulação de capital (humano, tecnológico ou regulamentar) do caso espanhol que continuem a manter plena validade, e justifica como é que esse país as deveria adaptar hoje para evitar um modelo de crescimento vulnerável ou insustentável.
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Volta ao princípio: o país que cresce, mas tem ar poluído, jovens que partem e pouca saúde, tem crescimento económico sem desenvolvimento. Para avaliar o seu bem-estar real é preciso olhar para o IDH e para outros indicadores, e não apenas para o PIB.

Em resumo

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