Voltar ao inícioEconomia C · 12.º ano · Mudar de matéria
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12.º ano A · Economia C
A realidade económica: visão macroeconómica · Crescimento e desenvolvimento

Os ciclos económicos

Antes de começar, convém dominares: A inflação e o poder de compra (10.º ano do ensino secundário)

Em 2019 o PIB de Portugal crescia, o turismo batia recordes e em Lisboa não havia quartos livres. Em 2020 a economia caiu como poucas vezes na história recente. Nenhuma economia cresce em linha reta: avança, abranda, às vezes recua e volta a arrancar, como uma maré que sobe e desce em torno de uma tendência de fundo. Ao longo desta página vais aprender a reconhecer em que fase está uma economia e porque é que 2020 foi tão diferente de 2008.

As fases do ciclo económico

Gráfico do PIB ao longo do tempo: curva do ciclo a oscilar em torno da tendência de crescimento, com o ponto alto (prosperidade) e o ponto baixo (depressão). tempo PIB real tendência prosperidade (auge) depressão (ponto baixo) expansão recessão

A economia mede-se pela taxa de variação do PIB real (a preços constantes), para que a subida dos preços não engane: $\text{t.v.} = \dfrac{V_f - V_i}{V_i} \times 100$. Há crescimento quando a taxa é positiva e contração quando é negativa; fala-se de recessão após quedas consecutivas.

Pratica★☆☆Por começar
Explique o que é um ciclo económico e refira as suas quatro fases, descrevendo numa frase o que acontece à atividade em cada uma.

Explique o que é um ciclo económico e refira as suas quatro fases, descrevendo numa frase o que acontece à atividade em cada uma.

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Pratica★☆☆Por começar
Atribua cada manchete à fase do ciclo que melhor descreve e justifique a sua escolha: «Recorde de inscrições na Segurança Social e as empresas não têm mãos a medir»,…

Atribua cada manchete à fase do ciclo que melhor descreve e justifique a sua escolha: «Recorde de inscrições na Segurança Social e as empresas não têm mãos a medir», «Fecham $300$ empresas por mês e o desemprego não para de subir», «A economia está há dois anos a crescer e o investimento empresarial recupera com força».

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Pratica★☆☆Por começar
A figura representa a evolução do PIB de um país ao longo do tempo: a linha descontínua é a tendência de crescimento a longo prazo e a curva é a trajetória real da…

A figura representa a evolução do PIB de um país ao longo do tempo: a linha descontínua é a tendência de crescimento a longo prazo e a curva é a trajetória real da atividade. Um ponto da curva está assinalado com um ponto de interrogação.

tempo PIB tendência ?
  1. a) A que fase do ciclo corresponde o ponto assinalado? Justifique a resposta.
  2. b) Descreva o que acontece ao emprego e ao investimento nessa fase e na fase seguinte.
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Tendência, ciclo e indicadores

A tendência de longo prazo (o PIB potencial) cresce devagar, graças ao capital, ao trabalho e ao progresso técnico. O ciclo são as oscilações à volta dessa tendência. Por isso, uma economia pode estar em recessão e, mesmo assim, ter um PIB potencial que continua a aumentar.

Também se diz que a história económica «não se repete, mas rima»: todas as crises têm em comum a quebra de atividade, o aumento do desemprego e a descida do investimento, mas diferem na causa (financeira, energética, sanitária), na duração e nos setores atingidos.

Esquema com o comportamento do desemprego, da inflação e dos lucros numa expansão e numa recessão. expansão recessão desemprego ↓ inflação ↑ lucros ↑ desemprego ↑ inflação ↓ lucros ↓
Pratica★☆☆Por começar
Explique o que são indicadores avançados do ciclo económico e para que servem. Comente três exemplos (matrículas de automóveis, licenças de construção, confiança dos…

Explique o que são indicadores avançados do ciclo económico e para que servem. Comente três exemplos (matrículas de automóveis, licenças de construção, confiança dos consumidores) e fundamente por que razão se movem antes da atividade geral.

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Pratica★☆☆Por começar
Descreva como se comportam normalmente estas três variáveis durante uma expansão e durante uma recessão: o desemprego, a inflação e os lucros das empresas. Justifique…

Descreva como se comportam normalmente estas três variáveis durante uma expansão e durante uma recessão: o desemprego, a inflação e os lucros das empresas. Justifique cada resposta numa frase.

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Pratica★☆☆Por começar
Explique a diferença entre a tendência de crescimento a longo prazo de uma economia (o seu PIB potencial) e as oscilações do ciclo económico em seu redor. O que é o…

Explique a diferença entre a tendência de crescimento a longo prazo de uma economia (o seu PIB potencial) e as oscilações do ciclo económico em seu redor. O que é o hiato do PIB e o que significa ser negativo?

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Pratica★☆☆Por começar
Os ciclos repetem-se, mas nenhum é igual ao anterior. Explique por que razão se diz que a história económica «não se repete, mas rima»: o que têm em comum as várias…

Os ciclos repetem-se, mas nenhum é igual ao anterior. Explique por que razão se diz que a história económica «não se repete, mas rima»: o que têm em comum as várias crises e em que diferem (causa desencadeante, duração, setores afetados)?

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Recessão e depressão

Pratica★☆☆Por começar
Explica a diferença entre recessão e depressão económica. Indica que regra simples usam os economistas para falar de recessão técnica e dá um exemplo de cada uma que…

Explica a diferença entre recessão e depressão económica. Indica que regra simples usam os economistas para falar de recessão técnica e dá um exemplo de cada uma que conheças (de recessão e de depressão).

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Ler uma série do PIB

Pratica★★☆Por começar
A taxa de variação anual do PIB de Arta em sete anos consecutivos foi: $+3\ \%$, $+2,5\ \%$, $+1\ \%$, $-1\ \%$, $-2\ \%$, $+0,5\ \%$ e $+2\ \%$. a) Identifique em que…

A taxa de variação anual do PIB de Arta em sete anos consecutivos foi: $+3\ \%$, $+2,5\ \%$, $+1\ \%$, $-1\ \%$, $-2\ \%$, $+0,5\ \%$ e $+2\ \%$.

  1. a) Identifique em que ano começa a recessão e em que ano se atinge o ponto mais baixo.
  2. b) Situe as fases de expansão, recessão e recuperação na série e explique o que acontece ao nível do PIB durante os anos de taxas negativas.
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Pratica★★☆Por começar
O nível do PIB de Merídia em sete anos consecutivos foi: $100$, $104$, $106$, $104$, $101$, $103$ e $107$ (índice, ano 1 $= 100$). a) Calcule a taxa de variação do PIB…

O nível do PIB de Merídia em sete anos consecutivos foi: $100$, $104$, $106$, $104$, $101$, $103$ e $107$ (índice, ano 1 $= 100$).

  1. a) Calcule a taxa de variação do PIB de cada ano relativamente ao anterior.
  2. b) Identifique em que ano se atinge o pico e em que ano se atinge o ponto mais baixo do ciclo.
  3. c) Quantos anos durou a recessão? Explique a diferença entre a taxa de variação ser negativa e voltar a ser positiva.
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Desemprego conjuntural e estrutural

Há também uma relação entre PIB e desemprego: como as empresas ajustam o emprego com atraso (e a produtividade aparente do trabalho varia), o desemprego pode subir vários pontos percentuais mesmo com uma queda moderada do PIB; e um crescimento do PIB igual à queda não repõe automaticamente o emprego perdido.

Os empregados de mesa despedidos numa recessão e readmitidos na recuperação são desemprego conjuntural. Os operadores de caixa que perdem o posto por causa da banca digital são desemprego estrutural.

Porquê importa a distinção? Cada tipo pede uma resposta diferente: para o conjuntural, estimular a procura; para o estrutural, formação e reconversão profissional.

Pratica★★☆Por começar
Na última recessão de Arta perderam o emprego empregados de mesa que foram readmitidos quando a atividade recuperou; pelo contrário, muitos operadores de caixa na banca…

Na última recessão de Arta perderam o emprego empregados de mesa que foram readmitidos quando a atividade recuperou; pelo contrário, muitos operadores de caixa na banca foram perdendo o seu ano após ano, com ou sem crise, devido à banca digital.

  1. a) Defina desemprego conjuntural e desemprego estrutural e classifique os dois casos.
  2. b) Explique por que razão as políticas adequadas a cada tipo são distintas (estímulo da procura face a formação e reconversão profissional).
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Pratica★★★Por começar
Na última recessão de Briga, o PIB contraiu 2 %, mas a taxa de desemprego aumentou de forma fulgurante de 10 % para 15 %. a) Um assessor do Governo sustenta que «é…

Na última recessão de Briga, o PIB contraiu 2 %, mas a taxa de desemprego aumentou de forma fulgurante de 10 % para 15 %.

  1. a) Um assessor do Governo sustenta que «é impossível o desemprego aumentar 5 pontos percentuais se a produção apenas caiu 2 %, pelo que as estatísticas de emprego devem estar adulteradas». Refuta a sua afirmação analisando a dualidade laboral (contratos temporários vs. sem termo) e a produtividade aparente do trabalho.
  2. b) Se o PIB de Briga crescer 2 % no próximo ano recuperando o nível inicial, é possível prever com segurança que a taxa de desemprego descerá automaticamente de novo para 10 %? Justifica a tua resposta utilizando o conceito de histerese económica ou desânimo laboral.
  3. c) Concebe um pacote de duas medidas de política económica conjuntural para travar a destruição de emprego neste cenário, com uma restrição fundamental: o país encontra-se numa situação de défice público elevado. Justifica como alcançarias a sua eficácia sem disparar o endividamento.
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Choques de procura e de oferta

Esquema comparativo: num choque de procura, produção e preços descem; num choque de oferta, a produção desce e os preços sobem. choque de procura produção ↓ preços ↓ choque de oferta produção ↓ preços ↑

A procura agregada e a poupança

A procura agregada é a soma do consumo das famílias (C), do investimento das empresas (I), da despesa pública (G) e das exportações menos as importações (X − M). Quando uma destas componentes cai, as empresas vendem menos, produzem menos e pagam menos rendimentos, o que reduz de novo o consumo.

Pratica★★★Por começar
Durante um debate televisivo sobre a economia nacional, um comentador afirma: «Se as famílias e as empresas fossem mais prudentes e decidissem poupar mais e investir…

Durante um debate televisivo sobre a economia nacional, um comentador afirma: «Se as famílias e as empresas fossem mais prudentes e decidissem poupar mais e investir menos perante os primeiros rumores de crise, a economia seria muito mais sólida e evitaríamos as recessões».

  1. a) Refuta analiticamente a afirmação do comentador utilizando o modelo da Procura Agregada e o paradoxo da frugalidade (ou paradoxo da poupança). Explica o que acontece ao rendimento nacional e ao volume total de poupança da economia quando todos os agentes tentam aumentar a sua poupança em simultâneo.
  2. b) Supõe que o banco central reage descendo a taxa de juro diretora para 0 %, mas as famílias continuam a adiar o seu consumo e as empresas paralisam as suas contratações por receio do futuro. Como se designa esta situação e por que razão a política monetária convencional perde tração?
  3. c) Concebe uma estratégia combinada (política orçamental e comunicação de expectativas) para quebrar esta espiral de pessimismo sem comprometer a estabilidade orçamental a longo prazo. Justifica os canais de transmissão através dos quais as tuas medidas restaurariam a confiança.
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Pratica★★☆Por começar
Classifique cada notícia como choque de oferta ou de procura e explique o seu efeito sobre a atividade económica: uma seca mundial que encarece os alimentos, uma queda…

Classifique cada notícia como choque de oferta ou de procura e explique o seu efeito sobre a atividade económica: uma seca mundial que encarece os alimentos, uma queda abrupta da confiança dos consumidores após uma crise financeira e uma nova tecnologia que barateia a produção de baterias.

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Pratica★★☆Por começar
Em Merídia, durante a última expansão, a inflação rondava os $3\ \%$; ao entrar em recessão, desceu para $0,5\ \%$. a) Explique por que razão a inflação costuma subir…

Em Merídia, durante a última expansão, a inflação rondava os $3\ \%$; ao entrar em recessão, desceu para $0,5\ \%$.

  1. a) Explique por que razão a inflação costuma subir nas expansões e descer nas recessões (relacione-a com a procura).
  2. b) Explique o que é a estagflação e por que razão um choque de oferta (como um aumento brusco do preço da energia) pode produzir inflação e recessão em simultâneo.
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Pratica★★☆Por começar
Compare estas duas crises: a de 2008, que começou com o rebentamento de uma bolha imobiliária e uma crise financeira, e a de 2020, provocada por uma pandemia que obrigou…

Compare estas duas crises: a de 2008, que começou com o rebentamento de uma bolha imobiliária e uma crise financeira, e a de 2020, provocada por uma pandemia que obrigou a encerrar setores inteiros.

  1. a) Classifique cada crise como choque de procura, de oferta ou misto, e justifique.
  2. b) Explique por que razão a crise da pandemia era mais difícil de combater com as políticas habituais de estímulo da procura.
  3. c) Comente que medidas específicas foram implementadas em 2020 (apoios diretos, lay-off e regimes de suspensão temporária) e com que objetivo.
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Pratica★★★Por começar
A economia de Meridia enfrenta um cenário complexo: a taxa de inflação situa-se nos 6,5 % devido a um choque de oferta energético, enquanto o PIB regista dois trimestres…

A economia de Meridia enfrenta um cenário complexo: a taxa de inflação situa-se nos 6,5 % devido a um choque de oferta energético, enquanto o PIB regista dois trimestres consecutivos de queda (-1,5 %).

  1. a) Se o Governo aprovar um grande pacote de despesa pública e descidas de impostos para combater a recessão, ao mesmo tempo que o banco central corta as taxas de juro para baratear o crédito, prevê os efeitos desta coordenação expansionista sobre o crescimento, a inflação e a balança comercial.
  2. b) Explica o dilema específico que o banco central enfrenta neste contexto de estagflação: por que razão os instrumentos tradicionais de estabilização cíclica geram um conflito inevitável entre o objetivo de crescimento e o de estabilidade de preços perante um choque de oferta?
  3. c) Desenha uma combinação alternativa de políticas (policy mix) que permita amortecer o impacto da recessão sobre as famílias mais vulneráveis sem alimentar uma espiral de inflação nem esgotar a margem de dívida pública do Estado. Justifica os instrumentos escolhidos.
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Estabilizadores automáticos, multiplicador e política anticíclica

Esquema do efeito multiplicador: a despesa do Estado chega às empresas de construção e destas ao comércio. Estado construtoras comércio

O multiplicador é mais forte numa recessão, porque há recursos por utilizar (trabalhadores desempregados, capacidade instalada): a despesa extra faz aumentar a produção sem pressionar os preços. Em pleno emprego, a mesma despesa tenderia a gerar sobretudo inflação.

Rendimento disponível, poupança e recuperação em «K»

O rendimento disponível é o que as famílias têm para consumir ou poupar; a taxa de poupança é a parte dele que não se gasta. As famílias com rendimentos baixos gastam quase tudo o que recebem (propensão marginal ao consumo elevada); as de rendimentos altos poupam uma parte maior.

Numa recuperação em «K», os rendimentos altos sobem e os baixos descem. Os que ganham mais poupam o acréscimo em vez de o gastar, e os que perdem rendimento deixam de consumir. O consumo total recupera pouco e a recuperação é desigual.

Pratica★★★Por começar
Após uma crise, a economia de Meridia regista uma recuperação em forma de «K». Os 25 % dos trabalhadores com maiores rendimentos (teletrabalháveis, setores tecnológicos)…

Após uma crise, a economia de Meridia regista uma recuperação em forma de «K». Os 25 % dos trabalhadores com maiores rendimentos (teletrabalháveis, setores tecnológicos) viram o seu rendimento disponível crescer 5 % e aumentaram a sua taxa de poupança de 12 % para 24 %. Em contraste, os 25 % com menores rendimentos (serviços presenciais, contratação temporária) sofreram uma perda de rendimento de 15 % e a sua taxa de poupança afundou-se em terreno negativo (-4 %).

  1. a) Utilizando o conceito de propensão marginal ao consumo (PMC), prevê como é que esta divergência na distribuição do rendimento afetará a força da procura agregada total e a reativação do PIB. Justifica por que razão um euro nas mãos do quartil de rendimento baixo gera maior estímulo económico do que no quartil de rendimento alto.
  2. b) Um grupo parlamentar propõe: «Para salvar os empregos perdidos, o Estado deve subsidiar indefinidamente os salários e custos das empresas em crise dos setores mais atingidos». Avalia criticamente esta proposta distinguindo entre medidas de amortecimento temporário e o risco de sustentar «empresas-zombie» que travem a reafetação produtiva.
  3. c) Desenha uma proposta de intervenção pública articulada em duas vertentes: uma medida de proteção de rendimentos a curto prazo condicionada e uma medida ativa de emprego e formação orientada para reduzir a vulnerabilidade destes trabalhadores perante futuros ciclos económicos. Justifica como financiarias ambas as medidas sem prejudicar a competitividade geral.
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Pratica★★☆Por começar
Numa recessão, o desemprego de um país aumenta em $200\,000$ pessoas. a) Explique o que acontece automaticamente às receitas do Estado provenientes de impostos e à sua…

Numa recessão, o desemprego de um país aumenta em $200\,000$ pessoas.

  1. a) Explique o que acontece automaticamente às receitas do Estado provenientes de impostos e à sua despesa com subsídios de desemprego.
  2. b) Justifique por que razão estes «estabilizadores automáticos» atenuam a recessão: o que acontece ao rendimento disponível das famílias e à procura?
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Pratica★★☆Por começar
Em plena recessão, o Governo de Briga constrói um hospital por $500$ milhões de euros. As empresas de construção contratam trabalhadores, que gastam os seus salários no…

Em plena recessão, o Governo de Briga constrói um hospital por $500$ milhões de euros. As empresas de construção contratam trabalhadores, que gastam os seus salários no comércio local, e este, por sua vez, faz novas encomendas aos seus fornecedores.

  1. a) Explique como uma despesa pública inicial acaba por gerar mais atividade do que o que custa (efeito multiplicador).
  2. b) Justifique por que razão esse efeito é mais potente numa recessão, com recursos não utilizados, do que numa economia em pleno emprego.
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Pratica★★★Por começar
Examina o registo orçamental do país de Briga durante o último ciclo económico: Fase de expansão (anos 1 a 4): Crescimento médio do PIB de 3,8 % anual; saldo orçamental…

Examina o registo orçamental do país de Briga durante o último ciclo económico:

  • Fase de expansão (anos 1 a 4): Crescimento médio do PIB de 3,8 % anual; saldo orçamental médio com um défice de 2,5 % do PIB; a dívida pública subiu de 70 % para 82 % do PIB.

  • Fase de recessão (ano 5): Queda do PIB de 3,2 %; o Governo cortou a despesa pública em 12 % e congelou contratações para «sanear as contas perante a queda de receitas».

  1. a) Justifica tecnicamente por que motivo a atuação do Governo de Briga em ambas as fases se qualifica como uma política orçamental pró-cíclica e prevê o impacto que os cortes do ano 5 tiveram sobre a gravidade e a duração da recessão.
  2. b) Um representante do Governo argumenta: «Se numa crise as famílias apertam o cinto porque têm menos rendimentos, o Estado tem a obrigação moral e económica de fazer exatamente o mesmo». Rebate esta analogia explicando o funcionamento dos estabilizadores automáticos e a diferença macroeconómica entre um agente individual e o setor público.
  3. c) Desenha uma regra orçamental para Briga que obrigue os seus governantes a atuar de forma contracíclica no próximo ciclo, e identifica dois dilemas reais (políticos, institucionais ou de desfasamentos temporais) que dificultem a sua aplicação estrita.
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Pratica★★★Por começar
O departamento de estatística de Braga estima que o PIB potencial da economia se situa em 1 250 000 milhões de euros. Observa as previsões macroeconómicas para os dois…

O departamento de estatística de Braga estima que o PIB potencial da economia se situa em 1 250 000 milhões de euros. Observa as previsões macroeconómicas para os dois próximos exercícios:

  • Exercício atual: PIB real de 1 200 000 milhões de euros; inflação homóloga de 1,1 %.

  • Exercício seguinte: após um ambicioso programa de despesa e estímulos, projeta-se um PIB real de 1 300 000 milhões de euros.

  1. a) Calcula o hiato do produto (output gap) para ambos os exercícios como percentagem do PIB potencial. Interpreta o significado económico da transição de um sinal para outro em termos de utilização da capacidade produtiva e tensão no mercado de trabalho.
  2. b) Utilizando o modelo de Procura e Oferta Agregadas, prevê o que acontecerá ao nível de preços e aos custos de produção se a economia atingir os 1 300 000 milhões de euros projetados. Por que razão se afirma em macroeconomia que um hiato positivo não é sustentável a médio prazo?
  3. c) Perante a projeção para o exercício seguinte, o banco central debate-se entre endurecer a política monetária ou manter as taxas baixas. Avalia os riscos de ambas as opções e justifica que decisão priorizarias para garantir a estabilidade macroeconómica.
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Pratica★★★Por começar
Durante uma recessão severa provocada por uma queda drástica da procura privada, dois países aplicam estratégias opostas: País A: aprova um corte da despesa pública de…

Durante uma recessão severa provocada por uma queda drástica da procura privada, dois países aplicam estratégias opostas:

  • País A: aprova um corte da despesa pública de 10 000 milhões de euros para reduzir o seu défice. No ano seguinte, o seu PIB cai 14 000 milhões adicionais e o seu rácio dívida pública/PIB aumenta de 75 % para 81 %.

  • País B: executa um programa de investimento público de 10 000 milhões de euros. O seu PIB cresce 13 000 milhões e o seu rácio dívida pública/PIB passa de 45 % para 48 %.

  1. a) Calcula o multiplicador da despesa pública implícito no resultado de cada país e interpreta por que motivo, em fases recessivas com recursos ociosos, o multiplicador tende a ser maior do que em fases de auge económico.
  2. b) Explica o paradoxo observado no País A: como é possível que um Governo que aplica cortes para sanear as suas contas públicas acabe com um rácio dívida/PIB mais deteriorado do que antes? Decompõe o impacto sobre o numerador (dívida) e o denominador (PIB) através da receita fiscal.
  3. c) Supõe que o País B tinha uma dívida inicial de 115 % do PIB em vez de 45 %. Avalia como é que este dado condicionaria a viabilidade do seu plano de estímulo e que papel deveria desempenhar o prémio de risco ou o apoio do banco central para evitar uma crise de dívida soberana.
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Em resumo

Voltando ao início: em 2019 Portugal estava na fase de prosperidade; em 2020 um choque de oferta (a pandemia) provocou uma recessão profunda, muito diferente da de 2008, que foi sobretudo um choque de procura de origem financeira.

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