Voltar ao inícioEconomia A · 10.º ano · Mudar de matéria
Começar grátis
10.º ano A · Economia A
A economia e as suas grandezas · A moeda, a inflação e as taxas de juro

A taxa de juro e o Banco Central Europeu

O dinheiro tem um preço: o que custa pedi-lo emprestado e o que te pagam por o emprestares. Esse preço não é decidido por cada banco isoladamente: na área do euro, é em grande medida influenciado pelo Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt. Vais ver como uma decisão tomada em Frankfurt chega, elo a elo, ao crédito habitação da família da Matilde ou ao depósito a prazo da avó dela.

A taxa de juro como preço do dinheiro

Exemplo: emprestas $50\ \text{€}$ ao teu irmão e ele devolve $52\ \text{€}$ no ano seguinte. O juro foi $2\ \text{€}$ e a taxa de juro foi $\frac{2}{50}\cdot 100 = 4\ \%$ ao ano.

O banco paga uma taxa baixa pelos depósitos e cobra uma taxa mais alta pelos empréstimos. A diferença é uma parte importante do seu lucro.

Esquema do negócio bancário: o banco paga 2 % pelos depósitos e cobra 6 % pelos empréstimos. Banco poupas pedes paga 2 % ao ano cobra 6 % ao ano
Pratica★☆☆Por começar
A taxa de juro é o preço do dinheiro: o que custa pedi-lo emprestado e o que se recebe por o emprestar. a) Explica a frase com um exemplo prático: emprestas…

A taxa de juro é o preço do dinheiro: o que custa pedi-lo emprestado e o que se recebe por o emprestar.

  1. a) Explica a frase com um exemplo prático: emprestas $50\ \text{€}$ ao teu irmão e ele devolve-te $52\ \text{€}$ no ano seguinte. Qual foi o juro e a taxa de juro?
  2. b) Indica quem «paga o preço» e quem «o recebe» quando uma família pede um crédito habitação e quando uma avó constitui um depósito a prazo.
Resolver
Pratica★☆☆Por começar
Um banco paga $2\ \%$ ao ano pelos depósitos e cobra $6\ \%$ ao ano pelos seus empréstimos. a) Se depositares $1\,000\ \text{€}$ durante um ano, calcula o juro que…

Um banco paga $2\ \%$ ao ano pelos depósitos e cobra $6\ \%$ ao ano pelos seus empréstimos.

  1. a) Se depositares $1\,000\ \text{€}$ durante um ano, calcula o juro que recebes.
  2. b) Se pedires $5\,000\ \text{€}$ para uma mota e demorares um ano a devolver, calcula o juro que pagas.
  3. c) Explica de onde provém o lucro do banco.
Resolver

Juro simples, juro composto e taxa de juro real

Pratica★☆☆Por começar
Aplica $1\,000\ \text{€}$ num depósito a $3\ \%$ ao ano em regime de juro simples (a cada ano recebes juros apenas sobre os $1\,000\ \text{€}$ iniciais). a) Calcula o…

Aplica $1\,000\ \text{€}$ num depósito a $3\ \%$ ao ano em regime de juro simples (a cada ano recebes juros apenas sobre os $1\,000\ \text{€}$ iniciais).

  1. a) Calcula o juro de um ano.
  2. b) Calcula quanto terás ao fim de três anos.
  3. c) Explica a diferença relativamente ao juro composto (onde os juros também geram juros) e por que razão os aforradores preferem o regime composto.
Resolver
Pratica★★☆Por começar
O teu depósito de $3\,000\ \text{€}$ rende $1\ \%$ ao ano e a inflação é de $3\ \%$. a) Calcula o juro que recebes num ano. b) Calcula quanto valem os teus…

O teu depósito de $3\,000\ \text{€}$ rende $1\ \%$ ao ano e a inflação é de $3\ \%$.

  1. a) Calcula o juro que recebes num ano.
  2. b) Calcula quanto valem os teus $3\,030\ \text{€}$ medidos em «euros de hoje» (perderam $3\ \%$ de poder de compra) e explica o que é a taxa de juro real (a taxa nominal deduzida da inflação) e por que razão é aqui negativa.
  3. c) Justifica o que fazem os aforradores quando os depósitos perdem poder de compra face à inflação.
Resolver
Pratica★★☆Por começar
Aplica $1\,000\ \text{€}$ a $5\ \%$ ao ano durante dois anos. a) Em regime de juro simples, calcula o total acumulado (cada ano rende $50\ \text{€}$). b) Em regime de…

Aplica $1\,000\ \text{€}$ a $5\ \%$ ao ano durante dois anos.

  1. a) Em regime de juro simples, calcula o total acumulado (cada ano rende $50\ \text{€}$).
  2. b) Em regime de juro composto, calcula o total acumulado (no segundo ano, os $5\ \%$ incidem sobre $1\,050\ \text{€}$).
  3. c) Explica por que razão a diferença aumenta tanto ao longo dos anos (efeito «bola de neve») e que conselho de poupança se pode retirar (começar cedo, ainda que com montantes reduzidos).
Resolver

TAN, TAEG e Euribor

Comparação entre TAN e TAEG num empréstimo de 1 000 € com comissão de 60 €. Empréstimo de 1 000 € a um ano TAN 0 %: juro 0 € TAEG ≈ 6 %: juro 0 € + comissão 60 € Compara sempre a TAEG, não a TAN

Quanto ao tipo de taxa no crédito habitação:

  • Taxa fixa: a prestação é igual durante todo o contrato. Dá previsibilidade, ideal para famílias com orçamento apertado.

  • Taxa variável: a prestação muda com a Euribor. Costuma começar mais baixa porque és tu quem assume o risco de subidas; convém a quem tem mais folga financeira.

Pratica★☆☆Por começar
A Euribor é a taxa à qual os bancos europeus emprestam dinheiro entre si, e serve de referência à maioria dos créditos habitação com taxa variável. a) Explica como se…

A Euribor é a taxa à qual os bancos europeus emprestam dinheiro entre si, e serve de referência à maioria dos créditos habitação com taxa variável.

  1. a) Explica como se calcula a prestação de um crédito habitação com taxa variável (Euribor acrescida de um spread, revista a cada $6$ ou $12$ meses).
  2. b) Justifica o que acontece às famílias com crédito habitação a taxa variável quando o BCE sobe as taxas e a Euribor acompanha essa subida.
Resolver
Pratica★☆☆Por começar
Ao contratar um crédito habitação podes escolher entre taxa fixa (a mesma prestação para sempre) ou variável (muda consoante a Euribor). a) Explica que risco assumes em…

Ao contratar um crédito habitação podes escolher entre taxa fixa (a mesma prestação para sempre) ou variável (muda consoante a Euribor).

  1. a) Explica que risco assumes em cada modalidade e que perfil de família se enquadra melhor em cada opção (rendimentos mais justos que necessitam de previsibilidade? maior folga financeira para suportar subidas?).
  2. b) Explica por que razão a taxa variável costuma começar mais baixa (o banco cobra menos porque o risco de eventuais subidas é assumido por ti).
Resolver
Pratica★☆☆Por começar
Nos anúncios de empréstimos surgem duas siglas: TAN (taxa de juro nominal, apenas o juro) e TAEG (taxa anual de encargos efetiva global: juro mais comissões e outros…

Nos anúncios de empréstimos surgem duas siglas: TAN (taxa de juro nominal, apenas o juro) e TAEG (taxa anual de encargos efetiva global: juro mais comissões e outros encargos, em percentagem anual).

  1. a) Explica por que razão, para comparar dois empréstimos, se deve analisar a TAEG e não apenas a TAN.
  2. b) Um empréstimo anuncia «TAN $0\ \%$», mas cobra $60\ \text{€}$ de comissão de abertura para $1\,000\ \text{€}$ a um ano: calcula o seu custo real aproximado em percentagem e comenta o anúncio.
Resolver
Pratica★★☆Por começar
Para comprar um carro ($8\,000\ \text{€}$ a um ano), o banco A apresenta uma TAN de $5\ \%$ sem comissões; o banco B apresenta uma TAN de $4\ \%$ com uma comissão de…

Para comprar um carro ($8\,000\ \text{€}$ a um ano), o banco A apresenta uma TAN de $5\ \%$ sem comissões; o banco B apresenta uma TAN de $4\ \%$ com uma comissão de abertura de $2\ \%$.

  1. a) Calcula o custo total de cada opção (juros mais comissão).
  2. b) Explica por que razão a TAN mais baixa não corresponde necessariamente ao empréstimo mais barato e que valor percentual reflete com maior precisão o custo real (a TAEG).
Resolver

O Banco Central Europeu e a transmissão das suas decisões

Cadeia de transmissão: o BCE sobe as taxas, o crédito fica caro, o gasto diminui e a inflação baixa. BCE sobe taxas crédito mais caro menos gasto inflação desce
Pratica★☆☆Por começar
A figura ilustra a cadeia noticiada pela comunicação social sempre que o Banco Central Europeu aumenta as taxas de juro para travar a inflação, mas um dos elos está…

A figura ilustra a cadeia noticiada pela comunicação social sempre que o Banco Central Europeu aumenta as taxas de juro para travar a inflação, mas um dos elos está tapado.

O BCE sobe as taxas pedir emprestado custa mais ? os preços abrandam em caso de crise, faz o oposto: desce as taxas para estimular a economia
  1. a) Indica que elo está em falta: o que fazem as famílias e as empresas quando pedir emprestado fica mais caro.
  2. b) Explica a cadeia completa por palavras tuas e indica o que faria o BCE com as taxas de juro se a economia estivesse estagnada e sem inflação.
Resolver
Pratica★☆☆Por começar
O Banco Central Europeu (BCE), com sede em Frankfurt, é o banco central dos países da zona euro. a) Explica a sua missão principal: manter a inflação estável, em torno…

O Banco Central Europeu (BCE), com sede em Frankfurt, é o banco central dos países da zona euro.

  1. a) Explica a sua missão principal: manter a inflação estável, em torno de $2\ \%$ ao ano, e por que razão não a quer nem muito superior nem muito inferior.
  2. b) Indica duas decisões suas que chegam até à tua casa (a taxa à qual os bancos se financiam, que condiciona os créditos à habitação e os depósitos) e explica por que razão é conveniente que seja independente dos governos.
Resolver
Pratica★★☆Por começar
A família do Óscar pediu $12\,000\ \text{€}$ para comprar um carro a taxa de juro variável. Com a taxa a $3\ \%$, paga $360\ \text{€}$ de juros por ano. a) Calcula…

A família do Óscar pediu $12\,000\ \text{€}$ para comprar um carro a taxa de juro variável. Com a taxa a $3\ \%$, paga $360\ \text{€}$ de juros por ano.

  1. a) Calcula quanto pagaria se a taxa subisse para $5\ \%$ e quanto aumenta o encargo mensal com juros.
  2. b) Explica duas decisões que a família pode tomar para absorver esse aumento e por que razão, quando as taxas de juro sobem a nível nacional, o consumo arrefece.
Resolver
Pratica★★☆Por começar
Quando a inflação dispara, o Banco Central Europeu (BCE) costuma subir as taxas de juro. Ordena estes elos e explica a cadeia: (1) as famílias e as empresas pedem menos…

Quando a inflação dispara, o Banco Central Europeu (BCE) costuma subir as taxas de juro. Ordena estes elos e explica a cadeia: (1) as famílias e as empresas pedem menos empréstimos; (2) o BCE aumenta as taxas de juro; (3) pedir emprestado fica mais caro; (4) o consumo e o investimento diminuem; (5) os preços deixam de subir com tanta rapidez. O que faria o BCE numa crise com desemprego elevado e preços estagnados? Justifica a resposta utilizando a mesma cadeia, em sentido inverso.

Resolver
Pratica★★☆Por começar
Com a última revisão do crédito habitação, a prestação dos pais da Noa passou de $620\ \text{€}$ para $750\ \text{€}$ por mês. a) Calcula o aumento em euros ao fim de um…

Com a última revisão do crédito habitação, a prestação dos pais da Noa passou de $620\ \text{€}$ para $750\ \text{€}$ por mês.

  1. a) Calcula o aumento em euros ao fim de um ano.
  2. b) Analisa o respetivo impacto no orçamento familiar: que rubricas seriam cortadas em primeiro lugar e porquê.
  3. c) Explica de que modo esse mesmo aumento, generalizado a milhares de famílias em simultâneo, arrefece o consumo no país e acaba por travar a inflação.
Resolver

Crédito habitação, poupança e o dilema do BCE

Efeitos contrapostos de uma subida de taxas sobre quem tem crédito variável e sobre quem tem depósitos. Crédito variável: prestação sobe Depósitos a prazo: remuneração sobe Preços: a inflação tende a abrandar

Por isso, uma subida de taxas não prejudica «todas as famílias» da mesma forma: uma família jovem com crédito variável perde, uma família de reformados com depósitos a prazo ganha, e ambas beneficiam se a inflação abrandar e preservar o poder de compra.

O BCE enfrenta um dilema quando a inflação e o desemprego estão ambos altos: subir as taxas combate a inflação, mas arrefece a economia e pode agravar o desemprego. Prioriza a estabilidade de preços, sem ignorar o emprego. Por outro lado, fixar as taxas em $0\ \%$ para sempre e emprestar sem limite provocaria inflação elevada, endividamento excessivo e bolhas nos preços dos ativos. E mesmo com taxas perto de zero, se as famílias e as empresas estão muito endividadas ou temem perder o emprego, o crédito pode não recuperar: o problema deixa de ser o preço do dinheiro e passa a ser a confiança.

Pratica★★☆Por começar
Para as tuas poupanças de $2\,000\ \text{€}$, o banco A oferece um depósito a $1\ \%$ ao ano e o banco B a $3\ \%$. a) Calcula o juro que ganharias num ano em cada…

Para as tuas poupanças de $2\,000\ \text{€}$, o banco A oferece um depósito a $1\ \%$ ao ano e o banco B a $3\ \%$.

  1. a) Calcula o juro que ganharias num ano em cada banco.
  2. b) Para além da taxa, refere três aspetos que analisarias antes de decidir (comissões, possibilidade de mobilização antecipada dos fundos, solidez do banco e cobertura pelo Fundo de Garantia de Depósitos, que protege até $100\,000\ \text{€}$ por depositante).
Resolver
Pratica★★☆Por começar
A família do Bruno tem um crédito habitação a taxa variável com $120\,000\ \text{€}$ em dívida. No ano passado, com a taxa a $2\ \%$, pagou cerca de $2\,400\ \text{€}$…

A família do Bruno tem um crédito habitação a taxa variável com $120\,000\ \text{€}$ em dívida. No ano passado, com a taxa a $2\ \%$, pagou cerca de $2\,400\ \text{€}$ de juros.

  1. a) Se na revisão a taxa subir para $4\ \%$, calcula os novos juros anuais e o acréscimo mensal aproximado.
  2. b) Explica três decisões que a família pode tomar (reduzir despesas de lazer, prolongar o prazo de amortização se o banco o permitir, renegociar para taxa fixa) e qual o efeito de cada uma delas.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Uma família precisa de substituir com urgência a sua caldeira avariada em pleno inverno. O orçamento ascende a $3\,000\ \text{€}$. Dispõem exatamente de…

Uma família precisa de substituir com urgência a sua caldeira avariada em pleno inverno. O orçamento ascende a $3\,000\ \text{€}$. Dispõem exatamente de $3\,000\ \text{€}$ numa conta remunerada a $2\ \%$ ao ano, que constitui a totalidade do seu fundo para imprevistos. O instalador oferece-lhes duas modalidades de pagamento:

  • Opção A: Pagamento único a pronto por $3\,000\ \text{€}$.

  • Opção B: Financiamento em $12$ mensalidades de $275\ \text{€}$ por mês.

  1. a) Calcula o custo financeiro total de adiar o pagamento com a opção B e o custo de oportunidade em juros se escolherem a opção A.
  2. b) Se tivermos em conta apenas o resultado matemático, a opção A parece a mais vantajosa. No entanto, analisa por que razão pagar a pronto pode constituir uma imprudência financeira grave para a estabilidade desta família.
  3. c) Desenha uma proposta de decisão financeira intermédia ou ajustada para a família que equilibre a poupança em juros com a proteção face ao risco de liquidez.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Numa economia registam-se em simultâneo dois dados macroeconómicos preocupantes: a taxa de inflação homóloga subiu para os $8,5\ \%$ (muito acima do objetivo de $2\ \%$)…

Numa economia registam-se em simultâneo dois dados macroeconómicos preocupantes: a taxa de inflação homóloga subiu para os $8,5\ \%$ (muito acima do objetivo de $2\ \%$) e a taxa de desemprego subiu até aos $14\ \%$.

  1. a) Traça de forma ordenada a cadeia de transmissão completa que seria desencadeada se o Banco Central decidisse subir as taxas de juro diretoras: deduz passo a passo os efeitos sobre o crédito bancário, o consumo das famílias, o investimento das empresas, a procura agregada, o nível geral de preços e o emprego.
  2. b) Justifica qual é o dilema que a autoridade monetária enfrenta perante este cenário de estagflação e que custo inevitável terá a sua decisão, qualquer que seja o caminho escolhido.
  3. c) Sabendo que o mandato prioritário do Banco Central Europeu é garantir a estabilidade de preços, prevê que decisão tomará e argumenta que medidas complementares (à margem da política monetária) o Estado deveria aplicar para amortecer o impacto sobre os setores mais vulneráveis.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Um título nas redes sociais afirma: «A subida das taxas de juro aprovada pelo Banco Central demonstra que a política monetária só procura enriquecer a grande banca à…

Um título nas redes sociais afirma: «A subida das taxas de juro aprovada pelo Banco Central demonstra que a política monetária só procura enriquecer a grande banca à custa de empobrecer todas as famílias».

  1. a) Refuta a afirmação de que «todas as famílias perdem»: compara detalhadamente o efeito líquido de uma subida de taxas sobre uma família jovem endividada com um crédito à habitação de taxa variável face a uma família de reformados com poupanças a prazo fixo, considerando ainda o impacto de travar a inflação no poder de compra de ambos os agregados familiares.
  2. b) Analisa a situação das entidades financeiras: explica por que motivo um cenário de taxas de juro elevadas nem sempre se traduz em maiores lucros bancários a médio prazo (considera o volume de concessão de novos créditos e o risco de incumprimento ou crédito malparado).
  3. c) Justifica qual é o objetivo real que o BCE persegue ao encarecer o dinheiro e redige uma conclusão crítica que matize a frase do título baseando-te no conceito de bem comum macroeconómico.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Um agregado familiar com rendimentos líquidos conjuntos de $2\,800\ \text{€}$ mensais solicita um empréstimo hipotecário de $150\,000\ \text{€}$ a $25$ anos. O seu banco…

Um agregado familiar com rendimentos líquidos conjuntos de $2\,800\ \text{€}$ mensais solicita um empréstimo hipotecário de $150\,000\ \text{€}$ a $25$ anos. O seu banco apresenta duas alternativas:

  • Hipoteca fixa: taxa de juro nominal de $3,2\ \%$ (prestação constante de $727\ \text{€}/\text{mês}$ durante os $25$ anos).

  • Hipoteca variável: euribor $+ 0,8\ \%$. No momento da assinatura a euribor está a $1,2\ \%$ (taxa inicial de $2\ \%$, prestação de $636\ \text{€}/\text{mês}$), com revisão anual.

  1. a) A recomendação prudencial bancária estabelece que as dívidas não devem absorver mais de $35\ \%$ dos rendimentos líquidos do agregado familiar (taxa de esforço financeiro). Calcula a taxa de esforço inicial de ambas as opções e interpreta se são comportáveis para a família.
  2. b) Realiza um teste de esforço para a hipoteca variável: calcula a taxa de esforço se a euribor subir três pontos percentuais (até aos $4,2\ \%$, o que eleva a prestação mensal para cerca de $878\ \text{€}$). Que consequências teria para o orçamento familiar?
  3. c) Concebe uma recomendação fundamentada para esta família, avaliando o fator de risco a $25$ anos de distância: argumenta em que circunstâncias económicas ou pessoais lhes conviria assumir o custo inicial superior da prestação fixa e em quais assumir a incerteza da variável.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Um candidato eleitoral defende no seu programa económico: «Para erradicar o desemprego e ajudar as famílias, exigiremos que o Banco Central fixe as taxas de juro a…

Um candidato eleitoral defende no seu programa económico: «Para erradicar o desemprego e ajudar as famílias, exigiremos que o Banco Central fixe as taxas de juro a $0\ \%$ de forma permanente e empreste dinheiro ilimitado a custo zero».

  1. a) Justifica o mecanismo pelo qual esta proposta pretenderia estimular o emprego e o crescimento económico a muito curto prazo através do consumo e do investimento.
  2. b) Prevê e fundamenta pelo menos dois desequilíbrios macroeconómicos graves que surgiriam inevitavelmente se o dinheiro fosse mantido artificialmente «grátis» de forma continuada (considera a inflação, a formação de bolhas em ativos imobiliários ou financeiros e a penalização da poupança).
  3. c) Refuta a proposta do candidato explicando por que motivo os bancos centrais são instituições independentes do poder político e qual é o perigo de subordinar o controlo monetário aos calendários eleitorais.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Após uma severa crise financeira, o Banco Central reduziu as taxas de juro oficiais praticamente para $0\ \%$ e ofereceu liquidez maciça às instituições de crédito.…

Após uma severa crise financeira, o Banco Central reduziu as taxas de juro oficiais praticamente para $0\ \%$ e ofereceu liquidez maciça às instituições de crédito. Apesar disso, durante os dois anos seguintes o volume de crédito concedido a famílias e PME continuou a descer e o consumo privado não recuperou.

  1. a) Diagnostica este fenómeno económico (armadilha da liquidez / recessão de balanço): por que razão descer o preço do dinheiro se torna ineficaz quando as famílias e empresas arrastam um endividamento excessivo ou um grande receio de perder o emprego?
  2. b) Identifica em que parte do mecanismo de transmissão monetária ocorreu a rutura: o problema reside no facto de os bancos não canalizarem a liquidez por aversão ao risco ou no desaparecimento da procura solvente de crédito? Justifica ambas as perspetivas.
  3. c) Assim que a política monetária convencional esgota a sua margem de atuação (atingindo o limite inferior zero das taxas), justifica que outra política macroeconómica deve assumir a liderança para estimular a procura agregada e através de que instrumentos concretos o deveria fazer.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Compara o impacto díspar que uma subida rápida de taxas do BCE (de $0,5\ \%$ para $4\ \%$) produz em duas empresas da mesma cidade: Empresa 1: «Estruturas Norte»,…

Compara o impacto díspar que uma subida rápida de taxas do BCE (de $0,5\ \%$ para $4\ \%$) produz em duas empresas da mesma cidade:

  • Empresa 1: «Estruturas Norte», empresa do setor metalúrgico que acabou de modernizar as suas instalações através de empréstimos com taxa variável e cujos clientes adquirem maquinaria industrial através de financiamento.

  • Empresa 2: «Lacticínios Valedoce», cooperativa de produtos básicos de consumo diário que não tem dívida externa e acumula reservas de liquidez depositadas no banco.

  1. a) Prevê e contrasta fundamentadamente como a decisão do BCE afetará os custos financeiros, a procura dos seus produtos e as decisões de contratação de pessoal em cada uma das duas empresas.
  2. b) Explica o dilema ético e macroeconómico: por que razão o Banco Central adota uma política que sabe que irá prejudicar a produção e o emprego de empresas como a «Estruturas Norte»?
  3. c) Argumenta por que razão, do ponto de vista do BCE, permitir que a inflação se consolide em níveis elevados a longo prazo é considerado um dano económico e social mais prejudicial e regressivo do que o abrandamento temporário da atividade provocado pela subida de taxas.
Resolver
Pratica★★★Por começar
Uma família conta com $25\,000\ \text{€}$ numa conta à ordem e mantém pendente um empréstimo hipotecário a taxa variável de $100\,000\ \text{€}$. Analisa dois contextos…

Uma família conta com $25\,000\ \text{€}$ numa conta à ordem e mantém pendente um empréstimo hipotecário a taxa variável de $100\,000\ \text{€}$. Analisa dois contextos macroeconómicos diferentes:

  • Contexto 1 (política expansionista): Taxas oficiais e Euribor a $0,5\ \%$. A taxa do crédito à habitação é de $1,3\ \%$. Os depósitos bancários rendem $0,1\ \%$ bruto anual.

  • Contexto 2 (política contracionista): Taxas oficiais e Euribor a $4\ \%$. A taxa do crédito à habitação sobe para $4,8\ \%$. Os depósitos bancários a prazo garantem $3,2\ \%$ bruto anual.

  1. a) Calcula a despesa anual em juros do crédito à habitação e os rendimentos brutos anuais que as poupanças gerariam no depósito para cada um dos dois contextos.
  2. b) No Contexto 2, a família pondera utilizar os seus $25\,000\ \text{€}$ para amortizar antecipadamente parte da dívida hipotecária. Justifica numericamente por que razão amortizar a dívida lhe resulta mais rentável do que constituir o depósito bancário a $3,2\ \%$.
  3. c) Delineia um plano financeiro prudente para a família no Contexto 2: por que motivo não seria aconselhável destinarem os $25\,000\ \text{€}$ na íntegra a amortizar o crédito, apesar de os números da alínea anterior o recomendarem? Propõe uma distribuição justificada entre amortização e fundo de liquidez.
Resolver

Volta ao princípio: quando o BCE sobe as taxas em Frankfurt, o crédito fica mais caro para os bancos; a Euribor sobe e, na revisão seguinte, a prestação dos créditos habitação a taxa variável aumenta, ao mesmo tempo que os depósitos passam a render mais.

Em resumo

Ver todos os exercícios deste tema