Avaliação da vítima
Estás no jardim público a caminho da escola e vês um homem caído junto a um banco, sem se mexer. Há pessoas a olhar, mas ninguém se aproxima. O que fazes primeiro? Correr e tentar acordá-lo? Ligar logo para o 112? Neste apartado aprendes a sequência certa, passo a passo, e percebes porque é que a ordem importa.
Primeiro, a segurança
Quem quer ajudar tem de se manter inteiro. Se te magoares, passas a ser mais uma vítima e já não podes socorrer ninguém. Por isso, antes de te aproximares, observa o local.
Pergunta a ti próprio:
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Há perigo de trânsito, fogo, fumo, eletricidade, cacos de vidro ou queda de objetos?
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Há algum perigo para a vítima ou para quem a socorre?
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Consigo aproximar-me sem risco? Se não, afasto o perigo ou chamo ajuda sem me expor.
Só quando o local é seguro te aproximas. Esta verificação demora poucos segundos.
O Rodrigo encontrou um homem caído no jardim público, imóvel junto a um banco. a) Indica o que o Rodrigo deve verificar antes de se aproximar da vítima. b) Explica como…
O Rodrigo encontrou um homem caído no jardim público, imóvel junto a um banco.
- a) Indica o que o Rodrigo deve verificar antes de se aproximar da vítima.
- b) Explica como o Rodrigo pode verificar se a vítima está consciente.
- c) Se a vítima não responder, descreve como se verifica se ela respira normalmente e durante quanto tempo, aproximadamente, se deve observar.
- d) A vítima não responde, mas respira normalmente. Depois de telefonar para o 112, o Rodrigo deve colocá-la numa posição que mantenha a via aérea desobstruída enquanto espera pelos socorros. Indica que posição é essa e explica a sua utilidade.
Avaliar a consciência
Com o local seguro, aproxima-te e vê se a vítima está consciente, isto é, se responde.
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Chama-a em voz alta: «Olá! Estás a ouvir-me? Consegues abrir os olhos?»
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Abana-a com cuidado pelos ombros.
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Observa se abre os olhos, fala ou se mexe.
Se responder, está consciente: pergunta o que aconteceu, não a mexas se suspeitares de lesão e pede ajuda, se for necessário. Se não responder, está inconsciente. Grita por ajuda, para que alguém telefone, e passa à respiração.
Verificar a respiração
A avaliação inicial segue a abordagem ABC (do inglês airway, breathing and circulation): A de via aérea (airway), B de respiração (breathing) e C de circulação (circulation). Verifica-se primeiro se o ar passa (A), depois se a vítima respira (B) e, por fim, se o sangue circula (C). Em suporte básico de vida, a circulação não se avalia a sentir o pulso: se a vítima não responde e não respira normalmente, assume-se que o coração não está a bombear com eficácia e começa-se a reanimação.
Uma pessoa inconsciente pode ter a língua a tapar a garganta e a via aérea fechada. Por isso, o passo seguinte é abrir a via aérea e ver se respira.
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Coloca a vítima de costas.
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Inclina a cabeça para trás e levanta o queixo com dois dedos (extensão da cabeça e elevação do queixo). A língua afasta-se da garganta.
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Com o rosto junto ao da vítima, durante até 10 segundos, faz três coisas ao mesmo tempo: vê o peito a subir e a descer, ouve a respiração e sente o ar na tua face.
Os dois resultados possíveis:
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Respiração normal: respira de forma regular, sem ruídos estranhos.
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Respiração ausente ou anormal: não respira, ou faz respirações raras, ruidosas e entrecortadas (como suspiros ou ofegos). Estas respirações são frequentes nos primeiros minutos de uma paragem cardiorrespiratória, em que o coração deixa de bombear sangue com eficácia, e não contam como respiração normal.
O Rodrigo encontrou um homem caído no jardim público, imóvel junto a um banco. a) Indica o que o Rodrigo deve verificar antes de se aproximar da vítima. b) Explica como…
O Rodrigo encontrou um homem caído no jardim público, imóvel junto a um banco.
- a) Indica o que o Rodrigo deve verificar antes de se aproximar da vítima.
- b) Explica como o Rodrigo pode verificar se a vítima está consciente.
- c) Se a vítima não responder, descreve como se verifica se ela respira normalmente e durante quanto tempo, aproximadamente, se deve observar.
- d) A vítima não responde, mas respira normalmente. Depois de telefonar para o 112, o Rodrigo deve colocá-la numa posição que mantenha a via aérea desobstruída enquanto espera pelos socorros. Indica que posição é essa e explica a sua utilidade.
Avaliar uma criança
A sequência é a mesma do adulto: segurança, consciência, via aérea, respiração e decisão. Mudam alguns pormenores, porque o corpo de uma criança é mais pequeno e a causa mais frequente de paragem é a falta de oxigénio.
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Consciência: chama a criança e estimula-a com suavidade, sem a abanar com força. Num bebé (menos de 1 ano), toca-lhe nos ombros ou nos pés.
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Via aérea: inclina a cabeça para trás só um pouco (posição neutra num bebé) e levanta o queixo. Uma extensão exagerada pode fechar a via aérea.
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Respiração: observa até 10 segundos, como no adulto.
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Se não respira normalmente: a reanimação começa por 5 insuflações iniciais, antes das compressões. Se estiveres sozinho, liga para o 112 com o telemóvel em alta voz e começa a reanimação (com as insuflações iniciais), sem largar a criança. Só a deixes para ir buscar ajuda se não tiveres telemóvel. Se estiver outra pessoa contigo, ela liga para o 112 enquanto tu começas a reanimação.
Decidir: PLS ou reanimação
Agora tens a informação para agir. O esquema do algoritmo de suporte básico de vida segue sempre esta lógica:
Se respira normalmente: liga para o 112 e coloca a vítima em posição lateral de segurança (PLS). A PLS mantém a via aérea desobstruída: com a vítima de lado e a cabeça inclinada para trás, a língua não cai sobre a garganta e líquidos, como vómito, escorrem para fora em vez de passarem para os pulmões. Depois, vigia a respiração até chegarem os socorros.
Como se coloca a vítima em PLS:
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Ajoelha-te ao lado da vítima. Coloca o braço mais próximo de ti em ângulo reto com o corpo, com a palma da mão virada para cima.
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Leva o outro braço sobre o peito e encosta o dorso dessa mão à face da vítima, do teu lado, e mantém-na aí.
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Com a tua outra mão, dobra o joelho da perna mais distante, mantendo o pé no chão.
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Puxa esse joelho para ti e faz rodar a vítima de lado, até ficar apoiada no braço em ângulo reto.
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Ajusta a perna de cima, de modo que a anca e o joelho fiquem em ângulo reto, e inclina a cabeça para trás, para a via aérea ficar aberta.
Se não respira normalmente: liga para o 112 (ou manda alguém ligar), pede que tragam um desfibrilhador automático externo (DAE) e começa as compressões torácicas da reanimação cardiopulmonar (RCP), que vês no apartado seguinte.
Porque não fazer a PLS a quem não respira? Porque a PLS só protege a via aérea. Quem não respira normalmente precisa que alguém faça circular o sangue com as compressões; deixá-lo de lado só atrasa o que o salva.
O Rodrigo encontrou um homem caído no jardim público, imóvel junto a um banco. a) Indica o que o Rodrigo deve verificar antes de se aproximar da vítima. b) Explica como…
O Rodrigo encontrou um homem caído no jardim público, imóvel junto a um banco.
- a) Indica o que o Rodrigo deve verificar antes de se aproximar da vítima.
- b) Explica como o Rodrigo pode verificar se a vítima está consciente.
- c) Se a vítima não responder, descreve como se verifica se ela respira normalmente e durante quanto tempo, aproximadamente, se deve observar.
- d) A vítima não responde, mas respira normalmente. Depois de telefonar para o 112, o Rodrigo deve colocá-la numa posição que mantenha a via aérea desobstruída enquanto espera pelos socorros. Indica que posição é essa e explica a sua utilidade.
O esquema seguinte resume o algoritmo de atuação do suporte básico de vida perante uma pessoa encontrada aparentemente inconsciente. Duas ações do esquema estão…
O esquema seguinte resume o algoritmo de atuação do suporte básico de vida perante uma pessoa encontrada aparentemente inconsciente. Duas ações do esquema estão representadas por «?».
- a) Identifica a ação que corresponde a cada um dos «?», justificando as tuas escolhas.
- b) Explica por que razão a ação do ramo «Sim» só se aplica a uma vítima que respira normalmente.
- c) Explica o que distingue uma respiração normal de uma respiração anormal e por que razão essa distinção é decisiva para a ação a tomar.