As drogas e a saúde
O álcool vende-se em qualquer supermercado e o tabaco fuma-se à porta do café sem que ninguém estranhe. Mas será que uma substância ser legal quer dizer que é inofensiva para o teu corpo, sobretudo quando o teu cérebro ainda está a acabar de se formar? Vamos ver isso ao longo desta página.
O que é uma droga
Um café de manhã desperta-te, um xarope para a alergia dá-te sono e um copo de álcool desinibe. Substâncias do dia a dia provocam mudanças imediatas na forma como nos sentimos e agimos. O que têm em comum?
Os medicamentos também são substâncias que atuam no organismo. Tomados segundo a prescrição médica, tratam. Na automedicação (tomar sem indicação de um profissional), podem fazer mal: misturar com outras substâncias, tomar doses erradas ou mascarar sintomas de uma doença que precisa de tratamento.
Explica o que é uma droga do ponto de vista do seu efeito sobre o organismo e classifica as seguintes substâncias em drogas legais ou ilegais em Portugal: álcool,…
Explica o que é uma droga do ponto de vista do seu efeito sobre o organismo e classifica as seguintes substâncias em drogas legais ou ilegais em Portugal: álcool, canábis, tabaco, cocaína, cafeína.
Os medicamentos também são substâncias que atuam sobre o organismo. Explica a diferença entre tomá-los segundo a prescrição médica e recorrer à automedicação, e…
Os medicamentos também são substâncias que atuam sobre o organismo. Explica a diferença entre tomá-los segundo a prescrição médica e recorrer à automedicação, e apresenta um exemplo de risco associado à automedicação.
Um amigo afirma que o canábis «é natural e não faz mal». Analisa essa afirmação: explica que efeitos o canábis produz sobre a memória, a atenção e a motivação em fases…
Um amigo afirma que o canábis «é natural e não faz mal». Analisa essa afirmação: explica que efeitos o canábis produz sobre a memória, a atenção e a motivação em fases de desenvolvimento e justifica por que razão «natural» não significa inofensivo.
Três grandes grupos, segundo o efeito
Uma cerveja torna os reflexos mais lentos, uma bebida energética acelera o coração e certas substâncias fazem ver luzes ou ouvir sons que não existem. Como organiza a ciência efeitos tão diferentes?
Esta classificação depende do efeito, e não de a droga ser legal ou ilegal: o álcool (legal) é depressor e a cocaína (ilegal) é estimulante.
Os esquemas representam o efeito dos três grandes grupos de drogas sobre a atividade do sistema nervoso: a linha tracejada cinzenta assinala a atividade normal e a linha…
Os esquemas representam o efeito dos três grandes grupos de drogas sobre a atividade do sistema nervoso: a linha tracejada cinzenta assinala a atividade normal e a linha colorida, a atividade após o consumo. Identifica o grupo (depressoras, estimulantes ou perturbadoras/alucinogénias) correspondente a cada esquema (A, B e C), explica em que consiste cada um, apresenta um exemplo de cada grupo e justifica por que razão esta classificação não depende do facto de a droga ser legal ou ilegal.
Misturar álcool com bebidas energéticas é particularmente ilusório. Explica a ação de cada substância sobre o sistema nervoso e o perigo associado ao facto de não se…
Misturar álcool com bebidas energéticas é particularmente ilusório. Explica a ação de cada substância sobre o sistema nervoso e o perigo associado ao facto de não se sentirem os efeitos do álcool, apesar de eles continuarem a atuar.
Consumo, abuso e dependência
Quem começa com um café por dia costuma precisar de dois ou três passados uns meses para sentir o mesmo efeito, e, se um dia não toma nenhum, fica com dor de cabeça. Porque é que o corpo pede cada vez mais e protesta quando falta a substância?
Explica o que significa uma droga causar dependência e distingue, com um exemplo, dependência física de dependência psicológica.
Explica o que significa uma droga causar dependência e distingue, com um exemplo, dependência física de dependência psicológica.
Explica a diferença entre consumo, abuso e dependência de uma droga, ilustrando cada termo com um exemplo relacionado com o álcool.
Explica a diferença entre consumo, abuso e dependência de uma droga, ilustrando cada termo com um exemplo relacionado com o álcool.
Explica o que são a tolerância e a síndrome de abstinência e de que modo estes dois fenómenos contribuem para que uma pessoa dependente de uma droga consuma doses cada…
Explica o que são a tolerância e a síndrome de abstinência e de que modo estes dois fenómenos contribuem para que uma pessoa dependente de uma droga consuma doses cada vez maiores e sinta tanta dificuldade em deixar de a consumir.
O circuito de recompensa
Porque é que o prazer inicial de uma droga se pode transformar em necessidade? A resposta está na sinapse, o ponto de contacto entre dois neurónios.
No circuito de recompensa do cérebro, o neurotransmissor dopamina produz sensação de prazer. Normalmente, é libertada na sinapse, liga-se aos recetores do neurónio seguinte e depois é recolhida de volta (recaptação). Muitas drogas fazem subir artificialmente a dopamina na sinapse (por exemplo, bloqueando a recaptação).
Com o consumo repetido, o neurónio seguinte defende-se: diminui o número de recetores. Consequências:
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O mesmo consumo produz cada vez menos efeito: é a tolerância.
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Sem a droga, a dopamina normal já não chega para ativar tão poucos recetores: surgem mal-estar e vontade de consumir, a abstinência.
No circuito de recompensa cerebral, neurotransmissores como a dopamina geram sensações de prazer. Uma droga psicoativa bloqueia a recaptação de dopamina, fazendo com que…
No circuito de recompensa cerebral, neurotransmissores como a dopamina geram sensações de prazer. Uma droga psicoativa bloqueia a recaptação de dopamina, fazendo com que a sua concentração na sinapse se multiplique de forma artificial.
- a) Prevê como responderá a membrana do neurónio pós-sináptico (diminuindo ou aumentando o número de recetores de dopamina) após semanas de consumo contínuo para se defender dessa estimulação excessiva. Justifica por que razão este mecanismo celular explica o fenómeno da tolerância.
- b) A partir da tua resposta anterior, deduz por que razão a pessoa, quando interrompe bruscamente o consumo, sente um intenso mal-estar físico e psicológico (síndrome de abstinência) perante as atividades quotidianas normais.
O álcool na adolescência
Efeitos imediatos do álcool no comportamento: desinibição, fala arrastada, reflexos lentos, descoordenação, mau julgamento do risco. Consequências nos adolescentes: problemas de memória e de aprendizagem, pior rendimento escolar, maior risco de acidentes, comportamentos de risco e de dependência mais tarde.
Refere três efeitos imediatos do consumo de álcool no comportamento e três efeitos do tabaco no aparelho respiratório.
Refere três efeitos imediatos do consumo de álcool no comportamento e três efeitos do tabaco no aparelho respiratório.
O álcool é legal para maiores de idade e está muito presente no convívio social. Explica por que razão, ainda assim, é especialmente perigoso para os adolescentes, tendo…
O álcool é legal para maiores de idade e está muito presente no convívio social. Explica por que razão, ainda assim, é especialmente perigoso para os adolescentes, tendo em conta que o seu cérebro se encontra ainda em desenvolvimento, e refere duas consequências concretas do seu consumo nessas idades.
Uma adolescente de $45\ \text{kg}$ e um adulto de $75\ \text{kg}$ ingerem a mesma quantidade de álcool, mas ela fica embriagada mais depressa. Explica, tendo em conta a…
Uma adolescente de $45\ \text{kg}$ e um adulto de $75\ \text{kg}$ ingerem a mesma quantidade de álcool, mas ela fica embriagada mais depressa. Explica, tendo em conta a massa corporal e a maturação do fígado e do cérebro, por que motivo o álcool afeta com maior intensidade os adolescentes.
Álcool: tempo, dose e condução
O fígado elimina o álcool a um ritmo limitado (cerca de $0{,}15\ \text{g/l}$ por hora, porque a enzima que o degrada se satura). Se bebes mais depressa do que o fígado elimina, a concentração no sangue (a alcoolemia) continua a subir. Em Portugal, o limite legal para conduzir é $0{,}5\ \text{g/l}$ (e $0{,}2\ \text{g/l}$ para condutores em regime probatório).
Beber muito num curto espaço de tempo (binge drinking) deixa o álcool a atuar em doses altas no encéfalo, podendo deprimir o tronco encefálico, que controla a respiração e o ritmo cardíaco: é o coma alcoólico, uma emergência.
A 90 km/h, um carro percorre 25 m a cada segundo. Em condições de sobriedade, o tempo médio de reação de um condutor perante um imprevisto é de 0,8 s. Após consumir duas…
A 90 km/h, um carro percorre 25 m a cada segundo. Em condições de sobriedade, o tempo médio de reação de um condutor perante um imprevisto é de 0,8 s. Após consumir duas cervejas (alcoolemia de 0,4 g/l), o seu tempo de reação aumenta para 1,3 s.
- a) Calcula a distância percorrida na fase de reação em ambos os casos antes de o condutor chegar a pisar o pedal do travão. Interpreta que consequências práticas tem esta diferença métrica perante um obstáculo a 30 m.
- b) O álcool é uma substância depressora do sistema nervoso central. Justifica a aparente contradição pela qual o condutor afirma sentir-se «mais desperto, seguro e com melhores reflexos» após beber, relacionando-a com a desinibição do córtex pré-frontal.
O fígado humano processa o álcool através da enzima álcool desidrogenase a uma velocidade máxima constante de cerca de 0,15 g/l por hora, saturando-se com facilidade. a)…
O fígado humano processa o álcool através da enzima álcool desidrogenase a uma velocidade máxima constante de cerca de 0,15 g/l por hora, saturando-se com facilidade.
- a) Compara o que acontece no encéfalo se uma pessoa beber 60 g de álcool distribuídos ao longo de 8 horas em comparação com ingeri-los em 90 minutos («beber em excesso», «binge drinking» ou consumo episódico excessivo). Explica por que razão, no segundo caso, a concentração no sangue pode atingir níveis capazes de deprimir gravemente as funções do tronco encefálico (respiração e pulso cardíaco) e induzir um coma alcoólico.
- b) Se numa festa um amigo perder a consciência por intoxicação alcoólica, avalia criticamente estas três propostas habituais: «deitá-lo de barriga para cima a dormir», «fazê-lo engolir café quente» e «metê-lo debaixo de um duche frio». Justifica o perigo de vida de cada uma e descreve qual é a posição lateral de segurança correta e o protocolo de atuação.
O tabaco e o fumo ambiental
O tabaco contém nicotina, uma droga estimulante que chega ao cérebro em poucos segundos e ativa o circuito de recompensa. Como o efeito é rápido e curto, a pessoa repete o gesto muitas vezes por dia, e a dependência instala-se com facilidade. Além da nicotina, o fumo tem alcatrão (cancerígeno) e monóxido de carbono.
Efeitos no sistema respiratório: irritação e destruição dos cílios das vias respiratórias, tosse crónica, bronquite crónica, enfisema e cancro do pulmão. Efeitos no sistema cardiovascular: aceleração do ritmo cardíaco, estreitamento das artérias, aumento da pressão arterial e do risco de trombos, enfarte e AVC.
Deixar de fumar traz benefícios a qualquer idade: o corpo começa a reparar-se logo que cessa o dano (a circulação melhora, a tosse diminui, o risco de doença baixa ao longo dos anos).
Medidas: não fumar em casa nem no automóvel (mesmo com a janela aberta), respeitar os espaços sem fumo e pedir a quem fuma que o faça ao ar livre, longe de outras pessoas.
Explica o que é a nicotina e por que razão faz com que o tabaco cause dependência com tanta facilidade.
Explica o que é a nicotina e por que razão faz com que o tabaco cause dependência com tanta facilidade.
Descreve três efeitos do tabaco sobre os aparelhos respiratório e circulatório e explica por que razão deixar de fumar traz benefícios para a saúde mesmo após muitos…
Descreve três efeitos do tabaco sobre os aparelhos respiratório e circulatório e explica por que razão deixar de fumar traz benefícios para a saúde mesmo após muitos anos de consumo.
Explica o que é o tabagismo passivo, que indivíduos são especialmente vulneráveis a ele e que medidas permitem reduzi-lo em casa e no automóvel.
Explica o que é o tabagismo passivo, que indivíduos são especialmente vulneráveis a ele e que medidas permitem reduzi-lo em casa e no automóvel.
Analisar evidências sobre o tabaco
Em ciência, não basta uma afirmação soar bem: é preciso ver os dados.
Cigarros eletrónicos (vaporizadores). O que sai não é «vapor de água»: é um aerossol de gotículas com propilenoglicol, glicerina, aromas, em geral nicotina (muito aditiva) e, por vezes, metais e compostos irritantes. Estas partículas irritam e inflamam o epitélio das vias respiratórias e prejudicam os cílios. Vários estudos indicam que os adolescentes que vaporizam têm mais probabilidade de passar ao tabaco tradicional. Por isso, «100 % seguro» não é uma conclusão apoiada pela evidência.
Medidas de saúde pública. Impostos mais altos, proibição de fumar em espaços fechados e junto de escolas e campanhas de prevenção reduzem o início do consumo, sobretudo entre jovens. Nos adultos já dependentes, a mudança é menor.
Indica se estas afirmações são verdadeiras ou falsas e justifica a tua resposta: a) o álcool é uma droga depressora do sistema nervoso; b) o fumo do tabaco apenas…
Indica se estas afirmações são verdadeiras ou falsas e justifica a tua resposta: a) o álcool é uma droga depressora do sistema nervoso; b) o fumo do tabaco apenas prejudica a pessoa que fuma; c) deixar de fumar traz benefícios para a saúde em qualquer idade.
Um folheto publicitário afirma: «Os nossos vaporizadores contêm apenas vapor de água com aromas frutados inócuos; são o substituto 100 % seguro para deixar de fumar».…
Um folheto publicitário afirma: «Os nossos vaporizadores contêm apenas vapor de água com aromas frutados inócuos; são o substituto 100 % seguro para deixar de fumar». Analisa criticamente esta afirmação a partir da evidência científica:
- a) Rebate a afirmação de que se trata de «vapor de água»: explica o que é na realidade esse aerossol e que substâncias tóxicas ou aditivas foram detetadas nele, detalhando como afetam o epitélio das vias respiratórias.
- b) Os estudos epidemiológicos indicam que os adolescentes que vaporizam têm até quatro vezes mais probabilidades de fumar tabaco tradicional dois anos depois do que os não vaporizadores. Apresenta uma hipótese biológica e comportamental que explique por que a vaporização atua como «porta de entrada» para o tabagismo.
Após a implementação de uma lei que aumentou os impostos sobre o tabaco em 25 % e proibiu o seu consumo em esplanadas e acessos a recintos educativos, registaram-se os…
Após a implementação de uma lei que aumentou os impostos sobre o tabaco em 25 % e proibiu o seu consumo em esplanadas e acessos a recintos educativos, registaram-se os seguintes dados passados dois anos:
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Redução de 32 % no início do tabagismo entre jovens de 12 a 17 anos.
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Diminuição de 18 % nas urgências pediátricas por crises agudas de asma.
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Redução de 8 % no consumo global de adultos com tabagismo crónico.
- a) Interpreta por que razão a redução percentual registada foi quatro vezes maior nos jovens (início do tabagismo) do que nos adultos dependentes (consumo global), apoiando-te em fatores socioeconómicos e na plasticidade do cérebro adolescente face à dependência estabelecida.
- b) Justifica a relação fisiológica de causa-efeito entre a proibição de fumar em esplanadas e a diminuição direta das crises asmáticas na população infantil não fumadora.
Dopagem e drogas de síntese
EPO e dopagem. A eritropoietina (EPO) estimula a medula óssea a produzir mais eritrócitos. Subir o hematócrito (por exemplo, de 42 % para 57 %) significa mais hemoglobina e, portanto, mais $\text{O}_2$ transportado para os músculos, onde as mitocôndrias o usam na respiração celular para libertar energia: o atleta aguenta mais tempo. O custo é o sangue ficar mais viscoso: o coração tem de fazer mais força, a pressão arterial sobe e aumenta o risco de trombos, enfarte e AVC. Por isso a dopagem é proibida e perigosa.
Drogas de síntese estimulantes (ecstasy/MDMA). Alteram a regulação da temperatura no hipotálamo, aumentam a atividade muscular e provocam vasoconstrição periférica. Numa discoteca quente e húmida, o corpo produz muito calor e perde a capacidade de o dissipar (a transpiração é menos eficaz num ambiente húmido e a vasodilatação da pele falha). A temperatura pode passar dos $41\ ^\circ\text{C}$ (golpe de calor), com lesão de vários órgãos.
Um atleta de elite utiliza injeções de eritropoietina (EPO) recombinante, uma hormona que estimula a maturação e a proliferação de eritrócitos na medula óssea, fazendo…
Um atleta de elite utiliza injeções de eritropoietina (EPO) recombinante, uma hormona que estimula a maturação e a proliferação de eritrócitos na medula óssea, fazendo subir o seu hematócrito (volume de glóbulos vermelhos no sangue) de 42 % para 57 %.
- a) Explica a base fisiológica pela qual esta dopagem aumenta artificialmente o seu rendimento numa prova de fundo, relacionando eritrócitos, hemoglobina, transporte de O₂ e respiração celular mitocondrial nas fibras musculares.
- b) Prevê o efeito desse aumento maciço de células sobre a viscosidade sanguínea e a pressão arterial. Justifica por que razão o risco de sofrer uma trombose ou uma paragem cardíaca dispara especialmente durante a noite, quando o atleta está em repouso e a sua frequência cardíaca diminui.
O consumo de certas drogas estimulantes de síntese (como o ecstasy ou MDMA) altera os centros de termorregulação do hipotálamo, ao mesmo tempo que aumenta a atividade…
O consumo de certas drogas estimulantes de síntese (como o ecstasy ou MDMA) altera os centros de termorregulação do hipotálamo, ao mesmo tempo que aumenta a atividade muscular e provoca vasoconstrição periférica.
- a) Se uma pessoa consumir esta substância e dançar sem descanso numa discoteca cheia e húmida a 28 °C, explica por que razão os seus mecanismos homeostáticos de arrefecimento (transpiração e dissipação térmica por vasodilatação da pele) falham e como isto conduz a um golpe de calor acima de 41 °C com falência multiorgânica.
- b) Para tentar ajudar uma pessoa afetada, os seus acompanhantes obrigam-na a beber quatro litros de água mineral pura em 15 minutos. Justifica fisiologicamente por que razão esta ação não resolve a hipertermia e pode provocar um edema cerebral letal por hiponatrémia (diluição crítica dos sais do plasma sanguíneo).