Motores, geradores e transformadores
A eletricidade que chega à tua casa, em Lisboa ou no Porto, percorreu um caminho muito longo: nasceu num alternador que roda graças à água ou ao vento, viajou centenas de quilómetros a tensão muito elevada e passou por vários transformadores antes de chegar à tomada. Motor, gerador e transformador são três faces da mesma moeda: a indução eletromagnética.
O motor elétrico: um binário de forças que faz rodar
Se ligares uma espira de fio de cobre a uma pilha e a colocares entre os polos de um íman, a espira dá um solavanco e orienta-se. Mas como conseguimos que não pare aí e rode continuamente, para pôr máquinas a funcionar?
A espira retangular de um motor de corrente contínua está entre os polos de um íman e é percorrida por uma corrente. a) Desenha no teu caderno as forças magnéticas sobre…
A espira retangular de um motor de corrente contínua está entre os polos de um íman e é percorrida por uma corrente.
- a) Desenha no teu caderno as forças magnéticas sobre os dois lados da espira perpendiculares ao campo e explica por que razão formam um binário de forças que faz rodar a espira.
- b) Que papel desempenha o comutador de lamelas? O que aconteceria à espira ao atingir o ponto morto se ele não existisse?
Podes fazê-lo em papel e enviar uma fotografia com a tua resposta.
A espira de um motor de brincar mede $10\ \text{cm}$ de comprimento e $5\ \text{cm}$ de largura, é percorrida por uma corrente de $3\ \text{A}$ e encontra-se num campo…
A espira de um motor de brincar mede $10\ \text{cm}$ de comprimento e $5\ \text{cm}$ de largura, é percorrida por uma corrente de $3\ \text{A}$ e encontra-se num campo de $0,4\ \text{T}$ perpendicular ao seu eixo de rotação, como se mostra na figura.
- a) Calcula a força magnética sobre cada um dos lados compridos da espira, $F = I \cdot l \cdot B$.
- b) Explica por que razão essas duas forças, de sentidos opostos, formam um binário que faz rodar a espira em vez de a deslocar.
- c) O que acontece ao binário de forças quando o plano da espira é perpendicular ao campo (ponto morto) e de que forma o comutador de lamelas resolve essa situação?
Ao arrancar um motor de $12\ \text{V}$ cuja resistência interna é $0,5\ \Omega$, com o veio ainda em repouso, a intensidade inicial da corrente vale $24\ \text{A}$. a)…
Ao arrancar um motor de $12\ \text{V}$ cuja resistência interna é $0,5\ \Omega$, com o veio ainda em repouso, a intensidade inicial da corrente vale $24\ \text{A}$.
- a) Confirma esse valor aplicando a lei de Ohm e explica por que razão, no arranque, o motor se comporta como uma simples resistência.
- b) Quando o motor roda em pleno regime, a rotação das suas bobinas no campo gera uma fem induzida de $10\ \text{V}$ (força contraeletromotriz): calcula a intensidade da corrente em regime, $I = \frac{V - \varepsilon'}{R}$.
- c) Explica, com base na lei de Lenz, por que razão essa fem induzida tem sinal oposto ao da tensão de alimentação.
- d) Justifica, tendo em conta as alíneas anteriores, por que razão é perigoso bloquear o veio de um motor em funcionamento e o que acontece ao seu enrolamento.
Geradores: alternador e dínamo
Um gerador faz exatamente o contrário de um motor: em vez de receber corrente para produzir rotação, recebe rotação (de uma turbina ou de pedais) e produz corrente. Porquê? Porque, ao rodar a espira, o fluxo magnético que a atravessa varia continuamente e, pela lei de Faraday, surge uma força eletromotriz (f.e.m.) induzida.
Quando a espira roda com velocidade angular constante, o fluxo varia de forma periódica: é máximo quando o plano da espira é perpendicular ao campo e nulo quando é paralelo. A f.e.m. é máxima quando o fluxo varia mais depressa (fluxo nulo) e nula quando o fluxo é máximo. A cada meia volta, a espira «vira-se» em relação ao campo e a f.e.m. muda de sinal: por isso a corrente é alternada.
a) Explica a diferença fundamental entre um alternador e um dínamo: que tipo de corrente produz cada um e que elemento de ligação (anéis coletores ou comutador de…
- a) Explica a diferença fundamental entre um alternador e um dínamo: que tipo de corrente produz cada um e que elemento de ligação (anéis coletores ou comutador de lamelas) a determina.
- b) Em que fenómeno físico se baseiam os dois aparelhos?
Ao rodar uma espira com velocidade angular constante no seio de um campo magnético uniforme, gera-se uma corrente alternada, como se mostra na figura. a) Explica, a…
Ao rodar uma espira com velocidade angular constante no seio de um campo magnético uniforme, gera-se uma corrente alternada, como se mostra na figura.
- a) Explica, a partir do modo como varia o fluxo magnético através da espira, por que razão a fem varia continuamente de valor.
- b) Justifica por que razão a fem muda de sinal a cada meia volta.
Numa bicicleta com dínamo, a luz acende-se ao pedalar. a) Explica de que modo o dínamo gera a corrente que alimenta a lâmpada. b) De acordo com a lei de Lenz, a corrente…
Numa bicicleta com dínamo, a luz acende-se ao pedalar.
- a) Explica de que modo o dínamo gera a corrente que alimenta a lâmpada.
- b) De acordo com a lei de Lenz, a corrente induzida opõe-se à rotação do dínamo: explica de onde provém, em última análise, a energia consumida pela lâmpada e por que razão se nota maior resistência ao pedalar com o dínamo ligado.
O alternador de uma pequena central equivale a uma bobina de $200$ espiras de $100\ \text{cm}^2$ que roda com uma frequência de $50\ \text{Hz}$ num campo de…
O alternador de uma pequena central equivale a uma bobina de $200$ espiras de $100\ \text{cm}^2$ que roda com uma frequência de $50\ \text{Hz}$ num campo de $0,5\ \text{T}$ (considera $\pi \approx 3,14$).
- a) Calcula a velocidade angular de rotação, $\omega = 2 \cdot \pi \cdot f$.
- b) Calcula a força eletromotriz máxima gerada, $\varepsilon_0 = N \cdot B \cdot S \cdot \omega$.
- c) Escreve a expressão $\varepsilon(t)$ supondo que em $t = 0$ o fluxo é máximo e a força eletromotriz é nula.
Numa central hidroelétrica, a água faz rodar a turbina e esta aciona o rotor do alternador com uma frequência de $25\ \text{Hz}$ (considera $\pi \approx 3,14$). O…
Numa central hidroelétrica, a água faz rodar a turbina e esta aciona o rotor do alternador com uma frequência de $25\ \text{Hz}$ (considera $\pi \approx 3,14$). O enrolamento do alternador equivale a $100$ espiras de $0,2\ \text{m}^2$ que rodam num campo de $0,8\ \text{T}$.
- a) Calcula a velocidade angular do rotor.
- b) Calcula a fem máxima gerada, $\varepsilon_0 = N \cdot B \cdot S \cdot \omega$.
- c) Descreve a cadeia de transformações de energia desde a água represada até à energia elétrica que sai da central.
Lembra a lei de Faraday: numa bobina de $N$ espiras, $\varepsilon = -N\,\dfrac{\Delta\Phi}{\Delta t}$, em que $\Delta\Phi = \Delta B \cdot S$ se só o campo variar. Quanto mais depressa varia o fluxo, maior é a f.e.m. média.
A tensão doméstica de $230\ \text{V}$ é o valor eficaz de uma corrente alternada de $50\ \text{Hz}$ cujo valor máximo é $325\ \text{V}$ (considera $\pi \approx 3,14$ e…
A tensão doméstica de $230\ \text{V}$ é o valor eficaz de uma corrente alternada de $50\ \text{Hz}$ cujo valor máximo é $325\ \text{V}$ (considera $\pi \approx 3,14$ e $\sqrt{2} \approx 1,41$). O gráfico da tensão em função do tempo mostra-se na figura.
- a) Calcula a frequência angular $\omega$ e escreve a expressão da fem em função do tempo, $\varepsilon(t) = \varepsilon_0 \cdot \sen(\omega \cdot t)$.
- b) Verifica que o valor eficaz satisfaz a relação $\varepsilon_{\text{ef}} = \frac{\varepsilon_0}{\sqrt{2}}$.
- c) Se o alternador da central trabalhar com um campo de $0,6\ \text{T}$ e espiras de $0,05\ \text{m}^2$, calcula quantas espiras são necessárias no seu enrolamento para gerar essa fem máxima, $\varepsilon_0 = N \cdot B \cdot S \cdot \omega$.
Um carro elétrico de $1500\ \text{kg}$ circula a $72\ \text{km/h}$. Ao soltar o acelerador, o seu motor passa a funcionar como gerador e recarrega a bateria (travagem…
Um carro elétrico de $1500\ \text{kg}$ circula a $72\ \text{km/h}$. Ao soltar o acelerador, o seu motor passa a funcionar como gerador e recarrega a bateria (travagem regenerativa).
- a) Exprime a velocidade em $\text{m/s}$ e calcula a energia cinética do carro.
- b) Se o sistema recuperar $60\%$ dessa energia, quanta energia regressa à bateria?
- c) Durante a travagem, o enrolamento do motor ($300$ espiras) sofre uma variação de fluxo de $0,4\ \text{Wb/s}$ em cada espira: calcula a fem gerada.
- d) Explica com a lei de Lenz por que razão a corrente induzida trava o carro em vez de o acelerar.
O captador de uma guitarra elétrica é um pequeno íman envolvido por uma bobina de $2000$ espiras de $1\cdot10^{-5}\ \text{m}^2$ cada uma. Ao tocar a corda metálica (nota…
O captador de uma guitarra elétrica é um pequeno íman envolvido por uma bobina de $2000$ espiras de $1\cdot10^{-5}\ \text{m}^2$ cada uma. Ao tocar a corda metálica (nota Lá, de $440\ \text{Hz}$), o campo através da bobina oscila, com uma variação de $1\cdot10^{-3}\ \text{T}$ em cada quarto de período. Observa o esquema:
- a) Calcula a duração de um quarto de período da vibração.
- b) Calcula a fem média induzida durante esse intervalo, em milivolts.
- c) Explica qualitativamente de que modo se gera o sinal elétrico que chega ao amplificador e justifica por que razão a corda deve ser de um material ferromagnético.
O transformador
Enrola duas bobinas independentes no mesmo anel de ferro e liga uma delas à corrente alternada da rede: a segunda bobina acende uma lâmpada sem qualquer contacto elétrico entre ambas. Como viaja a energia e de que depende a tensão que a lâmpada recebe?
O primário, ligado a corrente alternada, cria no núcleo um fluxo que varia no tempo. Esse mesmo fluxo atravessa o secundário e, pela lei de Faraday, induz nele uma f.e.m. Cada espira é atravessada pelo mesmo fluxo, logo a tensão por espira é igual nas duas bobinas, e daí vem a relação acima.
Um transformador tem duas bobinas enroladas sobre o mesmo núcleo de ferro. Explica, a partir da lei de Faraday, por que razão, ao ligar o primário a uma corrente…
Um transformador tem duas bobinas enroladas sobre o mesmo núcleo de ferro. Explica, a partir da lei de Faraday, por que razão, ao ligar o primário a uma corrente contínua constante, não surge qualquer tensão no secundário, ao passo que, ao ligá-lo a uma corrente alternada, surge.
O primário de um transformador tem $N_1 = 1000$ espiras e é ligado a $V_1 = 230\ \text{V}$. O secundário tem $N_2 = 50$ espiras. a) Escreve a relação de transformação,…
O primário de um transformador tem $N_1 = 1000$ espiras e é ligado a $V_1 = 230\ \text{V}$. O secundário tem $N_2 = 50$ espiras.
- a) Escreve a relação de transformação, $\frac{V_1}{N_1} = \frac{V_2}{N_2}$.
- b) Calcula a tensão no secundário e indica se o transformador é elevador ou redutor.
Pretende-se transformar a tensão da rede, $230\ \text{V}$, em $12\ \text{V}$ para alimentar uma maquete. a) Calcula a relação de espiras necessária, $\frac{N_1}{N_2}$.…
Pretende-se transformar a tensão da rede, $230\ \text{V}$, em $12\ \text{V}$ para alimentar uma maquete.
- a) Calcula a relação de espiras necessária, $\frac{N_1}{N_2}$.
- b) Se o secundário tiver $30$ espiras, quantas espiras deve ter o primário?
Um transformador ideal tem $N_1 = 460$ espiras no primário e $N_2 = 40$ no secundário. O primário é ligado a $230\ \text{V}$. Observa o esquema: a) Calcula a tensão no…
Um transformador ideal tem $N_1 = 460$ espiras no primário e $N_2 = 40$ no secundário. O primário é ligado a $230\ \text{V}$. Observa o esquema:
- a) Calcula a tensão no secundário.
- b) Pelo circuito do secundário circulam $2,3\ \text{A}$: calcula a potência que o transformador fornece.
- c) Num transformador ideal, a potência do primário é igual à do secundário: calcula a intensidade da corrente que o transformador retira da rede.
Um comboio elétrico de brincar funciona a $18\ \text{V}$ com uma corrente de $2,5\ \text{A}$, por meio de um transformador ideal ligado à rede de $230\ \text{V}$. a)…
Um comboio elétrico de brincar funciona a $18\ \text{V}$ com uma corrente de $2,5\ \text{A}$, por meio de um transformador ideal ligado à rede de $230\ \text{V}$.
- a) Calcula a relação de espiras do transformador.
- b) Calcula a potência que o comboio consome.
- c) Calcula a intensidade da corrente que o transformador retira da rede.
O carregador de um computador portátil fornece $19\ \text{V}$ e $38\ \text{W}$ ao computador, e o seu transformador tem um rendimento de $95\%$. O carregador é ligado à…
O carregador de um computador portátil fornece $19\ \text{V}$ e $38\ \text{W}$ ao computador, e o seu transformador tem um rendimento de $95\%$. O carregador é ligado à rede de $230\ \text{V}$.
- a) Calcula a intensidade da corrente que circula pelo secundário.
- b) Calcula a potência que o carregador absorve da rede e a intensidade da corrente correspondente no primário.
- c) Calcula a potência dissipada no interior do carregador.
- d) Explica as duas causas principais de perdas num transformador real: as correntes de Foucault no núcleo (motivo pelo qual é construído com lâminas empilhadas e isoladas) e o efeito de Joule nos enrolamentos.
Um carregador sem fios possui uma bobina emissora de $20$ espiras alimentada a $12\ \text{V}$ com corrente alternada de $100\ \text{kHz}$; a bobina do telemóvel tem $15$…
Um carregador sem fios possui uma bobina emissora de $20$ espiras alimentada a $12\ \text{V}$ com corrente alternada de $100\ \text{kHz}$; a bobina do telemóvel tem $15$ espiras. Observa o esquema:
- a) Calcula a tensão induzida na bobina do telemóvel supondo um acoplamento ideal, através da relação $\frac{V_1}{N_1} = \frac{V_2}{N_2}$.
- b) Explica em que aspeto este sistema se assemelha a um transformador e que diferença fundamental existe em relação a um transformador convencional no que diz respeito ao núcleo.
- c) Justifica, a partir da lei de Faraday, porque razão se utiliza uma frequência tão alta em vez dos $50\ \text{Hz}$ da rede: o que acontece a $\frac{\Delta \Phi}{\Delta t}$ e à dimensão necessária das bobinas?
Transportar a energia: porquê a alta tensão
Os parques eólicos e as barragens, como a do Alqueva, ficam muitas vezes longe das cidades. Que truque da física permite transportar tanta potência por centenas de quilómetros perdendo apenas uma pequena parte pelo caminho?
Por isso, na central eleva-se a tensão antes do transporte (transformador elevador, junto dos geradores) e reduz-se de novo perto do consumo (transformador redutor, junto da cidade). A combinação de corrente alternada e transformadores é o que torna viável transportar eletricidade por centenas de quilómetros com perdas razoáveis. Os transformadores só funcionam com corrente alternada, e é por isso que a rede é alternada.
As companhias elétricas transportam a energia a tensões de centenas de quilovolts. a) Escreve a relação entre potência, tensão e intensidade da corrente,…
As companhias elétricas transportam a energia a tensões de centenas de quilovolts.
- a) Escreve a relação entre potência, tensão e intensidade da corrente, $P = V \cdot I$, e explica por que razão, para transportar a mesma potência, uma tensão alta implica uma intensidade baixa.
- b) A potência perdida por efeito de Joule nos cabos vale $I^2 \cdot R$: explica por que motivo é tão importante que a intensidade da corrente transportada seja reduzida.
Um berbequim ligado a $230\ \text{V}$ consome uma intensidade de corrente de $2\ \text{A}$ e fornece uma potência mecânica útil de $400\ \text{W}$. a) Calcula a potência…
Um berbequim ligado a $230\ \text{V}$ consome uma intensidade de corrente de $2\ \text{A}$ e fornece uma potência mecânica útil de $400\ \text{W}$.
- a) Calcula a potência elétrica que absorve da rede.
- b) Calcula o seu rendimento, em percentagem.
- c) Refere dois mecanismos pelos quais um motor real perde energia e explica-os sucintamente.
Uma povoação consome $50\ \text{kW}$ e a linha que a alimenta tem uma resistência total de $2\ \Omega$. a) Se o transporte fosse feito a $1000\ \text{V}$, calcula a…
Uma povoação consome $50\ \text{kW}$ e a linha que a alimenta tem uma resistência total de $2\ \Omega$.
- a) Se o transporte fosse feito a $1000\ \text{V}$, calcula a intensidade da corrente na linha e a potência nela perdida, e exprime essa perda como percentagem da potência transportada.
- b) Repete os cálculos supondo que o transporte é feito a $10\ \text{kV}$.
- c) Tira uma conclusão sobre a razão pela qual interessa transportar a energia em alta tensão.
Uma central produz eletricidade a $6\ \text{kV}$. Um transformador elevador aumenta-a para $132\ \text{kV}$ para o transporte e, já na cidade, outro transformador…
Uma central produz eletricidade a $6\ \text{kV}$. Um transformador elevador aumenta-a para $132\ \text{kV}$ para o transporte e, já na cidade, outro transformador baixa-a para $230\ \text{V}$ para o consumo. Observa o esquema:
- a) Calcula a relação de espiras $\frac{N_2}{N_1}$ do transformador elevador.
- b) Calcula a relação de espiras $\frac{N_1}{N_2}$ do transformador redutor da cidade.
- c) Explica por que razão o elevador se instala junto à central e o redutor junto aos pontos de consumo, e não o inverso.
Um parque eólico produz $10\ \text{MW}$ e transporta-os a $220\ \text{kV}$ através de uma linha cuja resistência total é de $40\ \Omega$. a) Calcula a intensidade da…
Um parque eólico produz $10\ \text{MW}$ e transporta-os a $220\ \text{kV}$ através de uma linha cuja resistência total é de $40\ \Omega$.
- a) Calcula a intensidade da corrente que percorre a linha.
- b) Calcula a potência dissipada na linha e exprime-a como percentagem da potência gerada.
- c) Repete os cálculos supondo que o transporte era feito a $25\ \text{kV}$.
- d) Explica o duplo papel desempenhado pelos transformadores (e, consequentemente, pela corrente alternada) para tornar viável o transporte de energia elétrica a longa distância.
Um artigo de divulgação propõe «transportar a eletricidade diretamente a $230\ \text{V}$ para poupar o custo dos transformadores». Uma cidade necessita de uma potência…
Um artigo de divulgação propõe «transportar a eletricidade diretamente a $230\ \text{V}$ para poupar o custo dos transformadores». Uma cidade necessita de uma potência de $1\ \text{MW}$ e a linha teria uma resistência de $1\ \Omega$.
- a) Calcula a intensidade da corrente que teria de ser transportada.
- b) Calcula a potência que seria perdida na linha e compara-a com a potência que se pretende transportar.
- c) Perante o resultado, explica por que razão a proposta é inviável e como a combinação de corrente alternada e transformadores resolve o problema.
Voltando ao princípio: a tensão elevada reduz a intensidade e, como as perdas dependem de $I^2$, é isso que permite transportar a energia dos parques eólicos e das barragens até às cidades.