A modelação do relevo
Uma arriba no Algarve, uma garganta cavada por um rio, uma duna na Nazaré ou um vale em forma de U na Serra da Estrela contam a mesma história: durante milhares de anos, a água, o vento, o gelo e até os seres vivos foram desgastando, transportando e depositando materiais até darem à paisagem a forma que hoje vês.
As fases da modelação
Se subires a um cume da Serra da Estrela, vês grandes blocos de rocha de arestas vivas, partidos junto às paredes. Na foz do Tejo, pelo contrário, só encontras grãos de areia finos e arredondados. Como é que a rocha maciça da montanha chega ao mar feita areia?
O que é a meteorização? Dá um exemplo relacionado com a ação do gelo sobre as rochas (crioclastia).
O que é a meteorização? Dá um exemplo relacionado com a ação do gelo sobre as rochas (crioclastia).
Ordena as fases da modelação do relevo — sedimentação, erosão, meteorização e transporte — e define cada uma numa frase.
Ordena as fases da modelação do relevo — sedimentação, erosão, meteorização e transporte — e define cada uma numa frase.
Indica se cada um dos seguintes processos corresponde a meteorização, erosão ou sedimentação: uma rocha fende-se pela ação do gelo; um rio desgasta o seu leito; o vento…
Indica se cada um dos seguintes processos corresponde a meteorização, erosão ou sedimentação: uma rocha fende-se pela ação do gelo; um rio desgasta o seu leito; o vento deposita areia e forma uma duna.
Os agentes da modelação
Associa cada agente à forma de relevo que produz: um rio, o vento, um glaciar e o mar a dunas, vale fluvial, arriba e circo glaciar.
Associa cada agente à forma de relevo que produz: um rio, o vento, um glaciar e o mar a dunas, vale fluvial, arriba e circo glaciar.
Associa cada forma de relevo ao agente que a modela: um leixão, um desfiladeiro fluvial, um campo de dunas e uma moreia, ao mar, a um rio, ao vento e a um glaciar.
Associa cada forma de relevo ao agente que a modela: um leixão, um desfiladeiro fluvial, um campo de dunas e uma moreia, ao mar, a um rio, ao vento e a um glaciar.
A biosfera também modela o relevo. Explica dois exemplos: a ação das raízes das árvores sobre as rochas e a construção de recifes pelos corais.
A biosfera também modela o relevo. Explica dois exemplos: a ação das raízes das árvores sobre as rochas e a construção de recifes pelos corais.
A meteorização também pode ser biológica. Explica em que consiste e dá dois exemplos, um relacionado com as raízes e outro com os líquenes.
A meteorização também pode ser biológica. Explica em que consiste e dá dois exemplos, um relacionado com as raízes e outro com os líquenes.
O rio, da montanha ao mar
Perto da nascente, o rio é uma torrente rápida que faz rolar calhaus no fundo. Na parte final corre lento, largo e turvo sobre um leito de lodo. Porque é que a força da água muda tanto ao longo do percurso?
O rio transporta os materiais de vários modos: dissolvidos na água (sais), em suspensão (partículas finas), por saltação (areias e gravilha, aos saltos) e por rolamento no fundo (seixos e blocos). Quanto mais rápida a água, maiores os materiais que consegue mover.
No verão, com menos caudal e menos velocidade, o rio já não move seixos, mas continua a transportar sais dissolvidos, partículas finas em suspensão e, por vezes, areias por saltação. Por isso o leito não fica inalterado.
Explica a diferença entre erosão e transporte recorrendo à ação de um rio como exemplo.
Explica a diferença entre erosão e transporte recorrendo à ação de um rio como exemplo.
O esquema mostra um rio desde a sua nascente na montanha até à sua foz no mar. Indica em qual das zonas assinaladas (A, B ou C) predomina a erosão, o transporte e a…
O esquema mostra um rio desde a sua nascente na montanha até à sua foz no mar. Indica em qual das zonas assinaladas (A, B ou C) predomina a erosão, o transporte e a sedimentação, justificando as respostas.
Na cabeceira de um rio de montanha predomina a erosão, enquanto na sua foz predomina a sedimentação. Relaciona essa mudança com o declive e com a velocidade da água.
Na cabeceira de um rio de montanha predomina a erosão, enquanto na sua foz predomina a sedimentação. Relaciona essa mudança com o declive e com a velocidade da água.
Na foz de alguns rios formam-se deltas. Explica por que razão o rio aí deposita os materiais que transporta e refere uma causa que pode fazer com que um delta recue.
Na foz de alguns rios formam-se deltas. Explica por que razão o rio aí deposita os materiais que transporta e refere uma causa que pode fazer com que um delta recue.
A modelação da costa
A sequência típica numa costa rochosa é: fenda → gruta → arco marinho → leixão. O agente responsável é o mar, através do embate das ondas e dos materiais que elas arrastam.
O que é a sedimentação? Dá um exemplo de um local onde um rio deposita os materiais que transporta.
O que é a sedimentação? Dá um exemplo de um local onde um rio deposita os materiais que transporta.
Refere duas formas de relevo costeiro originadas pela ação do mar e explica sucintamente como se forma uma delas.
Refere duas formas de relevo costeiro originadas pela ação do mar e explica sucintamente como se forma uma delas.
Numa costa rochosa observam-se leixões isolados, arcos marinhos e fendas nas arribas. Ordena as fases por que passa este modelado e refere o agente responsável.
Numa costa rochosa observam-se leixões isolados, arcos marinhos e fendas nas arribas. Ordena as fases por que passa este modelado e refere o agente responsável.
Um glaciar arrasta blocos de rocha na sua base e deposita-os ao derreter, formando moreias. Explica como um mesmo agente realiza simultaneamente erosão, transporte e…
Um glaciar arrasta blocos de rocha na sua base e deposita-os ao derreter, formando moreias. Explica como um mesmo agente realiza simultaneamente erosão, transporte e sedimentação.
O relevo e a ação humana
Uma barragem é construída num rio, no interior do país. Dez anos depois, os moradores das praias junto à foz veem o mar a comer a costa. Como pode uma barragem na montanha fazer encolher uma praia?
Os socalcos das hortas tradicionais travam a erosão nas encostas. Explica como atuam sobre o escoamento superficial e o que acontece quando são abandonados.
Os socalcos das hortas tradicionais travam a erosão nas encostas. Explica como atuam sobre o escoamento superficial e o que acontece quando são abandonados.
Uma construtora escava a base de uma encosta argilosa com uma inclinação de 35° para alargar uma estrada. Um relatório geológico adverte de que, após chuvas intensas,…
Uma construtora escava a base de uma encosta argilosa com uma inclinação de 35° para alargar uma estrada. Um relatório geológico adverte de que, após chuvas intensas, existe um risco muito elevado de deslizamento em massa sobre a faixa de rodagem. A construtora afirma que bastará plantar uma camada superficial de relva para segurar o terreno.
- a) Rebate a afirmação da construtora: justifica o que acontece à argila quando fica saturada de água e por que razão as raízes superficiais da relva não evitarão um deslizamento profundo do talude.
- b) Modela e descreve duas medidas geotécnicas estruturais diferentes (como muros de contenção com drenagem, ancoragens profundas ou redução do declive em socalcos) para estabilizar a encosta, justificando o fundamento físico pelo qual cada uma evitaria o colapso.
Antes da construção de uma barragem, um rio fornecia ao seu delta $120\,000\ \text{t}/\text{ano}$ de sedimentos. Após a construção da barragem, o fornecimento reduz-se…
Antes da construção de uma barragem, um rio fornecia ao seu delta $120\,000\ \text{t}/\text{ano}$ de sedimentos. Após a construção da barragem, o fornecimento reduz-se para $30\,000\ \text{t}/\text{ano}$. Ao mesmo tempo, a dinâmica marinha (ondulação e correntes litorais) retira anualmente $75\,000\ \text{t}$ de areia da costa desse delta.
- a) Calcula o balanço sedimentar líquido anual da costa deltaica (sedimentos fornecidos menos sedimentos retirados) antes e depois de construir a barragem.
- b) A partir do resultado, prevê o que acontecerá a médio prazo com a linha de costa e com os ecossistemas dunares adjacentes.
- c) O município local propõe dragar areia do fundo marinho próximo e despejá-la periodicamente na praia. Avalia criticamente esta proposta: justifica por que razão não resolve o problema de fundo e que impacto negativo imprevisto poderia causar nos fundos marinhos.
As praias de uma costa são alimentadas pela areia que a corrente litoral arrasta. Se for construído um porto que interrompa essa corrente, prevê o que acontecerá nas…
As praias de uma costa são alimentadas pela areia que a corrente litoral arrasta. Se for construído um porto que interrompa essa corrente, prevê o que acontecerá nas praias situadas de um lado e do outro do porto e justifica a resposta.
Numa cordilheira observa-se um vale principal cujo fundo é amplo e tem secção transversal em forma de 'U', com vertentes verticais polidas e estrias na rocha. No…
Numa cordilheira observa-se um vale principal cujo fundo é amplo e tem secção transversal em forma de 'U', com vertentes verticais polidas e estrias na rocha. No entanto, no fundo rochoso desse mesmo vale, um rio atual escavou uma garganta estreita e profunda com perfil em forma de 'V'.
- a) Interpreta a história geológica deste relevo: deduz que dois agentes geológicos externos atuaram de forma sucessiva no tempo para originar essa combinação de formas.
- b) Justifica que interação entre a atmosfera (alterações climáticas), a hidrosfera e a geosfera explica que o primeiro agente modelador tenha desaparecido da zona e tenha sido substituído pela ação do segundo.
Dois blocos cúbicos idênticos de arenito de $1\ \text{m}^3$ ficam expostos à intempérie durante um século em dois ambientes distintos: o bloco A, no cimo de uma arriba…
Dois blocos cúbicos idênticos de arenito de $1\ \text{m}^3$ ficam expostos à intempérie durante um século em dois ambientes distintos: o bloco A, no cimo de uma arriba costeira fustigada pela ondulação direta e pela brisa marinha com sais; o bloco B, num planalto desértico continental com ventos frequentes carregados de poeira e areia e uma oscilação térmica diária de $30\ ^\circ\text{C}$.
- a) Prevê que processos de meteorização e erosão específicos sofrerá cada bloco (diferenciando processos mecânicos como termoclastia, haloclastia ou abrasão, e processos químicos).
- b) Justifica qual dos dois blocos apresentará uma perda de volume mais rápida e que microformas superficiais distintivas (como cavidades/alvéolos ou faces facetadas) apresentará cada um ao fim dos 100 anos.
Numa estação de medição de caudal de um rio registam-se os seguintes dados: Primavera: caudal de $40\ \text{m}^3/\text{s}$ e velocidade da água de…
Numa estação de medição de caudal de um rio registam-se os seguintes dados:
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Primavera: caudal de $40\ \text{m}^3/\text{s}$ e velocidade da água de $1,8\ \text{m}/\text{s}$.
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Verão: caudal de $5\ \text{m}^3/\text{s}$ e velocidade da água de $0,2\ \text{m}/\text{s}$.
Um estudante afirma que 'no verão o rio deixa de transportar materiais por completo porque perde toda a sua força e, portanto, o fundo do leito permanece inalterado até à primavera seguinte'.
- a) Rebate com argumentos geológicos esta afirmação: explica que tipos de transporte (dissolução, suspensão, saltação, rolamento) podem continuar ativos no verão e que partículas (argilas, siltes, areias ou seixos) continuarão em movimento.
- b) Prevê o que acontecerá com a carga de sedimentos grosseiros que o rio arrastava na primavera quando a velocidade descer para $0,2\ \text{m}/\text{s}$, e interpreta em que zonas do leito (zonas de corrente ou de remanso) tenderão a depositar-se.
Num corte estratigráfico escavado na planície de inundação do curso inferior de um rio (onde habitualmente apenas decantam siltes e argilas finas), descobre-se uma…
Num corte estratigráfico escavado na planície de inundação do curso inferior de um rio (onde habitualmente apenas decantam siltes e argilas finas), descobre-se uma camada intermédia de $40\ \text{cm}$ de espessura composta por cascalho grosseiro e seixos rolados, situada entre dois estratos de sedimentos muito finos.
- a) Interpreta que acontecimento hidrológico extremo deve ter ocorrido para que o rio pudesse transportar e depositar esses seixos grosseiros num troço de tão baixo declive.
- b) Justifica como variou a energia cinética e a capacidade de transporte da água desde o início até ao fim desse acontecimento para dar lugar a essa sequência estratigráfica de três camadas sobrepostas.
- c) Prevê que diferenças esperarias encontrar no grau de arredondamento dos seixos dessa camada extraordinária em comparação com os seixos do mesmo tamanho encontrados no curso superior do rio, e explica a causa geológica.
De volta ao início: uma barragem na montanha retém areia que, de outro modo, chegaria à praia. Sem essa areia, o mar continua a levar e a praia encolhe.