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Sismos · Sismos e sismologia

Isossistas e sismogramas

Depois de um sismo sentido nos Açores, o IPMA pede às pessoas que contem o que sentiram: «tremeu a louça?», «caíram objetos?». Com milhares de respostas, os técnicos desenham um mapa com linhas coloridas. Para que servem essas linhas? E como regista uma estação sísmica o momento em que a Terra treme? Neste apartado aprendes a ler esses dois documentos.

O que é uma isossista

Um sismo não se sente da mesma maneira em todo o lado. Perto do epicentro, os efeitos costumam ser fortes. Longe, a vibração vai-se enfraquecendo, até quase não se notar.

Para mostrar isto, os técnicos recolhem testemunhos e observações em muitas localidades: o que as pessoas sentiram, se houve objetos a cair, se surgiram fendas em paredes, se houve edifícios danificados. Com esses dados, atribuem a cada localidade um valor de intensidade (na Escala Macrossísmica Europeia, graus I a XII).

Mapa de isossistas: curvas fechadas à volta do epicentro, com a intensidade a diminuir para o exterior. epicentro intensidade IV intensidade V intensidade VI intensidade VII

Repara: as curvas são fechadas e rodeiam o epicentro. As intensidades aumentam do exterior para o interior.

Pratica★☆☆Por começar
Depois de um sismo, os técnicos recolhem informação sobre os efeitos observados em muitas localidades e representam-na num mapa, traçando as isossistas. a) Explica o que…

Depois de um sismo, os técnicos recolhem informação sobre os efeitos observados em muitas localidades e representam-na num mapa, traçando as isossistas.

  1. a) Explica o que é uma isossista.
  2. b) Num mapa de isossistas, indica se as curvas mais próximas do epicentro correspondem a intensidades maiores ou menores. Justifica.
  3. c) Indica que informação é preciso recolher em cada localidade para traçar as isossistas.
Resolver

Ler um mapa de isossistas

Num mapa de isossistas, procedemos assim:

As isossistas de um sismo real não são círculos perfeitos. A vibração propaga-se de forma diferente consoante o tipo de rocha ou de solo (solos moles amplificam a vibração), a existência de falhas e a qualidade das construções. Por isso as curvas aparecem deformadas.

Pratica★★☆Por começar
A figura representa, de forma estilizada, o mapa de isossistas de um sismo que afetou uma região costeira onde se situam as localidades A, B, C e D. a) Indica em qual…

A figura representa, de forma estilizada, o mapa de isossistas de um sismo que afetou uma região costeira onde se situam as localidades A, B, C e D.

Oceano Atlântico VI VII VIII A B C D
  1. a) Indica em qual das localidades o sismo terá produzido efeitos mais fortes. Justifica com base no mapa.
  2. b) Indica entre que valores de intensidade se situa o que foi sentido na localidade B.
  3. c) Indica a zona do mapa onde se deve localizar o epicentro do sismo. Justifica.
  4. d) Explica uma razão pela qual as isossistas de um sismo real não são círculos perfeitos.
Resolver

Ler um sismograma

Uma estação sísmica tem um sismómetro, que regista a vibração do solo ao longo do tempo. O registo chama-se sismograma.

Sismograma com três zonas: linha quase reta, chegada das ondas P, chegada das ondas S com maior amplitude. chegada das ondas P chegada das ondas S tempo →

No sismograma distinguem-se três partes:

  1. Um registo quase reto, antes de o sismo chegar.

  2. A primeira chegada: as ondas P, mais rápidas, com amplitude pequena.

  3. A segunda chegada: as ondas S, mais lentas, com amplitude maior. Depois seguem-se as ondas superficiais, que costumam ser as de maior amplitude e as mais destruidoras.

Porquê? As ondas P e S saem juntas do foco, mas as P viajam mais depressa. Quanto maior o percurso, mais as P se adiantam em relação às S, tal como dois atletas que correm a velocidades diferentes: a diferença de chegada à meta é maior numa prova mais longa.

Para que servem estes documentos

As isossistas mostram o risco sísmico de uma região: indicam onde os efeitos foram mais fortes e, por isso, onde convém reforçar a construção e planear a proteção civil. As cartas de isossistas de sismos históricos, como o de 1755, ajudam a perceber que zonas de Portugal são mais vulneráveis.

O IPMA publica cartas de isossistas de sismos sentidos em Portugal continental e nos Açores. Para as interpretar, segue estes passos.

Os sismogramas permitem aos sismólogos calcular a distância da estação ao epicentro. Com três ou mais estações, cada uma a fornecer uma distância, localiza-se o epicentro no ponto em que as circunferências se cruzam. Por isso o IPMA tem uma rede de estações em Portugal continental e nos Açores e na Madeira.

Pratica★★☆Por começar
A figura representa o sismograma obtido numa estação sísmica durante um sismo: é o registo da vibração do solo ao longo do tempo. a) Lê no gráfico os instantes da…

A figura representa o sismograma obtido numa estação sísmica durante um sismo: é o registo da vibração do solo ao longo do tempo.

0 20 40 60 80 100 120 tempo (s) amplitude 1.ª chegada 2.ª chegada
  1. a) Lê no gráfico os instantes da primeira e da segunda chegada de ondas e calcula o intervalo de tempo entre elas.
  2. b) As ondas sísmicas mais rápidas (ondas P) chegam à estação antes das mais lentas (ondas S). Indica a que chegada corresponde cada tipo de onda.
  3. c) Explica o que aconteceria ao intervalo entre as duas chegadas se a estação estivesse mais afastada do epicentro.
  4. d) Indica em que parte do registo a amplitude é maior e relaciona esse facto com a energia transportada pelas ondas.
Resolver

Em resumo

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