O modelo quântico e as partículas subatómicas
Se pudesses fotografar um eletrão enquanto se move à volta do núcleo, nunca o apanharias duas vezes no mesmo sítio. Não é a máquina que é má: um eletrão não segue uma órbita como um planeta, por muito que o modelo de Bohr o desenhasse assim. O modelo quântico troca a ideia de «órbita» por outra mais estranha e muito mais rigorosa, e dá-te a linguagem de níveis, subníveis e orbitais de que precisas para escrever a configuração eletrónica de um átomo.
Da «órbita» de Bohr à nuvem eletrónica
Quando se mediram com grande precisão os espectros de átomos com vários eletrões, apareceram pormenores que as órbitas circulares de Bohr não explicavam. Como se distribuem, afinal, os eletrões à volta do núcleo, se não seguem trajetórias fixas?
Dentro de cada nível há subníveis, designados por s, p, d… e cada subnível é formado por uma ou mais orbitais. As orbitais do mesmo subnível têm a mesma energia: dizem-se degeneradas.
Em cada orbital cabem, no máximo, 2 eletrões. É o princípio de exclusão de Pauli: os dois eletrões da mesma orbital têm de se distinguir por uma propriedade chamada spin (podes imaginá-la como dois sentidos de rotação do eletrão sobre si próprio). Daqui sai a capacidade dos subníveis:
| Subnível | Orbitais | Eletrões (máx.) |
|---|---|---|
| s | 1 | 2 |
| p | 3 | $3 \times 2 = 6$ |
| d | 5 | $5 \times 2 = 10$ |
No modelo quântico atual já não se utilizam órbitas, como fazia Bohr, mas sim orbitais. Explica a diferença entre uma órbita e uma orbital: que informação fornece cada…
No modelo quântico atual já não se utilizam órbitas, como fazia Bohr, mas sim orbitais. Explica a diferença entre uma órbita e uma orbital: que informação fornece cada um destes conceitos sobre o eletrão e qual deles descreve uma trajetória determinada?
O número quântico principal $n$ identifica os níveis de energia do átomo. a) Que valores pode assumir $n$? b) O que acontece à energia do nível e ao tamanho médio da…
O número quântico principal $n$ identifica os níveis de energia do átomo.
- a) Que valores pode assumir $n$?
- b) O que acontece à energia do nível e ao tamanho médio da nuvem eletrónica quando $n$ aumenta?
Dentro de cada nível existem subníveis. Neste tema estudaremos os subníveis s e p: a orbital s tem forma esférica e cada orbital p tem a forma de dois lobos simétricos.…
Dentro de cada nível existem subníveis. Neste tema estudaremos os subníveis s e p: a orbital s tem forma esférica e cada orbital p tem a forma de dois lobos simétricos. As suas formas são apresentadas na figura.
- a) Quantos eletrões cabem, no máximo, numa orbital s?
- b) Um subnível p possui $3$ orbitais: quantos eletrões cabem no total num subnível p?
Em $1927$, Heisenberg enunciou o seu princípio da incerteza. Explica o que afirma esse princípio sobre a posição e a velocidade do eletrão e por que razão, devido a ele,…
Em $1927$, Heisenberg enunciou o seu princípio da incerteza. Explica o que afirma esse princípio sobre a posição e a velocidade do eletrão e por que razão, devido a ele, os físicos representam o eletrão como uma «nuvem de probabilidade» e não como uma pequena esfera com uma trajetória bem definida.
Numa mesma orbital cabem, no máximo, $2$ eletrões e, segundo o princípio de exclusão de Pauli, devem distinguir-se pelo seu spin: um com spin $+\frac{1}{2}$ e outro com…
Numa mesma orbital cabem, no máximo, $2$ eletrões e, segundo o princípio de exclusão de Pauli, devem distinguir-se pelo seu spin: um com spin $+\frac{1}{2}$ e outro com spin $-\frac{1}{2}$ (podes imaginar como dois sentidos de rotação sobre si mesmos).
- a) Com essa regra, quantos eletrões admite, no máximo, um subnível p, que tem $3$ orbitais?
- b) Quantos eletrões cabem, no total, no nível $n = 2$, que tem um subnível s e um subnível p?
- c) Um aluno escreve: «A orbital $2p$ é a trajetória fechada que os eletrões do segundo nível percorrem». Corrige a frase utilizando o que sabes sobre o modelo quântico.
As partículas subatómicas e os quarks
O protão e o neutrão não são partículas elementares (são formados por quarks, ver a caixa abaixo); o eletrão é elementar.
Um protão ou um neutrão tem cerca de 2000 vezes a massa de um eletrão. Por isso, praticamente toda a massa do átomo está concentrada no núcleo, embora o núcleo ocupe uma parte minúscula do volume.
Indica a carga elétrica (positiva, negativa ou nula) e a localização no átomo (núcleo ou nuvem eletrónica) do protão, do neutrão e do eletrão. Quais das três partículas…
Indica a carga elétrica (positiva, negativa ou nula) e a localização no átomo (núcleo ou nuvem eletrónica) do protão, do neutrão e do eletrão. Quais das três partículas têm massa praticamente igual? Qual é cerca de $2000$ vezes mais leve do que as outras duas?
Desde a década de 1960 sabemos que os protões e os neutrões não são partículas elementares: são constituídos por quarks. a) Quantos quarks constituem um protão? E um…
Desde a década de 1960 sabemos que os protões e os neutrões não são partículas elementares: são constituídos por quarks.
- a) Quantos quarks constituem um protão? E um neutrão?
- b) Que diferença existe, neste aspeto, entre essas duas partículas e o eletrão?
Os exames de PET nos hospitais funcionam graças aos positrões. a) O que é um positrão? Em que se assemelha e em que difere de um eletrão? b) O que acontece quando um…
Os exames de PET nos hospitais funcionam graças aos positrões.
- a) O que é um positrão? Em que se assemelha e em que difere de um eletrão?
- b) O que acontece quando um positrão colide com um eletrão?
Os quarks têm cargas elétricas fracionárias: o quark up tem $+\frac{2}{3}$ da carga do protão e o quark down, $-\frac{1}{3}$. O protão é formado por dois quarks up e um…
Os quarks têm cargas elétricas fracionárias: o quark up tem $+\frac{2}{3}$ da carga do protão e o quark down, $-\frac{1}{3}$. O protão é formado por dois quarks up e um down (uud), e o neutrão, por um up e dois down (udd). A figura resume essa composição.
- a) Verifica, somando as cargas dos seus quarks, que o protão tem carga $+1$ e o neutrão, carga $0$.
- b) Que combinação de três quarks up ou down daria uma partícula de carga $-1$?
- c) E uma de carga $+2$? Justifica ambas as respostas com a soma de frações.
Os raios cósmicos que atingem a alta atmosfera produzem positrões, a antipartícula do eletrão. a) Quando um positrão e um eletrão quase em repouso se aniquilam, são…
Os raios cósmicos que atingem a alta atmosfera produzem positrões, a antipartícula do eletrão.
- a) Quando um positrão e um eletrão quase em repouso se aniquilam, são emitidos dois fotões em sentidos opostos. Explica, com a ideia da conservação do momento linear (se o sistema estava quase em repouso, o seu momento total era nulo), por que razão não pode ser emitido um único fotão.
- b) Justifica por que razão não encontramos antimatéria estável no nosso quotidiano.
- c) O Grande Colisionador de Hadrões (LHC) produz antipartículas e outras partículas novas em colisões muito energéticas: por que razão é necessária tanta energia para criar partículas com massa? Pensa na equivalência entre massa e energia, $E = m\cdot c^{2}$.
Número atómico, número de massa e isótopos
Massa atómica relativa média
A unidade de massa atómica (u) é $\frac{1}{12}$ da massa de um átomo de carbono-12. A massa de um isótopo, em u, é muito próxima do seu número de massa. Como os elementos existem na natureza como misturas de isótopos, o valor da tabela periódica é a massa atómica relativa média: a média das massas dos isótopos ponderada pelas respetivas abundâncias.
As centrais nucleares utilizam como combustível o urânio-235, enquanto o urânio mais abundante na natureza é o urânio-238; ambos têm número atómico $Z = 92$. A figura…
As centrais nucleares utilizam como combustível o urânio-235, enquanto o urânio mais abundante na natureza é o urânio-238; ambos têm número atómico $Z = 92$. A figura representa os dois núcleos.
- a) Explica o que são isótopos de um elemento.
- b) Calcula quantos neutrões possui no núcleo cada um destes dois isótopos do urânio.
O iodo é um oligoelemento essencial que se adiciona ao sal de cozinha; o seu isótopo mais comum possui $Z = 53$ e $A = 127$. a) Calcula o número de protões, neutrões e…
O iodo é um oligoelemento essencial que se adiciona ao sal de cozinha; o seu isótopo mais comum possui $Z = 53$ e $A = 127$.
- a) Calcula o número de protões, neutrões e eletrões de um átomo neutro de iodo.
- b) Escreve o seu símbolo na notação ${}^{A}_{Z}\text{X}$.
Em radioterapia contra o cancro utiliza-se o cobalto-60, uma fonte radioativa com $Z = 27$. a) Escreve o símbolo do cobalto-60 com a notação ${}^{A}{Z}\text{X}$. b)…
Em radioterapia contra o cancro utiliza-se o cobalto-60, uma fonte radioativa com $Z = 27$.
- a) Escreve o símbolo do cobalto-60 com a notação ${}^{A}_{Z}\text{X}$.
- b) Calcula o número de protões, neutrões e eletrões, considerando o átomo neutro.
- c) Que diferença existe entre o cobalto-60 e o cobalto-59, o isótopo estável do mesmo elemento?
O cloro natural é uma mistura de dois isótopos: $75\ \%$ de cloro-35 e $25\ \%$ de cloro-37. a) Calcula a massa atómica média do cloro como média ponderada das massas…
O cloro natural é uma mistura de dois isótopos: $75\ \%$ de cloro-35 e $25\ \%$ de cloro-37.
- a) Calcula a massa atómica média do cloro como média ponderada das massas dos seus isótopos.
- b) A tabela periódica indica para o cloro uma massa de $35,5\ \text{u}$: explica por que razão esse valor não é um número inteiro se cada átomo de cloro tem um número inteiro de partículas no seu núcleo.
Num exame de PET, o paciente recebe glicose marcada com flúor-18 ($Z = 9$), um isótopo que emite positrões. Quando um positrão encontra um eletrão, ambos se aniquilam e…
Num exame de PET, o paciente recebe glicose marcada com flúor-18 ($Z = 9$), um isótopo que emite positrões. Quando um positrão encontra um eletrão, ambos se aniquilam e são emitidos dois fotões gama em sentidos opostos, que são detetados pelo anel do tomógrafo. O esquema do tomógrafo é mostrado na figura.
- a) Calcula o número de neutrões do flúor-18 e do flúor-19, o isótopo estável do flúor.
- b) Por que razão, ao detetar os dois fotões ao mesmo tempo, o equipamento sabe que a aniquilação ocorreu sobre a linha que une os dois detetores?
- c) Os tumores consomem mais glicose do que o tecido saudável: justifica por que razão o PET permite localizá-los.
A massa atómica média do boro é $10,8\ \text{u}$ e os seus dois isótopos naturais são o boro-10 e o boro-11. a) Designa por $x$ a fração de boro-10 e escreve a equação…
A massa atómica média do boro é $10,8\ \text{u}$ e os seus dois isótopos naturais são o boro-10 e o boro-11.
- a) Designa por $x$ a fração de boro-10 e escreve a equação que a média ponderada cumpre: $10\cdot x + 11\cdot(1 - x) = 10,8$.
- b) Resolve-a e expressa as abundâncias de cada isótopo em percentagem.
- c) Verifica o resultado calculando novamente a massa média com essas abundâncias.
O magnésio natural tem três isótopos: magnésio-24 ($78,7\ \%$), magnésio-25 ($10,1\ \%$) e magnésio-26 ($11,2\ \%$). a) Calcula a massa atómica média do magnésio como…
O magnésio natural tem três isótopos: magnésio-24 ($78,7\ \%$), magnésio-25 ($10,1\ \%$) e magnésio-26 ($11,2\ \%$).
- a) Calcula a massa atómica média do magnésio como média ponderada.
- b) Explica por que razão o resultado está muito mais próximo de $24$ do que de $26$.
- c) Poderia a massa média de um elemento coincidir exatamente com um número inteiro? Justifica em que caso isso ocorreria.
O cobre dos cabos elétricos é uma mistura de dois isótopos, cobre-63 e cobre-65, com massa média $63,5\ \text{u}$. a) Sem fazer cálculos, justifica qual dos dois…
O cobre dos cabos elétricos é uma mistura de dois isótopos, cobre-63 e cobre-65, com massa média $63,5\ \text{u}$.
- a) Sem fazer cálculos, justifica qual dos dois isótopos é mais abundante.
- b) Escreve a equação da média ponderada e calcula as abundâncias percentuais de ambos os isótopos.
- c) Em medicina nuclear utiliza-se por vezes cobre-64, produzido artificialmente. Continua a ser cobre? Explica o que determina que um átomo seja de cobre e não de outro elemento.
Iões
Se dissolveres uma colher de sal na água, o líquido passa a conduzir a corrente elétrica, o que não acontece com a água pura nem com o açúcar dissolvido. Que partículas com carga aparecem na solução quando os cristais neutros de sal se desfazem?
O esmalte dentário contém cálcio e muitas pastas de dentes contêm flúor. a) O átomo de cálcio ($Z = 20$) forma o ião $\text{Ca}^{2+}$: quantos eletrões tem esse ião? b)…
O esmalte dentário contém cálcio e muitas pastas de dentes contêm flúor.
- a) O átomo de cálcio ($Z = 20$) forma o ião $\text{Ca}^{2+}$: quantos eletrões tem esse ião?
- b) O átomo de flúor ($Z = 9$) forma o ião $\text{F}^{-}$: quantos eletrões tem esse ião?
- c) Explica, considerando as respetivas configurações eletrónicas, por que razão os átomos tendem a ganhar ou a perder eletrões até completarem o seu último nível.
Considera estas três espécies: $\text{F}^{-}$ ($Z = 9$), $\text{Ne}$ ($Z = 10$) e $\text{Na}^{+}$ ($Z = 11$). a) Calcula o número de eletrões de cada uma. b) São o mesmo…
Considera estas três espécies: $\text{F}^{-}$ ($Z = 9$), $\text{Ne}$ ($Z = 10$) e $\text{Na}^{+}$ ($Z = 11$).
- a) Calcula o número de eletrões de cada uma.
- b) São o mesmo elemento? São isótopos entre si? Justifica ambas as respostas.
- c) Escreve a configuração eletrónica comum das três espécies pela ordem $1s$, $2s$, $2p$ e explica por que razão se diz que são isoeletrónicas.
Calcula os protões, neutrões e eletrões de cada uma destas espécies e responde depois: a) ${}^{40}{20}\text{Ca}^{2+}$ b) ${}^{37}{17}\text{Cl}^{-}$ c)…
Calcula os protões, neutrões e eletrões de cada uma destas espécies e responde depois:
- a) ${}^{40}_{20}\text{Ca}^{2+}$
- b) ${}^{37}_{17}\text{Cl}^{-}$
- c) ${}^{35}_{17}\text{Cl}$
- d) Quais delas são isótopos entre si? Porquê?
- e) Quais têm o mesmo número de eletrões?
Configuração eletrónica
O hélio ($Z=2$), o néon ($Z=10$) e o árgon ($Z=18$) são gases muito estáveis, que quase não reagem, enquanto o lítio ($Z=3$) e o sódio ($Z=11$) reagem violentamente com a água. Porque é que átomos com números de eletrões diferentes repetem, periodicamente, as mesmas propriedades?
Num átomo com vários eletrões há dois efeitos: a atração entre o núcleo e os eletrões, que diminui a energia destes, e a repulsão entre eletrões, que a aumenta. O resultado é que, no mesmo nível, os subníveis têm energias diferentes (por exemplo, $2s$ tem menos energia do que $2p$).
Usamos a notação spd: para cada subnível ocupado escreve-se o número de eletrões em expoente. Por exemplo, $1s^2\,2s^2\,2p^6$ quer dizer 2 eletrões em $1s$, 2 em $2s$ e 6 em $2p$ (10 no total).
Os eletrões preenchem os subníveis pela seguinte ordem: $1s$, $2s$, $2p$, $3s$, $3p$. Cada subnível s comporta $2$ eletrões e cada subnível p, $6$. a) Escreve a…
Os eletrões preenchem os subníveis pela seguinte ordem: $1s$, $2s$, $2p$, $3s$, $3p$. Cada subnível s comporta $2$ eletrões e cada subnível p, $6$.
- a) Escreve a configuração eletrónica do sódio ($Z = 11$) e a do cloro ($Z = 17$).
- b) Quantos eletrões possui cada um dos dois átomos no seu último nível ocupado?
O nível $n = 1$ tem um único subnível s; o nível $n = 2$ tem um subnível s e um subnível p. a) Quantos eletrões cabem, no máximo, no nível $n = 1$? E no nível $n = 2$?…
O nível $n = 1$ tem um único subnível s; o nível $n = 2$ tem um subnível s e um subnível p.
- a) Quantos eletrões cabem, no máximo, no nível $n = 1$? E no nível $n = 2$?
- b) O primeiro período da tabela periódica tem $2$ elementos e o segundo, $8$: relaciona esses números com os resultados da alínea anterior.
A ordem de preenchimento dos subníveis é $1s$, $2s$, $2p$, $3s$, $3p$, $4s$ (repara: depois de $3p$ preenche-se $4s$). Cada subnível s admite $2$ eletrões e cada…
A ordem de preenchimento dos subníveis é $1s$, $2s$, $2p$, $3s$, $3p$, $4s$ (repara: depois de $3p$ preenche-se $4s$). Cada subnível s admite $2$ eletrões e cada subnível p, $6$.
- a) Escreve a configuração eletrónica do potássio ($Z = 19$).
- b) Escreve a configuração do ião sulfureto, $\text{S}^{2-}$ ($Z = 16$), e verifica que coincide com a de um gás nobre: de qual se trata?
- c) O potássio é um metal que reage violentamente com a água: explica, a partir da sua configuração, por que razão perde facilmente um eletrão.
Voltando ao princípio: se sobrepusesses milhares dessas fotografias instantâneas do eletrão, não verias uma linha fechada, mas uma nuvem tridimensional, mais densa onde a probabilidade de o encontrar é maior. É isso a orbital.
Desafio do tema. Como sabemos o que existe dentro da matéria se não conseguimos ver um átomo? Investiga a escala atómica e a transição do modelo de Thomson para o…
Desafio do tema. Como sabemos o que existe dentro da matéria se não conseguimos ver um átomo? Investiga a escala atómica e a transição do modelo de Thomson para o quântico através de uma experiência caseira.
-
Medição experimental: Corta 5 quadrados de folha de alumínio de lados crescentes ($L = 5,0\text{ cm}$; $8,0\text{ cm}$; $10,0\text{ cm}$; $12,0\text{ cm}$; $15,0\text{ cm}$), com incerteza de $\pm 0,1\text{ cm}$. Mede a massa de cada um numa balança de precisão ($\pm 0,01\text{ g}$).
-
Tratamento de dados: Constrói uma tabela com área ($A = L^2$), massa ($m$) e incertezas associadas. Representa o gráfico de $m$ em função de $A$. A partir do declive e da massa volúmica do alumínio ($2,70\text{ g/cm}^3$), calcula a espessura da folha e estima quantos átomos empilhados contém ($d \approx 0,28\text{ nm}$).
-
Proposta fundamentada: Redige um relatório breve: explica por que razão as partículas $\alpha$ de Rutherford atravessavam quase todas folhas semelhantes com desvios mínimos enquanto algumas sofriam grandes desvios ou ressaltavam, e por que razão estes grandes desvios refutaram o modelo de Thomson, e justifica como o modelo quântico atual descreve esse volume atómico através de orbitais e probabilidade eletrónica.
Será valorizado:
-
Rigor na recolha de medições, tabela com incertezas e gráfico linear.
-
Correção no cálculo da espessura e estimativa de camadas atómicas.
-
Coerência científica ao contrastar os modelos clássicos e o modelo quântico.