Periodicidade das propriedades
Na aula de Física e Química A, a professora deixa cair um pedacinho de sódio numa cuba com água e, a seguir, outro de potássio. Os dois reagem de forma parecida, mas o potássio com mais violência. Porque é que elementos com massas tão diferentes se comportam de modo tão semelhante? A resposta está na posição que ocupam na tabela periódica, e é isso que vamos explorar: mover-nos na tabela, na horizontal ou na vertical, altera de forma previsível o tamanho dos átomos, a facilidade com que perdem ou ganham eletrões e os compostos que formam.
A tabela periódica atual e os seus autores
A tabela periódica atual ordena os elementos por ordem crescente de número atómico ($Z$). Tem 18 grupos (colunas, 1 a 18) e 7 períodos (linhas, 1 a 7). Divide-se em blocos conforme o subnível onde entra o último eletrão: bloco s (grupos 1 e 2), bloco p (grupos 13 a 18), bloco d (grupos 3 a 12) e bloco f (lantanídeos e atinídeos).
Vários cientistas contribuíram para esta organização: Döbereiner agrupou elementos parecidos em tríades; Newlands notou que as propriedades se repetiam de oito em oito elementos (lei das oitavas); Mendeleiev ordenou os elementos por massa atómica crescente, deixou lugares vazios para elementos ainda por descobrir e previu as suas propriedades; Moseley concluiu que a ordem correta é a do número atómico.
Mini-tarefa de pesquisa: escolhe um destes cientistas, pesquisa o seu contributo e apresenta à turma, em 3 ou 4 frases, a ideia principal.
Grupos e períodos: mesma coluna, propriedades parecidas
Ao deitar lítio, sódio ou potássio em água, os três libertam gás hidrogénio e originam uma solução básica, com violência crescente. Já o magnésio, vizinho do sódio, quase não reage. O que distingue uns dos outros?
Procura no interativo os metais alcalinos (grupo 1) e os halogéneos (grupo 17): estão em extremos opostos da tabela. Repara também na «escada» do lado direito, que separa os metais dos não-metais.
Metais e não-metais
Os metais (esquerda e centro da tabela) são bons condutores elétricos e térmicos, têm brilho metálico e são maleáveis e dúcteis. Os não-metais (direita) são, em geral, maus condutores, sem brilho e quebradiços quando sólidos. Os semimetais (como o silício) ficam na fronteira, com propriedades intermédias.
Todos os elementos da coluna 1 da tabela, os metais alcalinos, terminam a sua configuração eletrónica em $s^1$. a) O que têm em comum as configurações eletrónicas de…
Todos os elementos da coluna 1 da tabela, os metais alcalinos, terminam a sua configuração eletrónica em $s^1$.
- a) O que têm em comum as configurações eletrónicas de todos os elementos de um mesmo grupo?
- b) Que consequência tem essa semelhança nas suas propriedades químicas? Dá um exemplo concreto do grupo 1.
O terceiro período da tabela periódica, da esquerda para a direita, é: Na, Mg, Al, Si, P, S, Cl e Ar. a) Indica quais destes elementos são metais, quais são não metais e…
O terceiro período da tabela periódica, da esquerda para a direita, é: Na, Mg, Al, Si, P, S, Cl e Ar.
- a) Indica quais destes elementos são metais, quais são não metais e qual é um semimetal.
- b) Como varia o caráter metálico ao avançar da esquerda para a direita ao longo de um período?
Um fio de cobre conduz a corrente elétrica; um pedaço de enxofre, não. a) Refere três propriedades típicas dos metais que não são partilhadas pelos não-metais. b) Em que…
Um fio de cobre conduz a corrente elétrica; um pedaço de enxofre, não.
- a) Refere três propriedades típicas dos metais que não são partilhadas pelos não-metais.
- b) Em que zonas da tabela periódica (esquerda, centro, direita) se situam os metais e os não-metais?
Três famílias importantes
Alguns grupos têm nome próprio porque o seu comportamento é muito característico.
-
Metais alcalinos (grupo 1): um eletrão de valência, que perdem com facilidade ($\text{X}^+$). Reagem com a água libertando hidrogénio e formando uma solução básica: $2\ \text{Na} + 2\ \text{H}_2\text{O} \rightarrow 2\ \text{NaOH} + \text{H}_2$. Guardam-se em óleo para não reagirem com a humidade do ar. A reatividade aumenta ao descer no grupo.
-
Halogéneos (grupo 17): sete eletrões de valência, e ganham facilmente mais um ($\text{X}^-$). A reatividade diminui ao descer no grupo: o flúor é o mais reativo e o iodo o menos reativo. Um halogéneo mais reativo desloca outro menos reativo dos seus compostos: $\text{Cl}_2 + 2\ \text{KBr} \rightarrow \text{Br}_2 + 2\ \text{KCl}$.
-
Gases nobres (grupo 18): camada de valência completa. Por isso, são muito pouco reativos (praticamente inertes). O hélio, que não arde, é mais seguro do que o hidrogénio para encher balões; o árgon usa-se como atmosfera protetora na soldadura.
Em ambos os casos, os átomos tendem a ficar com a configuração do gás nobre mais próximo, que é muito estável: os metais alcalinos perdem um eletrão e os halogéneos ganham um.
No laboratório, o sódio conserva-se mergulhado em óleo mineral porque reage violentamente com a água e até com a humidade do ar. a) Descreve o que se observa ao deitar…
No laboratório, o sódio conserva-se mergulhado em óleo mineral porque reage violentamente com a água e até com a humidade do ar.
- a) Descreve o que se observa ao deitar um pequeno pedaço de sódio numa cuba com água.
- b) Que gás se liberta na reação? Que caráter, ácido ou básico, tem a solução resultante?
O hélio dos balões e o néon dos anúncios luminosos são gases nobres. a) O que têm de especial as configurações eletrónicas dos gases nobres? b) Por que razão quase não…
O hélio dos balões e o néon dos anúncios luminosos são gases nobres.
- a) O que têm de especial as configurações eletrónicas dos gases nobres?
- b) Por que razão quase não formam compostos químicos? Que vantagem oferece o hélio em relação ao hidrogénio, que é inflamável, para encher balões?
A reatividade dos halogéneos varia de forma oposta à dos metais alcalinos: o flúor é o mais reativo e o iodo, o menos reativo. a) Ao borbulhar cloro numa solução de…
A reatividade dos halogéneos varia de forma oposta à dos metais alcalinos: o flúor é o mais reativo e o iodo, o menos reativo.
- a) Ao borbulhar cloro numa solução de brometo de potássio, a solução fica acastanhada devido à formação de bromo: $\text{Cl}_2 + \text{KBr} \rightarrow \text{Br}_2 + \text{KCl}$. Acerta a equação e explica o que significa o cloro «deslocar» o bromo dos seus compostos.
- b) Prevê se o iodo deslocaria o cloro de uma solução de $\text{NaCl}$. Justifica a resposta com a tendência ao longo do grupo.
Um elemento é um gás incolor, inodoro e totalmente inerte; a indústria utiliza-o como atmosfera protetora na soldadura por arco e para preencher o espaço entre os vidros…
Um elemento é um gás incolor, inodoro e totalmente inerte; a indústria utiliza-o como atmosfera protetora na soldadura por arco e para preencher o espaço entre os vidros das janelas de vidro duplo.
- a) A que grupo da tabela periódica pertence?
- b) O seu átomo tem $18$ eletrões: de que elemento se trata? Escreve a sua configuração eletrónica e explica, a partir dela, por que razão é inerte.
Raio atómico
A partir do grupo a que pertence cada elemento, indica que ião forma e justifica com o número de eletrões que ganha ou perde para completar o seu último nível: a)…
A partir do grupo a que pertence cada elemento, indica que ião forma e justifica com o número de eletrões que ganha ou perde para completar o seu último nível:
- a) magnésio (grupo 2)
- b) azoto (grupo 15)
- c) potássio (grupo 1)
Alguns raios atómicos medidos são: Li: $152\ \text{pm}$, Na: $186\ \text{pm}$ e K: $227\ \text{pm}$ no grupo 1; e Na: $186\ \text{pm}$, Mg: $160\ \text{pm}$ e Al:…
Alguns raios atómicos medidos são: Li: $152\ \text{pm}$, Na: $186\ \text{pm}$ e K: $227\ \text{pm}$ no grupo 1; e Na: $186\ \text{pm}$, Mg: $160\ \text{pm}$ e Al: $143\ \text{pm}$ no terceiro período. A figura representa os seis átomos à escala:
- a) Descreve, com base nestes dados, a tendência do raio atómico ao descer num grupo e ao avançar ao longo de um período.
- b) Explica-a: o que é adicionado ao descer num grupo que faz aumentar o átomo, e o que aumenta ao avançar ao longo de um período que atrai mais fortemente a nuvem eletrónica?
Podes fazê-lo em papel e enviar uma fotografia com a tua resposta.
Raios medidos: Na: $186\ \text{pm}$ e $\text{Na}^{+}$: $95\ \text{pm}$; Cl: $99\ \text{pm}$ e $\text{Cl}^{-}$: $181\ \text{pm}$. A figura representa átomos e iões à…
Raios medidos: Na: $186\ \text{pm}$ e $\text{Na}^{+}$: $95\ \text{pm}$; Cl: $99\ \text{pm}$ e $\text{Cl}^{-}$: $181\ \text{pm}$. A figura representa átomos e iões à escala:
- a) Que ião é menor do que o seu átomo neutro e qual é maior? Compara numericamente cada par.
- b) Explica ambas as variações contando eletrões e níveis de energia: o que perde o sódio ao ionizar-se e por que razão o cloro aumenta tanto ao ganhar um eletrão (pensa na repulsão entre eletrões)?
- c) O ião $\text{Na}^{+}$ e o ião $\text{F}^{-}$ são isoeletrónicos (têm $10$ eletrões): prevê qual dos dois será maior e justifica comparando as suas cargas nucleares ($Z = 11$ para o Na e $Z = 9$ para o F).
Podes fazê-lo em papel e enviar uma fotografia com a tua resposta.
Energia de ionização e eletronegatividade
Uma superfície de césio liberta eletrões quando é iluminada com luz visível, mas ionizar um átomo de hélio exige muitíssima energia. Que propriedade explica que uns átomos retenham tão bem os seus eletrões e outros os larguem com tanta facilidade?
Na primeira energia de ionização (kJ/mol), o grupo 1 dá Li 520, Na 496, K 419 (diminui ao descer), e o 3.º período dá Na 496, Mg 738, Al 578, Cl 1 251 (aumenta, em geral, para a direita). O gráfico de $E_i$ em função de $Z$ tem a forma de «dentes de serra»: picos nos gases nobres (camada completa, muito estável) e vales nos metais alcalinos (um só eletrão de valência, numa camada nova e mais distante).
Energias de ionização sucessivas
Depois de remover o primeiro eletrão, remove-se o segundo, o terceiro, e assim por diante, com energias $E_{i,1}$, $E_{i,2}$, $E_{i,3}$… Cada remoção custa mais do que a anterior (o ião é positivo e o núcleo atrai os eletrões que restam com mais força), mas há um salto enorme quando se passa a remover um eletrão de uma camada interna já completa.
A primeira energia de ionização (energia necessária para remover o eletrão mais externo, em $\text{kJ/mol}$) vale: Na: $496$, Mg: $738$, Al: $578$ e Cl: $1251$ no…
A primeira energia de ionização (energia necessária para remover o eletrão mais externo, em $\text{kJ/mol}$) vale: Na: $496$, Mg: $738$, Al: $578$ e Cl: $1251$ no terceiro período; e Li: $520$, Na: $496$ e K: $419$ no grupo 1. O gráfico representa todos estes valores:
- a) Enuncia as duas tendências da energia de ionização: ao avançar ao longo de um período e ao descer num grupo.
- b) Relaciona a baixa energia de ionização dos metais alcalinos com a sua facilidade em formar iões $\text{X}^{+}$ e, simultaneamente, com a sua elevada reatividade.
A eletronegatividade mede a tendência de um átomo para atrair a si os eletrões de uma ligação. Alguns valores: F: $4,0$, O: $3,5$, Cl: $3,2$, S: $2,6$, Na: $0,9$ e Cs:…
A eletronegatividade mede a tendência de um átomo para atrair a si os eletrões de uma ligação. Alguns valores: F: $4,0$, O: $3,5$, Cl: $3,2$, S: $2,6$, Na: $0,9$ e Cs: $0,7$.
- a) Verifica com base nestes dados que a eletronegatividade aumenta ao avançar ao longo de um período e diminui ao descer num grupo.
- b) Que elemento da tabela periódica é o mais eletronegativo e em que posição se encontra? Onde se situam, por outro lado, os elementos menos eletronegativos?
As três primeiras energias de ionização sucessivas de um elemento do terceiro período são $E_{i,1} = 738\ \text{kJ/mol}$, $E_{i,2} = 1451\ \text{kJ/mol}$ e…
As três primeiras energias de ionização sucessivas de um elemento do terceiro período são $E_{i,1} = 738\ \text{kJ/mol}$, $E_{i,2} = 1451\ \text{kJ/mol}$ e $E_{i,3} = 7733\ \text{kJ/mol}$. O gráfico representa as três energias à escala:
- a) Calcula quantas vezes é maior $E_{i,2}$ do que $E_{i,1}$ e quantas vezes é maior $E_{i,3}$ do que $E_{i,2}$.
- b) Entre que ionizações ocorre o «salto»? Quantos eletrões de valência tem esse átomo? Justifica.
- c) Sabendo que a sua configuração termina em $3s^2$, identifica o elemento e explica por que razão remover o terceiro eletrão requer tanta energia: de onde é removido esse eletrão?
As células fotoelétricas de algumas barreiras de segurança industriais contêm césio: a luz visível é suficiente para arrancar eletrões da sua superfície. a) Relaciona…
As células fotoelétricas de algumas barreiras de segurança industriais contêm césio: a luz visível é suficiente para arrancar eletrões da sua superfície.
- a) Relaciona essa propriedade com a primeira energia de ionização do césio ($376\ \text{kJ/mol}$, a menor dos metais alcalinos) e com a sua posição no grupo 1.
- b) O sódio tem $E_{i,1} = 496\ \text{kJ/mol}$: justifica, com base na tendência ao longo do grupo, por que razão o césio é mais adequado do que o sódio para esta aplicação.
- c) O sódio e o potássio guardam-se sob óleo: usa as tendências do grupo para explicar o que aconteceria se fossem armazenados ao ar livre e por que razão o lítio pode ser manipulado com um pouco mais de calma.
Se representarmos a primeira energia de ionização em função do número atómico $Z$ para os primeiros $20$ elementos, obtém-se um gráfico em dentes de serra: picos em He,…
Se representarmos a primeira energia de ionização em função do número atómico $Z$ para os primeiros $20$ elementos, obtém-se um gráfico em dentes de serra: picos em He, Ne e Ar, vales em Li, Na e K, e uma subida geral ao longo de cada período. A figura mostra essa representação:
- a) Explica, recorrendo às respetivas configurações eletrónicas, por que razão os picos correspondem aos gases nobres.
- b) Explica por que razão os vales correspondem aos metais alcalinos.
- c) Sem consultar valores, prevê em que elemento na vizinhança de $Z = 36$ surgirá o pico seguinte e em qual surgirá o vale seguinte: justifica ambas as previsões.
Raio iónico
Ao formar-se um ião, o tamanho muda. Um catião é menor do que o átomo: perde eletrões (por vezes uma camada inteira) e os protões atraem melhor os que restam ($\text{Na}^+$: $95\ \text{pm}$, contra $186\ \text{pm}$ do Na). Um anião é maior do que o átomo: a carga nuclear é a mesma, mas há mais eletrões e a repulsão entre eles expande a nuvem ($\text{Cl}^-$: $181\ \text{pm}$, contra $99\ \text{pm}$ do Cl).
Formação de iões e fórmulas de compostos
Em laboratório é fácil obter cloreto de magnésio, $\text{MgCl}_2$, mas é impossível obter $\text{MgCl}$ ou $\text{MgCl}_3$. Que regra determina a proporção em que os átomos se combinam num composto neutro e estável?
Em regra, para os elementos representativos:
| Grupo | 1 | 2 | 13 | 15 | 16 | 17 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ião mais frequente | $\text{X}^{+}$ | $\text{X}^{2+}$ | $\text{X}^{3+}$ | $\text{X}^{3-}$ | $\text{X}^{2-}$ | $\text{X}^{-}$ |
Este átomo de cloro ganhou um eletrão: $17$ protões e $18$ eletrões dão carga $-1$. Forma-se o ião $\text{Cl}^-$, com a mesma configuração eletrónica do árgon.
Regra geral: um metal que forma $\text{X}^{m+}$ (com $m$ igual ao número de eletrões de valência: 1 no grupo 1, 2 no grupo 2 e 3 no grupo 13) combina-se com um não-metal que forma $\text{Y}^{k-}$ na proporção $\text{X}_k\text{Y}_m$ (simplificada se possível). Por exemplo, o óxido de sódio é $\text{Na}_2\text{O}$ e o de potássio, do mesmo grupo, $\text{K}_2\text{O}$.
O carácter dos óxidos
Os óxidos dos elementos do 3.º período mostram a periodicidade: $\text{Na}_2\text{O}$ e $\text{MgO}$ dão soluções básicas em água (metais); $\text{SiO}_2$, $\text{SO}_3$ e $\text{Cl}_2\text{O}_7$ têm caráter ácido (não-metais); o $\text{Al}_2\text{O}_3$, de posição intermédia, é anfótero: comporta-se como base face aos ácidos e como ácido face às bases.
O cloro que desinfeta as piscinas e o iodo das farmácias são halogéneos (grupo 17). a) Quantos eletrões de valência têm os halogéneos? Que ião formam ao ganhar um…
O cloro que desinfeta as piscinas e o iodo das farmácias são halogéneos (grupo 17).
- a) Quantos eletrões de valência têm os halogéneos? Que ião formam ao ganhar um eletrão?
- b) Explica, com base na transferência de eletrões entre ambos os átomos, por que razão o sódio e o cloro reagem formando cloreto de sódio, $\text{NaCl}$.
O sódio forma iões $\text{Na}^{+}$ e o oxigénio, iões $\text{O}^{2-}$. a) Quantos iões $\text{Na}^{+}$ são necessários para compensar a carga de um ião $\text{O}^{2-}$?…
O sódio forma iões $\text{Na}^{+}$ e o oxigénio, iões $\text{O}^{2-}$.
- a) Quantos iões $\text{Na}^{+}$ são necessários para compensar a carga de um ião $\text{O}^{2-}$?
- b) Escreve a fórmula do óxido de sódio. Qual será a fórmula do óxido de potássio, que está no mesmo grupo que o sódio?
Ao deixar cair pequenos pedaços de lítio, sódio e potássio em três cubas com água, a reação é sucessivamente mais violenta. O esquema ilustra a estrutura em níveis de…
Ao deixar cair pequenos pedaços de lítio, sódio e potássio em três cubas com água, a reação é sucessivamente mais violenta. O esquema ilustra a estrutura em níveis de energia dos três átomos:
- a) Ordena Li, Na, K e Rb por ordem crescente de reatividade com a água e acerta a equação da reação do sódio: $\text{Na} + \text{H}_2\text{O} \rightarrow \text{NaOH} + \text{H}_2$.
- b) Explica a tendência: quanto mais abaixo se encontra o metal alcalino no grupo, mais fácil ou mais difícil é remover-lhe o seu eletrão de valência? Relaciona com a sua reatividade.
Podes fazê-lo em papel e enviar uma fotografia com a tua resposta.
Prevê a fórmula destes compostos iónicos a partir das cargas habituais dos iões, justificando a transferência de eletrões: a) alumínio ($\text{Al}^{3+}$) com enxofre…
Prevê a fórmula destes compostos iónicos a partir das cargas habituais dos iões, justificando a transferência de eletrões:
- a) alumínio ($\text{Al}^{3+}$) com enxofre ($\text{S}^{2-}$)
- b) cálcio ($\text{Ca}^{2+}$) com azoto ($\text{N}^{3-}$)
Ordena por ordem decrescente de caráter metálico os elementos Na, Mg, S e Si. a) Justifica a ordem a partir das suas posições no terceiro período. b) Explica que…
Ordena por ordem decrescente de caráter metálico os elementos Na, Mg, S e Si.
- a) Justifica a ordem a partir das suas posições no terceiro período.
- b) Explica que propriedade macroscópica, como a condução da corrente elétrica, variaria ao percorrer a série nessa ordem.
Os óxidos dos elementos do terceiro período são: $\text{Na}2\text{O}$, $\text{MgO}$, $\text{Al}2\text{O}3$, $\text{SiO}2$, $\text{SO}3$ e $\text{Cl}2\text{O}7$. Ao…
Os óxidos dos elementos do terceiro período são: $\text{Na}_2\text{O}$, $\text{MgO}$, $\text{Al}_2\text{O}_3$, $\text{SiO}_2$, $\text{SO}_3$ e $\text{Cl}_2\text{O}_7$. Ao reagirem com a água, os dois primeiros originam soluções básicas e os dois últimos, soluções ácidas; o $\text{Al}_2\text{O}_3$ e o $\text{SiO}_2$ são praticamente insolúveis, embora o $\text{SiO}_2$ tenha caráter ácido (reage com as bases).
- a) Relaciona o caráter ácido ou básico do óxido com a posição do elemento no período e com o seu caráter metálico.
- b) O óxido de alumínio é anfótero: reage como base face aos ácidos e como ácido face às bases. Enquadra-se este comportamento na sua posição intermédia no período? Justifica.
- c) Prevê o caráter (ácido, básico ou anfótero) do óxido de potássio, $\text{K}_2\text{O}$, e do dióxido de selénio, $\text{SeO}_2$, a partir da posição do K e do Se na tabela periódica.
O selénio ($Z = 34$) é um oligoelemento essencial que surge na composição de alguns suplementos alimentares. a) Escreve a sua configuração eletrónica e deduz o seu…
O selénio ($Z = 34$) é um oligoelemento essencial que surge na composição de alguns suplementos alimentares.
- a) Escreve a sua configuração eletrónica e deduz o seu período e o seu grupo.
- b) Prevê: o seu ião mais frequente, a fórmula do seu composto com o sódio e a fórmula do seu hidreto (o composto com hidrogénio análogo à água).
- c) Compara a sua reatividade com a do enxofre, que se situa imediatamente acima no mesmo grupo, e justifica com base na tendência dos não-metais ao descer num grupo.
Nota: o exercício seguinte usa a quantidade de matéria ($n$, em mole) e a massa molar ($M$, em g/mol), com $n = m/M$. Estes conceitos são tratados nos apartados MOL-MOL e MOL-CALC; os coeficientes da equação dão a proporção em mole entre as substâncias.
A reação do sódio com a água é $2\ \text{Na} + 2\ \text{H}2\text{O} \rightarrow 2\ \text{NaOH} + \text{H}2$. a) Numa demonstração no laboratório usam-se…
A reação do sódio com a água é $2\ \text{Na} + 2\ \text{H}_2\text{O} \rightarrow 2\ \text{NaOH} + \text{H}_2$.
- a) Numa demonstração no laboratório usam-se $0,2\ \text{mol}$ de sódio: quantas moles de $\text{H}_2$ se libertam? Que massa de hidrogénio representa ($M(\text{H}) = 1\ \text{g/mol}$)?
- b) Que massa de $\text{NaOH}$ ($M = 40\ \text{g/mol}$) se forma nessa mesma demonstração?
- c) A reação liberta muito calor e o hidrogénio pode arder: explica, com base na tendência de reatividade do grupo 1, por que razão fazer a mesma demonstração com potássio é ainda mais perigoso.
Não existe o composto $\text{NaCl}2$, mas existe $\text{MgCl}2$; também não existe $\text{MgCl}$. a) Usando as configurações eletrónicas do sódio e do magnésio, explica…
Não existe o composto $\text{NaCl}_2$, mas existe $\text{MgCl}_2$; também não existe $\text{MgCl}$.
- a) Usando as configurações eletrónicas do sódio e do magnésio, explica o que teria de acontecer para que existisse o ião $\text{Na}^{2+}$ e por que razão isso não ocorre (pensa na energia necessária para a segunda ionização).
- b) Explica por que razão o ião $\text{Mg}^{+}$ não surge nos compostos iónicos, ao passo que o $\text{Mg}^{2+}$ surge.
- c) Conclui generalizando: como «decide» a tabela periódica as fórmulas dos compostos iónicos? Escreve a regra para um metal do grupo $g$ que forma iões $\text{X}^{g+}$ combinado com um halogéneo que forma iões $\text{Y}^{-}$.
Nota: o desafio seguinte usa espectros de emissão e a energia dos fotões, $E = h\nu = h\,c/\lambda$, matéria do apartado TABLA-ELECTR (estrutura eletrónica e interação com a radiação eletromagnética).
Desafio do tema. A tua missão é investigar como a estrutura eletrónica define as propriedades macroscópicas e emular Mendeleiev analisando a periodicidade. 1. História e…
Desafio do tema. A tua missão é investigar como a estrutura eletrónica define as propriedades macroscópicas e emular Mendeleiev analisando a periodicidade.
-
História e radiação: Consulta na base de dados NIST Basic Atomic Spectroscopic Data as linhas de emissão visíveis do $\text{Na}$ e do $\text{Ca}$. Calcula a energia dos fotões emitidos com $E = h \cdot \frac{c}{\lambda}$ e explica como a interação com a radiação eletromagnética superou as limitações da ordenação por massa atómica.
-
Experiência caseira: Corta $5$ folhas retangulares de papel de alumínio de diferentes tamanhos (áreas entre cerca de $1000$ e $5000\text{ cm}^2$, para que cada massa seja de vários gramas). Mede as suas dimensões com uma régua (incerteza $\pm 0,1\text{ cm}$) para encontrar a área ($A$) e a sua massa com uma balança de cozinha ($\pm 1\text{ g}$). Regista os dados numa tabela com as respetivas incertezas, representa o gráfico de $m$ em função de $A$ e deduz a densidade superficial e, com a densidade tabelada do alumínio ($\rho_{\text{Al}} = 2,70\text{ g/cm}^3$), a espessura do material.
-
Periodicidade e síntese: Recolhe no site da IUPAC ou no Ptable as massas volúmicas e os raios atómicos dos elementos do período 3. Elabora um breve relatório argumentando como a carga nuclear efetiva ($Z^*$) e a blindagem justificam a variação do raio atómico e que outros fatores (massa atómica, estado físico, tipo de ligação e empacotamento) explicam a da densidade; situa nessa variação a densidade do alumínio usada no ponto 2.
Será valorizado:
-
Rigor no cálculo da radiação emitida e a sua fundamentação histórica.
-
Qualidade da recolha de dados, tratamento de incertezas, tabela e gráfico.
-
Justificação teórica sólida das propriedades periódicas a partir da configuração eletrónica.
Voltando ao início: o sódio e o potássio reagem de forma parecida porque ambos têm um único eletrão de valência ($ns^1$), mas o potássio reage com mais violência porque esse eletrão está mais longe do núcleo ($n=4$ contra $n=3$) e é removido com menor energia de ionização.
Atividade laboratorial: a densidade relativa de um metal determina-se por picnometria, comparando a massa de um picnómetro cheio de água com a do picnómetro com o metal e água.