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8.º ano · Ciências Naturais
A ecologia · Os ecossistemas

As relações entre seres vivos

Um lobo-ibérico caça em alcateia com outros lobos, disputa os coelhos com a raposa e traz carraças agarradas à pele, a alimentar-se do seu sangue. Nenhum ser vivo vive isolado: é toda esta rede de relações que mantém um ecossistema em equilíbrio.

Relações intraespecíficas e interespecíficas

Numa floresta, dois veados lutam a marradas por uma fêmea e, ao lado, dezenas de lagartas devoram as folhas de um carvalho. Será que os seres vivos se relacionam da mesma maneira com os da sua espécie e com os de espécies diferentes?

Dois lobos da mesma espécie mostram uma relação intraespecífica; um lobo e uma carraça, de espécies diferentes, mostram uma relação interespecífica. Intraespecífica Interespecífica lobo ⇄ lobo mesma espécie ex.: caçar em alcateia lobo ⇄ carraça espécies diferentes ex.: parasitismo O que conta é a espécie, não o local onde vivem.

Dentro das relações intraespecíficas há duas muito comuns:

  • Cooperação (ou vida em sociedade): os indivíduos ajudam-se, como os peixes de um cardume ou os lobos de uma alcateia.

  • Competição intraespecífica: os indivíduos disputam o mesmo recurso (alimento, território, parceiro), como os dois veados.

Pratica★☆☆Por começar
Indica se as seguintes relações são intraespecíficas ou interespecíficas: um cardume que nada em conjunto, uma abelha que recolhe néctar de uma flor, dois veados que…

Indica se as seguintes relações são intraespecíficas ou interespecíficas: um cardume que nada em conjunto, uma abelha que recolhe néctar de uma flor, dois veados que lutam por uma fêmea e uma carraça que se alimenta de um cão.

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Pratica★☆☆Por começar
Classifica as seguintes relações em intraespecíficas ou interespecíficas: uma alcateia que caça em grupo, uma ténia que vive no intestino de um lobo, dois lobos que…

Classifica as seguintes relações em intraespecíficas ou interespecíficas: uma alcateia que caça em grupo, uma ténia que vive no intestino de um lobo, dois lobos que disputam uma presa e um corvo que segue a alcateia para aproveitar os restos.

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Pratica★★☆Por começar
Duas espécies de ratos da mesma floresta alimentam-se das mesmas sementes. Indica que tipo de relação interespecífica mantêm e justifica o que pode acontecer às suas…

Duas espécies de ratos da mesma floresta alimentam-se das mesmas sementes. Indica que tipo de relação interespecífica mantêm e justifica o que pode acontecer às suas populações se o alimento escassear num ano.

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Predação, competição e simbiose

Mutualismo, comensalismo e parasitismo são formas de simbiose: uma convivência estreita e prolongada entre espécies.

Quadro com o efeito de cada relação interespecífica nas duas espécies: positivo (+), negativo (−) ou nulo (0). Relação Espécie 1 Espécie 2 Exemplo Predação Competição Mutualismo Comensalismo Parasitismo +− −− ++ +0 +− gaivota/sardinha lobo/raposa líquen rêmora/tubarão carraça/cão

Quando duas espécies precisam do mesmo recurso, a competição pode ser tão forte que uma delas desaparece do local.

Pratica★☆☆Por começar
Explica o que é a predação e apresenta um exemplo de um ecossistema marinho, indicando quem é o predador e quem é a presa.

Explica o que é a predação e apresenta um exemplo de um ecossistema marinho, indicando quem é o predador e quem é a presa.

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Pratica★☆☆Por começar
Define o que é o mutualismo e dá um exemplo, indicando o que cada espécie obtém da relação.

Define o que é o mutualismo e dá um exemplo, indicando o que cada espécie obtém da relação.

Resolver
Pratica★☆☆Por começar
Explica o que é o comensalismo e apresenta um exemplo de um ecossistema marinho, indicando o que cada organismo obtém.

Explica o que é o comensalismo e apresenta um exemplo de um ecossistema marinho, indicando o que cada organismo obtém.

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Pratica★★☆Por começar
Distingue mutualismo, comensalismo e parasitismo, e classifica estes casos: um líquen (alga e fungo que beneficiam mutuamente), a rêmora que viaja fixada ao tubarão sem…

Distingue mutualismo, comensalismo e parasitismo, e classifica estes casos: um líquen (alga e fungo que beneficiam mutuamente), a rêmora que viaja fixada ao tubarão sem o prejudicar e a ténia que vive no intestino de uma pessoa.

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Pratica★★☆Por começar
As garças-vaqueiras acompanham o gado e comem os insetos que este afugenta ao andar, sem o prejudicar. Indica que tipo de relação mantêm com o gado e compara-a com a de…

As garças-vaqueiras acompanham o gado e comem os insetos que este afugenta ao andar, sem o prejudicar. Indica que tipo de relação mantêm com o gado e compara-a com a de uma carraça fixada na mesma vaca.

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Pratica★★☆Por começar
Explica a diferença entre um parasita e um predador, e justifica por que razão ao parasita não convém provocar a morte do seu hospedeiro.

Explica a diferença entre um parasita e um predador, e justifica por que razão ao parasita não convém provocar a morte do seu hospedeiro.

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Pratica★★☆Por começar
Algumas formigas protegem os afídeos dos seus inimigos e, em troca, alimentam-se do líquido açucarado que estes excretam. Classifica a relação e explica o que cada…

Algumas formigas protegem os afídeos dos seus inimigos e, em troca, alimentam-se do líquido açucarado que estes excretam. Classifica a relação e explica o que cada espécie obtém.

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Pratica★★★Por começar
Num troço fluvial coexistem o visão-europeu (autóctone) e o vison-americano (exótico invasor). Um plano municipal propõe: «Para travar o declínio do visão-europeu,…

Num troço fluvial coexistem o visão-europeu (autóctone) e o vison-americano (exótico invasor). Um plano municipal propõe: «Para travar o declínio do visão-europeu, introduziremos periodicamente toneladas de peixes e caranguejos para que haja comida em abundância e ambas as espécies convivam sem problemas».

  1. a) Apoiando-te nos conceitos de nicho ecológico (conjunto de recursos e condições —alimento, espaço, abrigo— de que uma espécie necessita e papel que desempenha no ecossistema) e exclusão competitiva (duas espécies com o mesmo nicho não podem coexistir indefinidamente no mesmo local), argumenta por que razão a proposta municipal não evitará o desaparecimento do visão-europeu.
  2. b) Apresenta uma hipótese fundamentada sobre que consequências diretas e indiretas pode ter para as populações de anfíbios autóctones a presença simultânea de ambas as espécies enquanto durar a competição.
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Pratica★★★Por começar
Num projeto de restauro de uma floresta calcinada após um incêndio plantam-se pequenas mudas de azinheira em duas parcelas de solo degradado e pobre: Parcela 1: Solo…

Num projeto de restauro de uma floresta calcinada após um incêndio plantam-se pequenas mudas de azinheira em duas parcelas de solo degradado e pobre:

  • Parcela 1: Solo esterilizado com calor ao qual se adiciona adubo químico solúvel abundante (azoto e fósforo).

  • Parcela 2: Solo não esterilizado e inoculado com fungos formadores de micorrizas, sem adição de adubo químico.

Durante o primeiro verão, caracterizado por uma seca extrema, 85 % das mudas da Parcela 1 morrem desidratadas, enquanto 90 % das da Parcela 2 sobrevivem e crescem com vigor.

  1. a) Identifica e descreve a relação interespecífica responsável pelo sucesso das mudas na Parcela 2.
  2. b) Explica por que razão o fertilizante químico da Parcela 1 não foi suficiente para garantir a sobrevivência das azinheiras face às condições de aridez.
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Dinâmicas populacionais

Numa reserva, o número de coelhos sobe num ano e, pouco depois, o de raposas também. Porquê?

Predadores e presas influenciam-se mutuamente. Quando há muitas presas, os predadores têm alimento, reproduzem-se e aumentam. Com mais predadores, as presas diminuem. Com menos presas, os predadores passam fome e diminuem também, e as presas recuperam. O ciclo repete-se.

Gráfico de duas curvas que oscilam ao longo do tempo: a população de presas atinge o máximo antes da população de predadores. tempo população presas predadores

Repara que o máximo dos predadores vem depois do máximo das presas: há um desfasamento temporal, porque os predadores só se reproduzem depois de haver muito alimento.

Este efeito de «dominó» chama-se cascata trófica: a alteração de uma população afeta as seguintes na cadeia, mesmo as que não se relacionam diretamente com ela.

Pratica★★★Por começar
Após uma epidemia que reduz em 90 % a população de raposas num montado de azinho, uma equipa de ecólogos regista estas alterações ao longo de três anos: Ano 1: A…

Após uma epidemia que reduz em 90 % a população de raposas num montado de azinho, uma equipa de ecólogos regista estas alterações ao longo de três anos:

  • Ano 1: A população de coelhos duplica e a cobertura vegetal herbácea quase não varia.

  • Ano 2: A cobertura de pastagens cai 70 % e o solo começa a sofrer erosão intensa.

  • Ano 3: A população de coelhos sofre um colapso repentino e cai para níveis muito inferiores aos iniciais, apesar de as raposas continuarem ausentes.

  1. a) Explica a cascata trófica que relaciona o desaparecimento das raposas com a degradação da vegetação no ano 2.
  2. b) Formula uma hipótese ecológica que justifique por que razão a população de coelhos colapsou no ano 3 se não tinha predadores a caçá-la.
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Pratica★★★Por começar
Numa reserva natural registam-se os seguintes censos anuais de coelhos (presas) e raposas (predadores): Ano 1: 500 coelhos e 20 raposas. Ano 2: 800 coelhos e 35 raposas.…

Numa reserva natural registam-se os seguintes censos anuais de coelhos (presas) e raposas (predadores):

  • Ano 1: 500 coelhos e 20 raposas.

  • Ano 2: 800 coelhos e 35 raposas.

  • Ano 3: 400 coelhos e 50 raposas.

  • Ano 4: 250 coelhos e 30 raposas.

  • Ano 5: 550 coelhos e 22 raposas.

  1. a) Um guarda-florestal afirma: «No ano 3 a população de raposas foi máxima porque nesse mesmo ano houve uma grande abundância de coelhos». Contesta esta afirmação interpretando os dados e explicando o fenómeno do desfasamento temporal na dinâmica presa-predador.
  2. b) Prevê, de forma justificada, que tendência (aumento ou diminuição) terão ambas as populações no ano 6, caso não intervenham fatores externos.
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Pratica★★★Por começar
Para travar a expansão da vespa-asiática (Vespa velutina*), que caça abelhas-melíferas nas colmeias, uma associação propõe colocar por todo o monte garrafas com água…

Para travar a expansão da vespa-asiática (Vespa velutina), que caça abelhas-melíferas nas colmeias, uma associação propõe colocar por todo o monte garrafas com água açucarada e cerveja como atrativo para as afogar.

  1. a) Analisa o impacto indireto que a perda de abelhas provocada pela vespa tem sobre dois níveis tróficos distintos: os produtores vegetais silvestres e as aves frugívoras do ecossistema.
  2. b) Avalia de forma crítica a proposta da associação: justifica por que razão este método de armadilhagem não seletiva com líquidos doces pode ser contraproducente e prejudicar ainda mais a biodiversidade do ecossistema.
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Pratica★★★Por começar
Numa ilha oceânica coexistem três espécies-chave: aves marinhas que nidificam no solo, ratos invasores (omnívoros, que consomem sementes e predam ovos e crias) e gatos…

Numa ilha oceânica coexistem três espécies-chave: aves marinhas que nidificam no solo, ratos invasores (omnívoros, que consomem sementes e predam ovos e crias) e gatos assilvestrados (predadores que caçam tanto ratos como aves adultas). Com o objetivo de proteger as aves, as autoridades decidem erradicar exclusivamente os gatos.

  1. a) Desenha a teia trófica que relaciona estas espécies (incluindo os produtores da ilha) e indica o tipo de relação interespecífica existente entre cada uma delas.
  2. b) Prevê a sequência de mudanças que o ecossistema irá sofrer após a eliminação completa dos gatos e deduz o que acontecerá à população de aves marinhas (fenómeno de libertação do mesopredador).
  3. c) Concebe uma alternativa de gestão mais adequada que os técnicos deveriam ter considerado para garantir a conservação real das aves.
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Cadeias e teias alimentares

Num prado há erva comida por gafanhotos, rãs que caçam gafanhotos e cobras que apanham rãs. Como representar este caminho do alimento?

Os seres vivos agrupam-se segundo a sua função:

  • Produtores: fazem a fotossíntese e produzem o seu alimento (erva, alface, fitoplâncton).

  • Consumidores: alimentam-se de outros seres vivos (primários: herbívoros; secundários: comem herbívoros; terciários: comem carnívoros).

  • Decompositores: degradam restos e seres mortos (cogumelos, bactérias).

Cadeia alimentar: erva (produtor), gafanhoto (consumidor primário), rã (consumidor secundário) e cobra (consumidor terciário), com setas do alimento para quem o come. erva gafanhoto rã cobra produtor consumidor primário consumidor secundário consumidor terciário a seta vai do alimento para quem o come

Numa teia alimentar, uma mesma espécie pode ocupar níveis diferentes: um omnívoro é consumidor primário quando come sementes e secundário quando come um inseto.

Também há cadeias em ambientes aquáticos da nossa região. No estuário do Tejo, por exemplo: fitoplâncton → anchova → garça-real. Na Ria Formosa: algas → caracol-do-mar → dourada. Num pinhal, como o de Leiria: pinheiro → lagarta-do-pinheiro → chapim → gavião. Em todas, a seta vai do alimento para quem o come e indica a transferência de energia.

Os seres humanos também alteram as teias alimentares: a poluição, a sobrepesca e as espécies introduzidas retiram ou acrescentam elos. Medidas como limitar a pesca, tratar águas residuais e controlar espécies invasoras ajudam a minimizar esses impactes.

Pratica★☆☆Por começar
Na cadeia trófica erva → gafanhoto → rã → cobra, identifica o produtor e indica o consumidor primário, o secundário e o terciário.

Na cadeia trófica erva → gafanhoto → rã → cobra, identifica o produtor e indica o consumidor primário, o secundário e o terciário.

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Pratica★☆☆Por começar
Na cadeia trófica azinheira → lagarta → chapim → gavião, indica que nível trófico ocupa cada organismo (produtor, consumidor primário, secundário ou terciário).

Na cadeia trófica azinheira → lagarta → chapim → gavião, indica que nível trófico ocupa cada organismo (produtor, consumidor primário, secundário ou terciário).

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Pratica★☆☆Por começar
Indica se os seguintes organismos são produtores, consumidores ou decompositores: um cogumelo, uma alface, uma vaca, uma bactéria, uma minhoca e uma águia.

Indica se os seguintes organismos são produtores, consumidores ou decompositores: um cogumelo, uma alface, uma vaca, uma bactéria, uma minhoca e uma águia.

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Pratica★★☆Por começar
O esquema representa uma rede trófica; as setas partem do organismo que serve de alimento para aquele que o consome. a) Que organismo se oculta sob o símbolo «?»,…

O esquema representa uma rede trófica; as setas partem do organismo que serve de alimento para aquele que o consome.

  1. a) Que organismo se oculta sob o símbolo «?», sabendo que se alimenta de rãs e de ratos?
  2. b) Nomeia os consumidores primários da rede.
  3. c) Prevê o que aconteceria às populações de coelhos e de plantas se as raposas desaparecessem.
plantas gafanhotos rato coelho rã raposa bufo ?
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Pratica★★☆Por começar
Explica a diferença entre uma cadeia trófica e uma rede trófica, e justifica por que razão a rede descreve melhor o que acontece num ecossistema real.

Explica a diferença entre uma cadeia trófica e uma rede trófica, e justifica por que razão a rede descreve melhor o que acontece num ecossistema real.

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Pratica★★☆Por começar
Representa com setas a rede trófica formada por estes organismos: fitoplâncton, sardinha, atum e gaivota. A sardinha alimenta-se de fitoplâncton, e o atum e a gaivota…

Representa com setas a rede trófica formada por estes organismos: fitoplâncton, sardinha, atum e gaivota. A sardinha alimenta-se de fitoplâncton, e o atum e a gaivota alimentam-se de sardinhas. Em seguida, indica o nível trófico de cada um.

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A energia ao longo da cadeia alimentar

Numa pastagem há milhões de folhas de erva, milhares de herbívoros, mas poucos predadores de topo. Porquê?

A energia entra no ecossistema pela luz do Sol, captada pelos produtores. A cada passagem de um nível para o seguinte, só parte da energia é transferida. A restante perde-se:

  • como calor, na respiração e nos movimentos;

  • em partes que o consumidor não come (ossos, raízes) ou não digere (fezes).

Por isso, quanto mais alto o nível trófico, menos energia disponível e menos indivíduos podem ser sustentados. Isto explica porque é que as cadeias alimentares têm poucos elos e há sempre muito menos predadores do que presas.

Pratica★★★Por começar
Um investidor afirma o seguinte: «Podemos montar uma quinta comercial de leões alimentados exclusivamente com carne de vitelas criadas nas nossas pastagens, e obteremos…

Um investidor afirma o seguinte: «Podemos montar uma quinta comercial de leões alimentados exclusivamente com carne de vitelas criadas nas nossas pastagens, e obteremos quase a mesma quantidade de carne de leão para vender que se vendêssemos diretamente as vitelas».

  1. a) Demonstra numericamente, aplicando a regra dos 10 % de eficiência ecológica e partindo de 100 000 kJ de energia solar fixada pela pastagem, quanta energia chega às vitelas e quanta chegaria aos leões.
  2. b) Utilizando os teus cálculos, contesta a afirmação do investidor e justifica por que razão nos ecossistemas terrestres naturais quase nunca existem predadores num quinto ou sexto elo trófico.
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Pratica★★★Por começar
Analisa os seguintes dados de biomassa de dois ecossistemas diferentes: Ecossistema terrestre (prado): Produtores (erva) = 10 000 kg; Herbívoros (gafanhotos) = 1 000 kg;…

Analisa os seguintes dados de biomassa de dois ecossistemas diferentes:

  • Ecossistema terrestre (prado): Produtores (erva) = 10 000 kg; Herbívoros (gafanhotos) = 1 000 kg; Carnívoros primários (rãs) = 100 kg; Carnívoros secundários (cobras) = 10 kg.

  • Ecossistema marinho (mar aberto): Fitoplâncton = 20 kg; Zooplâncton herbívoro = 120 kg; Peixes pequenos = 15 kg.

  1. a) Sabendo que uma cobra adulta desse prado pesa cerca de 0,5 kg, calcula quantas cobras, no máximo, esse ecossistema pode sustentar e justifica por que razão seria inviável manter uma população estável de 60 cobras adultas.
  2. b) Um estudante afirma que os dados do ecossistema marinho estão errados porque «uma pirâmide de biomassa nunca pode ter menos biomassa na base do que no nível superior». Contesta a sua afirmação explicando como é possível que essa massa de fitoplâncton sustente uma biomassa seis vezes maior de zooplâncton.
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De volta ao início: voltando ao lobo, caçar em alcateia é uma relação intraespecífica de cooperação, disputar coelhos com a raposa é uma competição interespecífica e a carraça é um caso de parasitismo.

Em resumo

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