A observação ao microscópio
Quando cortas uma cebola na cozinha, os olhos choram, mas não vês nenhuma célula. As células são tão pequenas que não se distinguem à vista desarmada. Na aula de Ciências Naturais, vais ver uma película de cebola e descobrir uma «parede de tijolos» invisível. Para isso, precisas de saber usar bem o microscópio ótico, que tem os seus passos e os seus truques.
Partes do microscópio
Para veres as células com nitidez, a amostra tem de estar apoiada, iluminada e focada. Que peças fazem isso e como trabalham em conjunto?
Repara no caminho da luz. Sai do foco, passa pelo diafragma (que regula a quantidade de luz), atravessa a amostra colocada na platina, entra na objetiva e chega ao teu olho pela ocular. Por isso, só tens duas peças com lentes: a ocular (por onde espreitas) e as objetivas (as que ficam por cima da amostra).
Nomeia as duas partes do microscópio que contêm lentes e explica por onde se espreita e onde se coloca a amostra.
Nomeia as duas partes do microscópio que contêm lentes e explica por onde se espreita e onde se coloca a amostra.
No esquema do microscópio ótico há três componentes assinalados com «?». Escreve o nome de cada um e explica a respetiva função.
No esquema do microscópio ótico há três componentes assinalados com «?». Escreve o nome de cada um e explica a respetiva função.
Explica o que são a lâmina e a lamela e para que serve cada uma na preparação de uma amostra.
Explica o que são a lâmina e a lamela e para que serve cada uma na preparação de uma amostra.
A ampliação total
Porque se multiplica? A objetiva forma uma imagem já ampliada da amostra. A ocular volta a ampliar essa imagem. Cada lente multiplica o que recebe.
Um microscópio possui uma ocular de $10\times$ e objetivas de $4\times$, $10\times$ e $40\times$. Calcula a ampliação total obtida com cada objetiva e explica com qual…
Um microscópio possui uma ocular de $10\times$ e objetivas de $4\times$, $10\times$ e $40\times$. Calcula a ampliação total obtida com cada objetiva e explica com qual delas se deve iniciar sempre a observação e porquê.
Um microscópio possui uma ocular de $10\times$ e uma objetiva de $20\times$. Calcula a ampliação total. Se mudares para uma objetiva de $40\times$, explica o que…
Um microscópio possui uma ocular de $10\times$ e uma objetiva de $20\times$. Calcula a ampliação total. Se mudares para uma objetiva de $40\times$, explica o que acontece ao tamanho da imagem, à área da amostra que consegues ver e à quantidade de luz.
Preparar uma amostra
O microscópio ótico funciona com luz que atravessa a amostra. Por isso, o que observas tem de ser muito fino e transparente. Usa-se uma lâmina (o vidro retangular onde se põe a amostra) e uma lamela (o vidrinho fino e quadrado que cobre a amostra e a protege). Muitas amostras são incolores, por isso coram-se com um corante, que realça estruturas quase invisíveis ao natural, como o núcleo. No laboratório da escola usam-se o lugol (castanho-alaranjado) e o azul-de-metileno (azul).
Ordena os passos para preparar uma amostra de células de cebola: (a) cobrir com a lamela com cuidado para não formar bolhas de ar, (b) colocar uma fina película de…
Ordena os passos para preparar uma amostra de células de cebola: (a) cobrir com a lamela com cuidado para não formar bolhas de ar, (b) colocar uma fina película de cebola sobre a lâmina, (c) adicionar uma gota de soluto de lugol para corar, (d) retirar o excesso de líquido com papel de filtro.
Para que serve corar muitas amostras antes de as observar ao microscópio? Dá um exemplo de um corante utilizado no laboratório da escola.
Para que serve corar muitas amostras antes de as observar ao microscópio? Dá um exemplo de um corante utilizado no laboratório da escola.
Para observar algo ao microscópio ótico é necessário cortá-lo em películas muito finas. Explica por que razão a amostra deve permitir a passagem da luz e o que acontece…
Para observar algo ao microscópio ótico é necessário cortá-lo em películas muito finas. Explica por que razão a amostra deve permitir a passagem da luz e o que acontece se for demasiado espessa.
Preparações temporárias e definitivas
Nem todas as preparações são iguais. Uma preparação extemporânea (ou temporária) faz-se na hora, com o que tens à mão, e observa-se logo. Uma preparação definitiva faz-se no laboratório e dura anos.
| Preparação extemporânea | Preparação definitiva | |
|---|---|---|
| Como se faz | Amostra fina + gota de água ou corante + lamela | O material é fixado, cortado em fatias finíssimas, corado e selado com uma resina |
| Duração | Poucas horas; seca e deteriora-se | Meses ou anos |
| Onde se faz | Na aula, em poucos minutos | Em laboratório, com equipamento especial |
| Exemplos | Película de cebola, fibra de lã, folha de elódea, cabelo | Cortes de tecidos animais ou vegetais guardados em coleções |
Para preparar um cabelo ou uma fibra de uma camisola, usarias: lâmina, lamela, conta-gotas com água, pinça e papel de filtro. Colocas a fibra sobre a lâmina, juntas uma gota de água, baixas a lamela inclinada e retiras o excesso.
Células da bochecha. Raspa suavemente o interior da tua própria bochecha com um palito limpo. Espalha uma película finíssima sobre a lâmina, junta uma gota de azul-de-metileno, cobre com a lamela e retira o excesso. Se vires só manchas azuis sem forma, é sinal de que algo correu mal.
Descreve como prepararias uma preparação extemporânea de um cabelo ou de uma fibra de uma camisola para a observar ao microscópio: que materiais usarias e em que ordem…
Descreve como prepararias uma preparação extemporânea de um cabelo ou de uma fibra de uma camisola para a observar ao microscópio: que materiais usarias e em que ordem procederias. Que diferença existe entre essa preparação simples e uma preparação definitiva de laboratório?
Na aula prática de observação de células do epitélio bucal coradas com azul-de-metileno, um grupo apenas distingue manchas azuis indefinidas. Aponta pelo menos três…
Na aula prática de observação de células do epitélio bucal coradas com azul-de-metileno, um grupo apenas distingue manchas azuis indefinidas. Aponta pelo menos três erros que possam ter sido cometidos na preparação da amostra e explica como repetirias o procedimento para obter um bom resultado.
Focar e iluminar
Porquê? Com a objetiva de $4\times$, a lente está longe da lâmina e há margem para um movimento grande. Com a de $40\times$, a lente fica quase encostada à lamela. Um movimento brusco do macrométrico pode bater na preparação, partir a lamela e riscar a lente.
Passos para focar bem
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Roda o revólver até à objetiva de menor ampliação.
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Olhando de lado, aproxima a objetiva da lâmina com o macrométrico.
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Espreitando pela ocular, afasta a objetiva até veres a imagem.
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Afina com o micrométrico.
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Centra o que queres ver e só depois mudas para a objetiva seguinte. Volta a afinar apenas com o micrométrico.
A luz. Quando mudas para uma objetiva maior, entra menos luz e a imagem fica mais escura. Abre o diafragma ou aumenta a intensidade do foco para compensar.
Por que razão se deve focar primeiro com a objetiva de menor ampliação e reservar o parafuso micrométrico para as objetivas maiores? Explica o que pode acontecer se se…
Por que razão se deve focar primeiro com a objetiva de menor ampliação e reservar o parafuso micrométrico para as objetivas maiores? Explica o que pode acontecer se se utilizar o parafuso macrométrico com a objetiva de $40\times$.
Focaste uma célula com a objetiva de $10\times$ e passaste para a de $40\times$: a imagem ficou ligeiramente desfocada e mais escura. Explica que parafuso deves utilizar…
Focaste uma célula com a objetiva de $10\times$ e passaste para a de $40\times$: a imagem ficou ligeiramente desfocada e mais escura. Explica que parafuso deves utilizar para voltar a focar (e qual não deves mexer) e que regulação da iluminação pode melhorar a imagem.
Ao observar uma amostra, a imagem surge muito escura e só se consegue ver uma parte do que foi preparado. Indica duas causas possíveis para cada problema e o que farias…
Ao observar uma amostra, a imagem surge muito escura e só se consegue ver uma parte do que foi preparado. Indica duas causas possíveis para cada problema e o que farias para os corrigir sem mudar de objetiva.
O campo de visão e o tamanho real
O campo de visão é a zona circular da amostra que vês ao espreitar. Quanto maior a ampliação, menor é a zona que cabe no campo. Se a ampliação aumenta $4$ vezes, o diâmetro do campo diminui $4$ vezes.
Como estimar o tamanho real de uma célula. Sabendo o diâmetro do campo, conta quantas células cabem em fila ao longo dele:
$$\text{tamanho real} \approx \frac{\text{diâmetro do campo}}{\text{n.º de células alinhadas}}$$Ampliação ou diâmetro do campo. Se com a objetiva de $10\times$ ($100\times$ no total) o campo mede $1{,}5\ \text{mm}$, com a de $40\times$ ($400\times$ no total) mede $1{,}5 \div 4 \approx 0{,}4\ \text{mm}$.
Com a objetiva de $10\times$ (ampliação total de $100\times$), o campo de visão mede cerca de $1{,}5\ \text{mm}$ de diâmetro. Se uma célula de cebola medir cerca de…
Com a objetiva de $10\times$ (ampliação total de $100\times$), o campo de visão mede cerca de $1{,}5\ \text{mm}$ de diâmetro. Se uma célula de cebola medir cerca de $0{,}25\ \text{mm}$ de comprimento, faz uma estimativa de quantas células alinhadas caberiam ao longo do campo e deduz o que acontecerá ao diâmetro do campo de visão ao mudar para a objetiva de $40\times$.
Um colega observa uma preparação ao microscópio a $400\times$. O campo de visão com essa objetiva mede $0{,}4\ \text{mm}$ de diâmetro e a célula que ele observa ocupa…
Um colega observa uma preparação ao microscópio a $400\times$. O campo de visão com essa objetiva mede $0{,}4\ \text{mm}$ de diâmetro e a célula que ele observa ocupa aproximadamente metade desse diâmetro. O teu colega afirma: «Como o microscópio amplia $400$ vezes e a célula ocupa $0{,}2\ \text{mm}$, o seu tamanho real deve ser $0{,}2 \times 400 = 80\ \text{mm}$, mede quase oito centímetros!».\na) Identifica o erro concetual do seu raciocínio e explica a diferença entre o tamanho real e o tamanho aparente ampliado.\nb) Calcula o tamanho real correto da célula em milímetros e em micrómetros ($1\ \text{mm} = 1\,000\ \mu\text{m}$).\nc) Se colocasses células idênticas umas a seguir às outras em fila, quantas caberiam ao longo de um centímetro de uma régua?
Pretendes verificar se as células da zona de crescimento da raiz de uma cebola são mais pequenas do que as do bolbo. Planifica a atividade laboratorial: que duas…
Pretendes verificar se as células da zona de crescimento da raiz de uma cebola são mais pequenas do que as do bolbo. Planifica a atividade laboratorial: que duas preparações irás fazer, como estimarás o tamanho das células através do campo de visão, que tabela de registo de dados utilizarás e quantas células irás medir para que a comparação seja fiável.
A imagem é invertida
No microscópio ótico, a imagem vem invertida: trocada de cima para baixo e da esquerda para a direita, como se a rodasses $180^\circ$. As lentes cruzam os raios de luz, e é por isso.
Consequências práticas:
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Se deslocas a lâmina para a direita, a imagem desloca-se para a esquerda (e vice-versa). O mesmo acontece para cima e para baixo.
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Para seguir um microrganismo em movimento, empurra a lâmina no mesmo sentido em que a imagem foge (se a imagem foge para a esquerda, empurra a lâmina para a esquerda).
A imagem fornecida pelo microscópio é invertida. Se deslocares suavemente a preparação para a direita enquanto observas, explica para onde parecerá mover-se a imagem na…
A imagem fornecida pelo microscópio é invertida. Se deslocares suavemente a preparação para a direita enquanto observas, explica para onde parecerá mover-se a imagem na ocular e que consequência prática tem este facto ao seguir um microrganismo em movimento.
Ao observar a letra «e» recortada de um jornal, ela surge no microscópio rodada a 180° (de pernas para o ar e invertida). Prevê como se verá a letra «p» antes de a…
Ao observar a letra «e» recortada de um jornal, ela surge no microscópio rodada a 180° (de pernas para o ar e invertida). Prevê como se verá a letra «p» antes de a observares, explica a causa desta inversão e descreve de que forma confirmarias a tua previsão.
Os limites do microscópio ótico
Ampliar mais nem sempre é ver melhor. O que conta é o limite de resolução: a menor distância a que dois pontos ainda se veem separados. Abaixo desse valor, aparece um borrão único, mesmo que amplies mais.
| Instrumento | Limite de resolução aproximado |
|---|---|
| Olho humano | $0{,}1\ \text{mm}$ ($100\ \mu\text{m}$) |
| Microscópio ótico composto | $0{,}2\ \mu\text{m}$ |
| Microscópio eletrónico | $0{,}0002\ \mu\text{m}$ |
Regra: só consegues ver um objeto se ele for maior do que o limite de resolução do instrumento. Por exemplo, um grão de pólen de $30\ \mu\text{m}$ é pequeno demais para o olho ($100\ \mu\text{m}$), mas o microscópio ótico ($0{,}2\ \mu\text{m}$) mostra-o bem.
Ampliação vazia. Ampliar uma fotografia digital de baixa qualidade só dá píxeis maiores e nenhum detalhe novo. Com o microscópio ótico passa-se o mesmo: acima de cerca de $1\,000\times$ a imagem fica maior, mas mais desfocada, porque a luz visível não consegue mostrar detalhes mais pequenos.
Microscópio eletrónico. Usa um feixe de eletrões em vez de luz, o que permite resolver estruturas minúsculas, como vírus e membranas. Mas tem desvantagens:
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a amostra tem de estar em vácuo, por isso é morta e finíssima;
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a imagem é a preto e branco;
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é caro e só existe em laboratórios especializados.
Por isso, o ótico serve para ver seres vivos (um protozoário a nadar, por exemplo) e o eletrónico para ver estruturas muito pequenas em amostras mortas.
Analisa os seguintes dados sobre o limite de resolução (a distância mínima para distinguir dois pontos separados) de três instrumentos:\n• Olho humano:…
Analisa os seguintes dados sobre o limite de resolução (a distância mínima para distinguir dois pontos separados) de três instrumentos:\n• Olho humano: $0{,}1\ \text{mm}$ ($100\ \mu\text{m}$).\n• Microscópio ótico composto: $0{,}2\ \mu\text{m}$.\n• Microscópio eletrónico: $0{,}0002\ \mu\text{m}$.\n\nDispões de quatro amostras biológicas:\n1. Uma célula vegetal de cebola ($100\ \mu\text{m}$).\n2. Uma bactéria ($2\ \mu\text{m}$).\n3. Um vírus da gripe ($0{,}1\ \mu\text{m}$).\n4. A membrana plasmática de uma célula ($0{,}008\ \mu\text{m}$).\n\na) Deduz de que instrumento precisas, no mínimo, para distinguir cada uma das quatro amostras.\nb) Justifica, a partir destes dados, por que razão nos séculos XVII e XVIII já se conseguiram observar células e bactérias, mas a existência e estrutura dos vírus não pôde ser demonstrada até à invenção do microscópio eletrónico no século XX.
Numa loja online anuncia-se um «Microscópio ótico escolar com ampliações até $50\,000\times$ que permite observar vírus e moléculas por apenas 30 €».\na) Utilizando a…
Numa loja online anuncia-se um «Microscópio ótico escolar com ampliações até $50\,000\times$ que permite observar vírus e moléculas por apenas 30 €».\na) Utilizando a analogia de ampliar uma fotografia digital com pouca resolução (onde apenas se obtêm píxeis maiores, mas nenhum detalhe novo), refuta por que razão esse anúncio é enganoso e prevê o que verias na realidade ao tentar forçar tantas ampliações com luz visível.\nb) Explica que alteração física fundamental o microscópio eletrónico traz em relação ao ótico para conseguir superar esse limite e mostrar com nitidez estruturas de apenas alguns nanómetros.
Uma equipa de investigação quer filmar em tempo real como um protozoário unicelular nada e captura bactérias numa gota de água estagnada e, ao mesmo tempo, fotografar…
Uma equipa de investigação quer filmar em tempo real como um protozoário unicelular nada e captura bactérias numa gota de água estagnada e, ao mesmo tempo, fotografar com todo o detalhe a estrutura interna dos vírus que infetam essas bactérias. Um estudante propõe utilizar unicamente um microscópio eletrónico de transmissão para atingir ambos os objetivos. Avalia fundamentadamente a sua proposta: explica por que razão não é possível observar o protozoário vivo com este aparelho e determina que microscópio deve ser utilizado em cada caso e porquê.
Trabalhar com segurança no laboratório
O microscópio é um instrumento delicado, e o laboratório exige cuidados.
Transportar o microscópio: com duas mãos. Uma segura o braço, a outra sustenta a base. Leva-o direito, junto ao corpo, nunca seguro pela ocular, pela platina ou com uma só mão.
No fim da aula:
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Desliga a luz.
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Roda o revólver para a objetiva de menor ampliação e baixa a platina.
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Retira a lâmina e deita a amostra no lixo (a lâmina lava-se, se for reutilizável).
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Limpa as lentes com papel próprio para lentes.
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Arruma o microscópio, tapado.
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Lava as mãos.
Regras de segurança (com a razão de cada uma):
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Não provar nem levar as mãos à boca: os corantes e as amostras podem ser irritantes ou conter microrganismos.
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Usar bata, e luvas quando indicado: o lugol e o azul-de-metileno mancham e podem irritar a pele.
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Usar só amostras da própria pessoa e deitá-las no lixo: evita contágios.
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Manusear as lâminas e as lamelas com cuidado: o vidro parte-se e corta.
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Não molhar os fios elétricos nem puxar pelo cabo: há risco de choque.
Descreve como se deve transportar um microscópio desde o armário até à bancada de trabalho para não o danificar: que partes se seguram e com quantas mãos.
Descreve como se deve transportar um microscópio desde o armário até à bancada de trabalho para não o danificar: que partes se seguram e com quantas mãos.
O que é necessário fazer ao terminar uma aula prática de microscopia? Ordena e explica estas tarefas: desligar a luz, limpar as lentes com papel especial, retirar a…
O que é necessário fazer ao terminar uma aula prática de microscopia? Ordena e explica estas tarefas: desligar a luz, limpar as lentes com papel especial, retirar a amostra e colocá-la no lixo, arrumar o microscópio e lavar as mãos.
Indica três regras de segurança relativas ao trabalho com amostras biológicas e corantes no laboratório da escola e explica a razão de ser de cada uma.
Indica três regras de segurança relativas ao trabalho com amostras biológicas e corantes no laboratório da escola e explica a razão de ser de cada uma.
Volta ao princípio: as células da cebola não se veem à vista desarmada, mas com uma amostra fina, corada e bem focada, e uma ampliação de $100\times$ a $400\times$, já se distinguem as «paredes do tijolo».
Do microscópio ao ecossistema
O microscópio mostra o mundo muito pequeno, mas as células fazem parte de algo bem maior. Um ecossistema é o conjunto formado pela comunidade de seres vivos, pelo meio físico onde habitam e pelas relações que se estabelecem entre todos eles. A ecologia é a ciência que estuda os ecossistemas e ajuda-nos a compreender como funciona a natureza que nos rodeia.
Por exemplo, numa poça de maré do litoral, as algas, os caranguejos e as bactérias (a comunidade), a água, a rocha e a luz (o meio físico) e o facto de uns serem alimento de outros (as relações) formam um ecossistema. Muitos dos seres vivos de um ecossistema só se veem ao microscópio.
Desafio do tema. Imagina que colaboras com o museu de ciências da tua região criando uma ficha informativa sobre a vida microscópica em casa. 1. Pesquisa de amostras…
Desafio do tema. Imagina que colaboras com o museu de ciências da tua região criando uma ficha informativa sobre a vida microscópica em casa.
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Pesquisa de amostras reais: Acede a um banco de imagens livres (por exemplo, da Ciência Viva) ou a uma fototeca científica. Descarrega duas micrografias reais: uma bactéria (Lactobacillus do iogurte) e uma célula vegetal (epiderme de cebola). Regista as ampliações e a barra de escala indicada.
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Medição e análise: Mede com a tua régua a célula na foto e, aplicando a escala gráfica, calcula o seu tamanho real em micrómetros ($1\text{ }\mu\text{m} = 0,001\text{ mm}$). Elabora uma tabela comparativa onde reúnas: dimensões reais calculadas (ex. $1,8\text{ }\mu\text{m}$ face a $120,5\text{ }\mu\text{m}$), tipo celular (procariota ou eucariota) e presença ou ausência de núcleo visível, parede celular e citoplasma.
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Relatório final: Redige uma proposta fundamentada (máximo $1$ página) explicando por que razão a célula é a unidade de vida em ambos os organismos, por que razão diferem ao microscópio e que vantagens oferece este instrumento para as estudar.
Será valorizado:
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Identificação e classificação rigorosa das estruturas celulares procariotas e eucariotas.
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Correção no cálculo do tamanho celular real a partir da escala do microscópio.
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Clareza conceptual ao justificar que a célula é a unidade funcional e estrutural dos seres vivos.