Os tecidos vegetais
Corte uma fatia de caule ou olhe uma folha contra a luz: ela não é uma massa uniforme de células iguais. Cada região tem células com forma, parede e tarefa próprias. Entender essa organização em tecidos é entender como a planta funciona, da raiz à copa. No fim da página, você vai olhar de novo para uma folha contra a luz e saber o que cada parte dela é.
Meristemas: as fábricas de células novas
Pode a ponta de um galho ou coloque a base de uma cebola em água. Em poucos dias, brotam ramos ou raízes apenas nesses pontos, e as regiões do meio não se alongam. Por que a planta cresce só em lugares muito específicos, e não pelo corpo todo ao mesmo tempo?
Um animal para de crescer em comprimento quando chega à idade adulta. Uma planta, não: ela mantém regiões de meristema ativo em pontos fixos e pode crescer durante toda a vida.
Resumindo os tecidos: os meristemas ficam nas pontas e nas laterais; os demais tecidos (parenquimatoso, de sustentação, condutores e de revestimento) são adultos, formados a partir deles e especializados em uma função. As próximas seções tratam de cada um.
Indique os principais tecidos vegetais (meristemas, tecido parenquimatoso, de sustentação, condutores e de revestimento) e resuma a função de cada um em uma frase.
Indique os principais tecidos vegetais (meristemas, tecido parenquimatoso, de sustentação, condutores e de revestimento) e resuma a função de cada um em uma frase.
Onde se localizam os meristemas em uma planta? Explique por que, graças a eles, uma planta pode crescer ao longo de toda a sua vida, ao contrário do que acontece em um…
Onde se localizam os meristemas em uma planta? Explique por que, graças a eles, uma planta pode crescer ao longo de toda a sua vida, ao contrário do que acontece em um animal.
Parênquima e tecidos de sustentação
Distinga o tecido parenquimatoso do tecido de sustentação: aspecto das suas células, espessura da parede celular e função na planta, indicando onde cada um deles…
Distinga o tecido parenquimatoso do tecido de sustentação: aspecto das suas células, espessura da parede celular e função na planta, indicando onde cada um deles predomina.
O colênquima e o esclerênquima conferem suporte à planta sem lignificar toda a sua superfície. Explique a diferença entre esses dois tecidos de sustentação e relacione-a…
O colênquima e o esclerênquima conferem suporte à planta sem lignificar toda a sua superfície. Explique a diferença entre esses dois tecidos de sustentação e relacione-a com o porte flexível de uma planta herbácea em comparação com a rigidez de uma árvore.
Tecidos condutores: xilema e floema
Coloque um talo de aipo (ou uma flor branca) em um copo com água e corante azul. Em poucas horas, o corante sobe por linhas finas até as bordas das folhas. Como a planta sobe água dezenas de metros contra a gravidade sem ter coração?
Como distinguir os dois em um corte ao microscópio? Nos feixes vasculares do caule e das nervuras da folha, os dois tecidos ficam lado a lado. O xilema tem células de diâmetro grande, parede espessa e interior vazio; no caule, fica voltado para o centro. O floema tem células menores, de parede mais fina e com aspecto de "peneira" (placas crivadas), acompanhadas por células menores e densas (companheiras); no caule, fica voltado para fora. Nas folhas, o xilema fica na face de cima da nervura e o floema na face de baixo.
Explique por que razão as células condutoras do xilema (traqueídeos e elementos de vaso) se encontram mortas e ocas quando maduras, e por que motivo isso, em vez de ser…
Explique por que razão as células condutoras do xilema (traqueídeos e elementos de vaso) se encontram mortas e ocas quando maduras, e por que motivo isso, em vez de ser um problema, otimiza a sua função.
O xilema e o floema são os tecidos condutores da planta. Compare as suas células condutoras (traqueídeos e elementos de vaso versus tubos crivados), o sentido do…
O xilema e o floema são os tecidos condutores da planta. Compare as suas células condutoras (traqueídeos e elementos de vaso versus tubos crivados), o sentido do transporte e o tipo de seiva transportada por cada tecido.
Os feixes vasculares estabelecem a ligação entre a raiz, o caule e a folha. Explique como se dispõem no caule e na nervura da folha, como você distinguiria o xilema do…
Os feixes vasculares estabelecem a ligação entre a raiz, o caule e a folha. Explique como se dispõem no caule e na nervura da folha, como você distinguiria o xilema do floema em um corte ao microscópio (tamanho e aspecto das células, posição) e o que cada um deles transporta.
Epiderme, cutícula e estômatos
Descasque uma maçã: a polpa exposta seca e escurece em poucas horas, enquanto a maçã intacta dura semanas. Como a planta se isola do ressecamento sem se sufocar?
As células comuns da epiderme são transparentes e sem cloroplastos, para deixar a luz chegar aos tecidos de dentro. Na epiderme da folha existem também os estômatos: poros que a planta abre e fecha.
Explique o que é um estômato, que células o formam e quais dois processos vitais são regulados pela sua abertura e fechamento (trocas gasosas e perda de água).
Explique o que é um estômato, que células o formam e quais dois processos vitais são regulados pela sua abertura e fechamento (trocas gasosas e perda de água).
Distinga epiderme de cutícula e explique de que forma ambas protegem a folha contra a dessecação e a penetração de agentes patogênicos.
Distinga epiderme de cutícula e explique de que forma ambas protegem a folha contra a dessecação e a penetração de agentes patogênicos.
A folha: tecidos em ação
A folha é o órgão onde quase todos os tecidos se encontram. Em um corte transversal, de cima para baixo, você encontra:
O mesofilo (tecido entre as duas epidermes) é um clorênquima com duas camadas. O paliçádico, perto da face superior, tem células longas e juntas, cheias de cloroplastos, e aproveita ao máximo a luz. O lacunoso, perto da face inferior, tem células irregulares com grandes espaços de ar entre elas, o que facilita a circulação de $\mathrm{CO_2}$ e vapor de água até os estômatos (que ficam em geral na face inferior, mais protegida do sol). As nervuras são feixes vasculares: levam água e sais ao mesofilo e levam embora os açúcares produzidos.
O que é o parênquima clorofiliano ou clorênquima? Distinga o mesofilo em paliçada do mesofilo lacunoso e relacione-os com o aproveitamento da luz e com as trocas gasosas.
O que é o parênquima clorofiliano ou clorênquima? Distinga o mesofilo em paliçada do mesofilo lacunoso e relacione-os com o aproveitamento da luz e com as trocas gasosas.
Observe o corte de folha da imagem. a) Identifique as estruturas numeradas e o tecido a que pertence cada uma. b) Explique que relação cada tecido tem com a fotossíntese…
Observe o corte de folha da imagem. a) Identifique as estruturas numeradas e o tecido a que pertence cada uma. b) Explique que relação cada tecido tem com a fotossíntese ou com o transporte de seivas. c) Indique através de qual estrutura entra e sai o ar e como se regula essa troca.

Folhas e clima: adaptações da estrutura
A forma e os tecidos da folha mudam conforme o ambiente. Quem estuda tecidos vegetais deve saber ler a anatomia como pista do clima.
| Característica | Ambiente seco, frio ou com muito sol | Ambiente úmido, ameno |
|---|---|---|
| Cutícula | espessa, cerosa | fina |
| Epiderme | às vezes com várias camadas e pelos (tricomas) | uma camada |
| Estômatos | poucos, afundados (criptas estomáticas) | muitos, na superfície |
| Folha | pequena, estreita ou coriácea (dura) | grande, larga, fina |
| Mesofilo | paliçada compacta | muito parênquima lacunoso, às vezes grandes cavidades de ar |
| Duração | muitas vezes perene (folha longa) | pode ser caduca |
Exemplos para raciocinar: a acícula do pinheiro (e da araucária do Sul do Brasil) tem cutícula grossa, estômatos afundados e pouca área para perder água, o que ajuda no frio (quando a água do solo congela e fica indisponível) e na seca. A folha coriácea de plantas do Cerrado e a do pequi e da lixeira são duras, com cutícula espessa, e aguentam longos períodos secos. A folha caduca de árvores como o ipê-amarelo e o jatobá, que perdem as folhas na estação seca, é larga e fina, ótima para fotossíntese quando há água, e cai quando o clima fica desfavorável: sem folha, não há transpiração.
Em ambientes extremos, as características são mais radicais. Plantas xerófitas (como as da Caatinga) têm cutícula muito espessa, tricomas e estômatos escondidos em criptas, que formam uma pequena "câmara" de ar úmido e reduzem a transpiração. Plantas hidrófitas (como o aguapé e a vitória-régia) têm cutícula quase ausente, estômatos na face superior (que fica em contato com o ar) e aerênquima com grandes cavidades de ar, que dá flutuação.
Compare a folha de um pinheiro (acícula), a de uma azinheira e a de um carvalho caducifólio: cutícula, forma, estômatos e duração da folha. Relacione cada característica…
Compare a folha de um pinheiro (acícula), a de uma azinheira e a de um carvalho caducifólio: cutícula, forma, estômatos e duração da folha. Relacione cada característica com o clima ao qual a planta está adaptada (frio e seca estival versus invernos suaves e verões úmidos).
Numa expedição botânica, obtêm-se cortes transversais de folhas de duas espécies vegetais desconhecidas provenientes de ambientes extremos: Espécie A: epiderme…
Numa expedição botânica, obtêm-se cortes transversais de folhas de duas espécies vegetais desconhecidas provenientes de ambientes extremos:
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Espécie A: epiderme pluriestratificada com cutícula de 18 µm, estômatos confinados exclusivamente a criptas estomáticas com abundantes tricomas na face inferior e mesofilo em paliçada muito compacto.
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Espécie B: epiderme uniestratificada com cutícula imperceptível, estômatos situados unicamente na face superior e um mesofilo constituído quase por completo por amplas cavidades intercelulares septadas.
- a) Deduza justificadamente as características ecológicas do habitat (disponibilidade hídrica, exposição à radiação e meio no qual flutuam ou crescem) de cada uma das duas espécies a partir das suas características histológicas.
- b) Preveja que consequências fisiológicas imediatas sofreria a Espécie B se uma seca de verão reduzisse drasticamente o nível da água e as suas folhas ficassem expostas diretamente ao ar seco e quente.
Uma equipe de estudantes submete várias plântulas de feijão a dois tratamentos durante três semanas: lote A com rega diária e lote B sem rega. Ao observar cortes de…
Uma equipe de estudantes submete várias plântulas de feijão a dois tratamentos durante três semanas: lote A com rega diária e lote B sem rega. Ao observar cortes de folha ao microscópio, um aluno anota em seu caderno: «As folhas do lote B defenderam-se sintetizando uma cutícula três vezes mais espessa em poucos dias e eliminando metade dos seus estômatos para não perder água».
- a) Corrija os erros conceituais do aluno, distinguindo entre respostas fisiológicas de curto prazo e adaptações anatômicas evolutivas ou do desenvolvimento.
- b) Descreva que diferenças histológicas e citológicas reais você esperaria observar ao microscópio entre os dois lotes no nível do mesofilo (turgescência celular, volume vacuolar e espaços intercelulares) e do estado das células-guarda dos estômatos.
- c) Justifique como o estado das células-guarda do lote B repercutirá sobre a taxa fotossintética e sobre o transporte de seiva bruta desde a raiz através do xilema.
A raiz jovem
A raiz absorve água e sais do solo. Em uma raiz jovem, da ponta para cima, há quatro regiões:
A coifa protege o meristema ao empurrar a raiz pelo solo. Logo acima, a zona de divisão (meristema apical) produz células novas. Na zona de alongamento, as células crescem, e a raiz se alonga. Na zona pilífera, as células da epiderme (pelos radiculares) formam prolongamentos finos, o que aumenta muito a superfície de contato com o solo. Água e sais entram pelos pelos radiculares, atravessam o córtex (parênquima) e chegam ao cilindro central, onde o xilema os conduz para cima.
Descreva as regiões de uma raiz jovem (coifa, zona de divisão, zona de alongamento e zona pilífera) e explique quais tecidos participam da absorção da água e de que modo…
Descreva as regiões de uma raiz jovem (coifa, zona de divisão, zona de alongamento e zona pilífera) e explique quais tecidos participam da absorção da água e de que modo os pelos radiculares aumentam a superfície de absorção.
O caule lenhoso e o crescimento secundário
Todo ano, o câmbio produz um novo cilindro de madeira. No começo do período favorável (primavera, estação chuvosa), as células do lenho inicial são grandes e de parede fina, porque há muita água e crescimento rápido. Depois, as do lenho tardio são menores e de parede mais grossa, e o contraste forma o limite do anel. Cada par lenho inicial + tardio é um anel de crescimento. Em regiões tropicais, os anéis também existem em muitas árvores, ligados à alternância entre estação seca e chuvosa.
O que é o câmbio vascular e onde ele se localiza em um caule lenhoso? Indique qual tecido origina para o interior e qual para o exterior, e o que acontece com uma árvore…
O que é o câmbio vascular e onde ele se localiza em um caule lenhoso? Indique qual tecido origina para o interior e qual para o exterior, e o que acontece com uma árvore se for retirado um anel completo da sua casca.
Explique como se forma um anel de crescimento anual no tronco (lenho inicial e lenho tardio), o que é a dendrocronologia e que conclusões se podem tirar de anéis muito…
Explique como se forma um anel de crescimento anual no tronco (lenho inicial e lenho tardio), o que é a dendrocronologia e que conclusões se podem tirar de anéis muito estreitos ou muito largos em relação ao clima de cada ano.
Casca, súber e cicatrização
À medida que o tronco engrossa, a epiderme se rompe. Quem a substitui é outro meristema lateral, o felogênio (câmbio da casca, ou câmbio suberofelodérmico). Para fora, ele forma o súber (a cortiça), células mortas com parede impregnada de suberina, que é impermeável e isolante. Para dentro, forma a feloderme. Juntos, súber, felogênio e feloderme são a periderme. As camadas externas e mortas da casca formam o ritidoma. As lenticelas são pequenas aberturas no súber que deixam passar gases.
O felogênio de algumas árvores produz um súber muito espesso. É o caso do sobreiro, de onde se extrai a cortiça usada em rolhas: ela pode ser retirada sem derrubar a árvore, porque se tira só o súber, e o felogênio e as camadas internas ficam intactos e fabricam um súber novo. No Brasil, árvores do Cerrado, como o pequi e a lixeira, têm casca de súber espesso, que isola os tecidos vivos e ajuda a sobreviver às queimadas naturais. Esse súber tem valor ecológico, e a conservação do Cerrado protege solo, água e biodiversidade.
Quando a casca é ferida, a planta forma novo súber (tecido protetor) pela ação do felogênio ou de células vizinhas desdiferenciadas, selando a ferida e impedindo a entrada de micro-organismos e a perda de água. Isso mostra que células adultas podem recuperar a capacidade de se dividir.
A cortiça é extraída do sobreiro sem que a árvore seja derrubada. Explique o que é o felogênio (câmbio suberofelodérmico), o que é o súber e por que razão a casca pode…
A cortiça é extraída do sobreiro sem que a árvore seja derrubada. Explique o que é o felogênio (câmbio suberofelodérmico), o que é o súber e por que razão a casca pode ser retirada periodicamente, bem como o valor ecológico e econômico do montado de sobro.
Analisa-se o tronco de um pinheiro derrubado em uma zona mediterrânea e comprova-se que, nos anéis correspondentes aos anos 2012 e 2014, a espessura total do lenho é…
Analisa-se o tronco de um pinheiro derrubado em uma zona mediterrânea e comprova-se que, nos anéis correspondentes aos anos 2012 e 2014, a espessura total do lenho é inferior a 1,2 mm, com escasso lenho inicial, enquanto em 2010 superou os 4,5 mm. Por outro lado, uma ferida profunda produzida em 2008 no ritidoma exterior foi selada completamente por um tecido protetor esbranquiçado.
- a) Explique em nível celular qual meristema secundário é responsável pela formação dos anéis de crescimento e como a disponibilidade de água na primavera condiciona o tamanho das células do lenho inicial em relação às do lenho tardio.
- b) Identifique o meristema secundário que interveio na cicatrização da ferida superficial produzindo súber e fundamente o que teria acontecido com a sobrevivência da árvore se a ferida tivesse cortado em profundidade um anel contínuo de floema ao redor de todo o tronco.
- c) Um estudante afirma: «Se cravarmos um prego a 1,5 metro de altura no tronco de uma árvore jovem, daqui a dez anos o prego estará a mais de 3 metros porque a árvore cresce para cima». Refute a afirmação dele apoiando-se na função e na localização dos meristemas primários e secundários.
Monocotiledôneas e eudicotiledôneas
As angiospermas se dividem em dois grandes grupos, e os tecidos se organizam de modo diferente em cada um.
| Característica | Monocotiledôneas (milho, cana, capim) | Eudicotiledôneas (feijão, ipê, laranjeira) |
|---|---|---|
| Cotilédones na semente | um | dois |
| Feixes vasculares no caule | espalhados | em anel |
| Nervuras da folha | paralelas | ramificadas (em rede) |
Por isso o caule do milho não tem câmbio nem anéis de crescimento, e o do feijão e do ipê podem ter.
Monocotiledôneas e eudicotiledôneas
As angiospermas se dividem em dois grandes grupos, e os tecidos se organizam de modo diferente em cada um.
| Característica | Monocotiledôneas (milho, cana, capim) | Eudicotiledôneas (feijão, ipê, laranjeira) |
|---|---|---|
| Cotilédones na semente | um | dois |
| Feixes vasculares no caule | espalhados | em anel |
| Nervuras da folha | paralelas | ramificadas (em rede) |
Por isso o caule do milho não tem câmbio nem anéis de crescimento, e o do feijão e do ipê podem ter.
Monocotiledôneas e eudicotiledôneas
As angiospermas se dividem em dois grandes grupos, e os tecidos se organizam de modo diferente em cada um.
| Característica | Monocotiledôneas (milho, cana, capim) | Eudicotiledôneas (feijão, ipê, laranjeira) |
|---|---|---|
| Cotilédones na semente | um | dois |
| Feixes vasculares no caule | espalhados | em anel |
| Nervuras da folha | paralelas | ramificadas (em rede) |
Por isso o caule do milho não tem câmbio nem anéis de crescimento, e o do feijão e do ipê podem ter.
Monocotiledôneas e eudicotiledôneas
As angiospermas se dividem em dois grandes grupos, e os tecidos se organizam de modo diferente em cada um.
| Característica | Monocotiledôneas (milho, cana, capim) | Eudicotiledôneas (feijão, ipê, laranjeira) |
|---|---|---|
| Cotilédones na semente | um | dois |
| Feixes vasculares no caule | espalhados | em anel |
| Nervuras da folha | paralelas | ramificadas (em rede) |
Por isso o caule do milho não tem câmbio nem anéis de crescimento, e o do feijão e do ipê podem ter.
Anomalias nos anéis e enxertia
Em um tronco inclinado por vento ou por escorregamento de encosta, a árvore forma lenho de reação: nas coníferas, lenho de compressão, mais largo, do lado de baixo; nas angiospermas eudicotiledôneas, lenho de tração, do lado de cima. O resultado são anéis assimétricos, mais largos de um lado. Já um anel muito estreito e concêntrico em todo o perímetro, em muitos exemplares de uma região no mesmo ano, indica um fator climático comum (por exemplo, uma seca). Uma cicatriz ou um trecho de células desorganizadas em um anel indica um dano local naquele ano, como fogo, queda de pedra ou impacto, que feriu o câmbio.
Na enxertia, une-se um enxerto (garfo) a um porta-enxerto de modo que os câmbios fiquem em contato: só assim as células de câmbio dos dois lados se dividem, formam um tecido de ligação e reconectam o xilema e o floema. Se o córtex do garfo toca o cerne (madeira central, sem células vivas), não há contato entre câmbios e o garfo seca e morre. As sementes das frutas do enxerto, porém, resultam de reprodução sexuada e têm combinações genéticas novas, então não dão necessariamente frutos iguais aos da árvore-mãe. Para manter a variedade, usa-se propagação vegetativa (enxertia ou estaca), que gera clones.
Num estudo dendrogeomorfológico sobre uma encosta de montanha, extraem-se testemunhos cilíndricos de madeira de vários exemplares de coníferas. A análise mostra três…
Num estudo dendrogeomorfológico sobre uma encosta de montanha, extraem-se testemunhos cilíndricos de madeira de vários exemplares de coníferas. A análise mostra três anomalias histológicas:
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A partir do ano 2011, os anéis de várias árvores da parte média da encosta apresentam uma notável assimetria: são muito mais largos na face orientada encosta abaixo do que na face orientada encosta acima.
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No anel do ano 2005, 90 % dos exemplares da encosta apresentam um anel extraordinariamente estreito em todo o seu perímetro, mas completamente concêntrico e simétrico.
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No anel de 1998 surge uma cunha necrótica carbonizada selada por tecido de calo parenquimatoso e madeira posterior.
- a) Deduza e interprete que processo geológico, climático ou ecológico ocorreu na encosta em cada uma das três datas indicadas, justificando as suas conclusões.
- b) Explique o mecanismo biológico mediante o qual o câmbio vascular de uma conífera produz "madeira de reação" assimétrica quando o tronco perde a verticalidade.
- c) Uma empresa de construção sustenta que a encosta é totalmente estável e não apresenta riscos geológicos há mais de um século. Utilize os dados da análise para refutar tecnicamente essa posição.
Um agricultor realiza dois ensaios de propagação na sua propriedade: Ensaio 1: Enxerta garfos de uma variedade selecionada de pereira sobre porta-enxertos bravios. Em um…
Um agricultor realiza dois ensaios de propagação na sua propriedade:
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Ensaio 1: Enxerta garfos de uma variedade selecionada de pereira sobre porta-enxertos bravios. Em um grupo de porta-enxertos, alinha cuidadosamente as zonas periféricas do caule e o enxerto pega; em outro grupo, os garfos são inseridos cruzados, ficando o córtex do enxerto em contato direto com o cerne central do porta-enxerto, e todos secam e morrem.
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Ensaio 2: Recolhe sementes das peras obtidas das árvores bem-sucedidas do Ensaio 1 e semeia-as, com a esperança de obter plantas que deem exatamente o mesmo fruto sem necessidade de voltar a enxertar.
- a) Justifique, em nível histológico e citológico, por que razão a união fracassou no segundo grupo do Ensaio 1 e qual meristema deve coincidir com precisão milimétrica para que se restabeleça a continuidade dos tecidos condutores.
- b) Refute de forma fundamentada a expectativa do agricultor no Ensaio 2, explicando a diferença biológica entre a reprodução vegetativa (origem mitótica do enxerto) e a reprodução sexuada (meiose e recombinação na formação de sementes).
- c) Se um inseto xilófago perfurar e destruir um anel completo de floema ao redor da base do tronco do porta-enxerto (abaixo da zona da enxertia), preveja o que acontecerá, a curto e a médio prazo, com a copa da árvore e com as raízes.
Voltando ao início: a folha contra a luz mostra uma rede de nervuras (feixes de xilema e floema com fibras de sustentação), o verde entre elas (parênquima clorofiliano, que faz a fotossíntese) e a película transparente da superfície (epiderme com cutícula e estômatos).