Estrutura e dinâmica da atmosfera e da hidrosfera
Em janeiro, Lisboa (cerca de 39° N) tem tipicamente uns 11 °C de média, enquanto Nova Iorque, quase à mesma latitude, fica perto de 0 °C. Por detrás desta diferença estão dois fluidos em movimento constante, o ar e o oceano, que repartem pelo planeta o calor que chega do Sol. Como o fazem?
Composição e camadas da atmosfera
Quando se sobe a Serra da Estrela, o ar parece mais frio e rarefeito. Já os aviões voam a mais de $10\ \text{km}$ de altitude, num ar gélido e sem tempestades. Como variam a composição e a temperatura do ar com a altitude?
Ordena as camadas da atmosfera a partir da superfície terrestre e indica em qual ocorre o estado do tempo e em qual se concentra a camada de ozono.
Ordena as camadas da atmosfera a partir da superfície terrestre e indica em qual ocorre o estado do tempo e em qual se concentra a camada de ozono.
Refere os três gases maioritários do ar seco e a sua proporção aproximada, e indica dois gases-traço de grande importância climática.
Refere os três gases maioritários do ar seco e a sua proporção aproximada, e indica dois gases-traço de grande importância climática.
Por que razão a atmosfera é imprescindível para a vida? Refere pelo menos três funções que desempenha.
Por que razão a atmosfera é imprescindível para a vida? Refere pelo menos três funções que desempenha.
Tempo, clima e medições
Dizer «hoje está a chover em Braga» não é o mesmo que dizer «Braga é uma cidade chuvosa». Qual é a diferença?
Exemplo: «ontem choveu 12 mm» é um dado meteorológico; «a precipitação média anual é de 1 500 mm» é um dado climático.
| Instrumento | Mede | Unidade |
|---|---|---|
| Termómetro | temperatura | °C |
| Pluviómetro | precipitação | mm (1 mm = 1 L/m²) |
| Anemómetro | velocidade do vento | m/s ou km/h |
| Barómetro | pressão atmosférica | hPa |
| Higrómetro | humidade relativa | % |
Que diferença existe entre tempo meteorológico e clima? Apresenta um exemplo de dado meteorológico e outro de dado climático.
Que diferença existe entre tempo meteorológico e clima? Apresenta um exemplo de dado meteorológico e outro de dado climático.
O que mede um pluviómetro e o que mede um anemómetro? Em que unidades se exprime cada medição?
O que mede um pluviómetro e o que mede um anemómetro? Em que unidades se exprime cada medição?
O que é a humidade relativa do ar e o que acontece quando atinge os $100\ \%$? Como se designa a temperatura a que isso ocorre?
O que é a humidade relativa do ar e o que acontece quando atinge os $100\ \%$? Como se designa a temperatura a que isso ocorre?
Pressão e gradiente térmico
Porque é que custa respirar no cume de uma montanha muito alta, se o ar continua a ter 21 % de oxigénio?
O que é a pressão atmosférica e como varia com a altitude? Por que razão é mais difícil respirar no cume de uma montanha com mais de quatro mil metros?
O que é a pressão atmosférica e como varia com a altitude? Por que razão é mais difícil respirar no cume de uma montanha com mais de quatro mil metros?
O gradiente térmico vertical médio da troposfera é de cerca de $6,5\ \text{°C}$ por cada $1\,000\ \text{m}$. Se no litoral, ao nível do mar, a temperatura for de…
O gradiente térmico vertical médio da troposfera é de cerca de $6,5\ \text{°C}$ por cada $1\,000\ \text{m}$. Se no litoral, ao nível do mar, a temperatura for de $24\ \text{°C}$, estima a temperatura a $2\,500\ \text{m}$ de altitude e explica que processo físico a causa.
Circulação atmosférica
Quando se está na praia ao fim da manhã, sopra uma brisa do mar. Porque é que o ar se move?
À escala do planeta, o Equador recebe mais energia do que os polos, o que cria uma circulação em grandes células. A rotação da Terra desvia os ventos (efeito de Coriolis): para a direita no hemisfério norte e para a esquerda no sul.
O que são as brisas marítimas e as brisas terrestres? Explica em que momento do dia sopra cada uma e porquê.
O que são as brisas marítimas e as brisas terrestres? Explica em que momento do dia sopra cada uma e porquê.
O esquema mostra a circulação atmosférica de um hemisfério com três células (1–3) e quatro posições de superfície assinaladas com «?». Atribui a cada posição a sua…
O esquema mostra a circulação atmosférica de um hemisfério com três células (1–3) e quatro posições de superfície assinaladas com «?». Atribui a cada posição a sua latitude (0°, 30°, 60°, 90°), identifica as três células e explica por que razão em torno dos 30° se localizam as cinturas anticiclónicas.
O efeito de Coriolis desvia os ventos para a direita no hemisfério norte. Explica a sua causa, relacionada com a rotação terrestre, e de que modo condiciona a direção…
O efeito de Coriolis desvia os ventos para a direita no hemisfério norte. Explica a sua causa, relacionada com a rotação terrestre, e de que modo condiciona a direção dos ventos alísios e dos ventos de oeste.
Depressões, anticiclones e frentes
Uma semana chove sem parar em Viana do Castelo e na seguinte há sol e céu limpo. Quem manda?
Compara uma frente fria e uma frente quente: que massa de ar avança em cada uma, que nuvens se formam e que tipo de precipitação (intensa e breve versus suave e…
Compara uma frente fria e uma frente quente: que massa de ar avança em cada uma, que nuvens se formam e que tipo de precipitação (intensa e breve versus suave e persistente) lhes está associada.
No hemisfério norte, as depressões barométricas giram no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio e os anticiclones no sentido dos ponteiros do relógio. Explica a…
No hemisfério norte, as depressões barométricas giram no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio e os anticiclones no sentido dos ponteiros do relógio. Explica a circulação de cada sistema e o tipo de estado do tempo que trazem à Península Ibérica.
A costa da Galiza é húmida e a de Marrocos, muito mais seca. Relaciona essas diferenças com a latitude, as correntes marítimas, os ventos dominantes e a orientação de…
A costa da Galiza é húmida e a de Marrocos, muito mais seca. Relaciona essas diferenças com a latitude, as correntes marítimas, os ventos dominantes e a orientação de cada costa.
Dinâmica oceânica
Os portos da costa norueguesa a 60° N não gelam no inverno, mas à mesma latitude, no Canadá, o mar congela durante meses. Como é que as correntes marinhas redistribuem o calor?
As correntes superficiais do Atlântico Norte formam um giro no sentido horário. Explica que fatores o geram (ventos dominantes, efeito de Coriolis, disposição dos…
As correntes superficiais do Atlântico Norte formam um giro no sentido horário. Explica que fatores o geram (ventos dominantes, efeito de Coriolis, disposição dos continentes) e que efeito tem a corrente do Golfo sobre o clima da Europa Ocidental.
O que é a circulação termohalina e o que a impulsiona (diferenças de temperatura e de salinidade)? Explica o papel das correntes profundas no clima global.
O que é a circulação termohalina e o que a impulsiona (diferenças de temperatura e de salinidade)? Explica o papel das correntes profundas no clima global.
Afloramento, ENSO e monção
Em certos anos, o peixe desaparece da costa do Peru e chove demasiado em zonas áridas. O que muda no Pacífico?
Na monção asiática o princípio é o mesmo do da brisa, em grande escala: no verão, o continente aquece mais do que o oceano, o ar sobe sobre a Ásia e entram ventos húmidos do oceano Índico. O planalto do Tibete atua como fonte de calor em altitude. Neve tardia e abundante aumenta o albedo e gasta energia na fusão (calor latente), o que atrasa o aquecimento do continente. Um oceano Índico mais quente diminui o contraste térmico continente-oceano.
Outro caso: ao largo de costas desérticas (Chile, Namíbia) a corrente fria arrefece o ar junto à superfície, que fica mais denso e estável por baixo de ar quente em altitude (inversão térmica). Isso impede a convecção e a chuva. Água do mar muito mais quente enfraquece essa inversão.
Imagina uma faixa costeira a 22° S na fachada ocidental de um continente. Uma empresa mineira projeta lançar em alto-mar efluentes térmicos que elevariam de forma…
Imagina uma faixa costeira a 22° S na fachada ocidental de um continente. Uma empresa mineira projeta lançar em alto-mar efluentes térmicos que elevariam de forma permanente a temperatura superficial do mar em +4,5 °C ao longo de 300 km de costa.
- a) Prevê fundamentadamente como afetará este aquecimento localizado a inversão térmica marinha de subsidência, a estabilidade da camada limite atmosférica e a pluviosidade do deserto litoral adjacente.
- b) Um relatório ambiental afirma: «Como a água estará mais quente, aumentará a evaporação e choverá mais nos cumes montanhosos do interior, mas a costa imediata continuará a ser igualmente hiperárida porque a latitude subtropical determina por completo o clima». Contesta ou matiza com argumentos termodinâmicos esta afirmação comparando o mecanismo de uma corrente fria com o de uma corrente quente.
Na estação meteorológica de Darwin (norte da Austrália) regista-se durante vários meses uma anomalia barométrica de +3,5 hPa relativamente à média, enquanto no Taiti as…
Na estação meteorológica de Darwin (norte da Austrália) regista-se durante vários meses uma anomalia barométrica de +3,5 hPa relativamente à média, enquanto no Taiti as pressões são invulgarmente baixas. Ao mesmo tempo, no litoral peruano as capturas pesqueiras de anchoveta colapsam e os sensores de satélite registam ventos alísios anomalamente fracos ou invertidos.
- a) Interpreta estes registos no âmbito do fenómeno ENSO: deduz em que fase se encontra a célula de Walker e descreve a reorganização espacial dos seus ramos ascendente e descendente relativamente ao padrão neutro.
- b) Justifica o aparente paradoxo de esta alteração atmosférica provocar simultaneamente chuvas e inundações torrenciais no litoral desértico do Peru e graves secas com incêndios nas florestas da Indonésia.
- c) Prevê o que acontecerá à profundidade da termoclina equatorial e à inclinação do nível do mar entre as costas leste e oeste do Pacífico durante este evento.
O planalto do Tibete atua no verão como um gigantesco aquecedor atmosférico a mais de 4 000 m de altitude, impulsionando a monção asiática. a) Prevê fundamentadamente…
O planalto do Tibete atua no verão como um gigantesco aquecedor atmosférico a mais de 4 000 m de altitude, impulsionando a monção asiática.
- a) Prevê fundamentadamente como afetaria a monção estival da Índia uma primavera com nevadas excecionalmente tardias e abundantes sobre o Tibete, analisando o papel do albedo superficial e o calor latente de fusão da neve.
- b) Nas últimas décadas, o aquecimento anómalo das águas superficiais do oceano Índico equatorial está a reduzir o gradiente térmico estival entre o continente asiático e o mar. Deduz a consequência desta tendência sobre a intensidade do vento monzónico à superfície e sobre a penetração das massas de ar húmido em direção ao interior continental.
- c) Apesar da possível atenuação do vento médio deduzida na alínea anterior, os meteorologistas preveem um aumento na destrutividade das inundações monzónicas locais devido à relação de Clausius-Clapeyron (um ar mais quente retém aprox. 7 % mais de vapor por cada grau centígrado de aumento). Justifica a coerência termodinâmica desta aparente contradição.
Fluidos, continentalidade e clima
Duas estações à mesma latitude podem ter climas muito diferentes. Quais são as variáveis que decidem?
Dois sistemas de grande escala moldam o inverno no Atlântico Norte: a depressão da Islândia e o anticiclone dos Açores. A NAO (Oscilação do Atlântico Norte) mede a diferença de pressão entre eles. Em fase positiva a diferença é grande (depressão muito baixa, anticiclone muito alto) e o jato polar passa mais a norte, trazendo tempestades à Europa do Norte e invernos mais secos no Sul da Europa. Em fase negativa o contraste é pequeno, o jato desvia-se para sul e as depressões chegam à Península Ibérica.
A rotação planetária também decide o número de células. Num planeta com rotação muito lenta, o efeito de Coriolis é fraco e há, em princípio, uma única célula por hemisfério (do Equador ao polo). Com rotação muito rápida, a circulação fragmenta-se em mais células e faixas de vento mais estreitas.
Analisam-se os dados termopluviométricos de duas estações meteorológicas da Península Ibérica situadas praticamente à mesma latitude (aprox. 42,2° N): • Estação 1: Temp.…
Analisam-se os dados termopluviométricos de duas estações meteorológicas da Península Ibérica situadas praticamente à mesma latitude (aprox. 42,2° N):
• Estação 1: Temp. média de janeiro = 8,8 °C; Temp. média de julho = 19,5 °C; amplitude térmica anual = 10,7 °C. Precipitação anual = 1 250 mm.
• Estação 2: Temp. média de janeiro = 3,2 °C; Temp. média de julho = 22,4 °C; amplitude térmica anual = 19,2 °C. Precipitação anual = 410 mm.
- a) Atribui fundamentadamente cada estação à costa atlântica galega ou à meseta norte castelhana, baseando a tua resposta no calor específico da água face ao da litosfera e na circulação geral de oeste.
- b) Justifica por que razão a presença de relevos montanhosos intermédios acentua o contraste higrométrico e pluviométrico mediante o efeito Föhn.
- c) Prevê como mudariam a amplitude térmica e as temperaturas de inverno da Estação 1 se a Terra rodasse em sentido oposto (de este para oeste), mantendo a mesma distribuição de terras e mares.
Bordéus (França, 44,8° N) e Halifax (Canadá, 44,6° N) partilham a mesma latitude em ambos os lados do Atlântico norte. Em janeiro, a temperatura média de Bordéus é de…
Bordéus (França, 44,8° N) e Halifax (Canadá, 44,6° N) partilham a mesma latitude em ambos os lados do Atlântico norte. Em janeiro, a temperatura média de Bordéus é de +6,8 °C (raramente neva), enquanto a de Halifax é de -5,5 °C (com banquisas e neve constante).
- a) Um aluno afirma: «Essa diferença de mais de 12 °C deve-se única e exclusivamente ao facto de a corrente do Golfo aquecer a Europa e não chegar à América». Avalia criticamente esta afirmação: demonstra por que razão é incompleta, integrando na tua resposta a direção dos ventos de oeste e o caráter continental ou marítimo das massas de ar que incidem em cada costa.
- b) Explica o papel complementar desempenhado pela corrente fria do Labrador no litoral norte-americano e prevê o que aconteceria às temperaturas invernais de Bordéus se um aporte massivo de água doce de degelo fizesse colapsar o ramo norte-atlântico da cinta transportadora oceânica.
- c) Se a massa continental euro-asiática não existisse e o Atlântico se estendesse sem barreiras para este, como afetaria isso o clima invernal da fachada atlântica europeia? Justifica.
Durante um trimestre de inverno registam-se de forma persistente os seguintes valores anómalos de pressão atmosférica ao nível do mar: • Reiquiavique (Islândia):…
Durante um trimestre de inverno registam-se de forma persistente os seguintes valores anómalos de pressão atmosférica ao nível do mar:
• Reiquiavique (Islândia): anomalia de -18 hPa (pressão muito mais baixa do que o habitual, em torno de 985 hPa).
• Ponta Delgada (Açores): anomalia de +12 hPa (anticiclone muito reforçado, em torno de 1 036 hPa).
- a) Diagnostica em que fase da Oscilação do Atlântico Norte (NAO) se encontra o sistema e descreve como se encontra posicionado e organizado o jato polar (jet stream) sobre o Atlântico.
- b) Prevê de forma justificada as consequências desta configuração sobre:
1) A precipitação e a recarga de aquíferos no quadrante sudoeste da Península Ibérica.
2) O regime de tempestades, a precipitação e a produção de energia eólica e hidroelétrica nas ilhas britânicas e no oeste da Escandinávia.
- c) Um porta-voz de regantes do sul peninsular atribui a seca desse inverno ao facto de «a corrente do El Niño ter bloqueado a passagem das nuvens em Portugal». Corrige os seus erros concetuais distinguindo a NAO e o ENSO quanto à bacia oceânica, mecanismos diretos de teleconexão e escalas espaciais.
Uma equipa de astrobiologia modela a atmosfera de dois exoplanetas telúricos idênticos à Terra em massa, raio, inclinação do eixo e composição do ar, mas com rotação…
Uma equipa de astrobiologia modela a atmosfera de dois exoplanetas telúricos idênticos à Terra em massa, raio, inclinação do eixo e composição do ar, mas com rotação diferente:
• Planeta A: Período de rotação de 120 horas (rotação extremamente lenta).
• Planeta B: Período de rotação de 6 horas (rotação extremamente rápida).
- a) Para o Planeta A, prevê o número de células convectivas por hemisfério, a localização das faixas de altas e baixas pressões superficiais e o padrão de ventos predominantes.
- b) Para o Planeta B, justifica por que razão o número de células convectivas meridionais por hemisfério deve ser significativamente superior às três da Terra (Hadley, Ferrel e Polar), baseando-te na força de Coriolis e na conservação do momento angular.
- c) Na Terra, a célula de Ferrel é classificada como «termicamente indireta». Explica por que razão o seu movimento vertical contradiz a convecção térmica simples e deduz como consegue transferir calor para latitudes polares apesar disso.
Fluidos, clima e dinâmica litosférica
A atmosfera e o oceano não explicam sozinhos os paleoclimas. A litosfera interfere.
A água, o solo, os minerais e a energia são recursos geológicos. A água da hidrosfera é renovável a escalas humanas se for gerida com cuidado (os aquíferos recarregam com a chuva), enquanto muitos minerais e combustíveis fósseis levam milhões de anos a formar-se e são, na prática, não renováveis. A sua gestão sustentável exige conhecer a origem de cada recurso, a sua taxa de renovação e os impactes da exploração.
Uma carta meteorológica de 500 hPa mostra, no final de setembro, uma bolsa de ar frio isolada (-25 °C) sobre o golfo de Cádis, separada da circulação geral de oeste…
Uma carta meteorológica de 500 hPa mostra, no final de setembro, uma bolsa de ar frio isolada (-25 °C) sobre o golfo de Cádis, separada da circulação geral de oeste (DANA). Paralelamente, na bacia do Mediterrâneo ocidental, a temperatura superficial do mar ronda os 26,0 °C.
- a) Um meteorologista principiante emite um aviso vermelho por chuvas torrenciais generalizadas em toda a Península Ibérica, baseando-se exclusivamente na carta de altitude. Justifica por que razão a presença de uma DANA é condição necessária mas não suficiente para gerar um evento de precipitação extrema, especificando que fatores de superfície e de níveis baixos são imprescindíveis para que se ative a convecção severa.
- b) Analisa o papel da orografia costeira levantina (cordilheiras béticas e ibéricas) quando se estabelece um marcado fluxo de ventos húmidos de leste em níveis baixos, relacionando-o com o disparo orográfico e a energia potencial convectiva disponível (CAPE).
- c) A partir dos princípios da termodinâmica atmosférica, deduz como influencia um aquecimento anómalo persistente do mar Mediterrâneo (+2,0 °C a +3,0 °C acima da média histórica) a capacidade de absorção de humidade do ar, a taxa de evaporação e a virulência e capacidade destrutiva das descargas torrenciais resultantes.
Voltando ao princípio: Lisboa é bem mais amena do que Nova Iorque porque está na fachada ocidental de um continente, onde os ventos de oeste trazem ar marítimo, e porque a corrente do Golfo e a deriva do Atlântico Norte transportam calor para a Europa.