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Os seres vivos · Os seres vivos e a sua classificação

A identificação de espécies

Encontras um inseto no recreio da escola e não sabes o que é. Como o podes identificar sem teres de perguntar a um especialista de cada vez que aparece um ser vivo desconhecido?

O conceito de espécie

Quando se cruza um cão de raça grande com um de raça pequena, nascem cachorros que podem vir a ter crias. Quando se cruza um burro com uma égua, nasce uma mula, quase sempre estéril (o mesmo acontece no cruzamento de um cavalo com uma burra). Que critério biológico decide se dois seres vivos pertencem ou não ao mesmo grupo básico?

Dois organismos da mesma espécie podem ter aspeto muito diferente e continuar a ser da mesma espécie. É o que acontece com as raças de cães: o ser humano selecionou, ao longo de séculos, características muito diferentes dentro de uma só espécie (Canis lupus familiaris).

Dois cães de raças e tamanhos muito diferentes cruzam-se e têm um cachorro fértil, que por sua vez poderá ter crias: pertencem à mesma espécie. Mesma espécie, raças diferentes Cão de raça grande 70 kg Cão de raça pequena 1,5 kg × Cachorro fértil poderá ter crias
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Define o conceito de espécie e dá um exemplo de duas espécies diferentes que sejam muito parecidas.

Define o conceito de espécie e dá um exemplo de duas espécies diferentes que sejam muito parecidas.

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Pratica★☆☆Por começar
Segundo o critério da descendência fértil, justifica se estes pares pertencem à mesma espécie: (a) dois cães de raças distintas que têm cachorros; (b) dois pardais de…

Segundo o critério da descendência fértil, justifica se estes pares pertencem à mesma espécie: (a) dois cães de raças distintas que têm cachorros; (b) dois pardais de plumagem ligeiramente diferente que se cruzam e têm crias; (c) um lince-ibérico e um gato doméstico, que não se cruzam na natureza.

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O cruzamento entre um cavalo e uma burra produz uma mula, que é quase sempre estéril. Explica o que indica este facto relativamente ao cavalo e ao burro pertencerem ou…

O cruzamento entre um cavalo e uma burra produz uma mula, que é quase sempre estéril. Explica o que indica este facto relativamente ao cavalo e ao burro pertencerem ou não à mesma espécie, mesmo que consigam ter descendência.

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Duas populações de rãs com cores distintas vivem em charcos separados por uma estrada e nunca se cruzam na natureza. Explica que dificuldade existe em decidir se…

Duas populações de rãs com cores distintas vivem em charcos separados por uma estrada e nunca se cruzam na natureza. Explica que dificuldade existe em decidir se pertencem à mesma espécie e que teste poderia ajudar a esclarecer a dúvida.

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Num debate escolar sobre biodiversidade, uma pessoa afirma: «Um chihuahua de 1,5 kg e um cão-dinamarquês de 70,0 kg não se podem cruzar de forma natural devido à sua…

Num debate escolar sobre biodiversidade, uma pessoa afirma: «Um chihuahua de 1,5 kg e um cão-dinamarquês de 70,0 kg não se podem cruzar de forma natural devido à sua enorme diferença anatómica; portanto, segundo a definição biológica de espécie, já deveriam ser classificados oficialmente como duas espécies distintas».

  1. a) Rebate ou matiza esta afirmação utilizando o conceito biológico de espécie: justifica por que razão ambos pertencem à mesma espécie (Canis lupus familiaris), considerando a compatibilidade genética e o fluxo génico através de raças de tamanho intermédio.
  2. b) Explica que mecanismo permitiu gerar tanta diversidade morfológica no cão em tão poucos milhares de anos, em comparação com os milhões de anos que uma diversificação comparável por seleção natural costuma exigir na vida selvagem.
  3. c) Prevê o que aconteceria ao tamanho, à morfologia e à variedade dos cães se uma população mista de todas as raças ficasse isolada numa ilha sem intervenção humana durante 40 gerações.
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A chave dicotómica

Para a chave funcionar bem, as perguntas têm de se basear em caracteres objetivos e observáveis (número de patas, presença de asas, tipo de revestimento do corpo), nunca em ideias vagas.

Fluxograma de uma chave dicotómica: a primeira pergunta separa os animais sem patas (minhoca); a segunda separa os que têm asas (borboleta) dos que não têm (rato). 1. Tem patas? não sim minhoca 2. Tem asas? sim não borboleta rato

Como construir uma chave

  1. Escolhe um carácter objetivo que divida o grupo em dois subgrupos.

  2. Em cada subgrupo, repete o processo até ficar um único ser vivo em cada ramo.

  3. Verifica a chave percorrendo-a com cada um dos seres vivos: tem de chegar ao nome certo e a cada ser vivo só deve corresponder um caminho.

Pratica★☆☆Por começar
Explica o que é uma chave dicotómica e para que serve, indicando como devem ser as perguntas que a constituem para que funcione bem. Nomeia também outras duas…

Explica o que é uma chave dicotómica e para que serve, indicando como devem ser as perguntas que a constituem para que funcione bem. Nomeia também outras duas ferramentas que ajudam a identificar seres vivos no campo, como um guia de espécies ou uma aplicação para telemóvel de identificação, e aponta uma vantagem de cada uma face à chave.

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Pratica★☆☆Por começar
A chave dicotómica do esquema serve para identificar quatro animais. Percorre-a e escreve o caminho completo (as perguntas e as respostas escolhidas) que conduz até à…

A chave dicotómica do esquema serve para identificar quatro animais. Percorre-a e escreve o caminho completo (as perguntas e as respostas escolhidas) que conduz até à lagartixa.

1. Tem patas? não minhoca sim 2. Tem asas? sim borboleta não 3. Tem o corpo coberto de pelos? sim gato não lagartixa
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Pratica★★☆Por começar
Usando a seguinte chave dicotómica: 1. a) Tem patas .................................................... 2 b) Não tem patas…

Usando a seguinte chave dicotómica:

  1. a) Tem patas .................................................... 2

b) Não tem patas ................................................. Minhoca

  1. a) Tem asas ..................................................... Escaravelho

b) Não tem asas .................................................. Rato

Identifica: (a) um escaravelho, que tem patas e asas; (b) um rato; (c) uma cobra. Que problema surge ao classificar a cobra? Propõe uma melhoria da chave para o resolver.

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Pratica★★☆Por começar
Constrói uma chave dicotómica de três perguntas que permita distinguir estes quatro seres vivos: um cão, uma palmeira, um cogumelo e uma truta. Verifica se funciona…

Constrói uma chave dicotómica de três perguntas que permita distinguir estes quatro seres vivos: um cão, uma palmeira, um cogumelo e uma truta. Verifica se funciona percorrendo-a com dois deles.

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Pratica★★☆Por começar
Constrói uma chave dicotómica de duas perguntas que permita distinguir um pinheiro, um carvalho e um gerânio, e verifica se funciona percorrendo-a com cada uma das três…

Constrói uma chave dicotómica de duas perguntas que permita distinguir um pinheiro, um carvalho e um gerânio, e verifica se funciona percorrendo-a com cada uma das três plantas.

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Pratica★★★Por começar
No recreio da escola, encontraram cinco animais diferentes: um caracol, uma abelha, uma aranha, um pardal e um rato. Elabora uma chave dicotómica completa que permita…

No recreio da escola, encontraram cinco animais diferentes: um caracol, uma abelha, uma aranha, um pardal e um rato. Elabora uma chave dicotómica completa que permita identificar os cinco e verifica se funciona percorrendo-a com dois deles.

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Pratica★★★Por começar
Numa saída de campo à montanha, observam duas lagartixas adultas de dorso acastanhado e cerca de 13,5 cm de comprimento. Um estudante tenta usar uma chave dicotómica…

Numa saída de campo à montanha, observam duas lagartixas adultas de dorso acastanhado e cerca de 13,5 cm de comprimento. Um estudante tenta usar uma chave dicotómica escolar baseada unicamente em «corpo alongado», «quatro patas» e «cor acastanhada ou esverdeada», mas verifica que ambas chegam à mesma opção final e afirma: «Se a chave não as separa, é uma prova definitiva de que pertencem à mesma espécie».

  1. a) Rebate a conclusão do estudante justificando quais são as limitações das chaves dicotómicas baseadas unicamente em carateres macroscópicos gerais.
  2. b) Nessa zona coexistem a lagartixa-ibérica (Podarcis hispanicus) e a lagartixa-da-montanha (Iberolacerta monticola). Desenha uma estratégia com três níveis de observação de precisão crescente (desde o exame detalhado com lupa de mão até técnicas de laboratório) que permita desempatar e confirmar com rigor a espécie de cada indivíduo.
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O nome científico

A ave Erithacus rubecula chama-se pisco-de-peito-ruivo em português, robin em inglês e Rotkehlchen em alemão. Como conseguem os cientistas de todo o mundo referir-se ao mesmo organismo sem depender da língua?

Este sistema foi criado pelo naturalista sueco Carlos Lineu (século XVIII). Segundo as regras de nomenclatura biológica, depois de escrito por extenso, o género pode abreviar-se (por exemplo, P. pinaster).

Porquê o latim? É uma língua que já não se fala, por isso não muda com o tempo nem favorece nenhum país. E usar duas palavras permite, ao mesmo tempo, agrupar organismos aparentados (género) e distinguir a espécie exata.

Estrutura do nome científico Homo sapiens: a primeira palavra é o género, com inicial maiúscula, e a segunda é o epíteto específico, em minúscula. Homo sapiens género (maiúscula) epíteto (minúscula)

Categorias taxonómicas

A espécie é a categoria mais baixa de uma hierarquia. Espécies parecidas agrupam-se em géneros, os géneros em famílias, e assim por diante: espécie → género → família → ordem → classe → filo → reino → domínio. Cada categoria inclui as anteriores.

Pratica★☆☆Por começar
Corrige a grafia destes nomes científicos e explica as três regras que aplicaste: «quercus ilex», «Homo Sapiens» e «CANIS LUPUS».

Corrige a grafia destes nomes científicos e explica as três regras que aplicaste: «quercus ilex», «Homo Sapiens» e «CANIS LUPUS».

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Pratica★★☆Por começar
O nome científico do pinheiro-de-alepo é Pinus halepensis*. Explica o que indica cada uma das duas palavras, quem criou este sistema de nomenclatura e que vantagens tem…

O nome científico do pinheiro-de-alepo é Pinus halepensis. Explica o que indica cada uma das duas palavras, quem criou este sistema de nomenclatura e que vantagens tem a utilização de nomes científicos em latim face aos nomes vulgares.

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Ferramentas de campo e biodiversidade

Num metro quadrado de relvado urbano vivem poucos tipos de plantas e de insetos, mas num montado alentejano ou num pinhal convivem centenas de espécies. Como se pode registar essa riqueza sem perturbar os seres vivos?

Saber que espécies vivem num sítio permite protegê-las, detetar mudanças (como a chegada de uma espécie invasora) e avaliar o estado de conservação de um ecossistema. Uma espécie extinta é aquela de que já não existe nenhum indivíduo vivo (por exemplo, o dodó, desaparecido por caça e introdução de predadores).

Três ferramentas de identificação: a chave dicotómica, que segue passos exatos; o guia de campo, com fotografia, tamanho e habitat; e a aplicação de telemóvel, que identifica por fotografia em segundos. Chave dicotómica Guia de campo Aplicação passos exatos fotografia e habitat em segundos

Identificar sem perturbar

Muitos animais identificam-se sem sequer serem vistos, através de vestígios: pegadas (tamanho e tipo de pata, dieta), excrementos (alimentação), penas (a espécie de ave), restos de alimento ou ninhos. Estudá-los assim evita capturas, stresse e o risco de ferir o animal, e permite acompanhar espécies tímidas ou raras, como a lontra ou o lobo-ibérico.

Pratica★☆☆Por começar
Explica o que é um guia de campo e que informação costuma apresentar sobre cada espécie (fotografia ou desenho, descrição, tamanho, habitat...). Por que razão convém…

Explica o que é um guia de campo e que informação costuma apresentar sobre cada espécie (fotografia ou desenho, descrição, tamanho, habitat...). Por que razão convém levá-lo numa visita de estudo ou passeio?

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Pratica★☆☆Por começar
Explica por palavras tuas o que é a biodiversidade e apresenta duas razões pelas quais os cientistas têm interesse em saber que espécies vivem num determinado local.

Explica por palavras tuas o que é a biodiversidade e apresenta duas razões pelas quais os cientistas têm interesse em saber que espécies vivem num determinado local.

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Pratica★☆☆Por começar
Explica o que é uma espécie extinta, dá um exemplo conhecido e nomeia uma possível causa de extinção.

Explica o que é uma espécie extinta, dá um exemplo conhecido e nomeia uma possível causa de extinção.

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Pratica★★☆Por começar
Uma aplicação de telemóvel identifica plantas a partir de uma fotografia. Explica duas vantagens destas ferramentas e um risco de confiar nelas, e descreve o que farias…

Uma aplicação de telemóvel identifica plantas a partir de uma fotografia. Explica duas vantagens destas ferramentas e um risco de confiar nelas, e descreve o que farias para confirmar uma identificação duvidosa.

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Pratica★★☆Por começar
Muitos animais podem ser identificados sem serem vistos: pelas suas pegadas, excrementos, penas ou restos de alimento. Explica que vantagens traz estudá-los desta forma,…

Muitos animais podem ser identificados sem serem vistos: pelas suas pegadas, excrementos, penas ou restos de alimento. Explica que vantagens traz estudá-los desta forma, incluindo para o bem-estar dos animais, e dá um exemplo de um vestígio e da informação que ele fornece.

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Pratica★★☆Por começar
Numa excursão, encontras uma planta que não conheces. Descreve em pormenor que quatro dados anotarias (ou fotografarias) para a identificar mais tarde em casa e explica…

Numa excursão, encontras uma planta que não conheces. Descreve em pormenor que quatro dados anotarias (ou fotografarias) para a identificar mais tarde em casa e explica por que razão não deves arrancá-la para a levar contigo.

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Trabalho de campo responsável

Muitos animais sentem dor e bem-estar: são seres sencientes. Sentir não é o mesmo que reagir a um estímulo: uma planta cresce em direção à luz, mas isso não prova que tenha experiência de dor.

Esquema das quatro fases do trabalho de campo responsável: observar, identificar sem danificar, registar e respeitar. Observar Identificarsem danificar Registar Respeitar
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Uma equipa de investigação quer estudar os hábitos de alimentação das aves da zona da escola e propõe dois métodos: Método A: Capturar exemplares com redes, fechá-los em…

Uma equipa de investigação quer estudar os hábitos de alimentação das aves da zona da escola e propõe dois métodos:

  • Método A: Capturar exemplares com redes, fechá-los em gaiolas individuais no laboratório para os pesar e registar quantas sementes consomem sob luz artificial contínua.

  • Método B: Instalar comedouros nas árvores do pátio, colocar uma câmara automática de armadilhagem fotográfica e observá-las com binóculos a partir das janelas a 15 metros de distância, sem interferir.

  1. a) Tendo em conta que as aves são seres sencientes (capazes de sentir dor, medo e stresse), justifica qual dos dois métodos é eticamente adequado.
  2. b) Prevê que consequências fisiológicas e de comportamento teria o stresse do Método A nas aves e como poderia alterar ou falsear os dados científicos obtidos sobre a sua alimentação natural.
  3. c) Se no laboratório precisares de estudar a resposta à humidade das minhocas, concebe duas medidas concretas na tua montagem experimental para garantir o seu bem-estar e evitar provocar-lhes desidratação ou danos.
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Mini-investigação: concebe um inventário da biodiversidade do recreio da tua escola durante uma semana. Planeia que zonas irás percorrer, em que horário, o que…

Mini-investigação: concebe um inventário da biodiversidade do recreio da tua escola durante uma semana. Planeia que zonas irás percorrer, em que horário, o que registarás na tabela (data, local, espécie ou grupo, número de indivíduos), que ferramentas de identificação utilizarás e que normas irás seguir para não perturbar os seres vivos.

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Num troço de um rio local apareceram bivalves de água doce fixados às rochas. O responsável pela manutenção propõe aplicar uma descarga química desinfetante em toda a…

Num troço de um rio local apareceram bivalves de água doce fixados às rochas. O responsável pela manutenção propõe aplicar uma descarga química desinfetante em toda a margem para erradicar qualquer molusco de forma rápida, afirmando que «não vale a pena perder tempo a identificá-los com lupa porque todos os bivalves fluviais fazem o mesmo».

Nesse rio convivem duas espécies de aspeto semelhante: a concha-de-rio autóctone (Unio mancus), protegida e em perigo, e o mexilhão-zebra (Dreissena polymorpha), uma espécie exótica invasora.

  1. a) Refuta a proposta do responsável: justifica por que razão a identificação biológica precisa é imprescindível antes de intervir e que impacto ecológico irreversível causaria o seu plano.
  2. b) Explica que características biológicas tornam o mexilhão-zebra uma espécie invasora prejudicial face ao papel ecológico equilibrado desempenhado pela concha-de-rio autóctone.
  3. c) Prevê o que aconteceria na cadeia trófica e na qualidade da água do rio se o mexilhão-zebra não for detetado a tempo e colonizar maciçamente o leito.
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Um colega de turma elaborou a seguinte ficha para ajudar a identificar um animal observado no recreio da escola: Nome: Pássaro preto. Características para o reconhecer:…

Um colega de turma elaborou a seguinte ficha para ajudar a identificar um animal observado no recreio da escola:

  • Nome: Pássaro preto.

  • Características para o reconhecer: «É de tamanho médio, bastante escuro, muito assustadiço e canta bem pelas manhãs».

  • Onde vive: «Nas árvores e no chão onde houver comida».

  1. a) Avalia criticamente a ficha: justifica por que razão essas características são subjetivas e ambíguas, explicando por que motivo não serviriam para outra pessoa diferenciar esse exemplar de outras espécies parecidas, como um estorninho ou uma gralha.
  2. b) Reescreve a ficha para o melro-preto aplicando critérios científicos: inclui o seu nome científico binomial corretamente escrito (Turdus merula), o seu grupo taxonómico, pelo menos duas características morfológicas objetivas e observáveis (como o dimorfismo sexual na cor da plumagem e do bico) e o seu habitat com precisão.
  3. c) Justifica por que razão na ciência internacional é obrigatório usar a nomenclatura binomial em latim em vez de nomes comuns locais.
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Desafio do tema. BioBlitz caseiro: Catálogo de biodiversidade. Transforma-te num naturalista e analisa a biodiversidade do teu ambiente elaborando uma ficha técnica de…

Desafio do tema. BioBlitz caseiro: Catálogo de biodiversidade.

Transforma-te num naturalista e analisa a biodiversidade do teu ambiente elaborando uma ficha técnica de campo.

  1. Amostragem: Localiza $4$ seres vivos diferentes na tua casa ou num parque próximo (por exemplo, uma planta, um inseto de pelo menos $0,5\text{ cm}$, um fungo ou uma ave). Descreve evidências observáveis das suas três funções vitais.

  2. Identificação: Consulta o portal científico oficial de dados de biodiversidade GBIF (gbif.org) ou uma chave dicotómica escolar para descobrires o nome científico ($Género\ espécie$) de pelo menos $2$ dos exemplares observados.

  3. Classificação sistemática: Cria uma tabela comparativa onde atribuas a cada organismo o seu reino correspondente e o seu grande grupo biológico (artrópode, angiospérmica, ave, etc.), detalhando o seu tipo de organização e nutrição.

  4. Proposta fundamentada: Redige um breve relatório justificando que critérios diferenciam estes organismos da matéria inerte e por que razão um vírus não se enquadraria em nenhum dos reinos tradicionais.

Será valorizado:

  • Classificação taxonómica precisa em reinos e grandes grupos.

  • Uso correto da nomenclatura binomial através de fontes oficiais de consulta.

  • Justificação coerente das características e funções vitais.

  • Qualidade organizativa e rigor científico na ficha de campo entregue.

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Volta ao princípio: para identificares o inseto do recreio, observa com atenção os seus caracteres (número de patas, asas, antenas), segue as perguntas de uma chave dicotómica ou compara-o com um guia de campo fotográfico, sempre sem o capturar nem o magoar. Depois regista-o com o nome científico correto.

Em resumo

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