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11.º ano A · Biologia e Geologia
Os microrganismos · As bactérias

Eubactérias e arqueobactérias

Antes de começar, convém dominares: Tipos de células: procarióticas e eucarióticas (8.º ano do ensino básico (3.º ciclo))

Num grama de solo vivem mais bactérias do que habitantes na Terra. São os seres vivos mais antigos, mais numerosos e metabolicamente mais versáteis da Terra: há bactérias que «respiram» enxofre, que produzem oxigénio, que vivem a 110 °C ou que sobrevivem em salmouras saturadas. Para perceber a vida microbiana, começa-se pela sua célula.

A célula procariótica

Ao microscópio, uma célula da mucosa bucal corada mostra um núcleo escuro bem delimitado, enquanto as bactérias de um iogurte parecem homogéneas, sem compartimentos visíveis. Onde guardam elas o material genético se não têm núcleo?

Comparação entre uma célula procariótica em forma de bacilo (parede celular, membrana plasmática, citoplasma, nucleoide com ADN circular e ribossomas) e uma célula eucariótica animal (núcleo com invólucro nuclear, mitocôndrias, retículo endoplasmático, complexo de Golgi e membrana plasmática). parede celular membrana plasmática citoplasma ribossomas nucleoide (cromossoma circular) núcleo mitocôndria invólucro nuclear retículo endoplasmático complexo de Golgi membrana plasmática célula procariótica 1-5 µm célula eucariótica 10-100 µm desenhos fora de escala: a procariótica está muito mais ampliada
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Indica três diferenças estruturais entre uma célula procariota bacteriana e uma célula eucariota, e explica que consequência funcional tem cada uma.

Indica três diferenças estruturais entre uma célula procariota bacteriana e uma célula eucariota, e explica que consequência funcional tem cada uma.

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Formas e agrupamentos

Esquema das formas bacterianas básicas (coco, bacilo, espirilo e vibrião) e dos agrupamentos típicos dos cocos: diplococos, estreptococos e estafilococos. coco bacilo espirilo vibrião diplococos estreptococos estafilococos

Exemplos conhecidos: Escherichia coli (bacilo), Streptococcus (estreptococos, responsáveis por algumas anginas), Vibrio cholerae (vibrião), Spirillum (espirilo).

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Observa as bactérias do esquema (A a F). Classifica-as segundo a sua forma (coco, bacilo, espirilo ou vibrião) e, se for caso disso, segundo o seu agrupamento…

Observa as bactérias do esquema (A a F). Classifica-as segundo a sua forma (coco, bacilo, espirilo ou vibrião) e, se for caso disso, segundo o seu agrupamento (diplococos, estreptococos, estafilococos), apresentando um exemplo conhecido sempre que possível.

A B C D E F
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Parede, cápsula, flagelos, pili e endósporos

Se mergulhares um glóbulo vermelho em água destilada, incha e rebenta por osmose; uma bactéria de água doce nunca rebenta. Que estrutura aguenta essa enorme pressão osmótica interna?

Bactéria em forma de bacilo onde se vêem, de fora para dentro, a cápsula, a parede celular e a membrana plasmática. No citoplasma estão o nucleoide, com o ADN enrolado, e os ribossomas. Para o exterior saem um flagelo longo e ondulado e vários pili curtos. cápsula parede celular pili flagelo nucleoide membrana plasmática ribossomas Corte do revestimento de uma bactéria gram-positiva, com uma camada espessa de peptidoglicano sobre a membrana plasmática, e de uma gram-negativa, com membrana externa, espaço periplásmico com uma camada fina de peptidoglicano e membrana plasmática; em baixo, a cor que cada uma toma com a coloração de Gram. Gram-positiva Gram-negativa exterior exterior citoplasma peptidoglicano (camada espessa) membrana plasmática citoplasma membrana externa espaço periplásmico peptidoglicano (camada fina) membrana plasmática retém o violeta: roxa não retém o violeta: rosa
Pratica★☆☆Por começar
Explica o que é a parede celular bacteriana (peptidoglicano) e em que consiste a coloração de Gram: que dois grandes grupos distingue (gram-positivas e gram-negativas) e…

Explica o que é a parede celular bacteriana (peptidoglicano) e em que consiste a coloração de Gram: que dois grandes grupos distingue (gram-positivas e gram-negativas) e por que razão é tão útil na escolha de um tratamento.

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Pratica★☆☆Por começar
a) Nomeia três estruturas externas que uma bactéria pode apresentar. b) Explica a função principal de cada uma delas.
  1. a) Nomeia três estruturas externas que uma bactéria pode apresentar.
  2. b) Explica a função principal de cada uma delas.
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Pratica★☆☆Por começar
O que é um endósporo? Explica como se forma, que resistência extraordinária possui (calor, dessecação, desinfetantes) e por que razão complica a esterilização na…

O que é um endósporo? Explica como se forma, que resistência extraordinária possui (calor, dessecação, desinfetantes) e por que razão complica a esterilização na medicina e na indústria conserveira (exemplos: tétano, botulismo).

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Metabolismo bacteriano e papel ecológico

Classificação dos tipos metabólicos das bactérias segundo a fonte de energia (luz ou reações químicas) e a fonte de carbono (CO₂ ou matéria orgânica): fotoautotróficas, quimioautotróficas e heterotróficas. luz química energia C: CO₂ (autotrófico) C: matéria orgânica fotoautotrófica cianobactérias quimioautotrófica bact. do enxofre heterotrófica a maioria

Simbiose bacteriana: o que dá cada parceiro

As bactérias também vivem em simbiose com outros seres vivos. Há dois exemplos clássicos: a lula e Vibrio fischeri, e as leguminosas e Rhizobium.

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A simbiose bacteriana vai muito além do intestino humano. Descreve um exemplo concreto — as bactérias bioluminescentes da lula (Vibrio fischeri) ou os nódulos de…

A simbiose bacteriana vai muito além do intestino humano. Descreve um exemplo concreto — as bactérias bioluminescentes da lula (Vibrio fischeri) ou os nódulos de Rhizobium nas leguminosas —, explicando o que cada parceiro fornece e como se «reconhecem» para estabelecer a associação.

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Pratica★☆☆Por começar
Distingue uma bactéria aeróbia estrita, uma anaeróbia estrita e uma anaeróbia facultativa, e associa cada tipo a um ambiente (superfície do solo, fundo de uma ferida…

Distingue uma bactéria aeróbia estrita, uma anaeróbia estrita e uma anaeróbia facultativa, e associa cada tipo a um ambiente (superfície do solo, fundo de uma ferida profunda, tubo digestivo).

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Potencial redox e aceitadores de eletrões

Num sedimento, as bactérias usam como aceitador final de eletrões o composto que rende mais energia. Quanto maior a diferença de potencial redox ($\Delta E'$) entre o dador e o aceitador, mais ATP se pode sintetizar. A ordem é: $\text{O}_2$ (aeróbios), $\text{NO}_3^-$ (desnitrificantes), formas oxidadas de ferro e enxofre, e por fim $\text{CO}_2$ (metanogénicas, que produzem $\text{CH}_4$). Por isso, as camadas dispõem-se em profundidade pela ordem em que cada aceitador se esgota.

Pratica★★☆Por começar
O metabolismo bacteriano é muito diverso. Descreve os tipos fotoautotrófico, quimioautotrófico e heterotrófico: onde obtém cada um a energia e o carbono, e dá um exemplo…

O metabolismo bacteriano é muito diverso. Descreve os tipos fotoautotrófico, quimioautotrófico e heterotrófico: onde obtém cada um a energia e o carbono, e dá um exemplo de bactéria ou de ambiente para cada tipo.

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Pratica★★☆Por começar
Explica o papel essencial das bactérias nos ciclos do azoto e do carbono (fixação, nitrificação, desnitrificação e decomposição) e justifica o que aconteceria nos…

Explica o papel essencial das bactérias nos ciclos do azoto e do carbono (fixação, nitrificação, desnitrificação e decomposição) e justifica o que aconteceria nos ecossistemas se elas desaparecessem.

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Dois domínios: eubactérias e arqueobactérias

No final da década de 1970, Carl Woese comparou sequências de ARN ribossómico e descobriu que os microrganismos de fontes hidrotermais vulcânicas diferiam mais de Escherichia coli do que esta de uma planta. Como é possível separar em linhagens tão distintas dois organismos de aspeto idêntico ao microscópio?

Árvore filogenética dos três domínios: a partir de um antepassado comum separa-se primeiro Eubacteria e depois Archaebacteria e Eukarya, que são linhagens irmãs. Eubacteria Archaebacteria Eukarya antepassado comum
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Muitas arqueobactérias são extremófilas (termófilas, halófilas, acidófilas). Descreve que ambientes colonizam, que adaptações bioquímicas lhes permitem viver nesses…

Muitas arqueobactérias são extremófilas (termófilas, halófilas, acidófilas). Descreve que ambientes colonizam, que adaptações bioquímicas lhes permitem viver nesses locais e por que razão o seu estudo interessa às hipóteses sobre a origem da vida.

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Pratica★★☆Por começar
Refere duas diferenças moleculares entre eubactérias e arqueobactérias (por exemplo, na parede celular ou nos lípidos membranares) e explica por que razão se classificam…

Refere duas diferenças moleculares entre eubactérias e arqueobactérias (por exemplo, na parede celular ou nos lípidos membranares) e explica por que razão se classificam em domínios distintos.

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Pratica★★☆Por começar
As cianobactérias foram chamadas «algas azuis» durante séculos. Explica por que razão esse nome estava incorreto (organização procariota), que tipo de fotossíntese…

As cianobactérias foram chamadas «algas azuis» durante séculos. Explica por que razão esse nome estava incorreto (organização procariota), que tipo de fotossíntese realizam (oxigénica) e que papel histórico desempenharam na atmosfera terrestre.

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Transferência horizontal de genes

As bactérias reproduzem-se habitualmente por cissiparidade (divisão binária), mas podem adquirir ADN sem se reproduzirem. A transformação capta ADN livre; a transdução transporta-o através de bacteriófagos; a conjugação implica a passagem por contacto entre células, muitas vezes de plasmídeos.

Três vias de transferência horizontal de genes: uma bactéria capta ADN livre do meio (transformação), um fago ligado à parede injeta ADN numa bactéria (transdução) e uma bactéria dadora passa um plasmídeo a uma recetora por um pilus sexual (conjugação). Transformação ADN livre bactéria Transdução fago bactéria Conjugação dadora recetora pilus sexual plasmídeo ADN transferido

Os plasmídeos são pequenas moléculas de ADN circular, independentes do cromossoma bacteriano. Costumam conter genes úteis em situações particulares, como a resistência a antibióticos ou a produção de toxinas. Como podem passar de uma bactéria para outra, estes genes espalham-se depressa numa população, o que preocupa a comunidade médica.

Biofilmes

Um biofilme é uma comunidade de bactérias aderidas a uma superfície e envolvidas numa matriz que elas próprias produzem. Forma-se no tártaro dentário, em cateteres, em tubagens e nas pedras de um rio. A matriz dificulta a entrada de antibióticos e desinfetantes, e as bactérias do interior têm metabolismo lento, por isso resistem muito mais do que as bactérias livres. Nos hospitais, os biofilmes em cateteres e instrumentos causam infeções difíceis de eliminar.

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O que são os plasmídeos? Explica que tipo de genes costumam conter (resistência a antibióticos, toxinas) e por que razão a sua capacidade de passar de uma bactéria para…

O que são os plasmídeos? Explica que tipo de genes costumam conter (resistência a antibióticos, toxinas) e por que razão a sua capacidade de passar de uma bactéria para outra preocupa a comunidade médica.

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Pratica★★☆Por começar
Os biofilmes são comunidades bacterianas aderidas a uma superfície e envolvidas numa matriz. Explica onde se formam (tártaro dentário, cateteres, tubagens, pedras do…

Os biofilmes são comunidades bacterianas aderidas a uma superfície e envolvidas numa matriz. Explica onde se formam (tártaro dentário, cateteres, tubagens, pedras do rio), por que razão são muito mais resistentes aos antibióticos e aos desinfetantes do que as bactérias livres e que problemas causam nos hospitais.

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Em resumo

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