Exercícios: Pobreza, desigualdade e redistribuição
Em Portugal, o limiar de risco de pobreza é definido como $60\ \%$ da mediana dos rendimentos. Numa notícia do INE, a mediana do rendimento mensal era de cerca de…
Em Portugal, o limiar de risco de pobreza é definido como $60\ \%$ da mediana dos rendimentos. Numa notícia do INE, a mediana do rendimento mensal era de cerca de $1\,000\ \text{€}$.
- a) Calcula o valor do limiar mensal de risco de pobreza.
- b) Indica quais destas pessoas estavam em risco de pobreza: a Ana ($580\ \text{€}$ por mês), o Bernardo ($650\ \text{€}$) e a Carla ($1\,200\ \text{€}$).
- c) Explica, com palavras tuas, o que significa «risco de pobreza» e por que razão é uma medida relativa, que depende da mediana dos rendimentos e não de um valor fixo.
A taxa AROPE mede a percentagem da população em risco de pobreza ou exclusão social e combina três situações: ter rendimento abaixo do limiar de pobreza; sofrer privação…
A taxa AROPE mede a percentagem da população em risco de pobreza ou exclusão social e combina três situações: ter rendimento abaixo do limiar de pobreza; sofrer privação material e social severa (por exemplo, não conseguir aquecer a casa ou pagar uma despesa inesperada); e viver num agregado com muito baixa intensidade de trabalho (em que os adultos trabalham muito pouco tempo ao longo do ano). Em Portugal, esta taxa ronda os $20\ \%$, ou seja, cerca de 2 milhões de pessoas.
- a) Explica, com um exemplo concreto, cada uma das três situações que a taxa AROPE combina.
- b) O Rui ganha $700\ \text{€}$ por mês, acima do limiar de pobreza, mas não consegue pagar uma despesa inesperada de $400\ \text{€}$ nem manter a casa quente no inverno. Pode ser contado na taxa AROPE? Justifica.
- c) Interpreta o valor português: quantas pessoas em cada 100 estão em risco de pobreza ou exclusão social?
A tabela mostra a repartição do rendimento total por quintis da população (do mais pobre ao mais rico) em dois países imaginários, em percentagem. | País | Q1 (20 % mais…
A tabela mostra a repartição do rendimento total por quintis da população (do mais pobre ao mais rico) em dois países imaginários, em percentagem.
| País | Q1 (20 % mais pobre) | Q2 | Q3 | Q4 | Q5 (20 % mais rico) |
|---|---|---|---|---|---|
| Valeverde | 7 | 12 | 17 | 24 | 40 |
| Montanha | 10 | 14 | 18 | 23 | 35 |
- a) Calcula o rácio S80/S20 de cada país, isto é, o quociente entre a fatia do quintil mais rico e a fatia do quintil mais pobre.
- b) Interpreta o valor obtido para Valeverde: o que significa esse rácio?
- c) Compara os dois países: qual tem uma distribuição do rendimento mais igualitária? Justifica.
- d) Confirma que, em cada país, as cinco fatias somam $100\ \%$ e explica por que isso tem de acontecer.
A tabela mostra a repartição do rendimento por decis da população num país imaginário (em percentagem do rendimento total) e a figura representa a respetiva curva de…
A tabela mostra a repartição do rendimento por decis da população num país imaginário (em percentagem do rendimento total) e a figura representa a respetiva curva de Lorenz.
| Decil | D1 (10 % mais pobre) | D2 | D3 | D4 | D5 | D6 | D7 | D8 | D9 | D10 (10 % mais rico) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| % do rendimento | 2,5 | 4 | 5,5 | 7 | 8,5 | 10 | 12 | 14,5 | 16 | 20 |
- a) Calcula o rácio S90/S10, isto é, o quociente entre a fatia do decil mais rico e a fatia do decil mais pobre.
- b) Interpreta o valor obtido: o que nos diz sobre a desigualdade neste país?
- c) Lê as coordenadas do ponto assinalado na curva de Lorenz e verifica, somando fatias da tabela, que correspondem aos $40\ \%$ mais pobres da população.
- d) O que aconteceria à curva de Lorenz se a distribuição do rendimento fosse perfeitamente igualitária?
As transferências sociais mudam tudo. Em Portugal, antes das transferências sociais (sem contar com as pensões), a taxa de risco de pobreza ronda os $45\ \%$; depois de…
As transferências sociais mudam tudo. Em Portugal, antes das transferências sociais (sem contar com as pensões), a taxa de risco de pobreza ronda os $45\ \%$; depois de todas as transferências, desce para cerca de $17\ \%$.
- a) Calcula a descida da taxa de risco de pobreza em pontos percentuais e a respetiva variação relativa, em percentagem.
- b) A D. Rosa vive com um filho e recebe um salário líquido de $1\,000\ \text{€}$ por mês. O limiar de pobreza é de $600\ \text{€}$ por pessoa. Mostra, com cálculos, se esta família estava em risco de pobreza antes de receber apoios sociais.
- c) A família passou a receber $160\ \text{€}$ de abono de família e $120\ \text{€}$ de Rendimento Social de Inserção por mês. Verifica, com cálculos, se saiu do risco de pobreza.
- d) Explica, com base nos resultados anteriores, o papel redistributivo das transferências sociais, dá mais um exemplo de uma prestação atribuída pela Segurança Social em Portugal e comenta um limite desta forma de medir a pobreza.