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Exercícios: Energia e potencial elétrico

Pratica★☆☆
Uma pequena esfera do laboratório tem uma carga $Q = 3\,\mu\text{C}$ (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$). a) Calcula o potencial elétrico…

Uma pequena esfera do laboratório tem uma carga $Q = 3\,\mu\text{C}$ (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$).

  1. a) Calcula o potencial elétrico a $0,5\ \text{m}$ da esfera, $V = K \cdot \frac{Q}{r}$.
  2. b) Indica o sinal do potencial e justifica em que local se convenciona $V = 0$.
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Pratica★☆☆
O potencial elétrico é uma grandeza escalar; o campo elétrico, vetorial. a) Explica que diferença prática isto acarreta ao somar, num ponto, as contribuições de várias…

O potencial elétrico é uma grandeza escalar; o campo elétrico, vetorial.

  1. a) Explica que diferença prática isto acarreta ao somar, num ponto, as contribuições de várias cargas.
  2. b) O potencial num ponto pode ser negativo? Dá um exemplo.
  3. c) Que sinal tem o potencial criado por uma carga positiva?
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Pratica★☆☆
Uma carga $q = 2\,\mu\text{C}$ encontra-se num ponto onde o potencial é $V = 1000\ \text{V}$. a) Calcula a sua energia potencial elétrica, $E_p = q \cdot V$. b) Se a…

Uma carga $q = 2\,\mu\text{C}$ encontra-se num ponto onde o potencial é $V = 1000\ \text{V}$.

  1. a) Calcula a sua energia potencial elétrica, $E_p = q \cdot V$.
  2. b) Se a carga, que é positiva, se movesse espontaneamente para um ponto de menor potencial, justifica se a sua energia potencial aumentaria ou diminuiria.
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Pratica★☆☆
A partir da expressão do trabalho $W = q \cdot \Delta V$: a) Deduz a equivalência $1\ \text{V} = 1\ \text{J/C}$. b) Explica o que significa haver entre os polos de uma…

A partir da expressão do trabalho $W = q \cdot \Delta V$:

  1. a) Deduz a equivalência $1\ \text{V} = 1\ \text{J/C}$.
  2. b) Explica o que significa haver entre os polos de uma bateria de automóvel uma diferença de potencial de $12\ \text{V}$, em termos da energia de cada coulomb de carga que a atravessa.
  3. c) Indica quais destas expressões equivalem a um volt: $\text{J/C}$; $\text{N/C}$; $\text{J}\cdot\text{C}$.
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Pratica★☆☆
Uma carga $q = 5\,\mu\text{C}$ desloca-se de um ponto A, com potencial $V_A = 200\ \text{V}$, até um ponto B, com $V_B = 80\ \text{V}$. a) Calcula o trabalho realizado…

Uma carga $q = 5\,\mu\text{C}$ desloca-se de um ponto A, com potencial $V_A = 200\ \text{V}$, até um ponto B, com $V_B = 80\ \text{V}$.

  1. a) Calcula o trabalho realizado pelo campo elétrico, $W_{A \to B} = q \cdot (V_A - V_B)$.
  2. b) Justifica, a partir do sinal do resultado, se o campo «empurra» espontaneamente a carga nesse sentido do deslocamento.
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Pratica★☆☆
Na física de partículas utiliza-se muito o eletrão-volt: $1\ \text{eV} = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{J}$ (dado: carga elementar $e = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{C}$). a) Exprime…

Na física de partículas utiliza-se muito o eletrão-volt: $1\ \text{eV} = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{J}$ (dado: carga elementar $e = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{C}$).

  1. a) Exprime em joules uma energia de $3\ \text{eV}$.
  2. b) Justifica a equivalência anterior calculando, com $W = q \cdot \Delta V$, a energia que um eletrão ganha ao ser acelerado por uma diferença de potencial de $1\ \text{V}$.
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Pratica★☆☆
Duas cargas pontuais $q_1 = 1\,\mu\text{C}$ e $q_2 = 2\,\mu\text{C}$ estão separadas por $0,3\ \text{m}$ (considera…

Duas cargas pontuais $q_1 = 1\,\mu\text{C}$ e $q_2 = 2\,\mu\text{C}$ estão separadas por $0,3\ \text{m}$ (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$).

  1. a) Calcula a energia potencial elétrica do sistema, $E_p = K \cdot \frac{q_1 \cdot q_2}{r}$.
  2. b) Interpreta o sinal do resultado: ao afastar as cargas até ao infinito, é necessário fornecer energia ou esta é libertada? Relaciona-o com o facto de as cargas se repelirem.
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Pratica★☆☆
Entre o interior e o exterior de uma célula existe uma diferença de potencial de cerca de $70\ \text{mV}$, sendo o interior negativo (dado: carga elementar…

Entre o interior e o exterior de uma célula existe uma diferença de potencial de cerca de $70\ \text{mV}$, sendo o interior negativo (dado: carga elementar $e = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{C}$). A figura mostra o esquema da membrana.

interior (−) exterior (+) membrana Na+ ΔV = 70 mV energia = ?
  1. a) Exprime essa diferença de potencial em volts e indica quanta energia é necessária, no mínimo, para transportar um coulomb de carga positiva do interior para o exterior contra o campo.
  2. b) Calcula a energia necessária para transportar um ião sódio $\text{Na}^+$ (carga $+e$) do interior para o exterior, em joules e em eletrões-volt.
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Pratica★★☆
Num gerador de Van de Graaff do laboratório mede-se um potencial de $6000\ \text{V}$ a $0,25\ \text{m}$ do centro da esfera carregada (considera…

Num gerador de Van de Graaff do laboratório mede-se um potencial de $6000\ \text{V}$ a $0,25\ \text{m}$ do centro da esfera carregada (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$ e supõe a carga pontual).

  1. a) Isola a carga da expressão $V = K \cdot \frac{Q}{r}$ e calcula o seu valor.
  2. b) Quanto valeria o potencial ao dobro da distância? Justifica a proporcionalidade utilizada.
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Pratica★★☆
Duas cargas $q_1 = 4\ \text{nC}$ e $q_2 = -2\ \text{nC}$ estão, respetivamente, a $0,3\ \text{m}$ e a $0,5\ \text{m}$ de um ponto P (considera…

Duas cargas $q_1 = 4\ \text{nC}$ e $q_2 = -2\ \text{nC}$ estão, respetivamente, a $0,3\ \text{m}$ e a $0,5\ \text{m}$ de um ponto P (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$).

  1. a) Calcula o potencial criado por cada carga em P.
  2. b) Calcula o potencial total em P.
  3. c) Explica por que razão aqui as contribuições se somam diretamente como números, enquanto para o campo elétrico é necessário somar vetores.
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Pratica★★☆
Uma carga $q = -3\,\mu\text{C}$ desloca-se de um ponto A ($V_A = 500\ \text{V}$) até um ponto B ($V_B = 100\ \text{V}$). a) Calcula o trabalho realizado pelo campo,…

Uma carga $q = -3\,\mu\text{C}$ desloca-se de um ponto A ($V_A = 500\ \text{V}$) até um ponto B ($V_B = 100\ \text{V}$).

  1. a) Calcula o trabalho realizado pelo campo, $W_{A \to B} = q \cdot (V_A - V_B)$.
  2. b) Interpreta o sinal negativo do resultado: é um deslocamento espontâneo ou deve ser realizado por um agente externo?
  3. c) Justifica para onde se moveria espontaneamente esta carga negativa: para potenciais maiores ou para potenciais menores?
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Pratica★★☆
Um detetor regista partículas muito energéticas (dado: $1\ \text{eV} = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{J}$). a) Uma partícula registada tem uma energia de…

Um detetor regista partículas muito energéticas (dado: $1\ \text{eV} = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{J}$).

  1. a) Uma partícula registada tem uma energia de $2,4\cdot10^{-17}\ \text{J}$: exprime-a em eletrões-volt.
  2. b) Uma partícula alfa emitida num decaimento nuclear tem uma energia de $5\ \text{MeV}$: exprime-a em joules.
  3. c) Explica, comparando os números anteriores, por que razão o eletrão-volt é uma unidade conveniente na física atómica e nuclear.
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Pratica★★☆
Num microscópio eletrónico, um eletrão parte do repouso e é acelerado através de uma diferença de potencial $\Delta V = 2000\ \text{V}$ (dados: carga elementar…

Num microscópio eletrónico, um eletrão parte do repouso e é acelerado através de uma diferença de potencial $\Delta V = 2000\ \text{V}$ (dados: carga elementar $e = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{C}$; massa do eletrão $m_e = 9,11\cdot10^{-31}\ \text{kg}$). Observa o esquema:

− cátodo + ânodo ΔV = 2000 V −e v₀ = 0 v = ?
  1. a) Calcula a energia cinética que o eletrão ganha, em joules e em eletrões-volt.
  2. b) Aplica a conservação da energia, $\frac{1}{2} \cdot m_e \cdot v^2 = e \cdot \Delta V$, e calcula a sua velocidade final.
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Pratica★★☆
Para que dois protões possam fundir-se no interior do Sol, devem vencer a sua repulsão elétrica e aproximar-se muitíssimo (dados: carga elementar…

Para que dois protões possam fundir-se no interior do Sol, devem vencer a sua repulsão elétrica e aproximar-se muitíssimo (dados: carga elementar $e = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{C}$; $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$; $1\ \text{eV} = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{J}$; $1\ \text{nm} = 10^{-9}\ \text{m}$). A figura mostra a energia potencial do par de protões em função da sua distância.

r Ep r = 1 nm Ep = ? + +
  1. a) Calcula a energia potencial elétrica de dois protões separados por uma distância $r = 1\ \text{nm}$.
  2. b) Exprime o resultado em eletrões-volt.
  3. c) Justifica por que razão a repulsão elétrica dificulta a fusão e que papel desempenha a altíssima temperatura do interior solar para a superar.
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Pratica★★☆
Duas cargas idênticas $q = 5\ \text{nC}$ ocupam os pontos $(0, 0)$ e $(0, 40)$, com as coordenadas em centímetros (considera…

Duas cargas idênticas $q = 5\ \text{nC}$ ocupam os pontos $(0, 0)$ e $(0, 40)$, com as coordenadas em centímetros (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$).

  1. a) Justifica, desenhando os vetores no teu caderno, que o campo elétrico total no ponto médio $P(0, 20)$ é nulo.
  2. b) Calcula o potencial elétrico nesse mesmo ponto P.
  3. c) Tira uma conclusão: é verdade que onde o campo é nulo o potencial também é?
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Pratica★★☆
Entre os dois elétrodos planos de um detetor de fumo por ionização, separados por $d = 5\ \text{cm}$, existe um campo elétrico uniforme $E = 10^{4}\ \text{N/C}$ (dado:…

Entre os dois elétrodos planos de um detetor de fumo por ionização, separados por $d = 5\ \text{cm}$, existe um campo elétrico uniforme $E = 10^{4}\ \text{N/C}$ (dado: carga elementar $e = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{C}$). Observa o esquema:

+ − E = 10⁴ N/C +e W = ? d = 5 cm
  1. a) Calcula a diferença de potencial entre os elétrodos, $\Delta V = E \cdot d$.
  2. b) Calcula o trabalho realizado pelo campo sobre um ião positivo de carga $+e$ que se desloca do elétrodo positivo para o negativo.
  3. c) Verifica que o resultado coincide com o calculado através de $W = F \cdot d = e \cdot E \cdot d$ e explica por que razão assim tem de ser.
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Pratica★★★
Na fase de aceleração de um equipamento de protonterapia (tratamento de tumores com feixes de protões), um protão parte do repouso num ponto A com $V_A = 3000\ \text{V}$…

Na fase de aceleração de um equipamento de protonterapia (tratamento de tumores com feixes de protões), um protão parte do repouso num ponto A com $V_A = 3000\ \text{V}$ e chega a um ponto B com $V_B = 500\ \text{V}$ (dados: carga elementar $e = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{C}$; massa do protão $m_p = 1,67\cdot10^{-27}\ \text{kg}$).

  1. a) Calcula a energia potencial perdida pelo protão entre A e B.
  2. b) Aplica a conservação da energia mecânica e calcula a velocidade do protão em B.
  3. c) Justifica, com base no sinal da carga e na variação da energia potencial, se o protão se poderia mover espontaneamente em sentido contrário, de B para A.
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Pratica★★★
Duas cargas pontuais $q_1 = 6\ \text{nC}$ e $q_2 = -2\ \text{nC}$ encontram-se sobre o eixo $x$, em $x_1 = 0$ e $x_2 = 1\ \text{m}$ (considera…

Duas cargas pontuais $q_1 = 6\ \text{nC}$ e $q_2 = -2\ \text{nC}$ encontram-se sobre o eixo $x$, em $x_1 = 0$ e $x_2 = 1\ \text{m}$ (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$).

  1. a) Estabelece a condição $V = 0$ num ponto do eixo e exprime-a como uma relação entre as distâncias a cada carga: que relação deve ser satisfeita entre $r_1$ e $r_2$?
  2. b) Encontra o ponto do eixo, entre as duas cargas, onde o potencial se anula.
  3. c) Encontra o ponto do eixo, à direita de $q_2$, onde o potencial também se anula.
  4. d) Justifica por que razão não existe nenhum ponto com $V = 0$ à esquerda de $q_1$.
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Pratica★★★
Duas cargas $q_1 = 2\,\mu\text{C}$ e $q_2 = 3\,\mu\text{C}$, fixas em suportes isoladores, passam de uma separação de $1\ \text{m}$ para uma separação de…

Duas cargas $q_1 = 2\,\mu\text{C}$ e $q_2 = 3\,\mu\text{C}$, fixas em suportes isoladores, passam de uma separação de $1\ \text{m}$ para uma separação de $0,25\ \text{m}$ (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$).

  1. a) Calcula a energia potencial elétrica inicial e final do sistema.
  2. b) Calcula o trabalho que deve ser realizado por um agente externo no processo, $W_{ext} = \Delta E_p$.
  3. c) Justifica o sinal do resultado: por que razão é necessário fornecer trabalho para aproximar duas cargas que se repelem?
  4. d) Quanto vale, nesse mesmo processo, o trabalho realizado pelo campo elétrico? Relaciona-o com o do agente externo.
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Pratica★★★
Num tubo de raios X de um hospital, os eletrões são acelerados em direção ao ânodo com uma diferença de potencial $\Delta V = 40\ \text{kV}$ (dados: carga elementar…

Num tubo de raios X de um hospital, os eletrões são acelerados em direção ao ânodo com uma diferença de potencial $\Delta V = 40\ \text{kV}$ (dados: carga elementar $e = 1,6\cdot10^{-19}\ \text{C}$; massa do eletrão $m_e = 9,11\cdot10^{-31}\ \text{kg}$; velocidade da luz $c = 3\cdot10^{8}\ \text{m/s}$). A figura mostra o esquema do tubo.

− cátodo + ânodo ΔV = 40 kV −e v = ? raios X
  1. a) Exprime a diferença de potencial em volts e calcula a energia cinética de cada eletrão ao atingir o ânodo, em eletrões-volt e em joules.
  2. b) Calcula a velocidade final do eletrão utilizando a expressão clássica $\frac{1}{2} \cdot m_e \cdot v^2 = e \cdot \Delta V$.
  3. c) Compara o resultado com a velocidade da luz e comenta por que razão, a estas energias, a aproximação clássica começa a ser questionável.
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Pratica★★★
Três cargas idênticas $q = 1\ \text{nC}$ são colocadas nos vértices de um triângulo equilátero de lado $10\ \text{cm}$ (considera…

Três cargas idênticas $q = 1\ \text{nC}$ são colocadas nos vértices de um triângulo equilátero de lado $10\ \text{cm}$ (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$).

  1. a) Calcula a energia potencial de cada par de cargas.
  2. b) Soma as contribuições de todos os pares e calcula a energia potencial total do sistema.
  3. c) Interpreta o resultado como o trabalho total necessário para «montar» a distribuição trazendo as cargas, uma a uma, desde o infinito.
  4. d) Justifica por que razão, num sistema qualquer de cargas, não basta calcular a energia de um par e multiplicar pelo número de pares: que condição se verifica neste caso que o torna possível?
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Pratica★★★
Um teu colega afirma: «se num ponto o campo elétrico é nulo, o potencial também é nulo; e se o potencial é nulo, o campo também o é» (considera…

Um teu colega afirma: «se num ponto o campo elétrico é nulo, o potencial também é nulo; e se o potencial é nulo, o campo também o é» (considera $K = 9\cdot10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2$).

  1. a) Refuta a primeira afirmação com um exemplo numérico: calcula a posição no segmento entre as cargas $q_1 = 9\ \text{nC}$ e $q_2 = 4\ \text{nC}$, separadas por $1\ \text{m}$, onde o campo é nulo, e calcula o potencial nesse ponto.
  2. b) Refuta a segunda afirmação com outro exemplo numérico: calcula o potencial e o campo no ponto médio entre as cargas $q_1 = +5\ \text{nC}$ e $q_2 = -5\ \text{nC}$, separadas por $40\ \text{cm}$.
  3. c) Explica, a partir das definições de campo (vetorial) e de potencial (escalar), por que razão ambas as afirmações são falsas em geral.
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Pratica★★★
Numa região, as superfícies equipotenciais são planos paralelos. Dois deles, separados por $2\ \text{cm}$, têm potenciais $V_1 = 300\ \text{V}$ e $V_2 = 100\ \text{V}$.…

Numa região, as superfícies equipotenciais são planos paralelos. Dois deles, separados por $2\ \text{cm}$, têm potenciais $V_1 = 300\ \text{V}$ e $V_2 = 100\ \text{V}$. Observa o esquema:

V₁ = 300 V V₂ = 100 V E = ? q = 2 nC W = ? d = 2 cm
  1. a) Calcula o campo elétrico entre os dois planos, supondo-o uniforme, $E = \frac{\Delta V}{d}$, e indica a sua direção e o seu sentido (o campo aponta no sentido dos potenciais decrescentes).
  2. b) Calcula o trabalho realizado pelo campo ao deslocar uma carga $q = 2\ \text{nC}$ do plano de $300\ \text{V}$ para o de $100\ \text{V}$.
  3. c) Um aluno desloca a carga primeiro «de lado», sem sair do plano de $300\ \text{V}$, e só depois a leva até ao plano de $100\ \text{V}$ por um caminho quebrado. Justifica, utilizando o facto de o campo elétrico ser conservativo (o trabalho depende apenas dos pontos inicial e final), que o trabalho total é o mesmo que na alínea b), e calcula o trabalho do troço «de lado».
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Pratica★★★
Durante uma trovoada, a base de uma nuvem pode estar a um potencial de cerca de $10^{8}\ \text{V}$ relativamente ao solo, e um relâmpago chega a transferir uma carga de…

Durante uma trovoada, a base de uma nuvem pode estar a um potencial de cerca de $10^{8}\ \text{V}$ relativamente ao solo, e um relâmpago chega a transferir uma carga de $20\ \text{C}$ (dado: $1\ \text{kW}\cdot\text{h} = 3,6\cdot10^{6}\ \text{J}$).

  1. a) Calcula a energia libertada no relâmpago, $E = Q \cdot \Delta V$.
  2. b) Exprime-a em quilowatts-hora.
  3. c) O consumo elétrico mensal de uma habitação é de cerca de $200\ \text{kW}\cdot\text{h}$: compara ambos os valores e justifica por que razão, apesar dessa enorme energia, é tão difícil aproveitar a dos relâmpagos (pensa na potência instantânea e na imprevisibilidade das descargas).
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Pratica★★★
Desafio do tema. Desenha e calibra um sensor eletrostático oscilante caseiro para caracterizar o campo criado por um objeto do quotidiano. 1. Montagem e recolha de…

Desafio do tema. Desenha e calibra um sensor eletrostático oscilante caseiro para caracterizar o campo criado por um objeto do quotidiano.

  1. Montagem e recolha de dados: Constrói um pêndulo com fio fino e uma pequena esfera de alumínio ($m \approx 0,05\text{ g}$). Mede o comprimento $L \pm \Delta L$ com uma régua ($L = 0,300 \pm 0,001\text{ m}$). Cronometra $10$ oscilações livres com o telemóvel (incerteza $\pm 0,2\text{ s}$) para determinar o período próprio $T_0$.

  2. Tratamento vetorial e fluxo: Carrega uma régua de plástico por fricção (modela-a como uma distribuição linear de carga uniforme aplicando a lei de Gauss para aproximar $\vec{E}$). Carrega a esfera por contacto. Ao aproximar a régua a uma distância fixa, estabelece o equilíbrio vetorial $\sum \vec{F} = \vec{T} + \vec{P} + q\vec{E} = \vec{0}$ a partir do ângulo de desvio para exprimir a carga resultante $q$ em função da densidade linear de carga $\lambda$ da régua.

  3. Energia oscilatória e relatório: Afasta o pêndulo com pequenas amplitudes $A$ em relação ao novo equilíbrio. Mede os períodos resultantes, obtém a constante de força equivalente $k = m\omega^2$ e mede por videoanálise a velocidade máxima $v_{\max}$ em cada caso; representa num gráfico a energia mecânica $E_m = \frac{1}{2}m v_{\max}^2$ em função de $A^2$ com as respetivas barras de dispersão e compara-a com a reta teórica $\frac{1}{2}kA^2$. Resume as tuas conclusões num relatório breve.

Avaliar-se-á:

  • Rigor no tratamento experimental de dados, propagação de incertezas e gráfico.

  • Aplicação correta do teorema de Gauss e análise vetorial de forças.

  • Justificação coerente da conservação da energia no regime oscilatório.

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