Exercícios: Satélites e corpos celestes
A Estação Espacial Internacional (ISS) orbita a uma altitude de $400\ \text{km}$ acima da superfície terrestre. A velocidade orbital de um satélite em órbita circular é…
A Estação Espacial Internacional (ISS) orbita a uma altitude de $400\ \text{km}$ acima da superfície terrestre. A velocidade orbital de um satélite em órbita circular é $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_T}{r}}$. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, massa da Terra $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$ e raio terrestre $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$. O esquema mostra a órbita da estação (sem escala):
- a) Exprime o raio da órbita, $r = R_T + h$, em metros.
- b) Calcula a velocidade orbital da ISS, em $\text{m/s}$, e exprime-a em $\text{km/s}$.
A Lua, o satélite natural da Terra, orbita a uma distância média entre centros de $r = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$. Dados:…
A Lua, o satélite natural da Terra, orbita a uma distância média entre centros de $r = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$ e $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$.
- a) Calcula a sua velocidade orbital com $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_T}{r}}$, em $\text{m/s}$.
- b) Compara-a com a velocidade orbital da ISS, cerca de $7,7\ \text{km/s}$: qual dos dois corpos orbita mais rapidamente e porquê?
A velocidade orbital circular de um satélite é $v = \sqrt{\frac{G\cdot M}{r}}$. a) Justifica, a partir da expressão, se um satélite mais afastado do centro da Terra…
A velocidade orbital circular de um satélite é $v = \sqrt{\frac{G\cdot M}{r}}$.
- a) Justifica, a partir da expressão, se um satélite mais afastado do centro da Terra orbita mais depressa ou mais devagar do que um satélite próximo.
- b) Se o raio da órbita for multiplicado por $4$, o que acontece à velocidade orbital? Justifica com a expressão.
Um satélite de observação descreve uma órbita circular de raio $r = 6,77\cdot10^{6}\ \text{m}$ com uma velocidade orbital de $7,67\ \text{km/s}$. a) Escreve a expressão…
Um satélite de observação descreve uma órbita circular de raio $r = 6,77\cdot10^{6}\ \text{m}$ com uma velocidade orbital de $7,67\ \text{km/s}$.
- a) Escreve a expressão do período em função do raio e da velocidade, $T = \frac{2\cdot\pi\cdot r}{v}$.
- b) Calcula o período em segundos e exprime-o em minutos.
Os satélites de comunicações de uma empresa de telecomunicações são geoestacionários. a) Explica o que significa um satélite ser geoestacionário. b) Indica as três…
Os satélites de comunicações de uma empresa de telecomunicações são geoestacionários.
- a) Explica o que significa um satélite ser geoestacionário.
- b) Indica as três condições que a sua órbita deve cumprir: forma, plano que a contém e período.
- c) Fundamenta por que razão um satélite geoestacionário não pode ficar «imóvel» na vertical de Portugal (latitude $40^\circ$), mas sim sobre o equador.
Numa órbita rasante (muito baixa) o raio orbital é aproximadamente o raio terrestre, $r \approx R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$. Dados:…
Numa órbita rasante (muito baixa) o raio orbital é aproximadamente o raio terrestre, $r \approx R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$ e $g = 9,8\ \text{m/s}^2$.
- a) Calcula a velocidade orbital rasante com $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_T}{R_T}}$, em $\text{km/s}$.
- b) Verifica que se obtém praticamente o mesmo valor com $v = \sqrt{g\cdot R_T}$ e explica, a partir de $g = \frac{G\cdot M_T}{R_T^2}$, por que razão ambas as expressões coincidem.
A Lua orbita a Terra a uma distância média de $r = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$ com uma velocidade orbital de $1,02\ \text{km/s}$. a) Calcula o seu período orbital com…
A Lua orbita a Terra a uma distância média de $r = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$ com uma velocidade orbital de $1,02\ \text{km/s}$.
- a) Calcula o seu período orbital com $T = \frac{2\cdot\pi\cdot r}{v}$, em segundos.
- b) Exprime-o em dias e compara-o com a duração de uma lunação (cerca de quatro semanas).
As antenas parabólicas de televisão por satélite são instaladas de forma fixa, apontando sempre para o mesmo ponto do céu. a) Explica, utilizando as características da…
As antenas parabólicas de televisão por satélite são instaladas de forma fixa, apontando sempre para o mesmo ponto do céu.
- a) Explica, utilizando as características da órbita geoestacionária, por que razão não é necessário que a antena siga o satélite.
- b) Refere duas aplicações dos satélites geoestacionários e fundamenta que vantagem confere o facto de o satélite parecer imóvel nessas aplicações.
O telescópio espacial Hubble descreve uma órbita circular a $540\ \text{km}$ de altitude. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$,…
O telescópio espacial Hubble descreve uma órbita circular a $540\ \text{km}$ de altitude. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$ e $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$.
- a) Calcula a sua velocidade orbital, $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_T}{R_T + h}}$.
- b) Calcula o seu período orbital, $T = \frac{2\cdot\pi\cdot r}{v}$, e exprime-o em minutos.
A Estação Espacial Internacional completa uma órbita em $T = 92\ \text{min}$. a) Calcula quantas órbitas completas efetua em torno da Terra num dia ($24\ \text{h}$). b)…
A Estação Espacial Internacional completa uma órbita em $T = 92\ \text{min}$.
- a) Calcula quantas órbitas completas efetua em torno da Terra num dia ($24\ \text{h}$).
- b) Justifica quantos nasceres do Sol e quantos pores do Sol os astronautas contemplam todos os dias.
- c) Se a estação orbitasse a uma altitude superior, realizaria mais ou menos órbitas por dia? Justifica a resposta com a terceira lei de Kepler.
Um satélite geoestacionário deve ter um período $T = 24\ \text{h}$. Combinando $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_T}{r}}$ com $T = \frac{2\cdot\pi\cdot r}{v}$ obtém-se…
Um satélite geoestacionário deve ter um período $T = 24\ \text{h}$. Combinando $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_T}{r}}$ com $T = \frac{2\cdot\pi\cdot r}{v}$ obtém-se $r^3 = \frac{G\cdot M_T\cdot T^2}{4\cdot\pi^2}$. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$ e $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$. Observa o esquema (sem escala):
- a) Exprime o período em segundos.
- b) Calcula $r^3$ e, calculando a raiz cúbica, o raio da órbita geoestacionária.
- c) Calcula a altitude acima da superfície, $h = r - R_T$, e exprime-a em $\text{km}$.
Os satélites do sistema europeu de navegação Galileo têm um período orbital de $14\ \text{h}$. Utiliza $r^3 = \frac{G\cdot M_T\cdot T^2}{4\cdot\pi^2}$ com…
Os satélites do sistema europeu de navegação Galileo têm um período orbital de $14\ \text{h}$. Utiliza $r^3 = \frac{G\cdot M_T\cdot T^2}{4\cdot\pi^2}$ com $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$ e $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$.
- a) Exprime o período em segundos e calcula o raio da órbita.
- b) Calcula a altitude dos satélites acima da superfície terrestre.
- c) Calcula a sua velocidade orbital, $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_T}{r}}$.
Na superfície terrestre $g_0 = 9,8\ \text{m/s}^2$, mas a gravidade diminui com a altitude de acordo com $g = \frac{G\cdot M_T}{r^2}$. A ISS orbita com…
Na superfície terrestre $g_0 = 9,8\ \text{m/s}^2$, mas a gravidade diminui com a altitude de acordo com $g = \frac{G\cdot M_T}{r^2}$. A ISS orbita com $r = 6,77\cdot10^{6}\ \text{m}$. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$ e $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$.
- a) Calcula o valor de $g$ na órbita da ISS.
- b) Exprime-o como percentagem do valor à superfície.
- c) Com base nesse resultado, explica por que razão não é correto afirmar que na ISS «não há gravidade» e o que significa o facto de a estação e os seus tripulantes se encontrarem em queda livre contínua.
Fobos, a maior das luas de Marte, orbita a apenas $r = 9,38\cdot10^{6}\ \text{m}$ do centro do planeta. Dados:…
Fobos, a maior das luas de Marte, orbita a apenas $r = 9,38\cdot10^{6}\ \text{m}$ do centro do planeta. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$ e massa de Marte $M_M = 6,42\cdot10^{23}\ \text{kg}$.
- a) Calcula a sua velocidade orbital, $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_M}{r}}$.
- b) Calcula o seu período, $T = \frac{2\cdot\pi\cdot r}{v}$, e exprime-o em horas.
- c) Marte roda sobre si próprio em $24,6\ \text{h}$, no mesmo sentido em que Fobos orbita. Justifica se Fobos, visto da superfície marciana, nasce a este ou a oeste.
O satélite espanhol de observação da Terra PAZ descreve uma órbita circular a $514\ \text{km}$ de altitude. Dados:…
O satélite espanhol de observação da Terra PAZ descreve uma órbita circular a $514\ \text{km}$ de altitude. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$ e $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$.
- a) Calcula a sua velocidade orbital.
- b) Calcula o seu período e exprime-o em minutos.
- c) Calcula quantas voltas completas à Terra dá em cada dia.
Compara a velocidade orbital da ISS ($r_{ISS} = 6,77\cdot10^{6}\ \text{m}$) com a da Lua ($r_L = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$) em torno da Terra. a) Demonstra, a partir de…
Compara a velocidade orbital da ISS ($r_{ISS} = 6,77\cdot10^{6}\ \text{m}$) com a da Lua ($r_L = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$) em torno da Terra.
- a) Demonstra, a partir de $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_T}{r}}$, que o quociente de velocidades é $\frac{v_{ISS}}{v_L} = \sqrt{\frac{r_L}{r_{ISS}}}$.
- b) Calcula esse quociente com os dados do enunciado.
- c) Explica, com o auxílio da lei da gravitação universal, por que razão os corpos mais afastados orbitam mais devagar.
Um satélite artificial descreve uma órbita circular de raio $r$ em torno da Terra, de massa $M_T$. a) Justifica que a única força que atua sobre o satélite é a gravítica…
Um satélite artificial descreve uma órbita circular de raio $r$ em torno da Terra, de massa $M_T$.
- a) Justifica que a única força que atua sobre o satélite é a gravítica e que desempenha o papel de força centrípeta; escreve a equação $\frac{G\cdot M_T\cdot m}{r^2} = \frac{m\cdot v^2}{r}$.
- b) Deduz a partir dela a velocidade orbital, $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_T}{r}}$, e o período, $T = 2\cdot\pi\cdot\sqrt{\frac{r^3}{G\cdot M_T}}$. Comenta por que razão a massa $m$ do satélite não surge nos resultados.
- c) Aplica as expressões a um satélite meteorológico em órbita polar a $850\ \text{km}$ de altitude e calcula a sua velocidade e o seu período. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$ e $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$.
Uma operadora de telecomunicações vai colocar um satélite geoestacionário sobre o equador. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$,…
Uma operadora de telecomunicações vai colocar um satélite geoestacionário sobre o equador. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$, $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$ e período de rotação terrestre $T = 24\ \text{h}$.
- a) Partindo de $\frac{G\cdot M_T\cdot m}{r^2} = \frac{m\cdot v^2}{r}$ e de $v = \frac{2\cdot\pi\cdot r}{T}$, deduz a expressão $r^3 = \frac{G\cdot M_T\cdot T^2}{4\cdot\pi^2}$.
- b) Calcula o raio da órbita e a altitude em relação à superfície.
- c) Calcula a velocidade do satélite na sua órbita e explica por que razão, ao mover-se a essa velocidade, parece imóvel visto a partir do solo.
Nas missões Apollo, o módulo de comando permanecia numa órbita lunar circular a $110\ \text{km}$ de altitude enquanto o módulo lunar descia até à superfície. Dados:…
Nas missões Apollo, o módulo de comando permanecia numa órbita lunar circular a $110\ \text{km}$ de altitude enquanto o módulo lunar descia até à superfície. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, massa da Lua $M_L = 7,35\cdot10^{22}\ \text{kg}$ e raio lunar $R_L = 1,74\cdot10^{6}\ \text{m}$. Observa o esquema (sem escala):
- a) Calcula o raio da órbita do módulo de comando.
- b) Calcula a sua velocidade orbital, $v = \sqrt{\frac{G\cdot M_L}{r}}$, e exprime-a em $\text{km/s}$.
- c) Calcula o seu período, em horas, e estima quantas voltas completas à Lua dava o astronauta que ficava a bordo em cada dia.
Para futuras missões tripuladas a Marte estuda-se a colocação de satélites de comunicações «areoestacionários», ou seja, estacionários relativamente ao solo marciano.…
Para futuras missões tripuladas a Marte estuda-se a colocação de satélites de comunicações «areoestacionários», ou seja, estacionários relativamente ao solo marciano. Dados: Marte roda em $T = 24,6\ \text{h}$; massa de Marte $M_M = 6,42\cdot10^{23}\ \text{kg}$; raio de Marte $R_M = 3,39\cdot10^{6}\ \text{m}$; $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$.
- a) Justifica que período orbital devem ter esses satélites.
- b) Calcula o raio da órbita areoestacionária com $r^3 = \frac{G\cdot M_M\cdot T^2}{4\cdot\pi^2}$.
- c) Calcula a sua altitude acima da superfície de Marte e compara-a com os $3,6\cdot10^{4}\ \text{km}$ da órbita geoestacionária terrestre, explicando a que se deve a diferença.
Supõe que a Terra tinha metade da sua massa atual, mas conservava o seu raio e o seu período de rotação de $24\ \text{h}$. Dados: $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$,…
Supõe que a Terra tinha metade da sua massa atual, mas conservava o seu raio e o seu período de rotação de $24\ \text{h}$. Dados: $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$, $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$; o raio geoestacionário atual é $r = 4,22\cdot10^{7}\ \text{m}$.
- a) Justifica, a partir de $r^3 = \frac{G\cdot M_T\cdot T^2}{4\cdot\pi^2}$, se o raio da órbita geoestacionária seria maior, menor ou igual ao atual.
- b) Calcula o novo raio geoestacionário tendo em conta que, sendo $r^3$ proporcional a $M_T$, o novo raio é $r' = r\cdot(1/2)^{1/3}$.
- c) O período continuaria a ser de $24\ \text{h}$? A velocidade orbital do satélite mudaria? Justifica ambas as respostas.
Um aluno escreve num teste: «um satélite geoestacionário está em repouso, porque não se move relativamente ao solo terrestre; portanto, não necessita de velocidade…
Um aluno escreve num teste: «um satélite geoestacionário está em repouso, porque não se move relativamente ao solo terrestre; portanto, não necessita de velocidade orbital nem tem aceleração».
- a) Identifica os dois erros do raciocínio.
- b) Calcula a velocidade orbital real de um satélite geoestacionário ($r = 4,22\cdot10^{7}\ \text{m}$, $T = 24\ \text{h}$), em $\text{km/s}$.
- c) Calcula a sua aceleração centrípeta, $a_c = \frac{v^2}{r}$, e indica que força a proporciona.
A terceira lei de Kepler também se aplica aos satélites artificiais. Dados: ISS ($r = 6,77\cdot10^{6}\ \text{m}$, $T = 92\ \text{min}$) e Lua (…
A terceira lei de Kepler também se aplica aos satélites artificiais. Dados: ISS ($r = 6,77\cdot10^{6}\ \text{m}$, $T = 92\ \text{min}$) e Lua ($r = 3,84\cdot10^{8}\ \text{m}$, $T = 27,3$ dias). O esquema compara ambas as órbitas (sem escala):
- a) Exprime ambos os períodos em segundos e calcula o quociente $\frac{T^2}{r^3}$ para a ISS e para a Lua, em unidades do Sistema Internacional.
- b) Verifica que ambos os quocientes coincidem (exceto arredondamentos) e explica por que razão tem de ser assim.
- c) Utiliza esse valor comum para prever o período de um satélite que orbite com $r = 2,0\cdot10^{7}\ \text{m}$ e exprime-o em horas.
As constelações de internet por satélite, como a Starlink, utilizam milhares de satélites a $550\ \text{km}$ de altitude, enquanto três satélites geoestacionários são…
As constelações de internet por satélite, como a Starlink, utilizam milhares de satélites a $550\ \text{km}$ de altitude, enquanto três satélites geoestacionários são suficientes para dar cobertura a quase todo o planeta. Dados: $G = 6,67\cdot10^{-11}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{kg}^2$, $M_T = 5,97\cdot10^{24}\ \text{kg}$ e $R_T = 6,37\cdot10^{6}\ \text{m}$. O esquema compara as duas órbitas (sem escala):
- a) Calcula a velocidade e o período orbital de um satélite Starlink.
- b) Calcula o quociente entre o seu período e o de um satélite geoestacionário ($24\ \text{h}$) e justifica, com a terceira lei de Kepler, por que razão os satélites de órbita baixa «passam» tão depressa sobre um observador.
- c) Explica por que razão uma órbita baixa exige uma constelação de milhares de satélites para dar cobertura contínua, enquanto em órbita geoestacionária bastam três.
Desafio do tema. Podemos testar a mecânica orbital a partir de casa utilizando satélites reais? A tua missão é elaborar um relatório científico que valide a 3.ª lei de…
Desafio do tema. Podemos testar a mecânica orbital a partir de casa utilizando satélites reais? A tua missão é elaborar um relatório científico que valide a 3.ª lei de Kepler a partir da tua própria estimativa da gravidade.
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Medição caseira: Constrói um pêndulo simples com um fio e uma porca. Mede o período $T$ para 4 comprimentos distintos ($L \pm 0,002\text{ m}$) cronometrando 10 oscilações (incerteza $\pm 0,2\text{ s}$). Tabula os dados, representa $T^2$ em função de $L$ e obtém $g$ com a tua incerteza para estimar a massa terrestre: $M_T = g R_T^2 / G$ (com $R_T \approx 6,37 \cdot 10^6\text{ m}$).
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Pesquisa de satélites: Consulta no site da ESA ou da NASA a altitude e o período orbital de três satélites em órbitas circulares: ISS, um satélite Galileo e o Meteosat. Soma $R_T$ à altitude para calcular os seus raios orbitais $r$.
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Tratamento de dados e gráfico: Elabora uma tabela com $r^3$ e $T^2$ para os satélites. Representa o gráfico de $T^2$ em função de $r^3$ e compara o declive obtido com o valor teórico $\frac{4\pi^2}{G M_T}$ calculado com o teu $g$ experimental.
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Relatório final: Redige um relatório breve fundamentando as discrepâncias encontradas e justificando por que razão um satélite geoestacionário deve situar-se a uma altitude específica.
Avaliar-se-á:
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Rigor na realização das medições caseiras e no tratamento experimental de incertezas.
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Exatidão nos dados dos satélites e na representação gráfica da lei de Kepler.
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Coerência física na discussão crítica dos resultados e das fontes de erro.