Exercícios: A expressão génica
Define transcrição e tradução e indica em que local da célula eucariótica ocorre cada um destes processos.
Define transcrição e tradução e indica em que local da célula eucariótica ocorre cada um destes processos.
O que é um codão? Indica quantos nucleótidos o constituem, quantos codões distintos existem e quantos aminoácidos diferentes codificam no total.
O que é um codão? Indica quantos nucleótidos o constituem, quantos codões distintos existem e quantos aminoácidos diferentes codificam no total.
Observa o esquema do fluxo da informação genética. Indica que moléculas estão assinaladas com A, B e C, que processos ocorrem nas setas 1 e 2, e o que representa a zona…
Observa o esquema do fluxo da informação genética. Indica que moléculas estão assinaladas com A, B e C, que processos ocorrem nas setas 1 e 2, e o que representa a zona delimitada por uma linha descontínua.
Que enzima catalisa a transcrição do ADN para ARN? Indica sobre qual das duas cadeias do gene atua e em que sentido sintetiza a molécula de ARN.
Que enzima catalisa a transcrição do ADN para ARN? Indica sobre qual das duas cadeias do gene atua e em que sentido sintetiza a molécula de ARN.
Indica duas diferenças estruturais entre o ADN e o ARN, e explica que bases emparelham durante a transcrição quando a cadeia molde apresenta uma adenina ou uma timina.
Indica duas diferenças estruturais entre o ADN e o ARN, e explica que bases emparelham durante a transcrição quando a cadeia molde apresenta uma adenina ou uma timina.
Define o que é um gene do ponto de vista da expressão génica e indica que dois tipos de produtos funcionais podem ser gerados por um gene ao expressar-se.
Define o que é um gene do ponto de vista da expressão génica e indica que dois tipos de produtos funcionais podem ser gerados por um gene ao expressar-se.
Qual é o codão de iniciação da tradução e que aminoácido codifica? Explica que função desempenham os codões de terminação e o que acontece quando o ribossoma alcança um…
Qual é o codão de iniciação da tradução e que aminoácido codifica? Explica que função desempenham os codões de terminação e o que acontece quando o ribossoma alcança um deles.
Descreve brevemente o que faz o ribossoma durante a tradução: como lê o ARNm, como chegam os aminoácidos e que tipo de ligação se forma entre eles.
Descreve brevemente o que faz o ribossoma durante a tradução: como lê o ARNm, como chegam os aminoácidos e que tipo de ligação se forma entre eles.
A partir da cadeia molde de ADN 3'-TACGGAACT-5', obtém a sequência do ARNm resultante indicando a sua polaridade, e assinala quantos aminoácidos, no máximo, esse…
A partir da cadeia molde de ADN 3'-TACGGAACT-5', obtém a sequência do ARNm resultante indicando a sua polaridade, e assinala quantos aminoácidos, no máximo, esse fragmento pode codificar.
A partir da seguinte tabela do código genético: | Codão | Aminoácido | | :---: | :---: | | AUG | Metionina (Met) | | CCU | Prolina (Pro) | | GCU | Alanina (Ala) | | UAA…
A partir da seguinte tabela do código genético:
| Codão | Aminoácido |
|---|---|
| AUG | Metionina (Met) |
| CCU | Prolina (Pro) |
| GCU | Alanina (Ala) |
| UAA | Paragem (Fim) |
| UAU | Tirosina (Tyr) |
- a) Traduz o seguinte $\text{mRNA}$: $5'\text{-AUGGCUUAA-}3'$, e indica a sequência de aminoácidos resultante.
- b) Explica que papel desempenham o primeiro e o último codão do fragmento.
Distingue a função do ARNm, do ARNt e do ARNr na síntese de proteínas, indicando o que cada tipo de ARN contribui para o processo.
Distingue a função do ARNm, do ARNt e do ARNr na síntese de proteínas, indicando o que cada tipo de ARN contribui para o processo.
A cadeia codificante de um gene tem a sequência 5'-ATGGCTTAA-3'. Indica a sequência do ARNm transcrito, justifica por que razão é quase idêntica à cadeia codificante e…
A cadeia codificante de um gene tem a sequência 5'-ATGGCTTAA-3'. Indica a sequência do ARNm transcrito, justifica por que razão é quase idêntica à cadeia codificante e explica que papel desempenha, então, a outra cadeia do ADN na transcrição.
Descreve a estrutura característica de um ARNt (forma de trevo, anticodão e extremidade 3') e explica como a célula assegura que cada ARNt se ligue ao seu aminoácido…
Descreve a estrutura característica de um ARNt (forma de trevo, anticodão e extremidade 3') e explica como a célula assegura que cada ARNt se ligue ao seu aminoácido correto, mencionando as enzimas responsáveis.
Ordena as seguintes etapas da expressão génica numa célula eucariótica e justifica a ordem escolhida: ligação do ARNm ao ribossoma, processamento do ARNm, tradução no…
Ordena as seguintes etapas da expressão génica numa célula eucariótica e justifica a ordem escolhida: ligação do ARNm ao ribossoma, processamento do ARNm, tradução no citosol, saída do ARNm do núcleo, transcrição no núcleo.
Durante a tradução, o ARNm é lido em codões consecutivos, sem separadores entre eles. Explica o que é a grelha de leitura e justifica o que aconteceria à proteína…
Durante a tradução, o ARNm é lido em codões consecutivos, sem separadores entre eles. Explica o que é a grelha de leitura e justifica o que aconteceria à proteína sintetizada se o ribossoma iniciasse a leitura um nucleótido antes da posição correta.
Uma proteína é constituída por $300$ aminoácidos. a) Calcula quantos nucleótidos tem, no mínimo, o ARNm maduro que a codifica, incluindo o codão de terminação. b)…
Uma proteína é constituída por $300$ aminoácidos. a) Calcula quantos nucleótidos tem, no mínimo, o ARNm maduro que a codifica, incluindo o codão de terminação. b) Calcula quantos pares de bases ocuparia o gene num organismo sem intrões. c) Justifica por que razão, nos organismos eucarióticos, o gene é frequentemente muito mais longo do que o ARNm maduro correspondente.
Considera o seguinte fragmento da sequência codificante de um ARNm que é traduzido numa proteína citoplasmática: $5'\text{--- AUG - UCU - UCC - UCA - UCG --- } 3'$…
Considera o seguinte fragmento da sequência codificante de um ARNm que é traduzido numa proteína citoplasmática:
$5'\text{--- AUG - UCU - UCC - UCA - UCG --- } 3'$
(Nota: os quatro codões que se seguem ao codão de iniciação AUG codificam todos o aminoácido serina).
- a) A partir deste caso concreto, justifica por que razão o código genético é degenerado e demonstra que esta propriedade não equivale a dizer que o código seja «ambíguo».
- b) Supõe que se introduzem duas mutações pontuais independentes: o Mutante 1 altera o segundo codão de UCU para UCC; o Mutante 2 altera o terceiro codão de UCC para UAC (que codifica tirosina). Compara o impacto de ambas as mutações na sequência de aminoácidos da proteína e classifica cada mutação de acordo com o seu efeito funcional.
- c) Justifica que vantagem adaptativa confere o facto de a degenerescência do código genético se concentrar quase sempre na terceira base de cada tripleto (hipótese do emparelhamento oscilante/wobble) em vez de na primeira ou na segunda face às mutações pontuais espontâneas.
O seguinte esquema representa um ribossoma funcional durante a fase de elongamento da tradução: a) Deduz justificadamente a polaridade (extremidades $5'$ e $3'$) da…
O seguinte esquema representa um ribossoma funcional durante a fase de elongamento da tradução:
- a) Deduz justificadamente a polaridade (extremidades $5'$ e $3'$) da cadeia de ARNm e o sentido no qual o ribossoma se deslocará ao longo dela.
- b) Escreve a sequência do anticodão do ARNt interrogado (?) especificando obrigatoriamente a sua polaridade $5'\to 3'$ e fundamenta que aminoácido transporta sabendo que o codão GCU codifica alanina.
- c) Numa estirpe mutante é produzido um ARNt supressor capaz de reconhecer o codão UAA introduzindo o aminoácido tirosina. Prevê o que acontecerá à tradução e ao comprimento da proteína resultante quando o ribossoma alcançar a posição assinalada com o codão de terminação em comparação com a célula selvagem.
No genoma humano, o gene da fibronectina contém numerosos exões e intrões. Nos fibroblastos dá origem a uma isoforma proteica insolúvel que faz parte da matriz…
No genoma humano, o gene da fibronectina contém numerosos exões e intrões. Nos fibroblastos dá origem a uma isoforma proteica insolúvel que faz parte da matriz extracelular, enquanto nos hepatócitos origina uma isoforma solúvel que circula no plasma sanguíneo.
- a) Justifica, indicando que mecanismo molecular permite que uma única sequência de ADN genómico dê origem a estas duas proteínas com funções e localizações tão distintas.
- b) Um paciente apresenta uma mutação pontual que consiste numa transição (G por A) no local aceitador de splicing do intrão 4 deste gene. Prevê duas possíveis alterações na estrutura do ARNm maduro resultante e as suas consequências na proteína sintetizada.
- c) Se clonarmos este gene humano intacto (com todos os seus intrões e exões) num plasmídeo e o introduzirmos em Escherichia coli, fundamenta se a bactéria sintetizará a fibronectina humana funcional.
A estreptomicina é um antibiótico bactericida que se liga à subunidade $30\text{S}$ do ribossoma procariótico ($70\text{S}$), provocando leituras erróneas do mRNA e…
A estreptomicina é um antibiótico bactericida que se liga à subunidade $30\text{S}$ do ribossoma procariótico ($70\text{S}$), provocando leituras erróneas do mRNA e inibindo a síntese proteica. Embora seja considerado seletivo face aos ribossomas citoplasmáticos eucarióticos ($80\text{S}$), os doentes sob tratamentos intensivos costumam sofrer nefrotoxicidade e ototoxicidade associadas a disfunção energética celular.
- a) Baseando-te na teoria endossimbiótica, justifica por que razão este fármaco pode danificar as células humanas e provocar défice de ATP apesar da seletividade de alvo descrita.
- b) Ao analisar uma estirpe bacteriana resistente à estreptomicina, comprova-se que não degrada o fármaco nem tem bombas de expulsão ativa, mas apresenta uma mutação no gene do cromossoma bacteriano que codifica o rRNA $16\text{S}$. Explica como esta mutação confere resistência sem impedir por completo a função do ribossoma.
- c) Numa experiência celular utilizam-se ciclo-heximida (inibidor de ribossomas $80\text{S}$) e cloranfenicol (inibidor de ribossomas $70\text{S}$). Prevê o que acontecerá à montagem dos complexos multienzimáticos da cadeia de transporte de eletrões mitocondrial (cujas subunidades têm uma origem genética dual) na presença de cada um destes compostos isoladamente.
Para traduzir os $61$ codões com sentido no código genético padrão, a maioria das células eucarióticas só precisa de sintetizar entre $30$ e $45$ espécies distintas de…
Para traduzir os $61$ codões com sentido no código genético padrão, a maioria das células eucarióticas só precisa de sintetizar entre $30$ e $45$ espécies distintas de ARNt, em vez de $61$.
- a) Explica a base termodinâmica e estrutural da 'hipótese da oscilação' (wobble) de Crick e justifica por que razão esta flexibilidade espacial se restringe ao terceiro nucleótido do codão (extremidade $3'$) e ao primeiro do anticodão (extremidade $5'$).
- b) O aminoácido valina é codificado por quatro codões: $5'\text{-GUU-}3'$, $5'\text{-GUC-}3'$, $5'\text{-GUA-}3'$ e $5'\text{-GUG-}3'$. Se um ARNt específico apresentar inosina (I) na extremidade $5'$ do seu anticodão (sabendo que a inosina pode emparelhar com U, C e A), determina quantos e quais destes codões poderá este único ARNt ler, escrevendo a sequência do referido anticodão no sentido $5'\to 3'$.
- c) Fundamenta a vantagem adaptativa que representa para o organismo o facto de a degenerescência do código genético e a oscilação se concentrarem na terceira posição do codão, em comparação com o facto de ocorrerem na primeira ou segunda base perante mutações pontuais.
Estuda-se um gene humano de $24\,000$ pares de bases (pb) que é constituído por $8$ exões e $7$ intrões. Após o processamento completo, o seu ARNm maduro em células…
Estuda-se um gene humano de $24\,000$ pares de bases (pb) que é constituído por $8$ exões e $7$ intrões. Após o processamento completo, o seu ARNm maduro em células musculares tem um comprimento de $1200$ nucleótidos (incluindo as regiões UTR e a cauda poli-A).
- a) Se se hibridar no laboratório a cadeia molde do ADN genómico com o referido ARNm maduro muscular e se observar o heteroduplex resultante ao microscópio eletrónico, prevê que morfologia apresentará e quantos laços monocatenários se observarão no máximo. Justifica por que ácido nucleico será formado cada laço.
- b) Um estudante afirma que, ao ter $1200$ nucleótidos, a proteína resultante terá exatamente $400$ aminoácidos de comprimento. Refuta fundamentadamente esta afirmação apresentando pelo menos dois argumentos de índole molecular.
- c) Em tecido nervoso isola-se um ARNm maduro proveniente do mesmo gene, mas com um tamanho de $1500$ nucleótidos. Fundamenta que fenómeno ocorreu e prevê se a proteína neuronal será necessariamente mais longa do que a muscular, justificando a tua resposta.
Na terapia génica para a neuropatia ótica hereditária de Leber, investiga-se a transferência de uma cópia selvagem de um gene mitocondrial para o núcleo celular…
Na terapia génica para a neuropatia ótica hereditária de Leber, investiga-se a transferência de uma cópia selvagem de um gene mitocondrial para o núcleo celular (expressão alotópica) para que a proteína seja traduzida no citosol e importada para a mitocôndria. Contudo, no código genético mitocondrial humano, o tripleto UGA codifica triptofano, enquanto no código nuclear padrão atua como codão de terminação.
- a) Prevê o que aconteceria se o gene mitocondrial fosse transferido para o núcleo sem modificar a sua sequência e fosse transcrito e traduzido nos ribossomas citoplasmáticos. Que repercussão teria sobre o comprimento e a funcionalidade do polipéptido obtido?
- b) Delineia a estratégia de mutagénese dirigida que a equipa de biotecnologia deve aplicar sobre a sequência codificante do transgene antes de o integrar no núcleo para garantir a síntese da proteína nativa.
- c) Justifica por que razão o genoma mitocondrial (com apenas $37$ genes e um número muito reduzido de ARNt) pôde 'permitir-se' derivas e alterações na atribuição de codões ao longo da evolução, enquanto no genoma nuclear este tipo de alterações resulta letal para a célula.
Ao observar através de microscopia eletrónica a expressão génica em bactérias (Escherichia coli*), distinguem-se estruturas em 'árvore de Natal' onde múltiplos…
Ao observar através de microscopia eletrónica a expressão génica em bactérias (Escherichia coli), distinguem-se estruturas em 'árvore de Natal' onde múltiplos ribossomas traduzem o mRNA enquanto este ainda está a ser sintetizado pela RNA polimerase acoplada ao DNA genómico. Em contrapartida, numa célula humana isto nunca se observa.
- a) Prevê que consequência imediata terá sobre a síntese de proteínas bacterianas a adição de rifampicina (um inibidor que bloqueia a iniciação da RNA polimerase mas não a atividade dos ribossomas) e compara este efeito com o que ocorreria a curto prazo no citoplasma de uma célula eucariótica.
- b) Raciocina por que razão o acoplamento transcrição-tradução bacteriano é mecanicamente incompatível com a presença de intrões e com o mecanismo de corte e costura (splicing) típico de eucariotas.
- c) O mecanismo de regulação génica por 'atenuação' no operão triptofano bacteriano depende de a velocidade de avanço do ribossoma numa sequência-líder determinar a formação de ganchos (ganquilhos) de terminação no RNA recém-transcrito. Justifica de forma fundamentada por que razão este sistema de regulação é inviável nas células eucarióticas.